Transcription of ABNT NBR 15 - CAU/BR
1 ABNT NBR INTRODU AS ATRIBUI ES DO O QUE MUDA COM A A ESTRUTURA DA 5. DETERMINA O DA VIDA TIL DO EDIF CIO E VIDA TIL DO A DETERMINA O DO LAUDOS E AS FASES DO PROJETO DE CHECK LIST PARA ATENDIMENTO NORMA ABNT NBR DEFINI ES E REFER NCIAS NBR NDICE1245611121314464753541 ABNT NBR INTRODU OOs primeiros estudos sobre a Norma de Desempenho datam de 2000, por meio de uma iniciativa da Caixa Econ mica Federal e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) - Inova o e Pesquisa. Desde ent o o tema gerou intensas discuss es na sociedade brasileira com a participa o de v rios segmentos da ind stria da constru o 2007 foi disponibilizada a primeira edi o da ABNT NBR para consulta p blica, com vistas sua publica o em 2008 e posterior aplica o.
2 No entanto, ap s v rios julgamentos sobre corre es e aperfei oamentos, a mesma foi adiada sendo finalmente publicada em julho de 2013, o que representa uma conquista e um marco para a sociedade e o mercado habitacional Norma de Desempenho assumiu publica es reconhecidas internacionalmente na rea como base para alguns de seus cap tulos e que auxiliam a estabelecer crit rios embasados para a produ o da constru o civil. Apesar desse aux lio n o se pode esmorecer no desenvolvimento de conhecimento espec fico nacional e que certamente trar crescimento para o setor e para o Pa s. A ABNT NBR agregou em seu conte do uma extensa rela o de normas j existentes, das mais diversas disciplinas e relacionadas ao tema, e estabelece ampla e solid ria jun o de incumb ncias entre os intervenientes do processo.
3 Torna-se necess ria a quebra de v rios paradigmas na cultura brasileira da constru o habitacional, passando por uma nova maneira de especifica o e elabora o de projetos que inclui o conhecimento do comportamento em uso dos in meros materiais, componentes, elementos e sistemas construtivos que comp em a edifica o. Essa jornada n o ser simples, pois muitas das comprova es sobre o desempenho da edifica o e suas partes s o obtidas por meio de ensaios realizados por uma pequena gama de laborat rios existentes atualmente que pode n o ser suficiente para a grande demanda nacional ap s a publica o da Norma de momento o setor est vivendo uma tomada de consci ncia mais ampla sobre seu conte do e se adequando s suas especificidades. E nesse cen rio surgem muitas d vidas inclusive no que tange aos limites da responsabilidade profissional.
4 Torna-se imperativo que os arquitetos nesse contexto e com sua atividade projetual exer am o papel determinante para que seja garantido o cumprimento da ABNT NBR , pois desde os primeiros tra os os conceitos da norma devem estar incorporados ao proposta deste guia auxiliar os profissionais de forma pr tica e simples, por m efetiva, esclarecendo os pontos nebulosos, e conduzi-los ao projeto como um produto de qualidade t cnica, consist ncia e de inquestion vel valor. Evidentemente este trabalho n o pretende esgotar o assunto, pois a Norma de Desempenho abrange de maneira profunda o amplo espectro da arquitetura e da engenharia, que por sua vez tamb m est o em constante evolu o, mas auxiliar a que todos os arquitetos atinjam um patamar de melhor entendimento e de seu cumprimento.
5 2. ATRIBUI ES DO ARQUITETO2 ABNT NBR guia pretende orientar o arquiteto no campo de trabalho voltado ao mercado da ind stria imobili ria e da produ o habitacional, tendo em vista que esse segmento representa hoje um dos maiores contratantes de projetos de arquitetura, mas n o necessariamente de qualidade de projeto. Para tanto, a partir de agora necess rio entender-se a l gica dos envolvidos no processo sob o manto da Norma de Desempenho. A julgar-se pelo que se constata atualmente, de forma geral, a classe dos arquitetos vem paulatinamente perdendo terreno, tanto no processo de tomada de decis es do pr prio processo criativo da concep o como da elabora o t cnica fragmentada dos projetos. S o v rias as hip teses e os motivos que levaram os arquitetos a essa situa o, por m para reverter esse quadro vista do estabelecido na pr pria Norma de Desempenho, necess rio, al m do amplo conhecimento desse processo e seus agentes, dominar o seu conte do.
6 Essencial o dom nio dos instrumentos e do modus operandi dessa cadeia produtiva. Somente com o conhecimento desse processo a arquitetura dever novamente obter voz ativa nas decis es, agregar valor e peso em suas a es e atribui es profissionais. A Norma resgata as boas pr ticas de projeto demandando qualifica o e estudo por parte dos arquitetos, como no caso da especifica o dos elementos e sistemas construtivos que deve ser mais aprofundada. O mercado imobili rio por si s segue o princ pio b sico das rela es humanas modernas, a lei da oferta e da procura de maneira infal vel. extremamente din mico, suscet vel s condicionantes socioecon micas da sociedade e aspectos mercadol gicos absolutamente desconhecidos do arquiteto em sua forma o acad mica, fazendo com que entre no mercado de trabalho sem uma vis o estrat gica de neg cios.
7 As incumb ncias estabelecidas na Norma de Desempenho podem alterar profundamente esse cen rio. O arquiteto desde o in cio do seu trabalho dever com sua vis o hol stica se preparar para as decis es de todo o processo, da conceitua o e vida til do projeto s especifica es e compatibiliza es com as demais disciplinas de projetos e da engenharia. Ir subsidiar, com toda a equipe multidisciplinar respons vel pelo projeto, a decis o de seu contratante na defini o da vida til do edif cio a ser constru do. Esse novo escopo evidentemente passar pela esfera das decis es comerciais e contratuais dos relacionamentos empresariais. Dessa vez a rela o com os clientes, parceiros de projetos e de obra, e usu rios do objeto edificado com certeza ir se alterar.
8 As decis es n o podem e n o ser o unilaterais. O grau de compromisso e da interdepend ncia entre todos os envolvidos agora tem import ncia aqueles que se defrontam pela primeira vez com a Norma as d vidas s o imediatas e se referenciam, al m da pr pria Norma, aproximadamente 232 outras normas brasileiras e internacionais. S h um meio de absorver esse volume de informa es: determina o em estud -las e analis -las para saber aplic -las papel do arquiteto fundamental e para tanto ele tem de estar preparado e instrumentado para participar decisivamente desse processo de forma segura. As consequ ncias positivas s o in meras, mas somente com o dom nio da Norma os arquitetos poder o assegurar e incrementar a sua valoriza o profissional nesse grande mercado de Projeto de Arquitetura respons vel pelo processo no qual uma constru o concebida e tamb m por sua representa o formal ou partido arquitet nico.
9 No partido arquitet nico , tamb m conhecido como estrat gia ou conceito, est impl cita a discuss o de aspectos como implanta o e distribui o do programa, estrutura e rela es de espa o, internos e externos, quesitos ambientais etc., todas elas quest es centrais para os arquitetos na concep o dos projetos, sempre permeadas por outros temas relativos s atividades criativas, como composi o, estilo e est NBR m das atribui es j definidas no Manual de Escopo de Arquitetura: Asbea (2012), a Norma incumbe ao projeto de arquitetura:- especifica es compat veis com VUP e Utiliza o, considerando as atividades de manuten o previstas na fase de projeto;- considera es sobre as condi es de exposi o e uso previstas para cada empreendimento;- especifica es incluindo caracter sticas de desempenho de cada material e/ou sistema;- indica o das simula es e dos ensaios a serem efetuados na fase de projeto.
10 - detalhamento dos sistemas construtivos a coordena o de projetos exercida por uma equipe interna empresa construtora ou cumulativamente pelo projeto de arquitetura. Entretanto atualmente est difundida a modalidade de profissionais ou empresas terceirizadas contratadas especificamente para essa fun o, por vezes compartilhada entre dois ou mais agentes. Ainda segundo o Manual de Coordena o de Projetos: AGESC (2012) a coordena o deve ter um amplo conhecimento relativo s diversas especialidades de projeto, sendo de extrema utilidade que conhe a t cnicas construtivas e possua experi ncia quanto execu o de atribui o de coordenador, papel definido no Manual do Coordenador de Projetos: AGESC (2012), o arquiteto dever em rela o Norma ter as seguintes posturas:- garantir que as solu es t cnicas dos projetos complementares estejam coerentes com a VUP e a utiliza o definidas no projeto de arquitetura; - obter os registros das premissas dos projetos;- obter declara es ou mem ria de c lculo dos projetos das v rias disciplinas quando necess rio.