Transcription of Desenvolvimento e crescimento humano - SciELO
1 SciELO Books / SciELO Livros / SciELO Libros MOREIRA, LMA. Desenvolvimento e crescimento humano : da concep o puberdade. In: Algumas abordagens da educa o sexual na defici ncia intelectual [online]. 3rd ed. Salvador: EDUFBA, 2011, pp. 113-123. Bahia de todos collection. ISBN 978-85-232-1157-8. Available from SciELO Books < >. All the contents of this work, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution-Non Commercial-ShareAlike Unported. Todo o conte do deste trabalho, exceto quando houver ressalva, publicado sob a licen a Creative Commons Atribui o - Uso N o Comercial - Partilha nos Mesmos Termos N o adaptada.
2 Todo el contenido de esta obra, excepto donde se indique lo contrario, est bajo licencia de la licencia Creative Commons Reconocimento-NoComercial-CompartirIgual Unported. Desenvolvimento e crescimento humano da concep o puberdade L lia Maria de Azevedo Moreira 113O Desenvolvimento de um organismo inclui todas as mu-dan as morfol gicas e fisiol gicas que contribuem para o cursode seu ciclo de vida. Em formas unicelulares, as mudan as s orestritas e ocorrem dentro da pr pria c lula. Entretanto, para for-mas multicelulares, as mudan as incluem todas as atividades queocorrem nas c lulas, tecidos, rg os e sistemas de diferencia oe integra diferencia o celular que causa o desenvolvimentomorfol gico e a especializa o funcional acompanhada poruma cont nua s ntese e degrada o de enzimas e outras prote -nas que est o sobre controle gen fatores gen ticos contidos no ovo ou zigoto apresentamcapacidades morfofisiog nicas potenciais.
3 Os genes est o pre-sentes principalmente nos cromossomos do n cleo celular, sen-do metade oriundos da m e e metade paternos. O conjunto des-ses atributos individuais constitui o gen e crescimento8humano:da concep o puberdadeA partir de um nico ov cito fertilizado, desenvolvem-se di-ferentes tipos de c lulas. Os mecanismos pelos quais reguladaa express o diferencial do material gen tico n o s o ainda bemconhecidos. No controle do Desenvolvimento atuam os chama-dos genes homeobox, grupos de genes interrelacionados deno-educa o sexual , 17:21113114minados Hom em invertebrados e Hox em vertebrados, que de-terminam aspectos semelhantes no Desenvolvimento do dos aspectos principais na gen tica do Desenvolvimento re-fere-se ao modo pelo qual ocorre a ativa o seq encial dos genesno in cio deste express o e manifesta es decorrentes do gen tipo po-dem ser modificadas pela a o ambiental.
4 Por exemplo, nafenilceton ria, que uma condi o g nica (doen a autoss micarecessiva), o uso da dieta sem fenilalanina (presente na maioriados alimentos) impede o aparecimento das manifesta es cl ni-cas da doen a. Um exemplo onde condi es ambientais n o in-terferem na express o de genes mutados a microcefaliaautoss mica recessiva. No caso do gen tipo n o ter sofrido ne-nhuma altera o, condi es ambientais do tipo infec o intra- tero, drogas, radia es, podem levar a fenoc pias, condi espatol gicas semelhantes quelas produzidas por muta esg nicas, como no caso da toxoplasmose cong nita, causando amicrocefalia.
5 Outras manifesta es no indiv duo dependem dacapacidade de express o do seu gen tipo. muito importante considerar que a influ ncia dos genes n ose manifesta somente no momento da concep o, no per odoembrion rio, no nascimento ou ainda em momentos determinadosda hist ria de vida dos indiv duos. Os processos de desenvolvimentoest o sujeitos a cont nuas influ ncias gen ticas e genes diferentespodem manifestar a sua a o em pocas distantes. Assim, adistrofia muscular do tipo Duchenne, de heran a recessiva e liga-da ao sexo, se manifesta a partir do primeiro ano de vida, demodo progressivo, sem que fatores ambientais possam influenci-ar neste processo que leva morte do indiv duo, muitas vezesat a segunda d cada de rela o ao crescimento , poucas fun es biol gicas de-pendem tanto do potencial gen tico quanto esta.
6 Entretanto,desde o momento da concep o, o ambiente pode perturbar aeduca o sexual , 17:21114115ordena o, qualidade e quantidade do fen meno: o crescimen-to depende, na verdade, da integra o e Desenvolvimento s o processos paralelos, mascom conceitos pr prios e n o obrigatoriamente dotados de igualvelocidade ou de igual sensibilidade aos agravos. crescimento aumento de massa por hipertrofia e divis es celulares (pass velde aferi o por meio de cm e kg) e Desenvolvimento a aquisi- o de capacidade (somente pass vel de aferi o por meio deprovas funcionais).O crescimento humano se caracteriza por 4 fases nitidamentedistintas.
7 Fase 1 crescimento intra-uterino, inicia-se na concep o e vai at o 2 Primeira inf ncia, vai do nascimento aos dois anos de idade,aproximadamente, caracterizando-se por um crescimentoincremental, que se inicia no nascimento e estende-se at um m nimo marco inicial da fase 3 Segunda inf ncia ou intermedi ria, per odo de equil brioe crescimento uniforme em que o acr scimo anual de pesose mant m no mesmo n vel, desde o m nimo lim trofe,anteriormente citado, at o in cio de uma nova fase decrescimento 4 Adolesc ncia, fase final de crescimento , que se estendemais ou menos dos dez aos vinte anos de idade. Oeduca o sexual , 17:21115116at os 20 condi es normais, cada c lula, cada tecido e cada r-g o crescem em graus, padr es e velocidades pr prias.
8 H 4 ti-pos fundamentais de crescimento das estruturas do corpo: crescimento geral som ticoCorpo como um todo, dimens es externas (com exce oda cabe a e pesco o), tecido muscular e sseo, volumesang neo, rg os dos aparelhos respirat rio, circulat rioe digestivo, rim e ba o. Este tipo de crescimento pode serrepresentado pela curva de peso e estatura, queapresentam aspecto geral de um S, com dois per odos demaior velocidade (zero a dois anos e por ocasi o dapuberdade). crescimento neuralC rebro, cerebelo e estruturas afins, aparelho ocular,per metro cef lico. Este tipo caracteriza-se por uma intensavelocidade nos dois primeiros anos de vida.
9 crescimento linf ideTimo, g nglios linf ticos, am dalas, aden ides, fol culoslinf ides intestinais. O Desenvolvimento m ximo dasestruturas linf ides ocorre entre os oito e dez anos menos celulares, bioqu micos, biof sicos e morfogen ticos, cujaintegra o feita segundo um plano pr -determinado pela he-ran a, modificado pelo ambiente (MARCONDES,1970).O crescimento , analisado globalmente, a somat ria de fe- crescimento inicialmente se acelera, at atingir um m ximoem torno dos quinze anos e, depois, declina rapidamenteeduca o sexual , 17:21116117As Figuras 8 e 9 apresentam, transforma es no corpo dohomem e da mulher, decorrentes do processo de crescimento edesenvolvimento.
10 Veja nas p ginas seguintes:Figura 8 Transforma es no Desenvolvimento feminino. De meninapara mulher (09 a 16 anos) Sinais principais: Aumento de estatura e peso;presen a de p los pubianos e axilares; Desenvolvimento dos seios;amadurecimento do aparelho genitalTest culos, ov rios, epid dimo, ves culas seminais, pr stata, tero e anexos. Estas estruturas permanecem quiescentesdurante os primeiros oito a dez anos de vida, para ent oapresentar um crescimento acelerado, dentro dastransforma es f sicas que correspondem o sexual , 17:21117118 Figura 9 Transforma o no Desenvolvimento masculino. De menino para homem(11 a 18 anos). Sinais principais: aumento de estatura e peso; desenvolvimentomuscular; presen a de p los pubianos e axilares; amadurecimento do aparelhoreprodutor; modifica o da voz; surgimento da o sexual , 17:21118119 Fase da Primeira Inf nciaDo nascimento at os 4 anos de Pr -escolar (per odo edipiano)Abrange dos 4 aos 6 anos de da Segunda Inf ncia (per odo de lat ncia)Dos 6 anos at a da Adolesc ncia (da puberdade at a idade adulta)Dos 10 at os 18 anos.