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APOSTILA DE CONTABILIDADE DE CUSTOS I - …

UNIJU Universidade Regional do Noroeste do Estado do RGS. DECON Departamento de Economia e CONTABILIDADE Curso de Ci ncias Cont beis APOSTILA DE. CONTABILIDADE DE CUSTOS I. O custo exato uma utopia . George Sebasti o Guerra Leone Prof. Cesar Eduardo S. Kroetz 1 semestre de 2001. 2. Sum rio 3. I - A CI NCIA CONT BIL E A CONTABILIDADE DE CUSTOS . 1. O SISTEMA CONT BIL E SEUS SUBSISTEMAS. A CONTABILIDADE uma ci ncia social que estuda a riqueza patrimonial individualizada, sob os aspectos quantitativos e qualitativos, tendo entre seus objetivos a gera o de informa es e a explica o dos fen menos patrimoniais, possibilitando o controle, o planejamento e a tomada de decis o, no enfoque passado/presente/futuro. Tudo isso, servindo aos mais diversos usu rios, para que eles possam, por meio de seus atos buscarem a prosperidade da entidade e da sociedade. Esse conceito, n o restringe a o da CONTABILIDADE na medida em que discorre sobre a necessidade de suprir as expectativas informativas dos usu rios a ela ligados.

3 I - A CIÊNCIA CONTÁBIL E A CONTABILIDADE DE CUSTOS 1. O SISTEMA CONTÁBIL E SEUS SUBSISTEMAS A Contabilidade é uma ciência social que estuda a riqueza patrimonial individualizada,

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1 UNIJU Universidade Regional do Noroeste do Estado do RGS. DECON Departamento de Economia e CONTABILIDADE Curso de Ci ncias Cont beis APOSTILA DE. CONTABILIDADE DE CUSTOS I. O custo exato uma utopia . George Sebasti o Guerra Leone Prof. Cesar Eduardo S. Kroetz 1 semestre de 2001. 2. Sum rio 3. I - A CI NCIA CONT BIL E A CONTABILIDADE DE CUSTOS . 1. O SISTEMA CONT BIL E SEUS SUBSISTEMAS. A CONTABILIDADE uma ci ncia social que estuda a riqueza patrimonial individualizada, sob os aspectos quantitativos e qualitativos, tendo entre seus objetivos a gera o de informa es e a explica o dos fen menos patrimoniais, possibilitando o controle, o planejamento e a tomada de decis o, no enfoque passado/presente/futuro. Tudo isso, servindo aos mais diversos usu rios, para que eles possam, por meio de seus atos buscarem a prosperidade da entidade e da sociedade. Esse conceito, n o restringe a o da CONTABILIDADE na medida em que discorre sobre a necessidade de suprir as expectativas informativas dos usu rios a ela ligados.

2 Por m, cabe observar a correla o existente entre tal ci ncia e outras formas de conhecimento, ou seja, existe uma rela o intencional entre os estudos cont beis e as demais reas do conhecimento. Neste sentido, a vis o da transdisciplinariedade fundamental, sendo a mesma entendida como o encontro entre as ci ncias e destas com a filosofia, com a arte e com o esp rito, buscando o desenvolvimento do pensar hol stico e do agir localizado. A CONTABILIDADE , assim como as outras ci ncias, pode ser estuda sob enfoques particulares, aqui denominados de especializa es. Conceitualmente, poder-se-ia entender o especialista como uma pessoa que sabe quase tudo sobre quase nada, se orgulha pela sua unilateralidade de vis o e que perdeu, muitas vezes, o poder da inteireza. Entretanto, o sentido que se quer denotar justamente o inverso. Para facilitar o estudo cont bil, ramifica-se este conjunto em partes menores, a fim de compreender melhor sua organiza o, mas sem jamais esquecer a vis o global.

3 Cumpre, transcender o enfoque da especializa o, pensando hol sticamente e agindo localmente. A figura 1 demonstra que a ci ncia cont bil ramifica-se em uma gama de especializa es ( CONTABILIDADE Gerencial, Agr cola, P blica, Comercial etc.), sendo que cada uma delas estuda o patrim nio sob uma tica particular, conforme especifica sua identifica o. A determinante disso s o as diversas atividades desenvolvidas pelas organiza es, as pol ticas adotadas, os interesses dos usu rios, as normas governamentais, dentre outras. Figura 1. CONTABILIDADE Outras Agr cola Ci ncia Cont bil CONTABILIDADE CONTABILIDADE Gerencial Comercial CONTABILIDADE CONTABILIDADE Social de CUSTOS 4. O importante disto lembrar: A ci ncia cont bil una, por m dividida em diversas especialidades (partes). Assim, n o podemos esquecer que quando falamos de CONTABILIDADE de CUSTOS , estamos nos referindo a uma parte da CONTABILIDADE , sem imposs vel dissoci -las. 5. 2. A CONTABILIDADE GERAL E A CONTABILIDADE DE CUSTOS .

4 Uma das principais miss es da CONTABILIDADE proporcionar informa es adequadas e sistem ticas dos fen menos patrimoniais (fatos cont beis) ocorridos nas c lulas sociais, conhecidas como empresas ou entidades. Entre as muitas especializa es da CONTABILIDADE (como visualizado na figura 1) . poss vel classific -la em CONTABILIDADE geral (financeira ou fiscal) e CONTABILIDADE gerencial (inclusa nesta a CONTABILIDADE de CUSTOS ). Disto, visualiza-se a figura 2, que aborda a id ia discutida, no sentido de apresentar a entidade um sistema cont bil capaz de cumprir as exig ncias legais ( CONTABILIDADE Geral/Financeira) e ainda anular as necessidades informativas dos usu rios (internos e externo), gerando informa es de ordem gerencial ou gestorial. Figura 2 - Sistema de Informa es Cont beis CAIXA DE ENTRADA (dados). sistema de faturamento; sistema de contas a receber; sistema de contas a pagar; sistema de pessoal; sistema de controle de estoques; sistema de acionistas; sistema de contas banc rias; sistema or ament rio; sistema patrimonial; sistema de compras; sistema de CONTABILIDADE ; sistema de desconto banc rios; sistema de CUSTOS ; sistema de emiss o de livros obrigat rios; sistema de controle de cr ditos e d bitos; outros.

5 Informa o estrat gica CONTABILIDADE Ambiente Organiza o (modelo). Informa o Informa o Financeira de gest o CONTABILIDADE CONTABILIDADE Gestorial (gerencial). Financeira/Fiscal CONTABILIDADE de CUSTOS RELAT RIOS CONT BEIS. Fonte: Lopes e Ibarra. Enfoque Actual de la Contabilidad de Direcci n Estrat gica. (adaptada). 6. A CONTABILIDADE GERAL engloba todos os fatos ocorridos na entidade e prepara informa es tanto para o mbito interno (administradores, diretores, gerentes etc.) quanto externo entidade (acionistas, governos, fornecedores etc.). Preocupa-se com o acompanhamento de todas as transa es de capta o de recursos financeiros e sua materializa o em fatores produtivos de uma parte e, por outra parte, das transa es envolvendo a comercializa o dos produtos e servi os e a posterior cobran a dos mesmos. Trata ainda do c lculo do resultado, entendido este no sentido de excedente havido ap s a remunera o a tipo de fornecedores, sejam de trabalho ou de capital, bem como da elabora o de demonstra es cont beis.

6 Deve seguir os Princ pios Fundamentais de CONTABILIDADE , e tamb m atender as exig ncias fiscais e societ rias. Neste aspecto, cita-se a legisla o do imposto de renda das pessoas jur dicas (decreto-lei n ), a qual obriga a empresa a manter um sistema de CUSTOS integrado e coordenado com o restante da escritura o. Se isto n o ocorrer, o fisco poder arbitrar o valor dos estoques para efeito do c lculo do imposto de renda e da contribui o social, desconsiderando a escritura o cont bil. Por m, nem todos os m todos de CUSTOS s o aceitos pela legisla o brasileira. Ela requer a utiliza o do chamado custeio por absor o (ser estudado em cap tulos posteriores), o qual atende aos PFC. Este sistema tem como filosofia a premissa de que todos os CUSTOS (fixos e vari veis diretos e indiretos) s o computados ao custo dos produtos, portanto ativados. Assim, para atender legisla o comercial, a empresa deve adotar tal sistema ou, se adotar algum outro, dever , por ocasi o do encerramento do exerc cio, fazer os ajustes necess rios de seus estoques e do custo dos produtos de acordo com os procedimentos do custeio por absor o.

7 A CONTABILIDADE DE CUSTOS centra sua aten o no estudo da composi o e no c lculo dos CUSTOS , tamb m observa o resultado dos centros ou dos agentes do processo produtivos. A CONTABILIDADE de CUSTOS tem como caracter stica ser de car ter INTERNO. Alguns estudiosos a dividem em: CONTABILIDADE DE CUSTOS SINT TICA visa o registro e apura o, numa SE O da CONTABILIDADE geral, das opera es propriamente industriais ou de presta o de servi os. Tais registros sintetizam, resumem e consolidam os resultados dos c lculos detalhados de CUSTOS efetuados na CONTABILIDADE de CUSTOS anal tica, na forma de aloca o de CUSTOS setoriais, apropria o de CUSTOS a produtos e servi os e apura o do custo unit rio dos produtos elaborados, semi-elaborados e em elabora o, atrav s do uso de mapas, fichas e planilhas. Um bom exemplo o livro de Hil rio Franco, " CONTABILIDADE industrial", que ilustra os LAN AMENTOS CONT BEIS. necess rios para o acompanhamento, na forma de PARTIDAS DOBRADAS, desde a aquisi o dos fatores de produ o evidencia o do custo dos produtos fabricados e vendidos, passando pela valora o dos estoques de insumos, materiais e produtos.

8 A CONTABILIDADE DE CUSTOS ANALITICA visa o detalhamento da informa o e respeito do movimento interno de valores, efetuado para a transforma o 7. dos fatores em produtos, n o s com fins cont beis, inventariais e de apura o do resultado geral, mas igualmente com fins gerenciais e administrativos, de planejamento, or amenta o, controle e avalia o de desempenho, de produtos, setores e opera es - detalhamento este realizado em Mapas, fichas e planilhas. A CONTABILIDADE de CUSTOS anal tica pode ser desdobrada numa CONTABILIDADE setorial e numa CONTABILIDADE dos produtos. A CONTABILIDADE SETORIAL DE CUSTOS visa o acompanhamento, a aloca o e a determina o dos CUSTOS operacionais setoriais, totais e unit rios. O mapa de localiza o de CUSTOS (MLC) uma das possibilidades de realiza o de uma CONTABILIDADE setorial de CUSTOS ou, simplesmente, de setoriza o de CUSTOS . A CONTABILIDADE DE CUSTOS DOS PRODUTOS visa a apropria o dos CUSTOS de transforma o aos produtos elaborados, semi-elaborados e em elabora o, bem como a apura o do custo total e unit rio dos produtos e servi os - para fins gerenciais e administrativos, podem abranger ainda os CUSTOS de distribui o, armazenagem, vendas e administra o, inclu dos a os CUSTOS financeiros e tribut rios.

9 A. ordem de produ o ou de servi o, o boletim de Apropria o de CUSTOS (BAC) e o mapa de apropria o de CUSTOS (MAC) s o instrumentos-exemplos de uma CONTABILIDADE de CUSTOS dos produtos. 3. HIST RIA DA CONTABILIDADE DE CUSTOS . A CONTABILIDADE de CUSTOS nasceu da CONTABILIDADE financeira, quando da necessidade de avaliar estoques na ind stria, mais especificamente com o in cio da Revolu o industrial. Anteriormente a esse per odo, os produtos era fabricados por artes os que, via de regra, n o constitu am pessoas jur dicas e pouco preocupavam-se com o c lculo de CUSTOS . A CONTABILIDADE nessa poca, tinha sua aplica o maior no segmento comercial, sendo utilizada para apura o do resultado do exerc cio. Por m, com o incremento da ind stria surge a necessidade de c lculo de CUSTOS para forma o de estoques. Os comerciantes para apurar o resultado do exerc cio somavam as receitas e subtra am delas o custo da mercadoria vendida, gerando o lucro bruto. Do lucro bruto eram deduzidas as demais despesas e, assim, encontravam o lucro ou preju zo do per odo (esse sistema de apura o ainda hoje utilizado pela CONTABILIDADE ).

10 Exemplo: Vendas (-) custo das mercadorias vendidas (=) lucro bruto (-) despesas administrativas (-) despesas comerciais (-) despesas financeiras (=) lucro/preju zo 8. Na atividade comercial o custo da mercadoria vendida era f cil de ser identificado, uma vez que sua composi o resulta do valor pago pela mercadoria, mais tributos n o compens veis, mais fretes pagos e seguros. No caso de haver varia o de estoques, aplica-se a f rmula envolvendo, estoque inicial, compras e estoque final para se encontrar o CMV. CMV = Ei + Comp Ef No segmento industrial, a mesma sistem tica de c lculo de custo dos produtos n o poderia ser utilizada, uma vez que o fabricante compra materiais e os transforma, paga m o-de-obra para elabor -los e ainda consumo uma infinidade de outros CUSTOS (energia, gua etc.), para enfim gerar o bem para venda. Nessa situa o, na qual v rios insumos s o consumidos para elabora o de um novo produto, n o t o simples o c lculo de CUSTOS a ser implementado.


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