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Diarreia aguda: diagnóstico e tratamento - SBP

N 1, Mar o de 2017. Guia Pr tico de Atualiza o Departamento Cient fico de Gastroenterologia Diarreia aguda : diagn stico e tratamento Departamento Cient fico de Gastroenterologia Presidente: Mauro Batista de Morais Secret rio: Aristides Schier da Cruz Conselho Cient fico: Ana Daniela Izoton de Sadovsky, K tia Gale o Brandt, Matias Epif nio, Mauro S rgio Toporovski, S lvio da Rocha Carvalho, Rosane Costa Gomes. Colaboradora: Luciana Rodrigues Silva De acordo com a Organiza o Mundial da d cada atual. Parcela consider vel desta redu- Sa de (OMS), nas ltimas duas d cadas, ocorreu o foi decorrente da diminui o do n mero de globalmente expressiva redu o na mortalidade bitos por Diarreia e desidrata o.

Diarreia aguda: diagnóstico e tratamento 2 Algumas publicações permitem pontuar a evolução do tratamento da diarreia aguda ao longo das últimas décadas.

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1 N 1, Mar o de 2017. Guia Pr tico de Atualiza o Departamento Cient fico de Gastroenterologia Diarreia aguda : diagn stico e tratamento Departamento Cient fico de Gastroenterologia Presidente: Mauro Batista de Morais Secret rio: Aristides Schier da Cruz Conselho Cient fico: Ana Daniela Izoton de Sadovsky, K tia Gale o Brandt, Matias Epif nio, Mauro S rgio Toporovski, S lvio da Rocha Carvalho, Rosane Costa Gomes. Colaboradora: Luciana Rodrigues Silva De acordo com a Organiza o Mundial da d cada atual. Parcela consider vel desta redu- Sa de (OMS), nas ltimas duas d cadas, ocorreu o foi decorrente da diminui o do n mero de globalmente expressiva redu o na mortalidade bitos por Diarreia e desidrata o.

2 Para exem- por diarreias infecciosas em crian as com ida- plificar, em 1980, a Diarreia ocupava o segun- de inferior a cinco anos1,2. Para exemplificar, em do lugar como causa de mortalidade infantil e 1982 ocorreram 5 milh es de mortes por doen a representava 24,3% dos bitos, enquanto, em diarreica, em 1991 foram 3,5 milh es, em 2001 2005, passou para a quarta posi o e foi respon- morreram 2,5 milh es e, finalmente, em 2011 s vel por 4,1% dos bitos4. Considera-se que ocorreram 1,5 milh es de mortes no ano3. Deve este grande avan o na sa de p blica brasilei- ser destacado, no entanto, que algumas doen as ra foi decorrente das melhorias das condi es que poderiam ser prevenidas continuam sendo gerais de vida da popula o e da dissemina o respons veis por mortes de lactentes e pr -esco- entre profissionais da rea da sa de e da pr - lares.

3 Cerca de 30% desses bitos antes dos cinco pria comunidade dos princ pios fundamentais anos ocorrem devido pneumonia e diarreia1,2. do tratamento da Diarreia aguda e desidrata o, No Brasil, observou-se redu o importante ou seja, terapia de reidrata o e cuidados com na mortalidade infantil que passou de 70 bitos a alimenta o. Ao que tudo indica, a incid ncia por mil nascidos vivos na d cada de 1970 para de Diarreia aguda tamb m apresentou redu o cerca de 15 bitos por mil nascidos vivos na nesse per odo. 1. Diarreia aguda : diagn stico e tratamento Algumas publica es permitem pontuar a um cartaz com a atualiza o de algumas condu- evolu o do tratamento da Diarreia aguda ao tas9.

4 A OMS refor ou seus posicionamentos em longo das ltimas d cadas. Em 1989, a OMS pu- 2009 e em 2013 para o tratamento da Diarreia blicou um manual pr tico para o tratamento da aguda1,2. Al m disso, foram propostas diretrizes Diarreia aguda , contemplando o diagn stico da para o tratamento da Diarreia aguda na Europa desidrata o e seu tratamento , al m dos princ - em 200810 e em 201411, e para crian as bero- pios para a alimenta o do paciente pedi trico -Latinoamericanas, em 201012 e em 201413-16, com Diarreia aguda e persistente5. Em 1993, o com base em evid ncias cl nicas que inclu am Minist rio da Sa de (MS) do Brasil adaptou esse n o somente as medidas recomendadas pela manual realidade brasileira6.

5 Em 2005, a OMS OMS e pelo MS do Brasil, como tamb m outras complementou seu posicionamento com a su- op es terap uticas que podem contribuir na gest o de reduzir a osmolaridade da solu o de redu o dos impactos negativos causados pela reidrata o oral e a recomenda o da adminis- Diarreia aguda . tra o de zinco por via oral7. Em 2006, a vaci- Esse documento cient fico foi redigido com na contra rotav rus foi inclu da no calend rio o objetivo de auxiliar na assist ncia sa de de vacina o no Brasil8. O Minist rio da Sa de das crian as brasileiras com Diarreia aguda e (MS) n o havia revisado suas recomenda es suas complica es, em diferentes cen rios as- de 1993 at que, recentemente, foi divulgado sistenciais.

6 Defini es A Diarreia pode ser definida pela ocorr ncia 3. Diarreia persistente: quando a Diarreia de tr s ou mais evacua es amolecidas ou l qui- aguda se estende por 14 dias ou mais. Pode pro- das nas ltimas 24 horas. A diminui o da con- vocar desnutri o e desidrata o. Pacientes que sist ncia habitual das fezes um dos par metros evoluem para Diarreia persistente constituem mais considerados. Na Diarreia aguda ocorre de- um grupo com alto risco de complica es e ele- sequil brio entre a absor o e a secre o de l qui- vada letalidade2,6. dos e eletr litos e um quadro autolimitado4.

7 Assim, doen a diarreica aguda pode ser en- tendida como um epis dio diarreico com as se- De acordo com a OMS, a doen a diarreica guintes caracter sticas: in cio abrupto, etiologia pode ser classificada em tr s categorias2,7: presumivelmente infecciosa, potencialmente autolimitado, com dura o inferior a 14 dias, 1. Diarreia aguda aquosa: Diarreia que aumento no volume e/ou na frequ ncia de eva- pode durar at 14 dias e determina perda de cua es com consequente aumento das perdas grande volume de fluidos e pode causar desi- de gua e eletr litos17.

8 Apesar da defini o de drata o. Pode ser causada por bact rias e v - Diarreia aguda considerar o limite m ximo de rus, na maioria dos casos. A desnutri o even- dura o de 14 dias, a maioria dos casos resolve- tualmente pode ocorrer se a alimenta o n o -se em at 7 dias. fornecida de forma adequada e se epis dios A doen a diarreica na maior parte das ve- sucessivos acontecem. zes representa uma infec o do tubo digesti- 2. Diarreia aguda com sangue (disenteria): vo por v rus, bact rias ou protozo rios e tem caracterizada pela presen a de sangue nas fezes.

9 Evolu o autolimitada, mas pode ter conse- Representa les o na mucosa intestinal. Pode asso- qu ncias graves como desidrata o, desnutri- ciar-se com infec o sist mica e outras complica- o energ tico-proteica e bito. Nem sempre es, incluindo desidrata o. Bact rias do g nero poss vel identificar o agente causador do Shigella s o as principais causadoras de disenteria. epis dio diarreico. 2. Departamento Cient fico de Gastroenterologia Sociedade Brasileira de Pediatria Causas Os seguintes agentes infecciosos s o os que Eventualmente outras causas podem iniciar causam a maior parte dos quadros da Diarreia aguda : o quadro como Diarreia tais como: alergia ao leite de vaca, defici ncia de lactase, apendicite V rus - rotav rus, coronav rus, adenov rus, ca- aguda , uso de laxantes e antibi ticos, intoxica- liciv rus (em especial o norov rus) e astrov rus.

10 O por metais pesados. A invagina o intesti- Bact rias - E. coli enteropatog nica cl ssica, E. nal tem que ser considerada no diagn stico di- coli enterotoxigenica, E. coli enterohemorr gica, ferencial da disenteria aguda , principalmente, E. coli enteroinvasiva, E. coli enteroagregativa18, no lactente. Aeromonas, Pleisiomonas, Salmonella, Shigella, A investiga o da etiologia da Diarreia aguda Campylobacter jejuni, Vibrio cholerae, Yersinia n o obrigat ria em todos os casos. Deve ser rea- Parasitos - Entamoeba histolytica, Giardia lizada nos casos graves e nos pacientes hospitali- lamblia, Cryptosporidium, Isosopora zados.


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