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AS LEIS MORAIS - bvespirita.com

1 AS LEIS MORAIS Luiz guilherme Marques 2003 Amar a Deus sobre todas as coisas e ao pr ximo como a si mesmo: eis a a lei e os profetas. Jesus Cristo Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ningu m vai ao Pai a n o ser por Mim. Jesus Cristo Nascer, renascer, progredir sempre: tal a Lei. Allan Kardec DEDICAT RIA A Terezinha, minha esposa; A Jaqueline Mara e Tereza Cristina, minhas filhas; A Divaldo Pereira Franco; A Francisco C ndido Xavier (in memoriam); A Yvonne do Amaral Pereira (in memoriam). AGRADECIMENTOS A Elaine Civinelli Tornel da Silveira; A Ronaldo Tornel da Silveira; A Suely Caldas Schubert. INTRODU O Os juristas, por for a do seu of cio, dedicam-se, desde a antig idade, ao estudo das Leis humanas, o mesmo acontecendo com alguns fil sofos, dentre os quais S crates e Plat o.

1 AS LEIS MORAIS Luiz Guilherme Marques 2003 Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo: eis aí a lei e os profetas.”Jesus Cristo”

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1 1 AS LEIS MORAIS Luiz guilherme Marques 2003 Amar a Deus sobre todas as coisas e ao pr ximo como a si mesmo: eis a a lei e os profetas. Jesus Cristo Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ningu m vai ao Pai a n o ser por Mim. Jesus Cristo Nascer, renascer, progredir sempre: tal a Lei. Allan Kardec DEDICAT RIA A Terezinha, minha esposa; A Jaqueline Mara e Tereza Cristina, minhas filhas; A Divaldo Pereira Franco; A Francisco C ndido Xavier (in memoriam); A Yvonne do Amaral Pereira (in memoriam). AGRADECIMENTOS A Elaine Civinelli Tornel da Silveira; A Ronaldo Tornel da Silveira; A Suely Caldas Schubert. INTRODU O Os juristas, por for a do seu of cio, dedicam-se, desde a antig idade, ao estudo das Leis humanas, o mesmo acontecendo com alguns fil sofos, dentre os quais S crates e Plat o.

2 Entretanto, h outras Leis de interesse dos estudiosos, que s o as Leis Divinas, estas que s o objeto de pesquisas e afirma es dos religiosos das diferentes correntes. O conhecimento libertador, tendo Jesus assim afirmado: Conhece-reis a Verdade, e a Verdade vos libertar . E, depois de conhecer, muda-se nossa a vida, que passa a seguir um rumo definido, com reais benef cios para a vida presente e, seguramente, para a vida post mortem. O objetivo deste estudo s o as Leis Divinas segundo a concep o esp rita, ou seja, segundo a Doutrina codificada por Allan Kardec. 2 Nosso estudo feito com base no O Livro dos Esp ritos, escrito por Kardec e publicado em 1857.

3 Infelizmente, poucos s o os autores, al m de Kardec, que tratam es-pecificamente das Leis MORAIS , destacando-se algumas obras de outros es-tudiosos: Leis MORAIS da Vida, de Joana de ngelis (psicografada por Di-valdo Pereira Franco), As Leis MORAIS , de Rodolfo Calligaris, e Das Leis MORAIS , de Roque Jacinto. S o esses os autores a que tivemos acesso na nossa pesquisa. De O Livro dos Esp ritos pin amos os t picos que acreditamos mais atuais e de maior interesse para o Leitor esp rita brasileiro, dispensando as cita es eruditas e numerosas, que avolumariam o texto sem maior provei-to. A cada um desses excertos acrescentamos pequenos coment rios nossos para elucida o de pontos em que a compreens o mais dif cil.

4 A escolha desses pontos n o significa que o prezado Leitor n o deva ler os demais, que devem ser consultados em O Livro dos Esp ritos. Sigamos, ent o, juntos, caro Leitor, nessa viagem pelo mundo da verdade espiritual, que, infelizmente, a maioria prefere ignorar, com preju -zos evidentes para si pr pria. O autor ** AS LEIS MORAIS O conceito de Leis MORAIS encontra-se na quest o 617 de O Livro dos Esp ritos, ali constando que s o regras que dizem respeito especialmen-te ao homem considerado em si mesmo e nas suas rela es com Deus e com seus semelhantes, quer dizer, todos os tipos de situa es poss veis, ou tamb m, em todos e quaisquer instantes de sua vida tudo regido por essas Leis de origem divina.

5 O Livro dos Esp ritos, em que nos fundamentamos, est dividido em quatro partes, ali denominadas Livros, dos quais o Terceiro trata das Leis MORAIS . A import ncia desse tema foi reputada das mais importantes. Tanto assim que foi tratado j na primeira e mais relevante obra da Codifica o, que O Livro dos Esp ritos. Esse Livro Terceiro est subdividido em doze Cap tulos: A LEI DI-VINA OU NATURAL; LEI DE ADORA O; LEI DO TRABALHO; LEI DE REPRODU O; LEI DE CONSERVA O; LEI DE DESTRUI O; 3 LEI DE SOCIEDADE; LEI DO PROGRESSO; LEI DE IGUALDADE; LEI DE LIBERDADE; LEI DE JUSTI A, DE AMOR E DE CARIDADE; E PERFEI O MORAL.

6 A LEI DIVINA OU NATURAL Na quest o 619 fala-se sobre a possibilidade do conhecimento da Lei Divina por todas as pessoas: "Todos podem conhec -la, mas nem todos a compreendem. Os ho-mens de bem e os que se decidem a investig -la s o os que melhor a compreendem. Todos, entretanto, h compreender o um dia, por-quanto for oso que o progresso se efetue." O texto diferencia os que conhecem a Lei Divina dos que a compre-endem. Conhecer apenas ter not cia, ter tomado ci ncia, mesmo que sem ter-se interessado pelo assunto, enquanto que compreender apreender-lhe o significado, penetrar-lhe a ess ncia. Quem a compreende s o tanto os homens de bem, ou seja, as pessoas dedicadas virtude, quanto todas as outras pessoas, mesmo que portadoras de menor quantidade e qualidade de virtudes mas que se dispuseram a a-prend -la, havendo, assim, oportunidade para todos, sem exclus o de nin-gu m, ao contr rio de certas religi es, que impedem o conhecimento de sua doutrina aos crentes que s o tipos como inferiores e que s o castigados se pretenderem acesso aos estudos mais aprofundados.

7 Fica a certeza de que todos, sem exce o, cedo ou tarde, a compre-ender o, pois da vontade de Deus que todos os Seus filhos cheguem perfei o, atrav s da compreens o e pr tica das Leis Divinas. Na quest o 621 responde-se sobre onde est escrita a Lei Divina: "Na consci ncia." Deus deixou no ponto mais luminoso e sublimado de cada uma de Suas criaturas o conduto de contato com Ele, atrav s do qual recebem os influxos da reflex o para analisar a melhor forma de conduta e escolher sempre o que mais conv m ao seu desenvolvimento rumo perfei o. Supremamente consoladora essa resposta simples e direta, pois asse-gura que todas as criaturas de Deus ter o sempre dentro de si esse rbitro que nunca se equivoca, bastando cada um silenciar suas inquieta es para ouvi-lo.

8 4 Ningu m fica sem rumo, perdido entre d vidas insol veis, pois bas-ta ter a inten o sincera de saber qual a op o correta de conduta, que ela se mostra clara nossa frente. Nossa consci ncia nos ocasiona o remorso se agimos incorretamente tanto quanto a paz interior se agimos de acordo com a Lei Divina. Na quest o 622 esclarece-se que Deus delega a certos homens a mis-s o de revelar humanidade Suas Leis: "Indubitavelmente. Em todos os tempos houve homens que tiveram es-sa miss o. S o Esp ritos superiores, que encarnam com o fim de fazer progredir a Humanidade." A Lei divina chega ao conhecimento das criaturas gradativamente, em aproxima es sucessivas, medida que estas se mostram amadurecidas pa-ra conhec -la e compreend -la.

9 E, como intermedi rios, Deus utiliza Seus filhos mais evolu dos. Os encarregados dessas revela es s o Esp ritos de grande evolu o, que, de tempos em tempos, encarnam para esse tipo de miss o ou, perma-necendo no mundo espiritual, utilizam os canais medi nicos. A Doutrina Esp rita aponta tr s Revela es principais: - a primeira, realizada atrav s de Mois s, que encarnou com a miss o de trazer ao conhecimento das massas o que antes era acess vel apenas aos iniciados, numa poca em que a humanidade vivia explorada por um clero inescrupuloso. Mois s escreveu as obras do Pentateuco, onde desponta o Dec logo, com suas luzes imarcesc veis, no entanto cingindo sua doutrina Lei da Justi a; - a Segunda, realizada por Jesus Cristo, o Sublime Governador da Terra, que pessoalmente veio pregar pelo exemplo a grande Lei do Amor, at en-t o desconhecida, sem a qual a Justi a se faz fria e desumana.

10 Apresentou tamb m ao povo a doutrina da reencarna o, que se tornaria compreens vel muitos s culos depois, com a Terceira Revela o; - a Terceira, realizada pelos Esp ritos Superiores que Jesus Cristo prometeu enviar na poca pr pria como o Consolador, a fim de explicar s popula- es em geral o que at ent o era conhecido de poucos estudiosos e abordar com mais profundidade os ensinamentos que o Divino Pastor tinha dado mas que foram deturpados pelo Cristianismo oficial. Observa-se em todas essas Revela es o mesmo prop sito claro de veicular para as pessoas do povo as grandes verdades espirituais, ao inv s de mant -las circunscritas ao conhecimento de uns poucos.


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