Transcription of (COMO INICIAR SUA CRIAÇÃO DE CODORNAS)
1 COMO INICIAR SUA CRIA O DE CODORNAS DE FORMA PR TICA Editado por Alexander Kohler dos S. Carmo Criar codornas, uma proposta grandiosa. A maior vantagem da cria o de codornas a rapidez com que o investimento retorna. A maior vantagem da cria o de codorninhas ( coturnix coturnix japonica) a rapidez com que o investimento retorna. Essas aves, que n o devem ser confundidas com a codorna do campo, ave silvestre brasileira de tamanho maior, crescem e se reproduzem em 45/50 dias e com 5 ou 6 semanas de vida est o prontas para abate. Al m disso, precisam de muito pouco espa o: na rea ocupada por uma s galinha podem ser criadas 42 codornas. Supondo-se que esse plantel seja composto de 21 f meas e 21 machos, ele produzir , diariamente, 21 ovos com 10 a 12 gramas cada um, o que equivale a 5 ovos de galinhas.
2 O pre o de comercializa o dos ovos e da carne oscila muito em fun o dos custos da ra o e dos produtos veterin rios, mas, em qualquer situa o, sempre melhor que o do frango. Manejo - Um galp o de alvenaria, com 16m2 e 3 metros de altura abriga codornas. O forro desta constru o pode ser t bua, as paredes devem ser caiadas e o ch o de barro, tijolos ou cimento. As aves ficam acomodadas em gaiolas de arame com 1 metro de comprimento, 30cm de profundidade e largura. cada uma dessas gaiolas comporta 18 f meas. Como as codorninhas botam no ch o, importante que o piso tenha ligeira inclina o na dire o de uma calha forrada de serragem para a coleta dos ovos. A temperatura do ambiente deve girar entre 18 a 19 graus.
3 Reprodu o - Ap s o 21o. dia, o macho tem plumagem do peito lisa, enquanto nas f meas surgem pintas da cor-de-chumbo e pretas. Al m disso, quando adulto, o macho chega a pesar de 70 a 100 gramas; as f meas de 70 a 80 gramas. O acasalamento pode ocorrer durante o ano inteiro e se d na propor o de 1 macho para cinco f meas. O macho deve ficar 12 horas com a f mea; depois isolado 24 horas, para, em seguida, se acasalar com outras f meas. aconselh vel que as f meas j fertilizadas fiquem distantes dos machos, pois as suas "cantadas" insistentes estressam as aves e acabam prejudicando a sua produ o. Os ovos devem ser armazenados a uma temperatura entre 10 e 16 graus e com umidade relativa entre 75 e 80%, por um per odo m ximo de 12 dias.
4 A incuba o dura 16 dias. A ra o a mesma de galinhas, devendo-se acrescentar um pouco de verdura. A vacina o contra doen as pr prias das aves necess ria, bem com a sua prote o contra umidade, ventos e excesso de ru dos. Elas s o sens veis. APRESENTA O A codorna existe desde a antig idade na Europa como ave migrat ria de plumagem cinza-bege e pequenas listas brancas e pretas foi levada primeiramente para a sia China, Cor ia e, depois, para o Jap o. A codorna, hoje criada em cativeiro, o resultado de v rios cruzamentos efetuados, no Jap o e na China, a partir da sub-esp cie selvagem coturnix coturnix , de origem europ ia. J no ano de 1300 a codorna foi domesticada pelos japoneses em fun o do canto melodioso dos machos.
5 Na primeira d cada do S culo XX os japoneses conseguiram, ap s in meras tentativas, promover sua cria o de forma racional, em pequenas gaiolas, com produ o em s rie, com vistas explora o comercial. Gra as sua alta fertilidade, abundante postura de ovos e exig ncia de pouco espa o para seu confinamento, mais a facilidade de transporte, a codorna tornou-se uma das principais fontes de alimenta o para os vietnamitas durante a guerra contra os Estados Unidos. No Brasil, as codornas foram trazidas por imigrantes italianos e japoneses na d cada de 50. A partir da sua produ o vem se consolidando, tornando-a uma importante alternativa alimentar no pa s. A atividade j foi considerada dom stica, mas com os avan as tecnol gicos e moderniza o da produ o de animais esta atividade tornou-se uma alternativa de diversifica o agropecu ria muito rent vel, quando tratada de maneira profissional.
6 MERCADO A cria o de codornas (coturnicultura) tem apresentado um desenvolvimento bastante acentuado nos ltimos tempos. Os principais fatores que contribuem para isso s o: o r pido crescimento da ave, maturidade sexual precoce, alta produtividade, grande n mero de aves em um pequeno espa o, longevidade na produ o, baixo investimento, r pido retorno financeiro, al m do excepcional sabor ex tico de sua carne, respons vel por iguarias finas e sofisticadas, podendo se tornar uma fonte de renda complementar dos pequenos produtores rurais. Do lado t cnico-econ mico, torna-se ainda mais atrativa, ao verificar-se o r pido crescimento e atingimento da idade de postura, a elevada prolificidade e o pequeno consumo de ra o.
7 DIVULGA O O ditado popular diz que a propaganda a alma do neg cio, devemos nos preocupar em comunicar sobre nossos servi os tanto com os clientes externos quanto com os internos que no caso s o seus pr prios funcion rios. Voc precisa atingir os consumidores e garantir as vendas, para isso dever planejar o seu marketing, obtendo uma no o realista dos custos de seus servi os, adaptando e otimizando os recursos para melhor posicionar os seus servi os, motivando os consumidores e estruturando sua comercializa o de modo a atingir seu mercado-alvo com sucesso. O marketing deve ser cont nuo e sistem tico, sempre com o foco no cliente potencial. Num plano de marketing importante o conhecimento de elementos como pre o, produto (servi o), ponto (localiza o) e promo o.
8 Avaliar os desejos e necessidades de seus clientes ou usu rios em rela o as principais caracter sticas de seu comportamento de compra que s o: fun es, finan as, facilidade, feeling (sentimentos) e futuro(cliente fiel). Por final utilizar todas as informa es sobre os clientes para melhor satisfaz -lo e atender todos os seus desejos e expectativas. LOCALIZA O Na escolha da localiza o deve-se levar em considera o a facilidade de abastecer a granja com os insumos necess rios, o escoamento da produ o e a facilidade de acesso aos consumidores. O clima da regi o escolhida n o poder ter bruscas varia es clim ticas nem ter altas taxas de umidade relativa do ar. O local escolhido dever ter boa ventila o , ser provido de energia el trica, n o deve correr risco de alagamento nem exposi o a ventos encanados.
9 Fundamental que tenha boa qualidade na fonte de gua fornecida s aves, caso contr rio poder afetar na cria o. Geralmente cria es deste tipo s o aconselh veis em reas rurais. Por m este fator ir depender das prefeituras de cada localidade, cada uma ter seu plano diretor urbano (PDU). Lembre-se que a atividade econ mica da maioria das cidades regulamentada em conformidade com um (PDU). essa lei que determina o tipo de atividade que pode funcionar no im vel ou no local escolhido para a instala o da empresa. Esse deve ser o primeiro passo para avaliar a implanta o de sua empresa - maiores informa es consulte a prefeitura de sua cidade. ESTRUTURA A estrutura b sica deve contar com uma boa disponibilidade de rea, gua, al m claro de um clima favor vel, lembrando que estes requisitos s o indicados para o empreendedor que deseja ter uma cria o comercial.
10 A estrutura dever se constru da em fun o das exig ncias ambientais das aves, proporcionado tima condi o de conforto para que estas expressem ao m ximo seu potencial gen tico de produ o. INSTALA ES E EQUIPAMENTOS Ir o variar de acordo com o tipo de cria o, ou seja, dom stica ou comercial, por m, se torna v lido citar alguns tipos de instala es e equipamentos: - Galp es Fechados (laterais). Apresenta um alto custo, al m do que n o podem ser muito grandes e largos, pois dificultam a circula o de ar, recomenda-se que se tenha v rias janelas. - Galp es Abertos (laterais). Apresentam maior economia quando implantados em regi es de alta temperatura, por m, deve-se controlar a temperatura durante o inverno.