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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM UNIDADE …

ASSIST NCIA DE ENFERMAGEM EM UNIDADE . PEDI TRICA: UMA PROPOSTA DE IN CIO DE. SISTEMATIZA O. Elizane Regina Santos *. Joziane Renata de Barros *. Marcia Maria Baraldi *. C sar Augusto Minto **. Giselle Dupas **. SANTOS, Assist ncia de ENFERMAGEM em UNIDADE pedi trica: uma proposta de in cio de sistematiza o. USP, , , p. 36-50, abr. 1997. O presente trabalho relata um processo inicial de sistematiza o da assist ncia de ENFERMAGEM desenvolvido em UNIDADE pedi trica de um hospital de m dio porte, no interior do estado de S o Paulo, considerando os recursos humanos existentes e o tipo de abordagem adotada pela institui o na presta o da assist ncia crian a hospitalizada. Elaborou-se, com base na literatura e com a participa o dos funcion rios, um manual de rotinas e em seguida, realizou-se um treinamento desses funcion rios, atrav s de uma din mica grupal que procurou resgatar os conhecimentos que eles j possu am sobre os ternas.

A cura das afecções da criança e o êxito do tratamento em um ambiente hospitalar não dependem exclusivamente do nível científico do pediatra, de um

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1 ASSIST NCIA DE ENFERMAGEM EM UNIDADE . PEDI TRICA: UMA PROPOSTA DE IN CIO DE. SISTEMATIZA O. Elizane Regina Santos *. Joziane Renata de Barros *. Marcia Maria Baraldi *. C sar Augusto Minto **. Giselle Dupas **. SANTOS, Assist ncia de ENFERMAGEM em UNIDADE pedi trica: uma proposta de in cio de sistematiza o. USP, , , p. 36-50, abr. 1997. O presente trabalho relata um processo inicial de sistematiza o da assist ncia de ENFERMAGEM desenvolvido em UNIDADE pedi trica de um hospital de m dio porte, no interior do estado de S o Paulo, considerando os recursos humanos existentes e o tipo de abordagem adotada pela institui o na presta o da assist ncia crian a hospitalizada. Elaborou-se, com base na literatura e com a participa o dos funcion rios, um manual de rotinas e em seguida, realizou-se um treinamento desses funcion rios, atrav s de uma din mica grupal que procurou resgatar os conhecimentos que eles j possu am sobre os ternas.

2 O trabalho considerou a opini o dos funcion rios sobre sua participa o no processo de sistematiza o e treinamento. UNITERMOS: Sistematiza o da assist ncia pedi trica; Din mica grupal participativa; Treinamento em Servi o. 1 - INTRODU O. "A crian a um ser biopsicossocial em crescimento e desenvolvimento e, como tal, deve ser atendida em toda a sua individualidade, nas suas necessidades b sicas de : nutri o, educa o, socializa o, afetividade. Durante o processo de desenvolvimento e crescimento, a crian a est sujeita apresentar afec es patol gicas, que necessitam de uma hospitaliza o." (AUGUSTO; NODA, 1978). * Alunas do curso de ENFERMAGEM e Obstetr cia da Universidade Federal de S o Carlos- UFSCar. Disciplina Est gio Profissional: Execu o de Projetos. ** Bi logo. Mestre em Did tica. Professor Assistente do Departamento. de Metodologia de Ensino da UFSCar. ** Enfermeira. Mestre em ENFERMAGEM .

3 Professora Assistente do Departamento de ENFERMAGEM da UFSCar. 36 USP, , , , abr. 1997. A cura das afec es da crian a e o xito do tratamento em um ambiente hospitalar n o dependem exclusivamente do n vel cient fico do pediatra, de um cuidadoso exame f sico ou de uma perfeita prescri o m dica; o trabalho da equipe de ENFERMAGEM imprescind vel. Ademais, uma conduta profissional integrada e co-respons vel - m dico/equipe de ENFERMAGEM - de valor inestim vel na tarefa de tratar e curar as crian as que chegam a necessitar de atendimento hospitalar, que por certo estaria potencializada se contasse com a participa o ativa da fam lia. Segundo CAMPESTRINI (1991), a ENFERMAGEM vem desenvolvendo uma nova concep o de assist ncia integral ao indiv duo, onde novas responsabilidades devem passar a ser assumidas pela equipe de ENFERMAGEM , principalmente em algumas reas especializadas, dando nfase ao aperfei oamento de m todos, t cnicas, normas e rotinas, com a finalidade de atingir o seu objetivo primordial: o bem estar da crian a e sua reabilita o num tempo mais breve poss vel.

4 Durante a perman ncia da crian a no hospital, ela deve ser atendida em todos os seus aspectos biopsicossociais. Considerando esses aspectos, SCHIMITZ. et al (1989) detectaram tr s perspectivas diferentes que norteiam a assist ncia prestada crian a no processo sa de-doen a. Segundo estas autoras, todo hospital adota uma abordagem de assist ncia crian a hospitalizada que, mesmo n o estando explicitada em seus regimentos e manuais, pode ser facilmente identificada na rotina di ria da UNIDADE . Existem desta forma tr s tipos de abordagens: centrada na patologia da crian a, centrada na crian a e aquela centrada na crian a e sua fam lia. A abordagem centrada na patologia caracteriza-se por ter como foco de assist ncia a crian a com uma determinada patologia, sinal ou sintoma que necessitam de cuidados profissionais; neste caso, a equipe de ENFERMAGEM centra seus esfor os para obter dados que se relacionam com os problemas de sa de da crian a, com o diagn stico da patologia e com a instala o das medidas terap uticas.

5 As interven es de ENFERMAGEM enquanto procedimentos t cnicos, s o o ponto alto da assist ncia. Na UNIDADE , as crian as s o geralmente agrupadas nas enfermarias conforme o diagn stico m dico. A rea f sica em geral existe para atender as necessidades dos profissionais e o ambiente pobre ou desprovido de caracteriza es infantis. A comunica o entre equipe, crian a e fam lia formal, cabendo ao profissional de sa de informar a fam lia quando e o que julgar necess rio. A. intera o da equipe de ENFERMAGEM com a fam lia resume-se a alguns momentos: admiss o, comunica o de mudan as b sicas no tratamento, agravamento do estado geral e alta hospitalar. A tomada de decis es centrada no m dico. J na abordagem centrada na crian a o foco de assist ncia passa a ser a crian a em sua UNIDADE biopsicossocial. O objetivo dessa assist ncia amenizar as repercuss es psicol gicas provenientes da hospitaliza o.

6 D -se nfase s necessidades de crescimento e desenvolvimento e s necessidades cl nicas da crian a, havendo tamb m um incentivo maior participa o da crian a e da fam lia nos cuidados, principalmente naqueles mais gerais como na higiene e alimenta o. Rev .Es nf . U S P , v .3 1, n . 1 , p. 3 6 -50, abr. 1997. 37. Quanto rea fis ca, destina-se locais para atender s necessidades de recrea o e bem estar da crian a, junto do acompanhante. A UNIDADE passa tamb m a ter caracteriza es infantis. A tomada de decis es torna-se mais democr tica e a fam lia, embora n o participe dela, mantida sempre informada e atualizada sobre a evolu o do estado da crian a, discutindo com os profissionais os resultados esperados. Na abordagem centrada na crian a e na fam lia, concebe-se a assist ncia como resultante da intera o de fatores biops quicos, s cio-culturais e ecol gicos. Visa a recuperar a sa de da crian a promovendo as condi es para evitar as intercorr ncias hospitalares e estender as a es comunidade.

7 A rea f sica considerada como um local para estimula o da crian a e para o conv vio fam lia-crian a-equipe. O ambiente possui caracteriza es infantis, condizentes com o objetivo de propiciar um bom estado de nimo da crian a, da fam lia e da equipe. A fam lia cumpre um papel central, participando ativamente do planejamento, execu o e avalia o do atendimento. Os profissionais compartilham com ela, a identifica o dos problemas, os recursos dispon veis e elaboram em conjunto um plano de assist ncia. Diferente das outras abordagens, esta din mica, participativa e democr tica. As decis es s o tomadas por todos os membros e a responsabilidade assumida de maneira igualit ria pela equipe e fam lia. Entretanto, a maioria dos nossos hospitais, deficientes de recursos humanos e materiais, parecem adotar a abordagem centrada na patologia da crian a, entendendo que ela dispende menor tempo para prestar assist ncia, economiza pessoal, e que o espa o f sico da UNIDADE mant m a organiza o, provocando menor estresse na equipe, pelo menor envolvimento com o paciente.

8 Independente do tipo de abordagem adotada, para obter-se uma assist ncia de ENFERMAGEM de qualidade, s o indispens veis a sistematiza o do servi o e a capacita o da equipe de ENFERMAGEM , sobretudo a dos atendentes de ENFERMAGEM que, segundo Dutra e Feldmann apud CURSINO (1992), constituem 60% da for a de trabalho nas empresas prestadoras de servi os de sa de. A import ncia desses profissionais vital porque eles s o os principais respons veis por manter as unidades funcionando vinte e quatro horas, durante todos os dias do ano. Segundo KURCGANT et al (1991), as organiza es hospitalares precisam de profissionais capacitados para alcan ar as suas metas e objetivos. Necessitam n o somente de processos seletivos adequados, mas tamb m de trabalho cont nuo com os funcion rios, integrando-os na pr pria fun o e no contexto institucional. Para que isso ocorra, imprescind vel a educa o continuada do funcion rio no seu local de trabalho.

9 Ela potencializa a atua o consciente desse profissional, al m de oferecer condi es para que ele interprete e utilize a realidade que o cerca. Ela favorece a a o assistencial dos funcion rios, levando-os a ter uma maior satisfa o no trabalho, melhorando o seu desempenho profissional. 38 USP, , , , abr. 1997. 2 - JUSTIFICATIVA. No decorrer do est gio da disciplina ENFERMAGEM Pedi trica Cl nica e Social, no 1 semestre de 1994, na UNIDADE Pedi trica de um Hospital de m dio porte, do interior de estado de S o Paulo - local utilizado como campo de desenvolvimento das atividades pr ticas - percebemos a aus ncia de sistematiza o do servi o de ENFERMAGEM . Entendemos que, a sistematiza o da assist ncia de ENFERMAGEM um processo que deve abranger in meros aspectos. Dentre eles, a abordagem que permeia a assist ncia, os recursos dispon veis, a normatiza o de procedimentos, a forma o continuada dos profissionais.

10 Diante da abordagem adotada pela UNIDADE - centrada na patologia da crian a -; do interesse da institui o em investir no estabelecimento de rotinas - manifestado pela enfermeira da UNIDADE ; do quadro de funcion rias da UNIDADE - maioria atendentes de ENFERMAGEM , sem forma o espec fica para o exerc cio da fun o; e do tempo dispon vel para a realiza o das atividades, nos propusemos a realizar um trabalho consubstanciado nos objetivos apresentados a seguir. 3 - OBJETIVOS. Objetivos gerais: Deflagrar um processo de sistematiza o da assist ncia de ENFERMAGEM na UNIDADE Pedi trica em quest o. Elaborar rotinas acerca de procedimentos t cnicos a serem utilizados na Pediatria, em conjunto com os profissionais que l trabalham , e fornec -las ao setor. Treinar os funcion rios segundo as necessidades mais urgentes da UNIDADE . Orientar os funcion rios quanto import ncia da aten o global crian a, atrav s do enfoque dado durante o treinamento, visando com isso melhorar a qualidade da assist ncia crian a.


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