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DEMÊNCIA - UMP

PROJETO VIDAS. MANUAL DE. BOAS PR TICAS. DEM NCIA. 1. MANUAL DE. BOAS PR TICAS. DEM NCIA. Autores: Manuel Caldas de Almeida Vera Pinto Helena Sofia Barrios Sandra Costa Carla Pereira Andreia Conde Ana Catarina Santos Helena Pedrosa Apoio t cnico: Catarina Cerqueira NDICE. 1 Enquadramento Geral Projeto VIDAS 4. 2 Compreender as dem ncias 6. O que a dem ncia? 7. Tipos de dem ncia 7. Principais sintomas das dem ncias 8. Perda de mem ria 9. Diminui o da capacidade de realizar tarefas e de 10. comunicar Desorienta o no tempo e no espa o 11. Altera es da personalidade e humor 11. Altera es do comportamento 11. Altera es f sicas 11. Diagn stico de dem ncia 12. Como distinguir o envelhecimento normal das fases 12. iniciais de dem ncia? Como se diagnostica a dem ncia? 12. Evolu o e progn stico 13. Fase Ligeira 14. Fase Moderada 14. Fase Avan ada 15. 3 Interven o 18. Objetivos do cuidar de uma pessoa com dem ncia 19. Necessidade de cuidados na dem ncia 20.

sos), demência frontotemporal, de corpos de Lewy e, mais raramente, demências secundárias a doenças virais, défices nutricionais e outras (Alzheimer Europe, 2008). Todos os tipos de demência têm características comuns. No entanto, há ele-mentos que as distinguem: por exemplo, a demência frontotemporal apresenta

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  Naic, 243 nica, Frontotemporal, 202 ncia, 234 ncia frontotemporal

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1 PROJETO VIDAS. MANUAL DE. BOAS PR TICAS. DEM NCIA. 1. MANUAL DE. BOAS PR TICAS. DEM NCIA. Autores: Manuel Caldas de Almeida Vera Pinto Helena Sofia Barrios Sandra Costa Carla Pereira Andreia Conde Ana Catarina Santos Helena Pedrosa Apoio t cnico: Catarina Cerqueira NDICE. 1 Enquadramento Geral Projeto VIDAS 4. 2 Compreender as dem ncias 6. O que a dem ncia? 7. Tipos de dem ncia 7. Principais sintomas das dem ncias 8. Perda de mem ria 9. Diminui o da capacidade de realizar tarefas e de 10. comunicar Desorienta o no tempo e no espa o 11. Altera es da personalidade e humor 11. Altera es do comportamento 11. Altera es f sicas 11. Diagn stico de dem ncia 12. Como distinguir o envelhecimento normal das fases 12. iniciais de dem ncia? Como se diagnostica a dem ncia? 12. Evolu o e progn stico 13. Fase Ligeira 14. Fase Moderada 14. Fase Avan ada 15. 3 Interven o 18. Objetivos do cuidar de uma pessoa com dem ncia 19. Necessidade de cuidados na dem ncia 20.

2 Interven o n o farmacol gica 20. Cuidados diretos e compet ncias relacionais 20. Gest o de comportamentos dif ceis 27. Neuroestimula o: interven o cognitiva, 30. comportamental e funcional Interven o farmacol gica 35. Tratamento dirigido doen a 35. Tratamento e controlo de sintomas 36. Abordagem de factores de risco e co-morbilidades. 37. Apoiar os cuidadores familiares 38. 4 Arquitetura e Ambiente 40. Levantamento preliminar das condi es f sicas 42. das institui es do projeto VIDAS. Checklist Ambiente 42. 5 Conclus es 48. MANUAL DE BOAS PR TICAS DEM NCIA. 1. ENQUADRAMENTO. GERAL. PROJETO. VIDAS. 04. PROJETO VIDAS. O presente Manual de Boas Pr ticas surge como culminar do Projeto VIDAS Va- loriza o e Inova o em Dem ncias. O Projeto VIDAS desenvolvido pela Uni o das Miseric rdias Portuguesas, entre janeiro de 2014 e mar o de 2015, contou com diversos parceiros na sua execu- o Dire o Geral de Sa de (DGS), Alzheimer Portugal, Hospital Residencial do Mar, Hospital Magalh es de Lemos, Confedera o Nacional das Institui es de Solidariedade (CNIS).

3 O aumento da preval ncia de dem ncias coloca novos desafios aos indiv duos, s fam lias e sociedade. As pessoas com dem ncia t m necessidades espec - ficas que devem ser reconhecidas, e s quais deve ser dada resposta, quer este- jam em casa, com as suas fam lias, quer recebam apoio formal em Centro de dia ou apoio domicili rio, ou vivam em institui es. A magnitude desta quest o implica o desenvolvimento de um plano de interven- o estruturado, com uma estrat gia global, mas com programas de interven o adaptados s diferentes realidades. Assim, o Projeto VIDAS teve como principais objetivos: Identificar e caracterizar, na vertente de Investiga o, a popula o com dem ncia que j se encontra a receber cuidados em ERPI, atrav s de es- tudos efetuados com instrumentos internacionalmente reconhecidos e va- lidados;. Realizar a es de Forma o Profissional para o desenvolvimento de com- pet ncias nas vertentes cognitivas e de terapia cl nica, farmacol gica e n o farmacol gica, de neuroestimula o, de compet ncia relacional e de ges- t o; com conte dos espec ficos para os v rios grupos profissionais.

4 Fornecer compet ncias espec ficas s ERPI, na vertente da Arquitetura/. Decora o, de modo a melhorar n o s e ambiente em que vivem as pes- soas com dem ncia, como tamb m os cuidados que lhes s o prestados, num modelo eficiente e de baixo custo;. Estabelecer padr es de boas pr ticas profissionais tendentes a adequar o n vel de cuidados a estas necessidades espec ficas. Este Manual de Boas Pr ticas pretende assim ser um instrumento de trabalho que possa apoiar as fam lias e os cuidadores formais de pessoas com dem ncia, contribuindo para a melhoria dos cuidados e da qualidade de vida das pessoas com dem ncia. 05. MANUAL DE BOAS PR TICAS DEM NCIA. 2. COMPREENDER. AS. DEM NCIAS. 06. PROJETO VIDAS. O que a dem ncia? As dem ncias s o um conjunto heterog neo de doen as, com sinais e sintomas semelhantes, mas etiologias (causas) distintas. Em todos os casos no entanto existe doen a cerebral adquirida (n o presente desde o nascimento), progres- siva que provoca d fice cognitivo em m ltiplos dom nios, perda de autonomia e funcionalidade.

5 As pessoas com dem ncia t m dificuldade em recordar coisas, pensar com clareza, comunicar ou tomar conta de si pr prias. A deteriora o cognitiva que caracteriza a s ndrome demencial pode afetar a mem ria, linguagem, a orienta o temporal e espacial, o racioc nio, a pr pria realiza o de tarefas motoras, sem que a mem ria seja necessariamente a fun- o mais afetada nas fases iniciais da dem ncia provoca um d fice cognitivo global. Isto conduz ao comprometimento de v rias compet ncias importantes para a vida quotidiana e para a intera o social, tornando o doente menos au- t nomo e progressivamente mais dependente de terceiros. Todos os tipos de dem ncia resultam do mau funcionamento e da lenta e pro- gressiva morte de c lulas cerebrais (neur nios). no contexto destas les es or- g nicas que devem ser interpretadas as manifesta es da doen a, nomeada- mente, as altera es de mem ria e do comportamento, a perda de autonomia, as mudan as s bitas de humor e at mesmo as altera es de personalidade.

6 Portanto, nem a evolu o da doen a, nem os seus sintomas est o dependentes da vontade do doente. Tipos de dem ncia Na Europa, estima-se que milh es de pessoas sofrem deste tipo de doen- as. Todos os anos, milh es de cidad os europeus desenvolvem dem ncias, ou seja, a cada 24 segundos diagnosticado um novo caso (Alzheimer Europe, 2008). O n mero estimado de pessoas com dem ncia em Portugal de 153 mil, 90. mil dos quais com doen a de Alzheimer (Alzheimer Portugal, 2009). A preval ncia de dem ncia aumenta com a idade, sendo cerca de 90% dos ca- sos diagnosticados acima dos 65 anos. No entanto, existem casos em pessoas mais jovens. O envelhecimento por si s n o a provoca, e a dem ncia n o uma doen a exclusiva dos idosos (Alzheimer Europe, 2008). Existem diferentes etiologias (causas) de dem ncia. As dem ncias degenerativas, que representam mais de 80% dos tipos de dem ncia, causam uma deteriora- o cognitiva progressiva, irrevers vel, sem existir qualquer forma de cura.

7 Por sua vez, as formas revers veis, ou seja, etiologias que se manifestam por deteriora o cognitiva, quando tratadas, permitem a recupera o das mesmas, por exemplo hipotiroidismo, d fice de vitamina B12, entre outras (Santana & Duro, 2014). 07. MANUAL DE BOAS PR TICAS DEM NCIA. D. End crinas Defici ncias Revers veis Vitam nicas Tumor DEM NCIAS D. de Alzheimer N o Preven veis / D. Fronto-Temporal Degenerativas D. Corpos de Lewy D. Associada ao Parkinson Irrevers veis D. Vascular Preven veis D. Alco lica Associada ao virus HIV. O tipo mais frequente de dem ncia a Doen a de Alzheimer (50 a 70% de todos os casos de dem ncia). Existem depois a dem ncia vascular (20 a 30 % dos ca- sos), dem ncia frontotemporal , de corpos de Lewy e, mais raramente, dem ncias secund rias a doen as virais, d fices nutricionais e outras (Alzheimer Europe, 2008). Todos os tipos de dem ncia t m caracter sticas comuns. No entanto, h ele- mentos que as distinguem: por exemplo, a dem ncia frontotemporal apresenta habitualmente altera es de comportamento, a dem ncia de corpos de Lewy associa-se a altera es motoras caracter sticas e a dem ncia vascular a maior dificuldade de iniciativa.

8 N o se conhece a causa da maioria das dem ncias, nomeadamente da doen a de Alzheimer. Sabe-se que n o uma doen a contagiosa e que a sua transmis- s o heredit ria rara. Principais sintomas das dem ncias Cada zona do c rebro est relacionada com diferentes fun es, como a mem - ria, as emo es, os movimentos ou a sensibilidade. Quando uma doen a como a dem ncia afeta o c rebro, ocorre degeneresc ncia de c lulas cerebrais em v - rias zonas. Os sintomas que surgem est o relacionados com as zonas do c rebro mais afetadas. 08. PROJETO VIDAS. Os sintomas iniciais de dem ncia manifestam-se sob diferentes formas. Por exemplo, na Doen a de Alzheimer frequente a diminui o da mem ria recente, e a dificuldade em realizar tarefas complexas (por exemplo, a pessoa pode per- der-se enquanto conduz, trocar o lugar das coisas, perder-se no meio de uma conversa ou enganar-se na gest o do dinheiro). Com o agravamento da doen a surgem dificuldades em realizar atividades b sicas como vestir, fazer a sua higie- ne ou ir casa de banho.

9 Os sintomas v o-se agravando progressivamente, at . que o doente acaba por ficar totalmente dependente de terceiros. Ap s anos de evolu o da situa o demencial, verifica-se uma deteriora o global da sa de f sica e mental, que conduz morte. Analisamos seguidamente os principais sintomas: Perda de mem ria A mem ria um processo cognitivo complexo, atrav s do qual o indiv duo adqui- re, codifica e armazena informa o. As altera es de mem ria est o presentes no envelhecimento normal e a sua evolu o progressiva para um funcionamento patol gico, como na doen a de Alzheimer, tem sido alvo de diversos estudos. A perda de mem ria tem impacto na vida di ria de variadas formas, conduzindo a problemas de comunica o, de seguran a, de comportamento e incapaci- dade de aprender nova informa o. A mem ria n o forma um sistema unit rio, corresponde a v rias fun es e siste- mas distintos que podem ser afetados de forma seletiva nas les es do sistema nervoso.

10 Existem diferentes tipos de mem ria, variando em rela o ao tempo de realiza o (capacidade de recordar eventos futuros, como a ida a uma consulta daqui a tr s dias, ou eventos passados, como por exemplo, as f rias de Ver o de 2012), natureza do est mulo (se a informa o de origem auditiva ou visual) ou dura o do intervalo de reten o (mem ria a curto prazo, se a reten o por curtos per odos de tempo ou mem ria a longo prazo se o per odo longo). A mem ria para acontecimentos recentes aquela que habitualmente afetada em primeiro lugar (por exemplo, o doente pode n o se recordar do que lhe foi dito h poucos minutos ou do que comeu ao pequeno almo o, e, no entanto, lembra- -se com exatid o de eventos ocorridos h v rios anos). A mem ria a longo prazo, apesar de ser afetada mais tardiamente, pode assumir diferentes express es. Esta inclui a evoca o intencional de experi ncias, factos ou eventos previamente armazenados (como a hist ria pessoal, familiar ou social, conhecimento geral de s mbolos e conceitos), bem como o acesso a informa o de forma inconsciente e automatizada (como a mem ria para andar de bicicleta, 09.)


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