Example: quiz answers

Templários no condado portucalense antes do …

Templ rios no condado portucalenseantes do reconhecimento formal da ordem: O caso de Braga no in cio do s c. XIIR esumoOs Templ rios podem ter chegado ao norte do condado portucalense nos in cios da d cada de 20 do s c. XII, antes da sua instala o em Soure, datada de 1128. Em Braga compram diversos bens, demonstrando uma preocupa o de concentra o de propriedades. Desta forma, criam uma primeira base de assentamento que gerou um ambiente de confian a nestes freires. Este interesse de fixa o no territ rio bracarense, centro diocesano de primeira import ncia, clarifica-se no contexto da defini o da dimens o pol tica e eclesi stica do pr prio condado .

Revista da Faculdade de Letras CINCIAS E TÉCNICAS DO PATRIMÓNIO, Porto 2013 - Vol. XII, pp. 231-243 Do ponto de vista documental há indícios de que os Templários podem ter chegado ao norte do que viria a ser Portugal antes de 1128, data que a historiografia tem acentuado como princípio da sua instalação em Portugal, tendo como base a

Tags:

  Proto

Information

Domain:

Source:

Link to this page:

Please notify us if you found a problem with this document:

Other abuse

Advertisement

Transcription of Templários no condado portucalense antes do …

1 Templ rios no condado portucalenseantes do reconhecimento formal da ordem: O caso de Braga no in cio do s c. XIIR esumoOs Templ rios podem ter chegado ao norte do condado portucalense nos in cios da d cada de 20 do s c. XII, antes da sua instala o em Soure, datada de 1128. Em Braga compram diversos bens, demonstrando uma preocupa o de concentra o de propriedades. Desta forma, criam uma primeira base de assentamento que gerou um ambiente de confian a nestes freires. Este interesse de fixa o no territ rio bracarense, centro diocesano de primeira import ncia, clarifica-se no contexto da defini o da dimens o pol tica e eclesi stica do pr prio condado .

2 O interesse da Fam lia Condal em atrair homens de religi o associados a Jerusal m encontraria eco nos objetivos das Ordens Militares, que tamb m teriam toda a conveni ncia em dominar territ rios : Templ rios; condado portucalense ; Braga; s culo XIIA bstractThe Templars may have come to the north of portucalense County at the early twenties of the XII century, before their settlement in Soure in 1128. In Braga, they bought some lands, demonstrating the aim of concentration of some properties. In this way, they create a first territorial base which supported the trust on these friars. This interest within Braga, an important diocesan center, is clarified in the context of political and ecclesiastical county background.

3 The interest of the portucalense Family in attracting these religious men associated with Jerusalem find echo in the objectives of the Military Orders, which would also have all the convenience to dominate peninsular : Templars; portucalense County; Braga; XIIth centuryPaula Pinto COSTAFLUP/CEPESER evista da Faculdade de LetrasCI NCIAS E T CNICAS DO PATRIM NIOP orto 2013 Volume XII, pp. 231-243232 COSTA, Paula Pinto - Templ rios no condado portucalense antes do reconhecimento formal da ordem (..)Revista da Faculdade de Letras CI NCIAS E T CNICAS DO PATRIM NIO, Porto 2013 - Vol. XII, pp. 231-243Do ponto de vista documental h ind cios de que os Templ rios podem ter chegado ao norte do que viria a ser Portugal antes de 1128, data que a historiografia tem acentuado como princ pio da sua instala o em Portugal, tendo como base a doa o de Soure datada de 19 de mar o de 11281.

4 N o desmerecendo esta extensa doa o e o seu significado no contexto do pr prio condado portucalense e da Ordem do Templo, legitimada no plano internacional no conc lio de Troyes (11292), torna-se importante perceber os seus mbito de um enquadramento mais ligado hist ria da fronteira sul do condado portucalense t m sido apontadas diversas raz es que clarificam a op o de D. Teresa de doar a terra de Soure aos Templ rios em 1128. Entre os fatores que mais influ ncia tiveram pode contar-se o desguarnecimento das terras mais meridionais e as elevadas exig ncias que colocavam, o envolvimento de D.

5 Teresa em problemas em Coimbra, em resposta ao cerco que os Almor vidas puseram cidade em julho de 1116 e a aposta em interesses mais pr ximos da Galiza. Os recentes bi grafos de D. Teresa continuam a defender que nos primeiros anos de viuvez, a condessa ter mantido a linha de orienta o do marido e que a partir de 1116 desenvolveu a aproxima o com a Galiza e, em particular, com os senhores de Trava, especialmente, relevante no in cio dos anos 203. Em paralelo, desenvolvia-se o processo de cria o e afirma o dos Templ rios, num ambiente favor vel s Ordens Militares. De facto, todos estes elementos ter o contribu do para que D.

6 Teresa assumisse que era importante fixar estes cavaleiros na zona norte de Coimbra em 1128. Neste seguimento, em 1131, Afonso Henriques muda-se de Guimar es para Coimbra, no que reconhecido como um facto de grande import ncia hist rica pelo seu significado, e a partir daqui projeta o avan o do seu dom nio para sul4. Neste sentido, tem especial eco a confirma o da concess o de Soure de 11295, a par da constru o do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra em 11316 e da funda o do castelo de Leiria em doa o de Soure (1128), pelas caracter sticas que apresenta, torna-se mais clara num quadro de confian a nos Templ rios, granjeado algum tempo antes .

7 Tratava-se de uma terra extensa, distante da rea de fixa o privilegiada da fam lia condal ( poca, em Guimar es), de ocupa o prec ria, com um povoamento rarefeito e de localiza o muito exigente, face press o almor vida. Estas circunst ncias pressuporiam 1 DMP, R gios, doc. 79; Cartulaire G n ral de l Odre du Temple (1913), doc. 10, p. 7. Tradu o para portugu s por AMARAL; BARROCA (2012), p. 340. Sum. FERNANDES (2009), pp. DEMURGER (2006), p. 36 e 72. O Conc lio de Troyes reuniu-se no dia de Monsenhor Santo Hil rio (13 de janeiro) no Ano da Encarna o de 1128, o que corresponde ao ano de 1129.

8 Segundo R. Hiestand, a data o usada nesse momento no nordeste de Fran a obedecia ao estilo florentino da Anuncia o, pelo que o ano novo tem in cio a 25 de mar o e n o a 1 de AMARAL; BARROCA (2012), p. 187, 193 e 222-223. MATTOSO (2006), p. 36. MARQUES (1996), pp. 21-22. Em maio de 1117, D. Teresa est em Coimbra quando se intitula MATTOSO (2006), p. T T, Gav. VII, m. 13, n 5 e As Gavetas da Torre do Tombo, vol. 2, doc. 1179, p. 494. Sum. FERNANDES (2009), p. MATTOSO (2006), p. MATTOSO (2006), p. , Paula Pinto - Templ rios no condado portucalense antes do reconhecimento formal da ordem (..)Revista da Faculdade de Letras CI NCIAS E T CNICAS DO PATRIM NIO, Porto 2013 - Vol.

9 XII, pp. 231-243uma pondera o atenta em rela o institui o a que se confiariam essas terras. O reconhecimento internacional da regra dos Templ rios no conc lio de Troyes8 foi o culminar de um ambiente prop cio nova Ordem e consolidaria esta garantia, na senda de um conhecimento pr vio destes freires resultante da sua cria o cerca de 10 anos antes . Nesta estrat gia de reconhecimento, o pr prio rei de Jerusal m, entre 1119 e 1126, ter pedido a Bernardo de Claraval para obter do Papa a aprova o da Ordem9. Com prop sitos semelhantes, entre 1127 e 1129, o Mestre Hugo de Payns, juntamente com outros freires, percorreu o Ocidente, procurando a divulga o da Ordem, bem como a obten o de donativos e a atra o de voca es para o novo instituto.

10 Tanto quanto se sabe, os objetivos alcan ados foram bastante satisfat rios. Hugo de Payns era oriundo da regi o de Champagne que, no in cio do s c. XII, come ava a ser um dos centros mais not veis do com rcio europeu e uma das pra as mais ativas do mercado de capitais, o que pode ter contribu do para o seu leque de relacionamentos e, em consequ ncia, para a concretiza o das suas aspira es. No caso Portugu s, a evid ncia documental confronta-nos com alguns dados atribu dos a uma cronologia ligeiramente anterior a estes epis dios e que, deste modo, antecipam a chegada dos freires do Templo ao condado portucalense e se mostram indispens veis cria o de uma rela o de confian a nos mesmos.


Related search queries