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ALVENARIA ESTRUTURAL - PUCRS

ALVENARIA ESTRUTURAL . PUCRS - Profa S lvia Maria Baptista Kalil 1 ALVENARIA ESTRUTURAL ALVENARIA ESTRUTURAL . PUCRS - Profa S lvia Maria Baptista Kalil 2 O PRESENTE TRABALHO CONSTA DE UMA MESCLA ENTRE A APOSTILA DE ESTRUTURAS MISTAS ELABORADA PELAS PROFAS. SILVIA MARIA BAPTISTA KALIL E MARIA REGINA LEGGERINI, COM O TRABALHO DE CONCLUS O DE CURSO, ORIENTADO PELA AUTORA, DO ALUNO VINICIUS BONACHESKI ALVENARIA ESTRUTURAL . PUCRS - Profa S lvia Maria Baptista Kalil 3 ALVENARIA ESTRUTURAL 1. SISTEMAS ESTRUTURAIS Podemos citar diferentes sistemas estruturais a serem adotados durante a concep o do projeto de uma edifica o. A escolha do sistema adequado se d em fun o do uso da edifica o, de custos e recursos. TOTALMENTE ESTRUTURADO Quando os elementos estruturais de sua supra estrutura s o lajes, vigas e pilares previamente dimensionados e que tem a finalidade de resistir ao seu peso pr prio e a todas as cargas atuantes.

O material adotado também deve ser escolhido de acordo com o projeto, podendo, estas estruturas, serem construídas em concreto armado, madeira, alumínio ou aço. Nestes casos, as paredes funcionam como elementos de vedação, sem responsabilidade estrutural

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  Madeira, Estrutura

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1 ALVENARIA ESTRUTURAL . PUCRS - Profa S lvia Maria Baptista Kalil 1 ALVENARIA ESTRUTURAL ALVENARIA ESTRUTURAL . PUCRS - Profa S lvia Maria Baptista Kalil 2 O PRESENTE TRABALHO CONSTA DE UMA MESCLA ENTRE A APOSTILA DE ESTRUTURAS MISTAS ELABORADA PELAS PROFAS. SILVIA MARIA BAPTISTA KALIL E MARIA REGINA LEGGERINI, COM O TRABALHO DE CONCLUS O DE CURSO, ORIENTADO PELA AUTORA, DO ALUNO VINICIUS BONACHESKI ALVENARIA ESTRUTURAL . PUCRS - Profa S lvia Maria Baptista Kalil 3 ALVENARIA ESTRUTURAL 1. SISTEMAS ESTRUTURAIS Podemos citar diferentes sistemas estruturais a serem adotados durante a concep o do projeto de uma edifica o. A escolha do sistema adequado se d em fun o do uso da edifica o, de custos e recursos. TOTALMENTE ESTRUTURADO Quando os elementos estruturais de sua supra estrutura s o lajes, vigas e pilares previamente dimensionados e que tem a finalidade de resistir ao seu peso pr prio e a todas as cargas atuantes.

2 O material adotado tamb m deve ser escolhido de acordo com o projeto, podendo, estas estruturas, serem constru das em concreto armado, madeira , alum nio ou a o. Nestes casos, as paredes funcionam como elementos de veda o, sem responsabilidade ESTRUTURAL (carregar cargas), as mesmas podem ser total ou parcialmente removidas sem que o equil brio do conjunto seja prejudicado. As paredes externas, normalmente, s o constru das em ALVENARIA ou outro elemento que garanta a durabilidade e a estanqueidade do interior da edifica o. As paredes internas podem ser do mesmo material que as externas ou ainda de gesso acartonado, pain is de madeira , f rmica, aglomerados em geral ou similares. um sistema tradicionalmente adotado em edifica es de grande porte. ALVENARIA ESTRUTURAL A ALVENARIA um sistema construtivo que utiliza pe as industrializadas de dimens es e peso que as fazem manuse veis, ligadas por argamassa, tornando o conjunto monol tico.

3 Estas pe as industrializadas podem ser moldadas em: Cer mica Concreto S lico-calc reo A ALVENARIA ESTRUTURAL um sistema construtivo tradicional, utilizado milh es de anos. Inicialmente eram utilizados blocos de rocha como elementos de ALVENARIA , mas a partir do ano a argila passou a ser trabalhada possibilitando a produ o de tijolos. O sistema construtivo desenvolveu-se inicialmente atrav s do simples empilhamento de unidades, tijolos ou blocos. Os v os eram executados com pe as auxiliares, como vigas de madeira ou pedra. Ao passar do tempo, foi descoberta uma alternativa para a execu o dos v os: os arcos. Estes seriam obtidos atrav s do arranjo entre as unidades. Assim foram executadas pontes e outras obras de grande beleza, obtendo maior qualidade ALVENARIA ESTRUTURAL .

4 Um exemplo disso a parte superior da igreja de Notre Dame, em Paris. ALVENARIA ESTRUTURAL . PUCRS - Profa S lvia Maria Baptista Kalil 4 Ao longo dos s culos obras importantes foram executadas em ALVENARIA ESTRUTURAL , entre elas o Parthenon, na Gr cia, constru do entre 480 e 323 e a Muralha da China, constru da no per odo de 1368 a 1644. At o final do s culo XIX a ALVENARIA predominou como material ESTRUTURAL , por m devido falta de estudos e de pesquisas na rea, n o se tinha conhecimento de t cnicas de racionaliza o. As teorias de c lculos eram feitos de forma emp rica, com isso n o se tinha plena garantia da seguran a da estrutura , for ando um super-dimensionamento das mesmas. Em 1950 surgiram c digos de obras e normas com procedimentos de c lculo na Europa e Am rica do Norte, acarretando em um crescimento marcante da ALVENARIA ESTRUTURAL em todo mundo.

5 No Brasil em 1966 foram constru dos os primeiros pr dios em ALVENARIA ESTRUTURAL , com 4 pavimentos em ALVENARIA armada de blocos de concreto, no Conjunto Habitacional Central Parque da Lapa . estimado que no Brasil, entre 1964 e 1966, tenham sido executados mais de dois milh es de unidades habitacionais em ALVENARIA ESTRUTURAL . A ALVENARIA ESTRUTURAL atingiu o auge no Brasil na d cada de 80, disseminada com a constru o dos conjuntos habitacionais, onde ficou tida como um sistema para baixa renda. Devido ao seu grande potencial de redu o de custos diversas construtoras e produtoras de blocos investiram nessa tecnologia para torn -la mais vantajosa. A inexperi ncia por parte dos profissionais dificultou sua aplica o com vantagens e causou v rias patologias nesse tipo de edifica o, fazendo com que o processo da ALVENARIA ESTRUTURAL desacelerasse novamente.

6 Apesar disso, as vantagens econ micas proporcionadas pela ALVENARIA ESTRUTURAL em rela o ao sistema construtivo convencional incentivaram algumas construtoras a continuarem no sistema e buscarem solu es para os problemas patol gicos observados. Atualmente, no Brasil, com a abertura de novas f bricas de materiais assim como o desenvolvimento de pesquisas com a parceria de empresas do ramo (cer micas, concreteiras, etc.) fazem com que a cada dia mais construtores utilizem e se interessem pelo sistema. Neste tipo de estrutura , a ALVENARIA tem a finalidade de resistir ao carregamento da edifica o, tendo as paredes fun o resistente. A remo o de qualquer parede fica sujeita a an lise e execu o de refor os. Atente-se a dupla fun o das paredes: resist ncia e veda o. As lajes da edifica o normalmente s o em concreto armado ou protendido, podendo ser moldadas no local ou pr fabricadas.

7 Para se ter um bom projeto a ALVENARIA ESTRUTURAL n o pode ser vista meramente como um conjunto de paredes superpostas, resistindo o seu peso pr prio e outras cargas adicionais. Deve ser compreendida como UM PROCESSO CONSTRUTIVO racionalizado, projetado, calculado e constru do em conformidade com as normas pertinentes, visando funcionalidade com seguran a e economia. No processo criativo de uma edifica o em ALVENARIA ESTRUTURAL fundamental a perfeita integra o entre Arquiteto e Engenheiro Estruturista, objetivando a obten o de uma estrutura economicamente competente para suportar todos os esfor os previstos sem preju zo das demais fun es: compartimenta o, veda o, isolamento termo-ac stico, instala es hidr ulicas, el tricas, telef nicas e ter fun o est tica.

8 ALVENARIA ESTRUTURAL . PUCRS - Profa S lvia Maria Baptista Kalil 5 A concep o ESTRUTURAL pode ser facilitada se alguns aspectos forem observados: forma; distribui o das paredes resistentes; lajes. Um projeto arquitet nico em ALVENARIA portante ser mais econ mico na medida em que for mais repetitivo e tiver paredes coincidentes nos diversos pavimentos, dispensando elementos auxiliares ou estrutura de transi o. A capacidade portante (tens o admiss vel) da ALVENARIA deve estar bem definida. Esta determina o pode ser feita em laborat rio ou apenas estimada sempre baseada em ensaios j elaborados e de acordo com o material utilizado. Para se obter uma boa ALVENARIA , necess rio controlar n o apenas o tijolo ou bloco, mas tamb m a argamassa utilizada. A execu o da ALVENARIA portante tamb m deve ser controlada pois a espessura das juntas, o prumo das paredes e sua altura tamb m modificam a sua capacidade resistente.

9 As maiores vantagens da ALVENARIA ESTRUTURAL em rela o aos processos tradicionais s o: Economia no uso de madeira para formas; Redu o no uso de concreto e ferragens; Redu o na m o-de-obra em carpintaria e ferraria; Facilidade de treinar m o-de-obra qualificada; Projetos s o mais f ceis de detalhar; parede Laje de entrepiso 1 PAV. 2 PAV. 3 PAV. PLANTA DE CORTE ALVENARIA ESTRUTURAL . PUCRS - Profa S lvia Maria Baptista Kalil 6 Maior rapidez e facilidade de constru o; Menor n mero de equipes ou sub-contratados de trabalho; tima resist ncia ao fogo; timas caracter sticas de isolamento termo-ac stico; Flexibilidade arquitet nica pelas pequenas dimens es do bloco; As maiores desvantagens da ALVENARIA ESTRUTURAL s o: As paredes portantes n o podem ser removidas sem substitui o por outro elemento de equivalente fun o; Impossibilidade de efetuar modifica es na disposi o arquitet nica original; O projeto arquitet nico fica mais restrito; V os livres s o limitados; Juntas de controle e dilata o a cada 15m.

10 Este tipo de estrutura pode ser dividido em 2 (dois) tipos: - ALVENARIA ESTRUTURAL N o Armada - ALVENARIA ESTRUTURAL Armada. ALVENARIA ESTRUTURAL N o Armada Este sistema vem sendo tradicionalmente utilizado em edifica es de pequeno porte, como resid ncias e pr dios de at 8 (oito) pavimentos. Existem normas tanto para o c lculo ESTRUTURAL (NBR 10837 C lculo de ALVENARIA ESTRUTURAL de blocos vazados de concreto ) como para a execu o ( NBR 8798 Execu o e controle de obras em ALVENARIA ESTRUTURAL de blocos vazados de concreto ). O tamanho do bloco a ser utilizado definido na fase de projeto pois necess ria a pagina o de cada uma das paredes da edifica o. Na ALVENARIA ESTRUTURAL n o armada an lise ESTRUTURAL n o deve acusar esfor os de tra o.


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