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Embalagem e Sustentabilidade - ABRE

Embalagem e SustentabilidadeDesafios e orienta es nocontexto da economia CircularCETESB Companhia Ambiental do Estado de S o PauloABRE Associa o Brasileira de EmbalagemS o Paulo SP1 Edi o 2016 Embalagem e SustentabilidadeDesafios e orienta es no contexto da economia CircularThiago Urtado KaraskiFl vio de Miranda RibeiroBruno Rufato Pereira Luciana Pellegrino S. de ArteagaCETESB Companhia Ambiental do Estado de S o PauloABRE Associa o Brasileira de Embalagem CETEA/ITAL Centro de Tecnologia de Embalagem do Instituto de Tecnologia de Alimentos, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de S o PauloDados Internacionais de Cataloga oCETESB Biblioteca, SP, BrasilA144e ABRE Embalagem e Sustentabilidade : desafios e orienta es no contexto da economia circular/ABRE, CETESB, CETEA; Thiago Urtado Karaski .. [et al.]; Coordena o Bruno Pereira; Coordena o do projeto Camila Carbonelli; Colaboradores Elo sa Garcia.

Embalagem e Sustentabilidade Desafios e orientações no contexto da Economia Circular Thiago Urtado Karaski Flávio de Miranda Ribeiro Bruno Rufato Pereira

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1 Embalagem e SustentabilidadeDesafios e orienta es nocontexto da economia CircularCETESB Companhia Ambiental do Estado de S o PauloABRE Associa o Brasileira de EmbalagemS o Paulo SP1 Edi o 2016 Embalagem e SustentabilidadeDesafios e orienta es no contexto da economia CircularThiago Urtado KaraskiFl vio de Miranda RibeiroBruno Rufato Pereira Luciana Pellegrino S. de ArteagaCETESB Companhia Ambiental do Estado de S o PauloABRE Associa o Brasileira de Embalagem CETEA/ITAL Centro de Tecnologia de Embalagem do Instituto de Tecnologia de Alimentos, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de S o PauloDados Internacionais de Cataloga oCETESB Biblioteca, SP, BrasilA144e ABRE Embalagem e Sustentabilidade : desafios e orienta es no contexto da economia circular/ABRE, CETESB, CETEA; Thiago Urtado Karaski .. [et al.]; Coordena o Bruno Pereira; Coordena o do projeto Camila Carbonelli; Colaboradores Elo sa Garcia.

2 [et al.] ; Ilustra o Fabio Mestriner; Revis o Verbus Comunica o Editorial. - - S o Paulo: CETESB, 2016. 52 p.: il. color.; 30 cm. Dispon vel tamb m em: , ISBN 978-85-61405-94-6 1. Embalagem 2. Desenvolvimento sustent vel. 3. Impacto ambiental minimiza o 4. Log stica reversa 5. Reciclagem Res duos s lidos. 6. Tecnologia limpa. I. Karaski, Thiago Urtado. II. Ribeiro, Fl vio de Miranda. III. Pereira, Bruno, Coord. IV. Arteaga, Luciana Pellegrino S. de. V. CETESB. VI. CETEA. VII. T o na fonte e revis o normativa segundo a ABNT: Margot Terada CRB E S USTENTABILIDADE DESAFIoS E oRIENTA ES No CoNTExTo DA E CoNoMIA C IRCULARP alavra da CETESBAs leis que institu ram as pol ticas Estadual e Nacional de Res duos S lidos trouxeram importantes avan os prote o do ambiente no Pa s. Temas fundamentais, como o banimento dos lix es, a inclus o social dos catadores de materiais recicl veis e a log stica reversa, t m ocupado a pauta das discuss es no setor, gerando importantes melhorias na coleta seletiva, reciclagem e destina o final dos res duos.

3 H , no entanto, muito a caminhar, principalmente no que se refere preven o e redu o da gera o dos res contexto, as embalagens representam uma preocupa o recorrente da sociedade, em virtude de sua constante presen a nos res duos s lidos urbanos. Ainda que os sistemas para sua revaloriza o estejam sendo aprimorados, essencial tamb m avan ar na redu o da gera o desses res duos p s-consumo. Essa busca precisa partir da origem do problema, o excesso de consumo caracter stico de nosso modo de vida, para ent o estabelecer crit rios t cnicos para o desenvolvimento de embalagens que cumpram suas fun es com o m nimo impacto ao longo do ciclo de vida do sistema composto por Embalagem e a preocupa o de iniciar essa discuss o, e a diretriz de abertura ao di logo junto ao setor produtivo, a CETESB e a ABRE estabeleceram uma parceria da qual a presente publica o o primeiro resultado.

4 Com o objetivo de motivar o setor a o, o documento trata dos principais aspectos a observar para incorporar requisitos ambientais no desenvolvimento das embalagens, difundindo informa es e trazendo reflex es e orienta es b sicas para que cada empresa encontre seu caminho nessa trajet ria, em um ciclo de melhoria cont nua ao qual esperamos colaborar. nesse esp rito que parabenizamos a todos pelo esfor o empreendido neste primeiro passo, com a certeza de estarmos contribuindo com a constru o de um futuro melhor e mais limpo. Ot vio Okano Presidente da CETESBN elson Bugalho Vice-presidente da CETESBC E T E S B Co M PA N H I A A M B I E N TA L Do E S TA Do D E S o PA U Lo | A B R E A S So C I A o B R A S I L E I R A D E E M B A L A G E M5 Palavra da ABREA ABRE Associa o Brasileira de Embalagem , cumprindo a sua miss o de promover o cont nuo desenvolvimento do setor e da Embalagem brasileira, objetiva, por meio deste documento, abrir as fronteiras do conhecimento e entendimento sobre o papel da Embalagem em nossa sociedade.

5 Em um trabalho a seis m os, inspirado pela Funda o Ellen MacArthur e reunindo o setor produtivo por meio do Comit de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ABRE, o Poder P blico representado pela CETESB com a qual temos firmado um Termo de coopera o t cnico-cient fico e o centro de pesquisa e desenvolvimento por meio do ITAL/CETEA, colocamos disposi o da sociedade, governo e setor produtivo esta publica o. An lise aprofundada sobre o papel da Embalagem no contexto da Sustentabilidade , ela considera a evolu o conceitual e hol stica da gest o de recursos por nossa sociedade, passando de um modelo linear para o circular. A Embalagem uma ferramenta disposi o da sociedade que deve ser usada quando traz um benef cio. Ela deve aportar ganhos ambientais, sociais e econ micos para a cadeia na qual ela est inserida. Vemos o conceito de economia circular como um catalisador de inova es em embalagens medida que d oportunidade para a an lise cient fica dos sistemas atuais de produ o, transporte, comercializa o, comunica o, consumo, descarte e gest o dos res duos, valorizando de fato cada produto e os recursos utilizados para a sua produ o, assim como o reconhecimento do res duo s lido reutiliz vel e recicl vel como um bem econ mico e de valor para que esse processo seja efetivo, e contribuindo para fortalecer o atendimento s premissas da Pol tica nacional de res duos s lidos (PNRS), favorecendo a n o gera o de res duos, o reuso e a revaloriza o, transformamos os conceitos apresentados neste documento em uma ferramenta de trabalho din mica, provocando a cont nua reflex o frente ao processo de desenvolvimento das embalagens e gest o de recursos em nosso pa s.

6 Agradecemos a todos que se envolveram neste projeto e dedicaram seu tempo e conhecimento para a sua constru Schulzinger Presidente da ABRE6 Embalagem E S USTENTABILIDADE DESAFIoS E oRIENTA ES No CoNTExTo DA E CoNoMIA C IRCULARP alavra da WPOComo organiza o Mundial da Embalagem (WPo World Packaging organisation), podemos afirmar que a Embalagem uma ferramenta indispens vel para todas as sociedades do planeta. A WPo entende que a Embalagem contribui para a Sustentabilidade , preserva o produto e, portanto, todos os esfor os ambientais postos em sua produ o e entrega. Mas novos desafios est o no caminho para mudar a nossa vida e isso significa tamb m a nossa forma de embalar as coisas: a economia circular ir substituir nossos conceitos lineares de execu o de neg cios neste nico planeta que sobre a Embalagem em uma economia circular, deve-se concentrar no fato de que ela n o existe por si s , parte integrante e necess ria para a disponibilidade de um produto para a sociedade.

7 No cumprimento de sua fun o, as embalagens devem permitir benef cios ambientais que superem os impactos da sua produ o, utiliza o e elimina o final. com grande satisfa o que vemos no Brasil uma ag ncia ambiental do governo trabalhando em conjunto com a ind stria de embalagens para discutir essas quest es e definir algumas medidas para identificar e divulgar boas pr ticas de Embalagem e Sustentabilidade . Assim, como WPo, s podemos ser gratos por iniciativas como essa no sentido de promover uma "melhor qualidade de vida, por meio da melhor Embalagem , para mais pessoas". Johannes Bergmair Vice Presidente de Sustentabilidade e Seguran a de Alimentos da WPOC E T E S B Co M PA N H I A A M B I E N TA L Do E S TA Do D E S o PA U Lo | A B R E A S So C I A o B R A S I L E I R A D E E M B A L A G E M7 ndice1. Introdu o.. Prop sitos e objetivos do documento.

8 O pensar hol stico-sistem tico sobre a .. economia Circular.. A Pol tica Nacional de Res duos na transi o para economia circular.. Benef cios para a sociedade..112. Otimiza o da fun o da .. A fun o da Embalagem em busca de um desenvolvimento mais sustent vel .. O pensamento de Ciclo de Vida..193. Otimiza o da Embalagem na economia circular.. A Embalagem promovendo a transi o para uma economia mais circular.. A harmoniza o e evolu o do sistema de coleta seletiva.. A simbologia do descarte seletivo e de materiais de .. As diferentes alternativas de revaloriza o dispon veis..254 Otimiza o da Embalagem em si: materiais e processos.. A import ncia dos diferentes materiais.. Os limites da otimiza o.. O papel da tecnologia e inova o..315 Recomenda es.. Jogo do Infinito ..336 Refer ncias..348 Embalagem E S USTENTABILIDADE DESAFIoS E oRIENTA ES No CoNTExTo DA E CoNoMIA C IRCULAR1. Introdu Prop sitos e objetivos do documentoA coopera o t cnico-cient fica entre a Associa o Brasileira de Embalagem (ABRE) e a Companhia Ambiental do Estado de S o Paulo (CETESB) tem como miss o a identifica o e divulga o de boas pr ticas ambientais para projetos de embalagens de bens n o dur veis e dur veis, visando a apoiar o atendimento Pol tica nacional de res duos s lidos, bem como colaborar com a discuss o do papel da Embalagem na economia circular.

9 Este documento oferece um entendimento harmonizado das quest es ambientais relacionadas ao desenvolvimento de Embalagem apresentando diretrizes para a cadeia de Embalagem e para elabora o de pol ticas p blicas. Essas diretrizes s o divididas na otimiza o de tr s grandes dimens es: (i) Fun o da Embalagem , (ii) otimiza o da Embalagem e (iii) Embalagem na economia Circular, cada qual abordada em um dos cap tulos a seguir e apresentados na Figura o quest es-chave desse documento: A otimiza o do ciclo de vida do produto com o m nimo consumo de recursos e gera o de res duos; A valoriza o da fun o da Embalagem ao longo de toda a cadeia de valor do produto; A orienta o para a especifica o e projeto de Embalagem visando a facilitar sua revaloriza o e a efic cia de seu desempenho; A efici ncia na revaloriza o da Embalagem , considerando os sistemas e infraestrutura atuais e futuros para sua reutiliza o, remanufatura e reciclagem, promovendo uma transi o para o modelo de economia circular.

10 A comunica o e educa o ambiental do consumidor quanto ao uso do produto e destina o adequada da 1: Dimens es do desenvolvimento da Embalagem com foco na Sustentabilidade . C E T E S B Co M PA N H I A A M B I E N TA L Do E S TA Do D E S o PA U Lo | A B R E A S So C I A o B R A S I L E I R A D E E M B A L A G E O pensar hol stico-sistem tico sobre a embalagemA Embalagem n o existe por si s , ela parte integrante e necess ria para a disponibiliza o do produto sociedade. Sua cadeia produtiva integrada cadeia de valor do produto. Al m disso, exige uma sistem tica de retorno (log stica reversa) ap s cumprir sua fun o de entregar o produto ao consumo. o pensar sistem tico sobre a Embalagem implica olhar seu ciclo de vida desde a extra o de recursos para sua produ o, seu processo produtivo, seu uso, at sua revaloriza o ou disposi o final. o desenvolvimento das embalagens deve ser hol stico, pois h muitos fatores envolvidos, desde necessidades/requerimentos de conserva o e prote o do produto, consumo de recursos para sua produ o (como mat rias-primas, gua e energia), at quest es relativas s emiss es associadas aos processos industriais, distribui o e destina o final da Embalagem .


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