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1 BORRACHAS E SEUS ADITIVOS Componentes, Influ ncias e Segredos LYO CAETANO GRISON EMILTON JUAREZ BECKER ANDR FRANCISCO SARTORI BORRACHAS E SEUS ADITIVOS Componentes, Influ ncias e Segredos Porto Alegre 2010 Copyright de lyo Caetano Grison 1 edi o: 2010 Colaboradores: Emilton Juarez Becker Andr Francisco Sartori Capa: Sten Comunica o Editora o: F. (51) ISBN: 978-85-60776-53-5 CYA Solu es Qu micas Fone: +(55) (51) Fax: +(55) (51) R. Ver ssimo Rosa, 311 90610-280 Porto Alegre, RS Fone/fax: (51) O Senhor te aben oe e te guarde; O Senhor fa a resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha miseric rdia de ti; O Senhor levante sobre ti o seu rosto, e te d a paz. N meros 6, v 24-26 APRESENTA O O conhecimento humano atual fruto de um trabalho acumulado ao longo dos s culos, em que pessoas das mais diferentes nacionalidades t m contribu do para o aprimoramento deste acervo, o qual deve estar dispon vel a todos que buscam solu es para os problemas da humanidade.
2 Lendo a hist ria da ci ncia, verifica-se que milhares de pensadores contribu ram com o pouco ou o muito que puderam, o que permitiu que ocorressem os grandes avan os do conhecimento humano. Ap s essas leituras, estou convencido de que n o basta apenas adquirir conhecimentos, necess rio disponibiliz -los para que todos possam ter acesso a fim de melhorar seu aprendizado e tornar seu trabalho mais prof cuo. Neste sentido, ap s mais de 40 anos envolvido com a ind stria da bor-racha, verifico ter atingido um bom n vel de conhecimento neste setor, que desejo partilhar com todos os interessados. Hoje, com a facilidade que a inform tica disponibiliza, as informa es desejadas tornaram-se acess veis a quem as desejar. Contudo, informa o n o tudo, pois ela s adquire valor quando decodificada (entendida) e posta em pr tica o que significa transform -la em conhecimento que o que realmente tem valor.
3 Como sozinho muito dif cil produzir algo de real valor, muito cedo aprendi que para ser melhor necess rio juntar-se aos melhores. Por isso, logo que o esbo o deste trabalho ficou delineado, procurei parceiros entre os melhores em atividade no mercado. O resultado desta parceria est em suas m os. O objetivo desta obra facilitar o acesso a informa es da rea de e-last meros, de um modo resumido e direto quanto aos t picos abordados, selecionados pelas experi ncias profissionais vividas neste setor. Assim, este trabalho n o pretende ter ou indicar as solu es para os problemas da industrializa o da borracha e sim indicar produtos e suas respectivas caracter sticas, aplica es, fornecedores al m de preservar o hist rico de fabricantes e de marcas comerciais atuais e antigas. Muitas informa es certamente ser o de grande utilidade, e por isso estamos oferecendo aquilo que nos parece ser bom.
4 Por m necess rio que cada profissional busque conhecer a fundo cada necessidade espec fica atrav s de outras obras es-pecializadas complementares. Porto Alegre, abril de 2010. SUM RIO I Elast meros ou BORRACHAS / 21 1 Elast mero Natural NR / 22 2 Elast mero de Estireno-Butadieno SBR / 23 3 Elast mero de Polibutadieno BR / 24 4 Elast mero de Etileno-Propileno EPDM / 25 Polinorborneno / 26 5 Etileno-Vinil-Acetato EVA / 27 6 Elast mero But lico IIR / 28 7 Elast mero Bromobut lico BIIR / 28 8 Elast mero Clorobut lico CIIR / 29 9 Elast mero de Policloropreno CR / 29 10 Polietileno Clorado CPE / 30 11 Polietileno Clorossulfonado CSM / 31 12 Elast meros de Acrilonitrila-Butadieno NBR / 31 13 Elast mero Poliacr lico ACM/EAM / 33 14 Elast meros de Silicone MQ / 33 15 Fluoroelast meros FKM / 35 16 Regenerado
5 Borracha Regenerada / 35 17 Regenerado Butil / 36 18 Elast mero de Poliuretano PUR / 36 19 Elastopl sticos ou Elast meros Termopl sticos TPE / 37 20 Elast meros Epicloridrina CO / ECO / GECO / 38 II Tipos de ADITIVOS / 41 1 Abrasivos / 42 2 Aceleradores de Vulcaniza o / 43 3 Adesivos Metal-Borracha / 45 4 Agentes Antirrevers o / 46 5 Agentes de Coes o / 46 6 Agentes de Cura / 47 7 Agentes de Escoamento Flow / 48 8 Agentes de Pegajosidade Tackfiers / 48 9 Agentes Hidrof licos (Li fobos) / 49 10 Agentes Hidrof bicos (Liof licos) / 49 11 Amolecedores ou Softners / 50 12 Antichama / 50 13 Antiest ticos / 53 14 Antimigrantes / 53 15 Antioxidantes / 54 16 Antiozonantes / 55 Classifica o Qu mica / 56 17 Aromatizantes / 56 18 Ativadores / 57 19 Auxiliares de Processo / 59 20 Branqueadores ticos / 59 21 Cargas / 60 22 Coagentes de Cura Perox dica / 62 Dosagem / 62 23 Desmoldantes / 63 24 Doadores de Enxofre / 64 25 Endurecedores / 65 26 Estabilizadores Dimensionais / 66 27 Estabilizantes T rmicos / 66 28 Expansores / 67 29 Factis ou F tices / 68 30 Fibras / 68 31 Homogeneizadores / 69 32 Dispersantes / 70 33 Inibidores / 70 34 Isolantes El tricos / 71 35 Lubrificantes / 72 36 Microbiocidas / 72 37 Mistura-padr o / 73 38 Neutralizadores de Acidez / 74 39 Normas de Controle de Qualidade / 75 40 Peptizantes / 78 41 Per xidos Org nicos / 79 42 Pigmentos / 82 43 Plastificantes / 83 44
6 Retardadores / 84 45 Silanos / 85 46 Solventes / 94 III Produtos / 97 1 cido Benzoico / 98 2 cido Este rico / 98 3 Adesivo Metal-Borracha / 99 4 Alumina: Al2O3 . 6H20 / 99 5 Aminox / 99 6 Asfalto / 100 7 Baquelite / 100 8 Bentonita S dica / 100 9 BHT / 101 10 Bisfenol A / 101 11 Breu / 101 12 Carbonato de C lcio CaCO3 / 102 13 Carbeto de Sil cio / 103 14 Caulim / 103 15 CBS N-Ciclohexil-Benzotiazil-Sulfenamida / 103 16 Cera de Carna ba / 104 17 Cera de Polietileno / 104 18 Corti a / 105 19 Dessecantes / 105 20 Diatomita / 106 21 Di xido de Sil cio SiO2 / 106 22 Di xido de Tit nio TiO2 / 108 23 Dolomita / 109 24 Di-Octil-Ftalato DOP / 109 25 Difenil-Guanidina DPG / 109 26 Ebonite / 110 27 Elementos Restritos / 110 28 EMCA Sol quantiQ / 115 29 Enxofre S / 116 Enxofre Insol vel / 117 30 Estearato de Pot ssio / 118 31 Estearato de S dio / 118 32 Estearato de Zinco / 118 33 ETU Etileno Tiureia / 118 34 Farinha de Madeira / 119 35 Grafite em P / 119 36 HMT Hexametileno Tetramina Urotropina / 120 37
7 Kezadol / 120 38 Litarg rio PbO / 121 39 Litop nio / 121 40 MBS 2-Morfolinotiobenzotiazol / 121 41 MBT Mercaptobenzotiazol / 122 42 MBTS Dissulfeto de Benzotiazila / 123 43 Mica / 124 44 M nio Pb3O4 / 124 45 Negros de Fumo Carbon Black / 124 46 Nonox OD / 130 47 Octamine / 130 48 leo Plastificante Arom tico / 131 49 leo Plastificante Paraf nico / 131 50 leo Plastificante Naftenico / 132 51 leo de R cino / 133 52 leo de Silicone / 133 53 leo Essencial de Pinho / 133 54 xido de C lcio CaO / 133 55 xido de Ferro FeO / 134 56 xido de Magn sio MgO / 135 57 xido de Zinco ZnO / 136 58 Parafina / 137 59 Parafina Clorada / 137 60 Polietileno Glicol PEG / 137 61 Pentaeritritol / 138 62 Plastificantes / 138 63 Plastificantes Polim ricos / 139 64 P de Borracha / 139 65 P de Teflon / 140 66 Quartzita P de Quartzo Micronizado / 140 67 Resina Fen lica Reativa (tipo Novolaca)
8 / 141 68 Resina Fen lica N o Reativa / 141 69 Resina de Cumarona Indeno / 141 70 Resina Taquificante / 142 71 PVI Inibidor de Vulcaniza o / 142 72 S-6H / 143 73 Sillitin / 143 74 Struktol A-60 / 143 75 Struktol SU-95 / 144 76 Struktol WB-212 / 144 77 Struktol WB-300 / 144 78 Struktol WB-700 / 144 79 Struktol WB-900 / 1144 80 TAC Coagente / 145 81 TAIC Coagente / 145 82 Talco / 145 83 TETD / 147 84 THOR MD / 147 85 TMTD / 148 86 TMTM / 149 87 TRIM Coagente / 149 88 TSH Tolueno-Sulfonil-Hidrazida / 150 89 OBSH Oxibis-Benzeno-Sulfonil-Hidrazida / 150 90 Unilene / 150 91 Urotropina HMT / 151 92 Vaselina / 151 93 Vulcacel BN 94 DNPT / 151 94 Vulcatard A / 152 95 Vulcanox 4020 6 PPD / 152 96 ZBDC / 152 97 ZDEC / 153 98 ZMBT / 154 99 ZMDC / 155 100 ZBEC / 155 IV Informa es Gerais / 159 1 Densidade / 160 2 Correla o de ensaios entre normas / 162 3 Caracter sticas dos Fluidos para ensaios ASTM D-471 / 163 4 Fatores de convers o de unidades / 163 5 Condutividade T rmica / 164 6 Transporte de Produtos Qu micos Perigosos / 164 7 Propriedades f sico-qu micas dos elast meros / 165 8 Tabela Peri dica dos Elementos / 168 9 Tabela de temperaturas de trabalho dos elast meros / 169 V Siglas e S mbolos / 173 VI Marcas Comerciais / 183 VII Refer ncias / 203 Elast meros ou BORRACHAS 21 I ELAST MEROS OU BORRACHAS Nesta primeira parte apresentamos os elast meros mais comumente utilizados, tipos, caracter sticas, para facilitar a escolha correta de acordo com a aplica o pretendida.
9 22 Grison, Becker, Sartori BORRACHAS e seus ADITIVOS 01 Elast mero Natural NR Nome usual: Borracha Natural A borracha natural o nico elast mero extra do de fonte perene, a seringueira: Hevea brasiliensis. Todas as demais s o BORRACHAS sint ticas, obtidas a partir, em sua maioria, de derivados do petr leo. Seguem no quadro abaixo os tipos mais comuns de borracha natural. Al m destes, existem muitos outros tipos dispon veis no mercado. Para maiores informa es consultar norma NBR dispon vel no site da ABNT ( ). Padr es Brasileiros GEB Granulado Escuro Brasileiro CEB Crepe Escuro Brasileiro GCB Granulado Claro Brasileiro CCB Crepe Claro Brasileiro Padr es Internacionais RSS-1 SAR Ribbed Smoked Sheet (Retalhos de Folha Fumada) Standard African Rubber (Borracha Natural Padr o Africa) SIR Standard Indonesian Rubber (Borracha Natural Padr o Indon sia) SMR Standard Malaysian Rubber (Borracha Natural Padr o Mal sia) SSR Standard Singapore Rubber (Borracha Natural Padr o Singapura) SVR Standard Vietnam Rubber (Borracha Natural Padr o Vietnam) TSR Technically Specified Rubber (Borracha Natural Tecnicamente Especificada) TTR Thailand Technically Specified Rubber Quadro 1 Tipos de borracha natural mais comuns no mercado.
10 A borracha natural a mais el stica, chegando a atingir alongamento de 900% em rela o ao comprimento inicial. A flexibilidade e resili ncia s o outras propriedades caracter sticas. Juntando borracha natural uma boa percentagem de polibutadieno se consegue os melhores valores de resili ncia, que a capacidade de de-volver energia mec nica recebida. Elast meros ou BORRACHAS 23 A NR n o resiste aos derivados de petr leo (solventes, leos, com-bust veis, lubrificantes) nem ao oz nio, radia o solar (UV) e ao in-temperismo (luz, varia o de temperatura, gases, poeiras, umidade). A faixa de temperatura que o produto de borracha natural suporta vai de -20 C a +70 C. A vulcaniza o feita a 145 C. A temperaturas aci-ma desta, o material decomp e-se formando res duo pegajoso. Para evi-tar esse fen meno, basta adicionar 20 partes de polibutadieno, podendo-se assim trabalhar sem problemas com temperaturas at 150 C.