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Logística Reversa – Conceitos Básicos

Log stica Reversa Uma vis o sobre os Conceitos b sicos e as pr ticas operacionais Leonardo Lacerda Introdu o Usualmente pensamos em log stica como o gerenciamento do fluxo de materiais do seu ponto de aquisi o at o seu ponto de consumo. No entanto, existe tamb m um fluxo log stico reverso, do ponto de consumo at o ponto de origem, que precisa ser gerenciado. Este fluxo log stico reverso comum para uma boa parte das empresas. Por exemplo, fabricantes de bebidas t m que gerenciar todo o retorno de embalagens (garrafas) dos pontos de venda at seus centros de distribui o. As sider rgicas usam como insumo de produ o em grande parte a sucata gerada por seus clientes e para isso usam centros coletores de carga. A ind stria de latas de alum nio not vel no seu grande aproveitamento de mat ria prima reciclada, tendo desenvolvido meios inovadores na coleta de latas descartadas. Existem ainda outros setores da ind stria onde o processo de gerenciamento da log stica Reversa mais recente como na ind stria de eletr nicos, varejo e automobil stica.

Logística Reversa Uma visão sobre os conceitos básicos e as práticas operacionais Leonardo Lacerda Introdução Usualmente pensamos em logística como o ...

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1 Log stica Reversa Uma vis o sobre os Conceitos b sicos e as pr ticas operacionais Leonardo Lacerda Introdu o Usualmente pensamos em log stica como o gerenciamento do fluxo de materiais do seu ponto de aquisi o at o seu ponto de consumo. No entanto, existe tamb m um fluxo log stico reverso, do ponto de consumo at o ponto de origem, que precisa ser gerenciado. Este fluxo log stico reverso comum para uma boa parte das empresas. Por exemplo, fabricantes de bebidas t m que gerenciar todo o retorno de embalagens (garrafas) dos pontos de venda at seus centros de distribui o. As sider rgicas usam como insumo de produ o em grande parte a sucata gerada por seus clientes e para isso usam centros coletores de carga. A ind stria de latas de alum nio not vel no seu grande aproveitamento de mat ria prima reciclada, tendo desenvolvido meios inovadores na coleta de latas descartadas. Existem ainda outros setores da ind stria onde o processo de gerenciamento da log stica Reversa mais recente como na ind stria de eletr nicos, varejo e automobil stica.

2 Estes setores tamb m t m que lidar com o fluxo de retorno de embalagens, de devolu es de clientes ou do reaproveitamento de materiais para produ o. Este n o nenhum fen meno novo e exemplos como o do uso de sucata na produ o e reciclagem de vidro tem sido praticados h bastante tempo. Por outro lado, tem-se observado que o escopo e a escala das atividades de reciclagem e reaproveitamento de produtos e embalagens tem aumentado consideravelmente nos ltimos anos. Algumas das causas para isto s o discutidas abaixo: Quest es ambientais Existe uma clara tend ncia de que a legisla o ambiental caminhe no sentido de tornar as empresas cada vez mais respons veis por todo ciclo de vida de seus produtos. Isto significa ser legalmente respons vel pelo seu destino ap s a entrega dos produtos aos clientes e do impacto que estes produzem no meio ambiente. Um segundo aspecto diz respeito ao aumento de consci ncia ecol gica dos consumidores que esperam que as empresas reduzam os impactos negativos de sua atividade ao meio ambiente.

3 Isto tem gerado a es por parte de algumas empresas que visam comunicar ao p blico uma imagem institucional ecologicamente correta . Concorr ncia Diferencia o por servi o Os varejistas acreditam que os clientes valorizam as empresas que possuem pol ticas mais liberais de retorno de produtos. Esta uma vantagem percebida onde os fornecedores ou varejistas assumem os riscos pela exist ncia de produtos danificados. Isto envolve, claro, uma estrutura para recebimento, classifica o e expedi o de produtos retornados. Esta uma tend ncia que se refor a pela exist ncia de legisla o de defesa dos consumidores, garantindo-lhes o direito de devolu o ou troca. Redu o de Custo As iniciativas relacionadas log stica Reversa t m trazido consider veis retornos para as empresas. Economias com a utiliza o de embalagens retorn veis ou com o reaproveitamento de materiais para produ o t m trazido ganhos que estimulam cada vez mais novas iniciativas.

4 Al m disto, os esfor os em desenvolvimento e melhorias nos processos de log stica Reversa podem produzir tamb m retornos consider veis, que justificam os investimentos realizados. Nas se es seguintes deste artigo ser o apresentados Conceitos b sicos relacionados log stica Reversa e discutidos alguns dos fatores cr ticos que influenciam a efici ncia dos processos de log stica Reversa . O processo de log stica Reversa e o conceito de ciclo de vida Por traz do conceito de log stica Reversa est um conceito mais amplo que o do ciclo de vida . A vida de um produto, do ponto de vista log stico, n o termina com sua entrega ao cliente. Produtos se tornam obsoletos, danificados, ou n o funcionam e deve retornar ao seu ponto de origem para serem adequadamente descartados, reparados ou reaproveitados. Do ponto de vista financeiro, fica evidente que al m dos custos de compra de mat ria-prima, de produ o, de armazenagem e estocagem, o ciclo de vida de um produto inclui tamb m outros custos que est o relacionados a todo o gerenciamento do seu fluxo reverso.

5 Do ponto de vista ambiental, esta uma forma de avaliar qual o impacto que um produto sobre o meio ambiente durante toda a sua vida. Esta abordagem sist mica fundamental para planejar a utiliza o dos recursos log sticos de forma contemplar todas as etapas do ciclo de vida dos produtos. Neste contexto, podemos ent o definir log stica Reversa como sendo o processo de planejamento, implementa o e controle do fluxo de mat rias-primas, estoque em processo e produtos acabados (e seu fluxo de informa o) do ponto de consumo at o ponto de origem, com o objetivo de recapturar valor ou realizar um descarte Processo Log stico ReversoSuprimentoProdu oDistribui oProcesso Log stico DiretoMateriaisReaproveitadosMateriaisNo vos Figura 1 Representa o Esquem tica dos Processos Log sticos Direto e Reverso O processo de log stica Reversa gera materiais reaproveitados que retornam ao processo tradicional de suprimento, produ o e distribui o, conforme indicado na figura 1.

6 Este processo geralmente composto por um conjunto de atividades que uma empresa realiza para coletar, separar, embalar e expedir itens usados, danificados ou obsoletos dos pontos de consumo at os locais de reprocessamento, revenda ou de descarte. Existem variantes com rela o ao tipo de reprocessamento que os materiais podem ter, dependendo das condi es em que estes entram no sistema de log stica Reversa . Os materiais podem retornar ao fornecedor quando houver acordos neste sentido. Podem ser revendidos se ainda estiverem em condi es adequadas de comercializa o. Podem ser recondicionados, desde que haja justificativa econ mica. Podem ser reciclados se n o houver possibilidade de 1 Rogers, Dale S.; Tibben-Lembke, Ronald S. Going Backwards: Reverse Logistics Practice recupera o. Todas estas alternativas geram materiais reaproveitados, que entram de novo no sistema log stico direto.

7 Em ltimo caso, o destino pode ser a seu descarte final (figura 2). ColetarEmbalarExpedirRetornar ao FornecedorRevenderRecondicionarReciclarD escarteMateriaisSecund riosProcesso Log stico ReversoColetarEmbalarExpedirRetornar ao FornecedorRevenderRecondicionarReciclarD escarteMateriaisSecund riosColetarEmbalarExpedirRetornar ao FornecedorRevenderRecondicionarReciclarD escarteMateriaisSecund riosProcesso Log stico Reverso Figura 2 Atividades T picas do Processo Log stico Reverso Caracteriza o da Log stica Reversa A natureza do processo de log stica Reversa , ou seja, quais as atividades que ser o realizadas dependem do tipo de material e do motivo pelo qual estes entram no sistema. Os materiais podem ser divididos em dois grandes grupos: produtos e embalagens. No caso de produtos, os fluxos de log stica Reversa se dar o pela necessidade de reparo, reciclagem, ou porque simplesmente os clientes os retornam. Na tabela 1 abaixo mostra taxas de retorno devido a clientes, t picas de algumas ind strias.

8 Note que as taxas de retorno s o bastante vari veis por ind stria e que, em algumas delas, como na venda por cat logos, o gerenciamento eficiente do fluxo reverso fundamental para o neg cio. Ind stria Percentual de retorno Vendas por Cat logo 18-35% Computadores 10-20% Impressoras 4-8% Pe as automotivas 4-6% Produtos Eletr nicos 4-5% Tabela 1 Percentual de Retorno de Produtos O fluxo reverso de produtos tamb m pode ser usado para manter os estoques reduzidos, diminuindo o risco com a manuten o de itens de baixo giro. Esta uma pr tica comum na ind stria fonogr fica. Como esta ind stria trabalha com grande n mero de itens e grande n mero de lan amentos, o risco dos varejistas ao adquirir estoque se torna muito alto. Para incentivar a compra de todo o mix de produtos algumas empresas aceitam a devolu o de itens que n o tiverem bom comportamento de venda. Embora este custo da devolu o seja significativo, acredita-se que as perdas de vendas seriam bem maiores caso n o se adotasse esta pr tica.

9 No caso de embalagens, os fluxos de log stica Reversa acontecem basicamente em fun o da sua reutiliza o ou devido a restri es legais como na Alemanha, por exemplo, que impede seu descarte no meio ambiente. Como as restri es ambientais no Brasil com rela o a embalagens de transporte n o s o t o r gidas, a decis o sobre a utiliza o de embalagens retorn veis ou reutiliz veis se restringe aos fatores econ micos. Existe uma grande variedade de containeres e embalagens retorn veis, mas que tem um custo de aquisi o consideravelmente maior que as embalagens oneway. Entretanto, quanto maior o n mero de vezes que se usa a embalagem retorn vel, menor o custo por viagem que tende a ficar menor que o custo da embalagem oneway. Fatores cr ticos que influenciam a efici ncia do processo de log stica Reversa Dependendo de como o processo de log stica Reversa planejado e controlado, este ter uma maior ou menor efici ncia. Alguns dos fatores identificados como sendo cr ticos e que contribuem positivamente para o desempenho do sistema de log stica Reversa s o comentados abaixo: Bons Controles de EntradaProcessos Mapeados e FormalizadosCiclo de TempoReduzidoSistemas deInforma oAcuradosRede Log stica PlanejadaRela es ColaborativasEntre Clientes e FornecedoresBons Controles de EntradaProcessos Mapeados e FormalizadosCiclo de TempoReduzidoSistemas deInforma oAcuradosRede Log stica PlanejadaRela es ColaborativasEntre Clientes e Fornecedores Figura 3 Fatores cr ticos para a efici ncia do processo de log stica Reversa .

10 Bons controles de entrada No in cio do processo de log stica Reversa preciso identificar corretamente o estado dos materiais que retornam para que estes possam seguir o fluxo reverso correto ou mesmo impedir que materiais que n o devam entrar no fluxo o fa am. Por exemplo, identificando produtos que poder o ser revendidos, produtos que poder o ser recondicionados ou que ter o que ser totalmente reciclados. Sistemas de log stica Reversa que n o possuem bons controles de entrada dificultam todo o processo subseq ente, gerando retrabalho. Podem tamb m ser fonte de atritos entre fornecedores e clientes pela falta de confian a sobre as causas dos retornos. Treinamento de pessoal quest o chave para obten o de bons controles de entrada. Processos padronizados e mapeados Um das maiores dificuldades na log stica Reversa que ela tratada como um processo espor dico, contingencial e n o como um processo regular.


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