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FIGURAS DE LINGUAGEM - Prevest

FIGURAS DE LINGUAGEM Classifica o e exemplos As FIGURAS de LINGUAGEM ou de estilo s o empregadas para valorizar o texto, tornando a LINGUAGEM mais expressiva. um recurso lingu stico para expressar experi ncias comuns de formas diferentes, conferindo originalidade, emotividade ou poeticidade ao discurso. As FIGURAS revelam muito da sensibilidade de quem as produz, traduzindo particularidades estil sticas do autor. A palavra empregada em sentido figurado, conotativo, passa a pertencer a outro campo de significa o, mais amplo e criativo. As FIGURAS de LINGUAGEM classificam-se em: a) FIGURAS de palavras; b) FIGURAS de pensamento; c) FIGURAS sonoras; d) FIGURAS de constru o ou sintaxe.

As figuras de linguagem ou de estilo são empregadas para valorizar o texto, tornando a linguagem mais expressiva. É um recurso linguístico para expressar experiências comuns de formas diferentes, conferindo originalidade, emotividade ou poeticidade ao ... (Machado de Assis) •- "Sou um mulato nato no sentido lato

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  Assis, Machado, Machado de assis

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1 FIGURAS DE LINGUAGEM Classifica o e exemplos As FIGURAS de LINGUAGEM ou de estilo s o empregadas para valorizar o texto, tornando a LINGUAGEM mais expressiva. um recurso lingu stico para expressar experi ncias comuns de formas diferentes, conferindo originalidade, emotividade ou poeticidade ao discurso. As FIGURAS revelam muito da sensibilidade de quem as produz, traduzindo particularidades estil sticas do autor. A palavra empregada em sentido figurado, conotativo, passa a pertencer a outro campo de significa o, mais amplo e criativo. As FIGURAS de LINGUAGEM classificam-se em: a) FIGURAS de palavras; b) FIGURAS de pensamento; c) FIGURAS sonoras; d) FIGURAS de constru o ou sintaxe.

2 FIGURAS DE PALAVRAS MET FORA COMPARA O SINESTESIA CATACRESE METON MIA PER FRASE o emprego de um termo com significado de outro em vista de uma rela o de semelhan a entre ambos. uma compara o subentendida. "N o sei que nuvem trago neste peito que tudo quanto vejo me " (Alexandre de Gusm o) " Sua boca um cadeado E meu corpo uma fogueira" (Chico Buarque de Holanda) Meu pensamento um rio subterr neo. (Fernando Pessoa) a aproxima o de dois termos entre os quais existe alguma rela o de semelhan a, como na met fora. A compara o, por m, feita por meio de um conectivo e busca real ar determinada qualidade do primeiro termo.

3 A chuva ca a como l grimas de um c u entristecido. "E h poetas que s o artistas E trabalham nos seus versos como carpinteiro nas t buas!.." (Alberto Caeiro) Como um grande borr o de fogo sujo O sol posto demora-se nas nuvens que ficam." (Alberto Caeiro) uma esp cie de met fora que consiste na uni o de impress es sensoriais diferentes. O cheiro doce e verde do capim trazia recorda es da fazenda, para onde nunca mais retornou. (cheiro = sensa o olfativa; doce = sensa o gustativa; verde = sensa o visual) Um doce abra o indicava que o pai desculpara. (doce = sensa o gustativa; abra o = t til) Dia de luz , festa de sol Um barquinho a deslizar no macio azul do (O barquinho - Tom Jobim) (azul = sensa o visual; macio = sensa o t til) o emprego de um termo figurado por falta de um termo pr prio para designar determinadas coisas.

4 Uma met fora desgastada pelo uso excessivo. Sentou-se no bra o da poltrona para descansar. N o me lembro do seu nome, mas ainda vejo as suas eternas ma s do rosto avermelhadas. A asa da x cara quebrou-se. Usamos a catacrese em express es como orelha de livro ou dente de alho . O termo engarrafamento , usado para designar o congestionamento de autom veis, ou o verbo embarcar , usado no sentido de entrar no carro, no avi o ou no trem, s o exemplos de catacrese. A express o casal gay torna-se curiosa porque casal , ao p da letra, um par formado por macho e f mea, apagou-se o sentido de heterossexualidade e avivou-se o sentido de par unido por la os de afetividade. a substitui o do sentido de uma palavra ou express o por outro sentido, havendo entre eles uma rela o l gica.

5 O autor pela obra. Ouvi Mozart com emo o. (a m sica de Mozart) Leio Graciliano Ramos porque ele trata da realidade brasileira. (obra de Graciliano Ramos) O continente (o que cont m) pelo conte do (o que est contido). Ele comemorou tomando um copo de caipirinha. (Continente: um copo; conte do: caipirinha contida no copo) A parte pelo todo. " o bonde passa cheio de pernas." (Drummond) (pernas = pessoas) S o muitas as fam lias que procuram um teto para morar. (teto = casa) O singular pelo plural. " Todo homem tem direito vida, liberdade e seguran a pessoal. ( -Declara o Universal dos Direitos Humanos) (homem = Humanidade) A mulher foi chamada para ir s ruas na luta contra a viol ncia. (mulher = todas as mulheres) O instrumento pela pessoa que o utiliza.

6 Os microfones corriam atropelando at o entrevistado. (microfone = rep rteres) Ele um bom pincel, o problema que seus quadros s o caros. (pincel = pintor) Ele um bom garfo. (garfo = come de mais) O abstrato pelo concreto. A juventude corajosa e nem sempre consequente. (juventude = jovens) A inf ncia saudavelmente desordeira. (inf ncia = crian as) O efeito pela causa Com muito suor, o oper rio construiu sua casa. (suor=trabalho) As ind strias despejam a morte nos rios. (morte = polui o) A mat ria pelo objeto Os bronzes tangiam avisando a hora da missa: (bronzes = sino) Os cristais tiniam na bandeja de prata. (cristais = copos) Lugar pela coisa ou pessoa - Nomeia-se ou indica-se um ser pelo lugar onde ele ocorre ou produzido.

7 Por que ser que todo gar om para ba? (nordestino substitu do pelo nome de um dos Estados do Nordeste). Marca pela coisa ou produto - Nomeia-se ou indica-se um produto pela sua marca, que s vezes pode at indicar produtos similares de outras marcas. Vamos tomar umas brahmas? (uma marca de cerveja, que tanto pode ser usada para indicar a cerveja dessa marca, como cerveja de um modo geral). Express o que designa um ser atrav s de alguma de suas caracter sticas ou atributos, ou de um fato que celebrizou. Em termos gerais, per frase designa qualquer sintagma ou express o idiom tica (e mais ou menos bvia ou direta) que substitui outra. A Cidade Luz continua atraindo visitantes do mundo todo. (cidade luz = Paris) A Cidade Maravilhosa segue cheia de sol.

8 (cidade maravilhosa = Rio de Janeiro) O povo lusitano foi bastante satirizado por Gil Vicente. (povo lusitano = os portugueses) Quando a per frase indica uma pessoa, recebe o nome de antonom sia. O Pr ncipe dos poetas tamb m teve outras atividades que o tornaram famoso; por exemplo: a luta pelo servi o militar obrigat rio. (Pr ncipe dos poetas = Olavo Bilac) O Presidente dos Pobres suicidou-se em 1954. (Presidente dos Pobres = Get lio Vargas) "A dama do teatro brasileiro foi indicada para o Oscar." (dama do teatro brasileiro = Fernanda Montenegro) FIGURAS DE PENSAMENTO PROSOPOPEIA ANT TESE PARADOXO EUFEMISMO HIP RBOLE IRONIA Tamb m chamada personifica o ou animismo, uma esp cie de met fora que consiste em atribuir caracter sticas humanas a outros seres.

9 "Ah! cidade maliciosa de olhos de ressaca que das ndias guardou a vontade de andar nua". (Ferreira Gullar) Com a passagem da nuvem, a lua se tranquiliza. Figura que consiste no emprego de termos com sentidos opostos. " Tristeza n o tem fim. felicidade sim .." (Vin cius de Moraes) " Eu preparo uma can o que fa a acordar os homens e adormecer as crian as". (Drummond) "H de surgir uma estrela no c u cada vez que voc sorrir, h de apagar uma estrela no c u cada vez que voc chorar" (Gilberto Gil) uma proposi o aparentemente absurda, resultante da reuni o de ideias contradit rias. Pra se viver do amor H que esquecer o amor. (Chico Buarque de Holanda) Se voc quiser me prender, vai ter que saber me soltar (Tiranizar Caetano Veloso) Estou cego e os olhos e vejo.

10 (Carlos Drummond de Andrade) Figura que consiste no abrandamento de uma express o de sentido desagrad vel. Aqueles homens p blicos apropriam-se do dinheiro. O jovem rapaz partiu dessa para melhor. A testemunha faltou com a verdade. Figura que atrav s do exagero procura tornar mais expressiva uma ideia. Na poca de festa junina, sempre morro de medo de fogos de artif cio. Ela gastou rios de dinheiro. "Ser que eu tenho sempre que te lembrar todo dia, toda hora. Eu te imploro, Por favor. " (Alice, Kid Abelha) Consiste na invers o de sentido: afirma-se o contr rio do que se pensa, visando s tira ou ridiculariza o. Cada vez que voc interrompe seu colega, sem pedir licen a, percebo como bem-educado. A excelente dona In cia era mestra na arte de judiar crian as.


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