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1 -1- Instituto Gregoriano de Lisboa Departamento de Canto e M sica de Conjunto Programa de Latim I 6 . Grau / 10 . Ano Curso Secund rio de Canto Gregoriano (Portaria N. 243-B/2012) DOCENTE: Margarida Espiguinha -2- 1. Introdu o A especificidade de objectivos no ensino da disciplina de Latim, no Instituto Gregoriano de Lisboa , imp e a constru o de um programa pr prio, adequado s necessidades do curr culo1.
2 Por um lado, a exist ncia de um programa destinado ao Ensino Secund rio, distribu do por dois anos, com tr s blocos semanais2 de 90 minutos, deve enquadrar, como refer ncia a estrutura deste programa. Outro ponto de refer ncia s o alguns dos Objectivos Gerais para o Ensino Secund rio enunciados na Lei de Bases do Sistema Educativo3 aos quais a disciplina de Latim procura responder: a) Assegurar o desenvolvimento do racionc nio, da reflex o e da curiosidade cient fica e o aprofundamento dos elementos fundamentais duma cultura human stica, art stica, cient fica e t cnica que constituem suporte cognitivo e metodol gico apropriado para o eventual prosseguimento de estudos e para a inser o na vida activa.
3 B) Facultar aos jovens conhecimentos necess rios compreens o das manifesta es est ticas e culturais e possibilitar o aperfei oamento da sua express o art stica; c) Fomentar a aquisi o e aplica o de um saber cada vez mais aprofundado assente no estudo, na reflex o cr tica, na observa o e na experimenta o; d) Formar, a partir da realidade concreta da vida regional e nacional, e no apre o pelos valores permanentes da sociedade, em geral, e da cultura portuguesa, em particular, jovens interessados na resolu o de problemas do Pa s e sensibilizados para os problemas da comunidade internacional; e) Criar h bitos de trabalho, individual e em grupo, e favorecer o desenvolvimento de atitudes de reflex o met dica, de abertura de esp rito, de sensibilidade e de disponibilidade e adapta o a mudan a.
4 Situada a disciplina de Latim relativamente aos objectivos do Ensino Secund rio, torna-se necess rio tamb m enquadr -la nos objectivos que orientam a actividade do Instituto Gregoriano de Lisboa . A cria o do Instituto Gregoriano de Lisboa , herdeiro da obra do Centro de Estudos Gregorianos, confirmou o projecto de investiga o e ensino no dom nio espec fico da sua especialidade. Assim, quando o Instituto Gregoriano de Lisboa estabelece um conjunto de objectivos orientadores do curso secund rio, reconhece tamb m a indispensabilidade de os seus candidatos apresentarem um n vel de forma o adequado aos requisitos do respectivo curso. No artigo 3.
5 Do decreto-lei n. 568/76, de 19 de Julho pode ler-se: O Instituto Gregoriano de Lisboa , tomando o Canto Gregoriano como base enssencial de toda a cultura musical do Ocidente, destina-se forma o de elementos que, no sector do ensino, da investiga o e da execu o profissional, contribuam para a eleva o do n vel art stico e cient fico no dom nio da m sica em Portugal . Em conclus o, no Instituto Gregoriano de Lisboa estuda-se e pratica-se toda a m sica da rea considerada erudita, desde a Idade M dia at actual, visando proporcionar uma forma o completa e abrangente que permita ao aluno aceder a estudos musicais a n vel superior, a fim de se tornar mais tarde um profissional nesta rea.
6 1 Vide portaria n. 243-B/2012, que regulamenta o plano de estudos do curso secund rio de Canto Gregoriano . 2 Vide decreto-lei n. 272/2007, de 26 de Julho e declara o de rectifica o n. 84/2007, de 21 de Setembro, que regulamenta o plano de estudos do curso s cient fico-human sticos de l nguas e humanidades. 3 Vide artigo 9. da lei n. 49/2005, de 30 de Agosto. -3- Objectivos gerais -Adquirir conhecimentos espec ficos de cultura e civiliza o romanas; -Identificar a perman ncia de elementos culturais romanos na moderna civiliza o ocidental; -Relacionar aspectos relevantes da cultura portuguesa com a cultura cl ssica; -Interpretar o significado de valores tradicionais portugueses na sua rela o com o passado; -Valorizar a identidade da l ngua portuguesa pelo conhecimento da l ngua-m e; -Verificar a realiza o lexical entre a l ngua portuguesa e a latina.
7 -Relacionar a estrutura da l ngua materna com a da l ngua latina; -Aplicar os conhecimentos, culturais e lingu sticos, na compreens o do texto latino; -Expressar a mensagem do texto latino em l ngua portuguesa, tendo em conta a especificidade de um e de outro c digo lingu stico; -Reflectir sobre a mensagem que o texto veicula; -Avaliar criticamente os valores transmitidos e a sua actualidade. 2. Metodologia N o perdendo de vista o objectivo de dotar o aluno de Latim de conhecimentos lingu sticos que permitam a r pida compreens o de textos de origem lit rgica, deseja-se que a aprendizagem, sobretudo no 6. Grau (ou 10. ano), se fundamente em textos adaptados e tematicamente relacionados com o contexto da hist ria de Roma e da forma o da sua identidade pol tica, social e lingu stica.
8 Nesse sentido, ser importante utilizar recursos diversificados como livros com textos latinos traduzidos (antologias de cultura romana), mapas e realizar pesquisas na internet. No 6. Grau (ou 10. ano), dar-se- nfase aprendizagem das estruturas lingu sticas elementares declina es e conjuga o verbal , a partir de textos simples (constru dos ou adaptados) ou de frases aut nticas coordenando a aprendizagem da morfologia e da sintaxe. Deve valorizar-se o trabalho pr tico, com recurso, a exerc cios diversos, tais como a an lise explicita o de estruturas gramaticais latinas e sua equival ncia em portugu s: exerc cios de substiui o, completamento, correspond ncia e at mesmo vers o.
9 Estes exerc cios permitiram ao aluno ser capaz de descodificar a mensagem do texto e construir uma tradu o literal, correcta, intelig vel e bem elaborada. Desde o come o deve dar-se grande import ncia ao vocabul rio. Importa valorizar a aquisi o de vocabul rio frequente atrav s da rela o etimol gica e sem ntica com outras l nguas rom nicas, entre as quais a l ngua materna dos alunos o portugu s. Uma outra forma de estimular os alunos a descobrirem o sentido do vocabul rio a estudar a proposta da constru o de um pequeno dicion rio pessoal ao longo do ano lectivo. 3. Avalia o No final do 6. Grau (ou 10. ano), o aluno dever : -ter consolidado as estruturas morfo-sint cticas essenciais da l ngua latina e ser capaz de as relacionar com a l ngua portuguesa; -revelar capacidades de an lise e de aplica o a novas situa es: -possuir um corpus lexical adequado aos conte dos program ticos; -interpretar e traduzir um texto latino aplicando os conhecimentos de l ngua e de cultura.
10 -4- -demonstrar abertura e esp rito cr tico no confronto do passado com o presente, na continuidade/descontinuidade de valores e manifesta es culturais. Crit rios de avalia o A avalia o sumativa em cada um dos per odos escolares obedecer aos crit rios a seguir indicados, privilegiando a recolha de informa o atrav s de fichas de avalia o sumativa escritas, combinadas na aula. A mesma ser complementada com a observa o do n vel de desempenho e qualidade de participa o nas actividades lectivas (an lise de texto, question rios, fichas de trabalho) e nas actividades propostas para casa.