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TRAUMA FACIAL EM PACIENTES PEDIÁTRICOS FACIAL …

RESUMOAs fraturas faciais em crian as exibem caracter sticas importantes no que tange preval ncia, ao diagn sticoe ao tratamento, o que implica ser o TRAUMA FACIAL infantil objeto de aten o especial no que diz respeito scondi es psicol gicas e fisiol gicas, pr prias da idade. A preval ncia de fraturas faciais na crian a baixa,variando de 1,4 a 10% do total de fraturas faciais, sendo abaixo dos 5 anos, de 0,7 a 1,2%. Essa baixapreval ncia se deve a fatores anat micos da crian a e a fatores ambientais. As principais causas dos traumatismosfaciais s o quedas, acidentes de tr nsito, acidentes dom sticos, agress es f sicas, agress es por animais eacidentes desportivos.

102 Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial DOURADO et al. INTRODUÇÃO Os traumatismos de face, seja qual for a idade, invocam uma excessiva atenção dos que o atendem, principalmente infantil, pois a sua chegada

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1 RESUMOAs fraturas faciais em crian as exibem caracter sticas importantes no que tange preval ncia, ao diagn sticoe ao tratamento, o que implica ser o TRAUMA FACIAL infantil objeto de aten o especial no que diz respeito scondi es psicol gicas e fisiol gicas, pr prias da idade. A preval ncia de fraturas faciais na crian a baixa,variando de 1,4 a 10% do total de fraturas faciais, sendo abaixo dos 5 anos, de 0,7 a 1,2%. Essa baixapreval ncia se deve a fatores anat micos da crian a e a fatores ambientais. As principais causas dos traumatismosfaciais s o quedas, acidentes de tr nsito, acidentes dom sticos, agress es f sicas, agress es por animais eacidentes desportivos.

2 As regi es dos ossos da face mais atingidas s o os processos alv olo-dent rios, seguidosda mand bula, osso zigom tico, ossos pr prios do nariz e maxila. As fraturas faciais com pequenos desviospodem ser tratadas conservadoramente. As fraturas com grandes desvios devem ser tratadas semelhantementeaos adultos, com a redu o cruenta e a estabiliza o. Apesar de diversas op es de tratamento das fraturasfaciais em crian as estarem disposi o do cirurgi o, nenhuma delas traz um resultado altamente satisfat , a preven o das fraturas faciais em crian as ainda o melhor recurso dispon : TRAUMA , inf ncia, fraturaABSTRACTF acial fractures in children shows important characteristics when it refers to prevalence, diagnosis and treatment,and implies that FACIAL TRAUMA in children is object of an special attention in respect to the psychological andphysiological conditions, proper of the age.

3 The prevalence of FACIAL fractures in childhood is low, varying from1,4 to 10% of the total of FACIAL fractures, and being below 5 years age from 0,7 to 1,2%. This low prevalenceis due to the child anatomical factors, and environmental factors. The main causes of the FACIAL TRAUMA arefalls, traffic accidents, domestic accidents, physical aggressions, animal aggressions and sport accidents. Themost reached bones are the alveolus-dental processes, followed by the mandible, zygomatic bone, properbones of the nose and maxilla. Face fractures with small deviations can be conservative treated. The fractureswith great deviations must be treated in a similar way as the adults, with the reduction and with several options of treatment are available, none of them gives highly satisfactory results.

4 Therefore,the prevention of the FACIAL fractures in children still is the best available : TRAUMA , childhood, FACIAL EM PACIENTES PEDI TRICOSE dwaldo DOURADO *Rafael Vago CYPRIANO **Cec lia Duarte Suassuna CAVALCANTI **Alexandra Alc ntara DOMINGUES ** Professor do Programa de P s-gradua o em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo- FACIAL da Faculdade de Odontologia de Pernambuco da Universidade de Pernambuco - FOP/UPE.** Aluno do Curso de Especializa o em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo- FACIAL da Faculdade de Odontologia de Pernambuco da Universidade de Pernambuco - FOP/UPE.**Alunas do curso de Odontologia da Faculdade de Odontologia de Pernambuco da Universidade de Pernambuco - de Cirurgia e Traumatologia , , p.

5 105 - 114, abr/jun - 2004 Recebido em 18/12/2003 Aprovado em 10/05/2004 FACIAL TRAUMA IN PEDIATRIC PACIENTS102 Revista de Cirurgia e TraumatologiaBuco-Maxilo-FacialDOURADO et OOs traumatismos de face, seja qual for aidade, invocam uma excessiva aten o dos que oatendem, principalmente infantil, pois a sua chegadano servi o de emerg ncia dram tica e preocupante(MELO et al, 2003).As fraturas dos ossos faciais em crian as s orelativamente raras, quando comparadas s fraturasfaciais em adultos (DINGMAN & NATVIG, 2001).Existem v rias raz es para a baixa incid ncia dotrauma FACIAL em crian as.

6 Elas s o tanto sociaisquanto anat micas. As crian as abaixo de cinco anosde idade vivem em um meio ambiente protegido, oque se imagina ser a principal raz o para a taxaextremamente baixa das fraturas faciais neste dos 5 anos, o ambiente social das crian asmuda, e elas t m mais contato com o mundo v o para a escola e come am a participar deesportes. Sua altura, peso, for a e agressividadetamb m aumentam (IIZUKA et al, 1995).Quanto mais jovem a crian a , mais sua face protegida pelo tamanho relativamente grande docr nio. As crian as abaixo de 5 anos s o protegidasem suas quedas pelos seguintes motivos: seus ossoss o el sticos, a dist ncia da queda pequena, e elaspossuem uma espessa cobertura de tecido mole(IIZUKA et al, 1995).

7 De acordo com Howe (1968), ap s umaan lise de 1500 casos de fraturas de face, 13 casos(0,87%) eram de crian as menores de 5 anos e 64(4%) eram de crian as de 6 a 11 anos (MORANO etal, 1998). O pico de preval ncia de fraturas faciaisem crian as acontece com 10 anos (CHIMA, 1998)Com rela o ao sexo, os meninos s o maisacometidos que as meninas na propor o de 1,6:1(IIZUKA et al, 1995).O campo mais comum da fratura FACIAL emcrian as o nariz e o complexo dentoalveolar, seguidospela mand bula, rbita e ter o m dio da , reconhecido que os ossos nasais s oos mais injuriados nos traumas de face em crian , a falta de sintomas e dist rbiosfuncionais associados s fraturas nasais tem resultadoem sua exclus o dos reportes estat sticos.

8 As inj riasdentoalveolares tamb m s o, muitas vezes, exclu dasdos reportes estat sticos. As fraturas da mand bulas o as inj rias do esqueleto FACIAL mais comumentereportadas em PACIENTES pedi tricos hospitalizados portrauma, seguindo-se das fraturas de rbita e fraturasdo ter o m dio da face (SPRING & COTE, 1996). A causa mais freq ente de traumas faciais a queda de altura (23%), seguida por atropelamento(18%), queda de bicicleta (13%), colis o deautom veis (13%), queda da pr pria altura (12%),queda de tanque de lavar roupa sobre a face (7%) eoutras causas (10%) (MORANO et al, 1998). Autorescitam ainda como causa acidentes em parques dedivers es e ferimentos por animais (DINGMAN &NATVIG, 2001).

9 Existem, ainda, os traumatismosdecorrentes de problemas durante o parto (COSTA etal, 1980). Ainda citada como causa de traumas nasestruturas orofaciais as viol ncias contra crian as,dentre elas, a viol ncia dom stica (Mc DONALD &AVERY, 1995).A cada ano, duplica-se o n mero de crian as(5 a 14 anos de idade) que morrem ou s o feridasdentro ou fora dos autom veis. O cinto de seguran an o as protege de maneira apropriada, j que aespinha il aca ntero-posterior n o est desenvolvidana sua totalidade. Portanto, a limita o do cinto noabdome e t rax, causando s rias les es (MELO et al,2003). exatamente no per odo letivo que osmenores mais se acidentam.

10 No per odo de aulas, h um incremento na preval ncia dos traumas infantis(HOMSI, 2004). Existem estudos que mostram queh um aumento desses traumas durante os meses dever o (IIZUKA et al, 1995).As formas cl nicas do TRAUMA podem ser:ferimento, contus o, feridas por arma branca, , , p. 73 - 145, abr/jun - 2004 DOURADO et arma de fogo, fraturas, esmagamento e ospolitraumatismos (MELO et al, 2003). da responsabilidade do cirurgi obucomaxilofacial prestar o primeiro atendimento aopaciente politraumatizado com les o FACIAL , sem,entretanto, deixar que os aspectos, aparentemente,mais dram ticos, retardem a avalia o de outrasles es associadas que podem coexistir, trazendo ummaior risco de vida ao paciente (MELO et al, 2003).


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