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Contos, Versos e Lendas de Belver

P g. 1 Vers o P g. 2 ndice Versos ---------------------------------------- ---------------------------------------- p g. 3 A Minha Vila ---------------------------------------- ----------------------------------- p g. 3 comboio El ctrico ---------------------------------------- ----------------------------- p g. 3 O Castelinho ---------------------------------------- ------------------------------------ p g. 3 Desde Sempre ---------------------------------------- ---------------------------------- p g. 3 Lendas ---------------------------------------- ------------------- p g. 4 A Bruxa da Assaquia ---------------------------------------- -------------------------- p g. 4 As Muralhas do Castelo ---------------------------------------- ----------------------- p g.

Pág. 3 O Comboio eléctrico Esta vila tem encantos E também muito que ver É uma vila muito calma De seu nome Belver O Outeirinho tem segredos

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  Comboio, O comboio

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1 P g. 1 Vers o P g. 2 ndice Versos ---------------------------------------- ---------------------------------------- p g. 3 A Minha Vila ---------------------------------------- ----------------------------------- p g. 3 comboio El ctrico ---------------------------------------- ----------------------------- p g. 3 O Castelinho ---------------------------------------- ------------------------------------ p g. 3 Desde Sempre ---------------------------------------- ---------------------------------- p g. 3 Lendas ---------------------------------------- ------------------- p g. 4 A Bruxa da Assaquia ---------------------------------------- -------------------------- p g. 4 As Muralhas do Castelo ---------------------------------------- ----------------------- p g.

2 4 Hist ria ---------------------------------------- ------------------------------------- p g. 4 - 5 P g. 3 O comboio el ctrico Esta vila tem encantos E tamb m muito que ver uma vila muito calma De seu nome Belver O Outeirinho tem segredos De muitos anos passados Com beijinhos e abra os De casais de namorados Chegou a inova o Amigos venham l ver J temos comboio el ctrico Na esta o de Belver Mas que brincadeira esta Diz a Maria ao Z S para ver o comboio Fui esta o a p E de regresso a Belver Descansamos no Outeirinho Para dois dedos de conversa A ver o Tejo e o Ribeirinho. Gra a Cunha Desde Sempre Quando o mundo nasceu J Belver c existia Foi o nome que Deus lhe deu Porque era o nome que merecia. Hip lito Cunha O Castelinho Pelas suas lindas paisagens O rio banhando-lhe os p s Tens o nome de Belver Belver que t o linda s Tens um castelinho no alto Com vistas para todo o lado Uma capelinha no centro Onde Cam es esteve exilado Onde ele escreveu lindos Versos Ao rio Tejo t o profundo Escreveu a luz de Portugal Que Belver apresenta ao mundo Hip lito Cunha A Minha Vila meu castelo encantado Meu para so sem fim L do alto da colina Est s sempre a olhar por mim A minha terra t o linda Nela d gosto viver Ela tem os seus encantos Esta vila de Belver Esta vila de Belver Tem miradouros d encantar Come ando no Castelo.

3 Outeirinho Fonte Velha e Senhora do Pilar Mas n o fica por aqui Tudo o que tem para ver D uma voltinha pela vila E mais fica a conhecer. Gra a Cunha P g. 4 Lendas A Bruxa da Assaquia* Conta a lenda que em tempos idos, se via, durante a noite, uma mulher, que se vestia como se fosse uma bruxa, antigamente qualquer pessoa seria identificada como bruxa por poucos motivos, neste caso, porque se vestia fora do normal e por andar na rua durante a noite, ningu m sabe exactamente de onde vinha e para onde ia, mas muitos diziam ver, a que ficou conhecida como: A Bruxa da Assaquia* A verdade da lenda: Nunca se soube realmente o que se passou, sendo at hoje um mist rio o que realmente aconteceu e se aconteceu. As Muralhas do Castelo Diz a lenda que, originalmente, o Castelo de Belver seria muito maior que na actualidade, atingindo at tr s vezes o seu tamanho actual.

4 A verdade da lenda: Na realidade o Castelo de Belver sempre teve a sua forma actual, tal sabido por documentos e pela geologia do terreno, onde o castelo aproveita ao m ximo o monte onde se situa, da se presumir que isto n o passa mesmo de uma lenda. Belver Segundo a lenda o nome de Belver deriva da frase que belo ver! , , proferida por uma princesa, de nacionalidade desconhecida, que do alto da torre de menagem do Castelo deslumbrava a magnifica paisagem, ainda hoje vis vel; ao qual o Rei, seu pai, concordou e decidiu que o Castelo e a Povoa o circundante seriam chamados de Belo-Ver, tendo ao longo do tempo sido modificado at ficar com o nome actual de Belver A verdade da lenda: n o totalmente certa a veracidade desta lenda, derivado da falta de documentos que o comprovem.

5 Lenda retirada e adaptada do livro Monografia da Antiga Vila de Belver (Da Ordem de S. Jo o do Hospital) de J. C. Lobato Ferreira C mara Municipal de Gavi o, 1984. * - Assaquia um prov rbio alentejano que prov m da palavra sagu o, sendo que sagu o significa um p tio estreito e a descoberto entre edif cios, j Assaquia significa uma rua estreita entre edif cios, normalmente chamada da travessa. P g. 5 Hist ria de Belver Belver era Guidintesta n o h igual a esta Num cantinho cheio de amor as casas todas branquinhas Fazem lembrar capelinhas Onde se reza ao Marcha de apresenta o do Rancho Folcl rico e etnogr fico de Belver (extracto) Os Versos singelos acima transcritos servem de intr ito para vos falar de uma terra secular, de paisagens magn ficas e com um patrim nio art stico e natural n o t o conhecido como seria justo.

6 Belver uma vila acastelada, debru ada sobre o Tejo, terra de olivais e vinhas em socalco. Plantada em solo beir o, mas namorando o Alentejo* a que est ligada por uma ponte rodovi ria sobre o rio, constru da em 1905. Foi povoada desde tempos imemoriais, da pr -hist ria aos nossos dias e desses pocas remotas existem testemunhos que atestam t o longa mem ria a Anta do Penedo Gordo na localidade de Torre Fundeira (pertencente freguesia de Belver ), achados romanos de diversa ndole onde abundam as moedas e se destaca o bast o de Belver , cuja mem ria descritiva consta de v rios livros de natureza arqueol gica, bem como diversas inscri es epigr ficas encontradas em propriedades rurais da regi o. Nos anos 60, foi destru da uma ponte romana sobre a ribeira de Belver de que o autor deste artigo bem se lembra e obviamente substitu da por um mamarracho, de cimento, que ainda l se encontra.

7 No entanto do per odo medieval o monumento mais emblem tico da vila o castelo altaneiro, edificado em pleno per odo da Reconquista Crist e perfeitamente integrado no que convencionou chamar-se a linha defensiva do Tejo , que integra tamb m as fortifica es de Almourol, Amieira do Tejo, para j n o falar de Santar m e Abrantes, ap s as conquistas aos mouros. A carta de doa o das terras de Guidintesta ordem de S. Jo o do Hospital, datada de 13 de Junho de 1194 e, citando Jos Carlos Lobato na Monografia da Antiga Vila de Belver , a constru o do castelo foi decerto acelerada pela aproxima o do perigo mu ulmano sabendo-se que quando da morte de D. Sancho I estava j conclu do. Isto porque, no testamento daquele nosso segundo rei, datado de Outubro de 1210, se indica que uma parcela do tesouro da Coroa em grande parte destinado s obras da Igreja de Santa Cruz em Coimbra, no valor total de maravedis de ouro e marcos de prata, estava guardado no Castelo de Belver .

8 A casa m e da Ordem de S. Jo o do Hospital na Pen nsula Ib rica situou-se em Castela; posteriormente a sede em Portugal foi em Le a do Balio e mais tarde transferida para o Crato, onde D. Sacho I mandou construir Castelo por carta de doa o aos Freires Hospital rios em 1232. J no s culo XIV, e ainda segundo a referida monografia, a sede da Ordem dos Hospital rios em Portugal situava-se nesta Vila Alentejana onde entretanto se ergueu o Mosteiro de Flor da Rosa, hoje transformado em pousada. Durante a crise de 1383/1385, Belver tomou partido de Leonor de Teles contra Mestre de Avis, que o mesmo dizer das pretens es de D. Jo o I de Castela e D. Beatriz ao trono de Portugal. D. Manuel concede-lhe foral novo em 18 de Maio de 1518. Data tamb m do s culo XVI a constru o da Igreja Matriz, modesto monumento em honra de Nossa Senhora da Visita o.

9 Talvez o aspecto mais interessante da Igreja seja o painel do Altar das Almas retratando S. Miguel no Purgat rio e atribu do a Pedro Alexandrino, pintor que possuiu importante oficina na segunda metade do s culo XVIII, sendo tamb m o autor do ret bulo do altar-mor da S de Lisboa. P g. 6 De referir ainda no altar da capela de S o Br s, no castelo, datada dos finais do s culo XVI, a exist ncia de um curioso ret bulo em madeira, oferta do Infante D. Lu s (filho de D. Manuel I e pai de D. Ant nio Prior do Crato), foi Gr o-Prior do Hospital. Foi igualmente este Infante que ofereceu dita capela o cofre com as Santas Rel quias trazidas da Terra Santa e que se encontra hoje na Igreja Matriz, sendo objecto de devo o popular e em seu nome que se realiza as festas anuais no m s de Agosto.

10 O castelo e a igreja foram vandalizados por ocasi o das invas es Francesas e algumas j ias constantes no cofre desapareceram. De referir por fim, a bonita capela da Senhora do Pilar, recentemente restaurada, edif cio votivo mandado erigir em propriedade privada j no s culo XIX e que possui no tecto uma pintura a fresco, tamb m objecto de restauro recente. Em s ntese, estes s o apenas alguns dos motivos de interesse patrimonial da Antiga Vila de Belver , que aguarda pacientemente a vossa visita, n o tendo outra pretens o que n o seja a de vos agu ar o apetite para um passeio s Terras de Guidintesta. Carlos Gr cio (adaptado). * - Os limites n o s o exactos Agradecimentos Agradece-se a todas as pessoas que contribu ram para a realiza o deste documento, que guardar para todo o sempre rel quias que se poderiam perder no tempo e na mem ria de todos n s.


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