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Aula: Cultura da batata - Almanaque do Campo

1 Aula: Cultura da batataAula: Cultura da batataProf. Dr. Paulo C sar Tavares de MeloUSP-ESALQ Departamento de Produ o Vegetal 09/2006 Agradecimentos ao p s-graduando CassioMitsuiki (USP/ESALQ-Departamento de Produ o Vegetal) autor de diversas imagens e dos filmetes exibidos nesta nica sistem ticaFam lia: SolanaceaeG nero: SolanumEsp cie: tuberosumSubesp cie: tuberosumSubesp cie: andigenaExistem cerca de 200 esp cies silvestres consideradas taxonomicamente distintas, a maioria forma tub rculo;O n mero cromoss mico varia desde o n vel dipl ide (2n = 2x = 24) at o hexapl ide (2n = 2x = 72). Bot nica sistem tica S o reconhecidas oito esp cies cultivadas de batata : Solanum stenotomum S. phureja S. gonicalyx S. xajanhuiri S. x juzepzuchii S. x chaucha S. tuberosum S. xcurtilobumFonte: CIP3 Diversidade genDiversidade gen tica em tica em : CIPRegi o andina:utilizada pelos povos americanos pr -colombianos quando os espanh is dominaram a zona andina era a base da alimenta o desses povos;Domestica o:ocorreu na Am rica do Sul cerca h mais de 8000 anos sele o de tipos livres de glicoalcal ides e, portanto, comest veis; rea prov vel de domestica o:planalto da Bol via-Per , perto do Lago Titicaca (registros ar)

1 Aula: Cultura da batata Prof. Dr. Paulo César Tavares de Melo USP-ESALQ Departamento de Produção Vegetal 09/2006 Agradecimentos ao pós-graduando Cassio

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1 1 Aula: Cultura da batataAula: Cultura da batataProf. Dr. Paulo C sar Tavares de MeloUSP-ESALQ Departamento de Produ o Vegetal 09/2006 Agradecimentos ao p s-graduando CassioMitsuiki (USP/ESALQ-Departamento de Produ o Vegetal) autor de diversas imagens e dos filmetes exibidos nesta nica sistem ticaFam lia: SolanaceaeG nero: SolanumEsp cie: tuberosumSubesp cie: tuberosumSubesp cie: andigenaExistem cerca de 200 esp cies silvestres consideradas taxonomicamente distintas, a maioria forma tub rculo;O n mero cromoss mico varia desde o n vel dipl ide (2n = 2x = 24) at o hexapl ide (2n = 2x = 72). Bot nica sistem tica S o reconhecidas oito esp cies cultivadas de batata : Solanum stenotomum S. phureja S. gonicalyx S. xajanhuiri S. x juzepzuchii S. x chaucha S. tuberosum S. xcurtilobumFonte: CIP3 Diversidade genDiversidade gen tica em tica em : CIPRegi o andina:utilizada pelos povos americanos pr -colombianos quando os espanh is dominaram a zona andina era a base da alimenta o desses povos;Domestica o:ocorreu na Am rica do Sul cerca h mais de 8000 anos sele o de tipos livres de glicoalcal ides e, portanto, comest veis; rea prov vel de domestica o:planalto da Bol via-Per , perto do Lago Titicaca (registros arqueol gicos s o escassos devido a pouca conserva o dos rg os vegetais em condi es de alta umidade relativa);Distribui o:as esp cies de batata distribuem-se por uma grande gama de habitatsque v o desde o sul dos EUA at o sul do Chile.

2 A maioria das esp cies ocorre na Am rica do de origem/distribui o4 Expans o do consumo da batataIntrodu o na Europa:no s culo XVI (1570) a partir de portos da Col mbia ou do Panam (Solanum tuberosum ssp. andigena, adaptada a dias curtos e grandes altitudes); a quantidade de material introduzido n o era representativo da variabilidade gen tica existente na Am rica do Sul; Descri o:O bot nico L cluse autor da Hist ria de plantas raras , de 1601, apresentou a primeira descri o e ilustra o da batata ; Mudan a adaptativa:sele o para cultivo sob condi es de dias longos capacidade de tuberiza o em dias longos e temperatura amena;In cio do cultivo e uso:irlandeses (introdu o da batata entre 1586-1588) foram os primeiros a reconhecer o valor aliment cio da batata ; mais de um s culo depois de sua introdu o era apenas uma curiosidade.

3 Expans o do consumo da batataFome irlandesa da batata :alimento b sico da Irlanda no s culo XIX. Em 1845 e 46 ocorreu severa incid ncia de requeima (Phytophtora infestans) e destrui o das lavouras provocando fome com morte de mais de 2,5 milh esde pessoas e imigra o em massa para os EUA;Introdu o nos EUA:por volta de 1620 e s passou a ser alimento importante a partir do s culo XX; Introdu o no Brasil:final do s culo XIX era explorada por imigrantes espanh is e portugueses sendo cultivada em hortas at o in cio do s culo XX; Cultivo comercial:Monte-Mor e Divinol ndia foram os locais onde come ou o cultivo em larga escala em SP. Cultivo expandiu-se a partir de : origem e domestica oBatata: valor nutricional m dio22,5S lidos totais0,6 Fibras19,4 Carboidratos totais0,1 Lip deos2,0 Prote nas77,5 gua M dia (%)Componentes**Tub rculo de 70gFonte: SMITH,O.

4 Potatoes, storing, processing67 Import ncia s cio-econ mica Alimento universal arroz, trigo, milho, batata 19 milh es de ha 308 milh es de t Uso culin rio altamente vers til consumo fresco e processado Alto conte do prot ico 1,4 kg/ha de prote na (perde apenas para o ovo e leite) Fonte importante de f sforo, de vitamina C e de vitaminas do complexo B Importante fonte energ tica 55 mil kcal/dia No Brasil responde por US$ 400 milh es do PIB e emprega mais de 300 mil pessoas Pa s reaProdu o Rendimento(mil ha)(milh es t)(t/ha) ,015,2 Federa o ,510,3 USA50220,240, ,417, ,018,6 Ucr ,58,4 Alemanha28010,938,9 Belarus7258,712,0Pa ses Baixos1697,745, ,9 Fonte: FAO, dados atualizados at maio 2002 Rankdos 10 pa ses maiores produtores de batata , 2002 8 Participa o percentual das principais regi es mundiais de produ o de batata42,439,29,14,74,10,505101520253035 4045% Produ oEU.

5 Consumo fresco per capitaem pa ses/regi es selecionadas27 MUNDO13Pa ses em desenvolvimento75Pa ses desenvolvidos22Am rica Latina3 frica13 ndia14 China1515 BRASILBRASIL60 Argentina70 AlemanhaConsumo (kg/hab/ano)Pa s/Regi o9 Regi o/Estado Produ o (t) rea colhida (ha) Rendimento (t/ha) Nordeste 29,6 PB 521 8,8 BA 32,2 Sudeste 25,1 MG 25,4 ES 562 15.

6 7 SP 25,0 Centro-oeste 95 25,0 Sul 15,7 PR 19,9 SC 14,0 RS 11,5 Brasil 20,9 Fonte: IBGEP rodu o, rea colhida e rendimento de batata por regi o de cultivo no Brasil, 2004.

7 Rea colhida: 3,5%Produ o: 4,8% rea colhida: 50,0%Produ o: 60,2% rea colhida: 46,4%Produ o: 34,9% rea colhida: 0,1%Produ o: 0,1%Brasil: Participa o (%) de cada regi o geogr fica no total da rea colhida e da produ o de batata em o de Safras de batata no BrasilAs condiAs condi es clim es clim ticas brasileiras ticas brasileiras permitem colher e plantar batata em permitem colher e plantar batata em todos os meses do anotodos os meses do anoSafra das guas(Maior)Safra da secaSafra de invernoSucess o de safras de batata nas principais regi es produtoras do BrasilPlanta: agosto a dezembro Planta: abril a julho Planta: janeiro a mar o11 o-EstadoPICO DE SAFRASAFRA DAS GUASSAFRA DA SECASAFRA DE INVERNOS ucess o de safras de batata nas principais regi es produtoras do Brasil, Cepea-Esalq, 2003 Aspectos bot nicos: Aspectos bot nicos: morfologiamorfologiaLenticelas12 Morfologia floral da batataEstol oEstol oTubTub rculorculo--m em eSistema radicularSistema radicular13 EstEst dios fenoldios fenol gicos ou fases do ciclo de gicos ou fases do ciclo de desenvolvimento da Cultura da batata *desenvolvimento da Cultura da batata **Conhecendo-se a fenologia da planta, com os fen menos relevantes e as exig ncias em cada uma das fases de desenvolvimento, poder-se- orientar com efici ncia as pr ticas culturais, sobretudo a aduba o da dio I- Per odo relativamente curto, compreendido entre o plantio e a emerg ncia das hastes (10 dias).

8 A pl ntula se desenvolve gra as s reservas do tub rculo-m dio II- Per odo de desenvolvimento vegetativo. Intervalo entre a emerg ncia e o in cio da tuberiza o (20 dias). Neste per odo est o presentes, de forma balanceada, todos o horm nios promotores de crescimento (auxinas, giberelinas e citoquininas). O estabelecimento da Cultura se d a partir de 20-30 dm2/ planta de rea foliar. Ao final desse est dio, efetua-se a aduba o de cobertura e posteriormente a dio III- Esse est dio caracterizado pelo desenvolvimento acelerado da parte a rea e acumula o de fotoassimilados nos tub rculos. O processo de tuberiza o inicia-se por volta dos 35-40 dias ap s o plantio. O crescimento dos tub rculos muito r pido, com dura o de cerca de duas semanas. Est dio IV- Nesse est dio, a planta atinge o seu m ximo de desenvolvimento vegetativo.

9 Verifica-se um incremento substancial do peso dos tub rculos (aumenta cerca de uma tonelada/dia/ha). A matura o dos tub rculos se estende dos 80 at aos 110 dias, variando conforme o dio V- caracterizado pela senesc ncia e seca da parte a rea. Ap s a morte da folhagem, conveniente esperar duas semanas para o in cio da colheita para firmar a casca do tub rculo e reduzir, dessa forma, perda da qualidade por dios fenoldios fenol gicos da batateiragicos da batateiraEmerg nciaCrescimento vegetativoEnchimento dos tub rculosSenesc ncia e matura o1625 DAP35 DAP46 DAP56 DAP69 DAP1781 DAP81 DAP106 DAP106 DAP18Cv. Agata: ndice de rea foliarS = = Ap s Plantio ndice de rea Agata: node hastes/plantaS = = Ap s PlantioHastes por Planta (Num)01530456075901050369121519Cv. Agata: produ o comercialS = = Ap s PlantioPr.

10 Comercial (t/ha)01530456075901050153045607590A performance de uma lavoura de batata depende: do ambiente no qual o tub rculo se desenvolveu; da incid ncia de pragas e doen as; do estado fisiol gico do tub rculo-semente determinado pelas condi es ambientais durante o desenvolvimento e armazenamento da geral, a idade fisiol gica dos tub rculos-semente julgada visualmente. 20 Est dios fisiol gicos dos tub rculos-sementea) Dorm ncia n o h brota o; o per odo de dorm ncia depende de v rios fatores (slideseguinte);b) Domin ncia apical inibi o da brota o das gemas laterais, surgindo apenas um ou poucos brotos apicais resulta na emiss o de poucas hastes por rea, independentemente do tamanho da semente;c) Brota o normal brotos do pice ramificados; ocorre brota o nas gemas laterais;d) Senesc ncia brotos laterais muito ncia dos tub rculos Dorm ncia = per odo compreendido entre a colheita e o in cio da brota o do tub rculo Fatores que afetam o per odo de dorm ncia: Cultivar tardias apresentam per odo mais prolongado de dorm ncia do que as precoces Maturidade do tub rculo na colheita tub rculos imaturos apresentam maior dorm ncia Condi es ambientais durante o cultivo per odo de dorm ncia menor em cultivo sob condi es de dias curtos e temperaturas elevadas Condi es de armazenamento sob temperaturas baixas, per odo de dorm ncia maior 21 Quebra de dorm ncia dos tub rculos-semente Finalidade da opera o: uniformizar a brota o e a emerg ncia.


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