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ProceedingsVolume 1 Democratizing democracyJunho - June 2015 ProceedingsPJunho - June 2015 Volume 3 Outras economias / Other economies International Colloquium Epistemologies of the South:South-South, South-North and North-South global learningsActas Col quio Internacional Epistemologias do Sul:aprendizagens globais Sul-Sul, Sul-Norte e Norte-SulBoaventura de Sousa Santos e Teresa Cunha (eds)PROPRIEDADE E EDI O / PROPERTY AND EDITIONC entro de Estudos Sociais Laborat rio AssociadoUniversidade de gio de S. Jer nimo, Apartados 30873000-995 Coimbra PortugalTel: +351 239 855573/ + 351 239 855589 ISBN: 978-989-95840-5-1 Capa e projecto gr fico / Cover and graphic designCristiana RalhaCoimbra, Junho, 2015 POR VONTADE DO AUTOR E DA AUTORA, ESTE TEXTO N O OBSERVA AS REGRAS DO NOVO ACORDO ORTOGR FICOCOMISS O CIENT FICA DO COL QUIO / SCIENTIFIC COMMITTEEB oaventura de Sousa SantosJos Manuel MendesMaria Paula Meneses lida LaurisSara Ara joCOMISS O ORGANIZADORA DO COL QUIO / ORGANISING COMMITTEEA lice CruzAline Mendon aAndr Brito Correia (Coord.)

Created Date: 8/5/2015 11:49:25 AM

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1 ProceedingsVolume 1 Democratizing democracyJunho - June 2015 ProceedingsPJunho - June 2015 Volume 3 Outras economias / Other economies International Colloquium Epistemologies of the South:South-South, South-North and North-South global learningsActas Col quio Internacional Epistemologias do Sul:aprendizagens globais Sul-Sul, Sul-Norte e Norte-SulBoaventura de Sousa Santos e Teresa Cunha (eds)PROPRIEDADE E EDI O / PROPERTY AND EDITIONC entro de Estudos Sociais Laborat rio AssociadoUniversidade de gio de S. Jer nimo, Apartados 30873000-995 Coimbra PortugalTel: +351 239 855573/ + 351 239 855589 ISBN: 978-989-95840-5-1 Capa e projecto gr fico / Cover and graphic designCristiana RalhaCoimbra, Junho, 2015 POR VONTADE DO AUTOR E DA AUTORA, ESTE TEXTO N O OBSERVA AS REGRAS DO NOVO ACORDO ORTOGR FICOCOMISS O CIENT FICA DO COL QUIO / SCIENTIFIC COMMITTEEB oaventura de Sousa SantosJos Manuel MendesMaria Paula Meneses lida LaurisSara Ara joCOMISS O ORGANIZADORA DO COL QUIO / ORGANISING COMMITTEEA lice CruzAline Mendon aAndr Brito Correia (Coord.)

2 Do Programa Cultural / Cultural Programme Coord.)Antoni Aguil Bruno Sena MartinsCatarina GomesCristiano GianollaDhruv Pande lida Lauris (Coord. Executiva / Executive Coord.)Francisco FreitasJos Luis ExeniLuciane Lucas dos SantosMara BicasMaur cio HashizumeRa l LlasagRita Kacia Oliveira (Coord. Executiva / Executive Coord.)Sara Ara jo (Coord. Executiva / Executive Coord.)Teresa CunhaFoto / PhotoRodrigo ReisUniversidade de CoimbraCol gio das Artes da Universidade Departamento de Arquitetura da Faculdade Escola da Noite / Teatro da Faculdade de Economia da NES - N cleo de Estudantes RUC Radio Universidade de Faculdade de Letras da University of CoimbraCollege of Arts of the University of Department of Architecture of the Faculty Escola da Noite / Teatro da Faculty of Economics of the Machado de Castro National NES - Sociology Student Body RUC Radio Universidade de Faculty of Arts and Humanities AGRADECIMENTOS INSTITUCIONAISEste livro, em quatro volumes, resulta de um esfor o colectivo que envolveu v rias institui es e muitas pessoas a quem queremos prestar o nosso profundo livro de Actas foi elaborado no mbito do projecto de investiga o ALICE Espe-lhos Estranhos, Li es Imprevistas.

3 Definindo para a Europa um novo modo de par-tilhar as experi ncias do Mundo , coordenado por Boaventura de Sousa Santos ( ), no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra Portugal. O projecto financiado pelo Conselho Europeu para a Investiga o, 7 Programa Quadro da Uni o Europeia (FP/2007-2013) / ERC Grant Agreement n. [269807].INSTITUTIONAL ACKNOWLEDGMENTST hese Proceedings, in four volumes, would not have been possible without the kind support and help of many individuals and organizations. I would like to extend our sincere thanks to all of book of proceedings was elaborated as part of research project ALICE Strange Mirrors, Unsuspected Lessons: Leading Europe to a new way of sharing the world ex-periences , coordinated by Boaventura de Sousa Santos ( ), at the Centre for Social Studies of the University of Coimbra Portugal. The project is financed by the European Research Council (ERC), 7th Framework Programme of the European Union (FP/2007-2013) / ERC Grant Agreement n.

4 [269807].Outras economias Pode-se afirmar que um novo senso-comum social e econ mico est a emergir apontando para futuros onde paradigmas p s-capitalistas e p s-desenvolvimentistas se corporizam em agendas pol ticas outras, pensadas como utopias tang veis e con-cretiz veis. Organiza es sociais de base e iniciativas de cidad s e cidad os t m reve-lado experi ncias que procuram ser construtoras efetivas de alternativas ao princ pio de acumula o infinita capitalista e degrada o ambiental que ela pressup e. Estas pr ticas cobrem campos t o diversos como cooperativas, com rcio justo, economias de troca, bancos do tempo, economias solid rias, economias do decrescimento, moe-das sociais, redes de empr stimo e investimento rec proco, mercados sociais, econo-mias do dom, economias do cuidado. Estas iniciativas est o a fazer nascer novos cam-pos de investiga o cient fica e est o, cada vez mais, a marcar presen a nos debates p blicos. necess rio pensar sobre o alcance destas m ltiplas e diversas experimen-ta es sociais escala global para que se possam analisar e teorizar como centrali-dades na supera o da presente hegemonia das desigualdades e do desrespeito pela dignidade humana e na procura da justi a social para todas as criaturas do de Rap , 12 de Julho 2015 Rap Concert, July 12th 2015 Concerto de Rap , 12 de Julho 2015 Rap Concert, July 12th 2015 Foto / PhotoRodrigo ReisRecital de Piano, 10 de Julho 2015 Piano Recital, July 10th 2015 Sess o de Abertura , 10 de Julho 2015 Opening Session, July 10 2015 Other economiesA new social and economic common sense seems to be emerging pointing to futures where post-capitalist and post-developmental paradigms, understood as tangible and achievable utopias, translate into other political agendas.

5 Grassroots organi-zations and citizens initiatives have been launching social experiments that aim to build alternatives to capitalist infinite accumulation that aim to be effective builders of alternatives to the principle of infinite capitalist accumulation and environmental degradation. They cover such diverse fields as cooperatives, fair trade, barter econ-omy, time banks, solidarity economy, degrowth economy, social currencies, recipro-cal investment and lend networks, social markets, gift economies, care economies. These initiatives are giving rise to new fields of scientific research and gradually enter the public opinion debates. The trend needs a broader scope and international out-look, multiple opportunities for social experimentation in order to become a central factor to overcome the present absence of equity, human dignity and social ONum mundo onde as contradi es, as desigualdades e as viol ncias atingem n veis de intensidade in ditos, o ritmo e a profus o com que se apresentam produ-tos e resultados, em todas as reas e disciplinas da ci ncia euroc ntrica, parecem ser a garantia da sua capacidade de ler a realidade, formular os problemas e conce-ber as necess rias solu es.

6 Por outras palavras, pode-se dizer que a ci ncia assim concebida e praticada uma narrativa de transgress o infinita dos limites, ou seja, uma meta-narrativa sobre a sua inexist ncia para ela. Ao inv s, todas as solu es geradas fora do seu controlo, da sua linguagem, e do seu dom nio s o apresentadas como prec rias, subordinadas, incertas, transit rias, improdutivas, ilus rias e, por-tanto, ontologicamente leves e evanescentes. este terreno de atribu das obscuri-dades ao que est fora dela, para al m dela, e que pensa contra ela, que a ci ncia euroc ntrica chama ignor ncia. Neste contraste hipertr fico e performativo joga o combate estrutural sobre o seu poder na busca e na defini o do que a verdade transitada no julgado das suas respostas totalit rias. Ainda que rodeada da avassal-adora evid ncia de conhecimentos h bridos ou hibridados, de outras racionalidades densas e persistentes, das suas ambiguidades e incertezas, a narrativa cient fica INTRODUCTIONIn a world where contradictions, inequalities and violence have reached unprec-edented levels of intensity, the pace and profusion of outputs in all fields and dis-ciplines of Eurocentric science, are deemed as its ability to read reality, formulate problems and design appropriate solutions.

7 In other words, one can say that science conceived and practiced, as such, is a narrative of the endless transgression of limits, that is to say, it is a meta-narrative of the absence of limits to science. In contrast, all solutions generated outside of its control, language, and domain are presented as precarious, contingent, uncertain, transient, unproductive, deceptive and therefore ontologically shallow and ephemeral. It is this land of attributed obscurities to what is outside of science, beyond science, and believed against science, that Eurocen-tric science calls ignorance. Amidst this hypertrophic and performative contrast the structural struggle on its power comes to stage in the quest and definition of what is the truth, transited in the trial of its totalitarian answers. Although surrounded by the overwhelming evidence of hybrid or hybridized knowledges, of other dense and persistent rationales, of its ambiguities and uncertainties, modern scientific Euro-centric narrative presents itself as triumphalist and continuously reinvents itself as xximoderna euroc ntrica apresenta-se triunfalista e vai-se reinventando como a fonte e o fim do conhecimento que importa.

8 Contudo, como diz Boaventura de Sousa San-tos, encontramo-nos num tempo em que as perguntas que as sociedades nos colo-cam s o fortes e as respostas formuladas pelo paradigma euroc ntrico s o fracas2, pelo que, da suspeita da sua indol ncia e finitude, necess rio e urgente uma busca epistemol gica mais exigente e mais cr tica. neste contexto que as Epistemologias do Sul3 s o o aparelho conceptual que, al m de reconhecerem a diversidade dos conhecimentos presentes e dispon veis no mundo, nos alertam que preciso ir para o sul e aprender com o sul, esse sul n o- imperial que a met fora, tanto do sofri-mento humano, como da sua capacidade de subsistir, resistir e gram ticas produzidas na conjuga o dos tr s modos hegem nicos de domi-na o contempor nea, capitalista, patriarcal e colonial, conjugam dois mecanismos de desqualifica o ontol gica: o primeiro desiguala e, no limite, nega a alteridade como possibilidade existencial. O segundo pensa essas entidades desiguais e ex- ticas como espumas cuja densidade permite imaginar que n o ocupam espa o nem tempo: est o vazias.

9 Um vazio que simultaneamente um abismo. E este abismo uma das semi ticas privilegiadas da constru o da opress o pois permite mapear, atribuir significado e determinar o que est dispon vel para ser ocupado, ser redimido da sua falta de resili ncia e cinestesia pr prias dos entes espessos e consistentes. Boaventura de Sousa Santos, define o pensamento moderno ocidental como um pensamento abissal4, aquele que nas suas m ltiplas vers es e epifanias divide a realidade social entre aquilo que existe e o inexistente e que n o admite a co-presen a de racionalidades diversas, igualmente relevantes e intelig veis do mes-mo lado da linha5, Boaventura de Sousa Santos lan a no campo te rico da sociologia uma poderosa ferramenta cr tica. Ao problematizar as rela es entre modernismo, p s-modernismo e p s-colonialismo6 Santos deixa aberto o caminho para colocar em evid ncia duas coisas. A primeira a produ o de aus ncias praticada contra a imensid o de experi ncias e saberes que est o al m e para l da linha abissal.

10 Em segundo lugar, oferece instrumentos robustos para reconhecer essa energia formid vel de auto-determina o, dissens o e de cria o que o eurocentrismo n o colonizou, n o mercadorizou, nem patriarcalizou na totalidade. Assim sendo, cria a obriga o intelectual de realizar reflex es de retaguarda7 que acompanham as lutas the source and the end of knowledge that matters. However, as says Boaventura de Sousa Santos, we find ourselves at a time when the questions that societies place us are strong and the answers given by the Eurocentric paradigm are weak1. Therefore, in the extent of the suspicion of its indolence and finitude, a more demanding and more critical epistemological quest is necessary and urgent. In this context, Episte-mologies of the South2 are the conceptual framework that, in addition to recognizing the diversity of the existent and available knowledges in the world, warn us that it is necessary to go to the South and learn from the South, the non-imperial South which is the metaphor, both for human suffering, as for the ability to survive, endure and produced on combining the three modes of contemporary hegemonic domination, capitalist, patriarchal and colonial, combine two mechanisms of onto-logical disqualification: the first unequals and, ultimately, denies the otherness as an existential possibility.


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