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Competências profissionais na estratégia Saúde da Família ...

Compet ncias profissionais na estrat gia Sa de da Fam lia e o trabalho em equipe Simone Renn Junqueira M dulo Pol tico Gestor COMPET NCIAS profissionais NA ESF E O TRABALHO EM EQUIPE. SAUDE. E S P E C I A L I Z A O E M.. da F A M I L I A. Sum rio Compet ncias profissionais na estrat gia Sa de da Fam lia e o trabalho em 93. Para entender nossa pr tica 97. Nossa 97. Processo de 97. Processo de trabalho em sa de 98. O saber do trabalhador da sa 98. Caracter sticas espec ficas do processo de 99. O papel de cada membro da equipe 106. Agente Comunit rio de Sa de (ACS).. 106. Auxiliar e T cnico de 107. 107. M 108. Auxiliar de Sa de Bucal (ASB).. 109. T cnico de Sa de Bucal (TSB).. 110. Cirurgi 110. O fazer do trabalhador da sa de 112. O ser trabalhador da sa de 115. Elementos para melhoria do trabalho da 116. Intera o com outros profissionais 117. Apoio matricial e equipes de refer 117. N cleos de Apoio Sa de da Fam lia (NASF).

COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS NA ESF E O TRABALHO EM EQUIPE Especialização em Saúde da Família 145 Para entender nossa prática Nossa origem Para que possamos construir a reflexão acerca de nossas práticas, é necessário reconhecer a

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1 Compet ncias profissionais na estrat gia Sa de da Fam lia e o trabalho em equipe Simone Renn Junqueira M dulo Pol tico Gestor COMPET NCIAS profissionais NA ESF E O TRABALHO EM EQUIPE. SAUDE. E S P E C I A L I Z A O E M.. da F A M I L I A. Sum rio Compet ncias profissionais na estrat gia Sa de da Fam lia e o trabalho em 93. Para entender nossa pr tica 97. Nossa 97. Processo de 97. Processo de trabalho em sa de 98. O saber do trabalhador da sa 98. Caracter sticas espec ficas do processo de 99. O papel de cada membro da equipe 106. Agente Comunit rio de Sa de (ACS).. 106. Auxiliar e T cnico de 107. 107. M 108. Auxiliar de Sa de Bucal (ASB).. 109. T cnico de Sa de Bucal (TSB).. 110. Cirurgi 110. O fazer do trabalhador da sa de 112. O ser trabalhador da sa de 115. Elementos para melhoria do trabalho da 116. Intera o com outros profissionais 117. Apoio matricial e equipes de refer 117. N cleos de Apoio Sa de da Fam lia (NASF).

2 118. Considera es finais 119. Refer ncias 120. COMPET NCIAS profissionais NA ESF E O TRABALHO EM EQUIPE. Para entender nossa pr tica Nossa origem Para que possamos construir a reflex o acerca de nossas pr ticas, necess rio reconhecer a influ ncia hist rica exercida sobre nossa forma o: desde o paternalismo hipocr tico; em seguida o desenvolvimento da ci ncia pelo m todo cartesiano (fragmenta o do saber, com a divis o do todo em partes), o que gerou a superespecializa o do saber; depois a descoberta dos micro- organismos, com a consequente nfase no estudo da doen a (a racionalidade m dica moderna);. e, por fim, os avan os tecnol gicos (diagn stico/terapia/medicamentos). Essa r pida trajet ria nos ajuda a entender o porqu de nossas condutas assistenciais. Entretanto, observamos hoje uma tend ncia ao retorno de uma medicina hol stica (influ ncia do meio) e do m dico da fam lia, cujo foco da atua o se d no cuidado, na escuta qualificada, no v nculo pessoal entre equipe e comunidade, na corresponsabilidade do processo sa de-doen a, com o prop sito de estimular a popula o ao autocuidado e a atender s suas demandas dentro das possibilidades que o sistema oferece.

3 Processo de ensino Dicas Com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educa o Nacional Acesse (LDB), que assegura ao Ensino Superior maior flexibilidade na ntent&view=article&id=12. organiza o curricular dos cursos, o curr culo m nimo de cada 991:diretrizes-curriculares- curso foi substitu do por um novo instrumento: as Diretrizes cursos-de-graduacao-&catid=3. Curriculares Nacionais (DCN). As DCN t m, como linhas gerais, para conhecer as diretrizes. o estabelecimento do perfil profissional para cada rea, o conjunto de compet ncias e o rol de conte dos que dever o ser ministrados. Em comum, espera-se, segundo as diretrizes, que os profissionais da sa de possuam uma forma o generalista, humanista, cr tica e reflexiva, sendo capacitados a atuar, com base em princ pios ticos, no processo de sa de-doen a em seus diferentes n veis de aten o, com a es de promo o, preven o, recupera o e reabilita o sa de, e na perspectiva da integralidade da assist ncia, com senso de responsabilidade social e compromisso com a cidadania.

4 Independente do processo de forma o pelo qual cada um passou, n o necess rio esperar que o profissional de sa de aprenda a atuar na ESF apenas se nela ingressar. Entretanto, a maior escola certamente o campo. Especializa o em Sa de da Fam lia 145. M DULO POL TICO GESTOR. Processo de trabalho em sa de O Departamento de Gest o da Educa o na Sa de, da Secretaria de Gest o do Trabalho e da Educa o na Sa de, e o Departamento de Aten o B sica da Secretaria de Aten o Sa de elaboraram um documento que subsidia a discuss o acerca das compet ncias profissionais para egressos de cursos de especializa o em Sa de da Fam lia da Universidade Aberta do SUS. Segundo este documento, essa forma o traz consigo algumas peculiaridades, como: a grande amplitude do campo de trabalho;. a heterogeneidade das pr ticas locais;. a ruptura paradigm tica da estrat gia;. incipiente estrutura acad mica para o ensino e a pesquisa em aten o b sica em nosso pa s.

5 Mais do que estabelecer compet ncias, o grande desafio o de torn -las condutas de rotina. O conceito de compet ncia envolve tr s dimens es: o conhecimento, a habilidade e a atitude. Entende-se, portanto, que as compet ncias n o est o desarticuladas do desempenho esperado e que este implica o agir. Mas, para facilitar a compreens o dos pap is a serem desempenhados pela equipe de sa de, abordaremos inicialmente as compet ncias propriamente ditas, conforme estabelecidas na Portaria n 648/GM de 28/03/06, seguidas por reflex es acerca do fazer e do ser um profissional da sa de. O saber do trabalhador da sa de Como vimos, as compet ncias est o estabelecidas na Portaria n 648/GM de 28/03/06, que aprova a Pol tica Nacional de Aten o B sica, estabelecendo a revis o de diretrizes e normas para a organiza o da Aten o B sica para o Programa Sa de da Fam lia (PSF) e o Programa Agentes Comunit rios de Sa de (PACS). Em seu cap tulo II, aponta as caracter sticas do processo de trabalho da ESF.

6 Al m das caracter sticas especificadas no cap tulo I, relacionadas ao processo de trabalho das equipes de Aten o B sica (unidades de sa de tradicionais, em que n o necessariamente tenham sido incorporadas equipes de Sa de da Fam lia), s o caracter sticas espec ficas do processo de trabalho da Estrat gia Sa de da Fam lia: I - Manter atualizado o cadastramento das fam lias e dos indiv duos e utilizar, de forma sistem tica, os dados para a an lise da situa o de sa de considerando as 146 UNA-SUS | UNIFESP. COMPET NCIAS profissionais NA ESF E O TRABALHO EM EQUIPE. caracter sticas sociais, econ micas, culturais, demogr ficas e epidemiol gicas do territ rio;. II - Defini o precisa do territ rio de atua o, mapeamento e reconhecimento da rea adstrita, que compreenda o segmento populacional determinado, com atualiza o cont nua;. III - Diagn stico, programa o e implementa o das atividades segundo crit rios de Risco sa de, priorizando solu o dos problemas de sa de mais frequentes.

7 IV - Pr tica do cuidado familiar ampliado, efetivada por meio do conhecimento da estrutura e da funcionalidade das fam lias, que visa propor interven es que influenciem os processos de sa de-doen a dos indiv duos, das fam lias e da pr pria comunidade;. V - Trabalho interdisciplinar e em equipe, integrando reas t cnicas e profissionais de diferentes forma es;. VI - Promo o e desenvolvimento de a es intersetoriais, buscando parcerias e integrando projetos sociais e setores afins, voltados para a promo o da sa de, de acordo com prioridades e sob a coordena o da gest o municipal;. VII - Valoriza o dos diversos saberes e pr ticas na perspectiva de uma abordagem integral e resolutiva, possibilitando a cria o de v nculos de confian a com tica, compromisso e respeito;. VIII - Promo o e est mulo participa o da comunidade no controle social, no planejamento, na execu o e na avalia o das a es; e IX - Acompanhamento e avalia o sistem tica das a es implementadas, visando.

8 Readequa o do processo de trabalho. Todas as categorias profissionais integrantes da ESF participam deste processo, cada qual com sua atribui o espec fica, mas importante frisar que a constru o deste processo s ocorre mediante a participa o de toda a equipe nas reuni es semanais, para a organiza o e discuss o do pr prio processo. Cada t pico destacado nos ajuda a refletir sobre nossa atua o dentro da rotina da unidade de sa de, sua forma de aplica o, limita es e aspectos a serem aprimorados. A seguir vamos v -los mais de perto! Caracter sticas espec ficas do processo de trabalho O cadastramento, praticamente delegado exclusivamente ao agente comunit rio da sa de (ACS) e realizado mediante o preenchimento de fichas padronizadas, que ajudar na defini o precisa do territ rio. Identificar, al m dos dados da ficha A do Sistema de Informa o da Aten o B sica (SIAB), os espa os sociais frequentados pelos moradores (escolas, bares, igrejas), ou que funcionem como rede de suporte (associa es), auxiliam na compreens o da din mica Especializa o em Sa de da Fam lia 147.

9 M DULO POL TICO GESTOR. Gloss rio sociocultural da popula o e aumentam as chances de que a es intersetoriais possam reverter em benef cios. Padr es de Previsibilidade: A pr tica do cuidado familiar ampliado tem sido estimulada 1. Sair de casa; e estudada por pesquisadores da rea no intuito de instrumentalizar 2. Compromisso com o os profissionais para que reconhe am, na estrutura familiar, a seu parceiro; oportunidade de intervir no processo sa de-doen a. Ferramentas 3. Aprender a viver junto; como o ciclo de vida familiar, que parte do princ pio de que, assim 4. Chegada do primeiro como o indiv duo, os sistemas familiares t m sua pr pria hist ria filho; e passam por padr es de previsibilidade, auxiliam os profissionais a 5. Vivendo com pr - identificar em que est gio de desenvolvimento a fam lia se encontra escolares; para estabelecer o plano de cuidado para cada caso familiar. 6. Vivendo com adoles- centes; Dentro desse plano de cuidado, est o previstas as doen as 7.

10 Sa da dos filhos; que podem ocorrer com maior frequ ncia em cada uma das etapas 8. Velhice. do desenvolvimento familiar, somadas aos crit rios de risco ambientais, biol gicos e comportamentais. Na pr tica, estamos mais acostumados a organizar nossas atividades em fun o do ciclo de vida do indiv duo, com consequentes a es destinadas . preven o e ao controle de doen as que acometem os beb s, as crian as, os adolescentes, os adultos e os idosos. S a partir do trabalho interdisciplinar e em equipe, com a discuss o do caso da fam lia , que aprendemos a pensar que um problema que acomete um membro da fam lia pode interferir na din mica de vida de todos os outros membros. Outro aspecto importante a ser lembrado para que se possam estabelecer la os fortes com algu m a cria o de v nculos de confian a. Em sentido etimol gico, con-fian a significa ter f junto com algu m, ou seja, acreditar junto com algu m em alguma coisa.