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1 Manual AN LISE DE IRREGULARIDADES NOS COMPRESSORES ALTERNATIVOS Sempre dever ser feita uma an lise para cada compressor que falhou. O trabalho de investiga o e as informa es obtidas indicar o as a es corretivas a serem adotadas para evitar a repeti o da falha . Eng Alessandro da Silva Engenharia de Aplica o / Treinamento (0055) 11 - 3648-3108 / (0055) 11 - 9196-1808 2 An lise de IRREGULARIDADES Compressores Alternativos SUM RIO P gina OBJETIVO 3 MANUTEN O PREVENTIVA 4 EXAMINANDO O SISTEMA DEFEITUOSO 4 IDENTIFICA O E ESTADO DAS PE AS 4 CLASSIFICANDO OS PROBLEMAS DO SISTEMA 5 RETORNO DE L QUIDO 6 DANO CAUSADO POR GOLPE DE L QUIDO 9 CAUSAS DO
2 GOLPE DE LIQUIDO 10 PROBLEMAS DE LUBRIFICA O 15 ELEVADAS TEMPERATURAS DE DESCARGA DO COMPRESSOR 21 PROBLEMAS DE CONTAMINA O DO SISTEMA 26 PROBLEMAS EL TRICOS 33 LIMPEZA DO SISTEMA 43 VERIFICA ES ANTES DA PARTIDA 43 PARTIDA 46 REVIS O 48 3 An lise de IRREGULARIDADES Compressores Alternativos OBJETIVO O objetivo deste estudo familiarizar o t cnico com a apar ncia das pe as do compressor que tenham sofrido os efeitos de certas condi es de mau funcionamento do sistema.
3 Este trabalho destina-se a aperfei oar a t cnica de diagn stico na identifica o e corre o dos problemas do sistema e de aplica o. Ao examinarmos esta apresenta o ou estudarmos este manual, devemos lembrar que mesmo os compressores que funcionam normalmente, bem como seus sistemas, est o sujeitos a alguns dos mesmos elementos relacionados com sistemas defeituosos. Todos os sistemas est o sujeitos ao calor, ao verniz, ao leo descorado e algum desgaste natural que se manifesta atrav s de riscos leves. Al m disso, sempre se encontra alguma contamina o no sistema. fisicamente imposs vel eliminar 100% os elementos que contribuem para a contamina o do sistema frigor fico. O que um t cnico precisa de um senso desenvolvido do que normal e do que n o . Este trabalho apresenta os extremos dos defeitos. Por m, e o sistema que n o falhou ou n o apresentou sinais de falha? At que ponto voc s esperam poder ver as condi es de desgaste ou de abuso que est o para ser descritas?
4 Esse conhecimento do normal versus anormal dever ser fruto da experi ncia e da curiosidade natural desenvolvida do t cnico isto , nem sempre aceitar a chave bvia como o nico meio de salva o. A maioria dos compressores projetada para suportarem pequenos problemas do sistema. medida que projetos mais novos, que tiram vantagem de efici ncias mais altas s o introduzidos, os t cnicos se defrontam com novos desafios sob a forma de uma regulagem mais precisa do sistema e do entendimento do sistema. A limpeza agora mais importante com os sistemas projetados com toler ncias mais r gidas. Os t cnicos acostumados a empregar pequenos artif cios nos sistemas antigos e resolverem os problemas est o agora encontrando maiores problemas como resultado desses m todos ou do emprego de outros m todos. O pr prio compressor raramente o problema em sistemas que apresentam falhas.
5 A chave para a manuten o de equipamento com compressores alternativos hoje em dia baseia-se num completo entendimento das condi es e da seq ncia dos fatos que levam as falhas. Este manual trata das falhas do compressor de forma sistem tica. Primeiro examinado as pe as afetadas; a seguir, s o exploradas as condi es que levaram falha e a poss vel causa, ou causas da falha. D -se nfase localiza o e corre o da causa b sica da falha antes de se tentar qualquer reparo ou substitui o. Se a causa b sica n o for corrigida, ser apenas uma quest o de tempo antes que nova falha ocorra. 4 MANUTEN O PREVENTIVA A melhor forma de se prever problemas do compressor iniciar uma planilha de manuten o preventiva que inclua o registro rotineiro das condi es de funcionamento do sistema. O registro di rio das press es, das temperaturas, superaquecimento, sub-resfriamento, etc.
6 De funcionamento do equipamento fornece um meio de se acompanhar o desempenho do sistema durante todo o ano. Com esse tipo de dados podem-se detectar as tend ncias que podem fazer com que as condi es de funcionamento se desviem dos limites aceit veis. O registro dos dados de desempenho do sistema n o s fornece um meio de se detectar problemas iminentes, mas em caso de falha, essas informa es poder o ser usadas para reconstruir a s rie de ocorr ncias que levar o a ela. No final deste trabalho s o usadas algumas sugest es que poder o ajudar no estabelecimento de um sistema de registro para os operadores do equipamento de seu cliente. EXAMINANDO O SISTEMA DEFEITUOSO Ao procurar chegar causa da falha do sistema, use todos os dados poss veis que voc possa obter de toda e qualquer fonte. Converse com o pessoal que opera o equipamento do cliente e descubra o que puder sobre o tipo de ru do que a unidade apresentou imediatamente antes da falha.
7 O funcionamento era normal ou anormal? A que horas ocorreu a falha. Se voc souber isso, voc poder determinar a causa do problema por ocasi o da falha. O operador mantinha um registro como sugerido acima? Se ele mantinha, seu trabalho de investiga o ser mais f cil. IDENTIFICA O E ESTADO DAS PE AS Ao desmontar um compressor danificado, identifique as pe as medida que elas forem retiradas, de forma que suas posi es relativas dentro da m quina possam ser determinadas quando elas forem examinadas. Para que a marca fique leg vel, marque as pe as com metal tra ador ou marcador m gico permanente para evitar que apague durante o manuseio. Al m da identifica o das pe as que s o removidas, examine o estado geral de cada pe a do compressor. Est o certas pe as limpas e n o danificadas? Caso, afirmativo, anote isso. Se o compressor em geral se apresentar sujo, que tipo de contamina o voc pode ver?
8 Muita coisa pode ser determinada neste ponto se voc puder identificar fuligem, verniz, carboniza o, borra, revestimento de cobre (copper plating), oxida o ou particulados, tais como de alum nio, cobre, ferro, etc. Sempre relacionar esses achados as reas do compressor ou as pe as individuais. 5 Por exemplo: As v lvulas do conjunto placa de v lvulas est o quebradas? Caso afirmativo, onde e como? Mesmo se for necess ria uma limpeza completa para se ver o dano, as informa es obtidas poder o ser de grande valor ao se fazer an lise final. Foto 1 Foto 2 CLASSIFICANDO OS PROBLEMAS DO SISTEMA Ao se lidar com falhas do compressor resultantes de problemas do sistema, como estamos fazendo nesta apresenta o, devemos, em primeiro lugar, identificar as v rias categorias gerais de falhas do sistema nas quais a maioria das falhas de compressor ligada ao sistema possa ser definida.
9 Cada uma dessas categorias ser , ent o, discutida em termos de dano que podem causar e, finalmente, as solu es para cada uma dessas reas. Assim sendo, os t cnicos de refrigera o devem estar preparados para, em seguida a este trabalho, buscarem outras fontes, tais como: Boletins da Engenharia, Informa es T cnicas, Apostilas, Manual do Mec nico de Refrigera o, etc, todas essas literaturas t cnicas da Bitzer, ajudar o a desenvolver ainda mais estas t cnicas e habilidades. Passemos agora, as v rias categorias gerais de falhas do sistema. A maioria das falhas do compressor, com exce o dos defeitos do produto pode ser classificada nas seguintes categorias gerais: RETORNO DE L QUIDO: Ocorre principalmente quando o superaquecimento do g s na suc o do compressor est tendendo a zero . Esta suc o mida , devido ao efeito detergente do refrigerante, capaz de remover todo o filme de lubrifica o das partes m veis do compressor, e como consequ ncia provocar sua quebra mec nica.
10 6 GOLPE DE L QUIDO: Dano causado pela press o hidrost tica quando o compressor tenta comprimir um l quido (seja leo, refrigerante ou ambos). PROBLEMAS DE LUBRIFICA O: Problemas relacionados com desgaste excessivo causado pela falta de quantidade suficiente de leo lubrificante nas reas essenciais. CONTAMINA O DO SISTEMA: Material estranho resultando em desgaste excessivo, causando dano mec nico do motor ou aquecimento. UMIDADE NA INSTALA O: Forma o do copper plating nas partes m veis e quentes do compressor, resultado decorrente da mistura de umidade/refrigerante/ leo que produzem rea es capazes de atacar quimicamente tubula es de cobre, e principalmente, os motores el tricos dos compressores herm ticos e semi-herm ticos. Aparecem principalmente nas instala es onde n o fizeram uma boa evacua o e desidrata o do sistema. SUJEIRA DA INSTALA O: Decorrente da falta de cuidado da instala o do sistema, ou de qualquer outra interven o que ocorrer, s o principalmente limalhas e xidos de cobre e ferro, provenientes da instala o onde n o foram utilizados cortadores de tubos e g s de prote o durante toda a soldagem.
