Transcription of MMANUAAL DDO EMPREENDEDOR
1 MMMAAANNNUUUAAALLL DDDOOO EEEMMMPPPRRREEEEEENNNDDDEEEDDDOOORRR Trabalho realizado por Patr cia Silva - Gabinete de Projectos do IPL , com a supervis o do Grupo de Empreendedorismo do IPL Leiria, 2007 (ISBN 978 972 - 8793 19 -7) Manual do EMPREENDEDOR 3 ndice Nota Introdut 4 I Introdu o aos Conceitos de 6 1. O Empreendedorismo o que ?.. 6 2. O 7 II O Processo 18 1. Introdu o ao Processo 18 2. A Ideia, 20 3. Protec o da 23 III - O Plano de Neg 30 1. A import ncia de um Plano de Neg 30 2.
2 Roteiro para elaborar um Plano de Neg 33 IV Como financiar o seu neg 45 1. Meios e Fontes de 45 2. Programas de 47 V Roteiro para a cria o da sua 51 3. Aspectos Jur dico 51 4. Constitui o Legal da Empresa em 12 54 VI Terminologia utilizada numa linguagem de neg 58 VII 67 1. Bibliografia 67 2. Bibliografia 67 3. Sites 68 Manual do EMPREENDEDOR 4 Nota Introdut ria O Instituto Polit cnico de Leiria (IPL) como institui o de Ensino Superior com forte influ ncia na regi o, tem vindo a desenvolver um ensino de qualidade, tendo sempre em vista a sua miss o principal de Formar para a Empregabilidade.
3 Numa poca em que ser EMPREENDEDOR quase imperativo, urge promover a inova o e o empreendedorismo, factores chave para o crescimento e desenvolvimento s cio-econ mico. Desta forma, o IPL como propulsor do desenvolvimento regional, constitui-se como parceiro natural do projecto Rede IDT Explore. Atrav s das actividades a que se prop s desenvolver no mbito deste projecto, procura criar um ambiente favor vel ao surgimento de ideias criativas que possam gerar novos neg cios que promovam o desenvolvimento da regi o, bem como de manter os jovens e as pessoas criativas e talentosas na cidade de origem, evitando assim fuga de c rebros para os grandes centros.
4 O IPL neste projecto, pretende constituir-se como centro nevr lgico de media o e articula o local, entre os actores empreendedores e o conhecimento produzido nos centros de investiga o no estrangeiro e em Portugal. Assim, o IPL como propulsor do desenvolvimento regional, procura com a elabora o deste manual dotar os nossos potenciais empreendedores de um instrumento de apoio ao surgimento de ideias criativas que possam gerar novos neg cios. Nesse sentido, este manual encontra-se dividido em 7 partes: - I Introdu o aos Conceitos de Empreendedorismo - parte introdut ria, onde s o abordadas as caracter sticas e motiva es pessoais dos empreendedores, seguida de uma avalia o das suas capacidades empreeendedoras.
5 Manual do EMPREENDEDOR 5 - II O Processo EMPREENDEDOR onde s o clarificadas as fases intervenientes no processo, e os aspectos a ter em conta em cada uma destas fases. - III O Plano de Neg cios onde se evidencia a import ncia de um plano de neg cios e se apresenta um roteiro para a sua elabora o. - IV Como financiar o seu neg cio onde se faz refer ncia aos principais meios e fontes de financiamento existentes. - V Roteiro para a Cria o da sua Empresa onde se apresenta os principais aspectos jur dico formais e passos para a cria o de uma empresa.
6 - VI Terminologia utilizada numa linguagem de neg cios apresenta-se um pequeno gloss rio com os principais conceitos utilizados nesta tem tica do empreendedorismo. - VII Anexos com refer ncia a bibliografia utilizada na elabora o deste manual e bibliografia recomendada. Na expectativa de este manual se constituir como um verdadeiro instrumento de apoio aos empreendedores, estamos dispon veis para receber contributos que permitam o seu aperfei oamento permanente. Manual do EMPREENDEDOR 6 I Introdu o aos Conceitos de Empreendedorismo 1.
7 O Empreendedorismo o que ? Historicamente, o empreendedorismo tem sido definido como uma maneira diferenciada de aloca o de recursos e optimiza o de processos organizacionais, sempre de forma criativa, visando a diminui o de custos e melhoria de resultados (Jos Dornelas, 2005). Tendenciosamente, associa-se o termo de empreendedorismo cria o de novos neg cios, geralmente micro e pequenas empresas. No entanto, existem defini es mais abrangentes, que mostram que o empreendedorismo vai al m do mero acto de abrir novas empresas, como se pode depreender do conceito de Empreendedorismo proposto pela Comiss o Europeia, Livro Verde sobre o Esp rito Empresarial, (2003): O Empreendedorismo acima de tudo uma atitude mental que engloba a motiva o e a capacidade de um indiv duo, isolado ou integrado numa organiza o, para identificar uma oportunidade e para concretizar com o objectivo de produzir um determinado valor ou resultado econ mico.
8 O empreendedorismo deve ser visto, assim, enquanto processo din mico que tem inerente a concep o, percep o e realiza o de uma oportunidade de neg cio, que pressup e o envolvimento de pessoas e processos que, em conjunto, levam transforma o de ideias em oportunidades. Pressup e desta forma a coexist ncia de 2 factores fundamentais: Criatividade liga o e a organiza o de conhecimentos nas mentes de pessoas que se disponham a pensar de forma flex vel de forma a gerar ideias inovadoras e surpreendentes que possam ser julgadas teis por terceiros.
9 Manual do EMPREENDEDOR 7 Inova o a primeira implementa o pr tica e concreta de uma ideia criativa de tal forma que justifique um reconhecimento extr nseco ao indiv duo ou organiza o. (Patr cia Silva, 2007) 2. O EMPREENDEDOR O EMPREENDEDOR , nasce? O EMPREENDEDOR como o artista, o m sico, o desportista, tem uma s rie de caracter sticas cong nitas, se ningu m as descobre e potencia provavelmente n o servem de nada.
10 P rez (2005) O que ser EMPREENDEDOR ? Para que o empreendedorismo ocorra nas organiza es haver a necessidade de ter pessoas que o fa am acontecer, ou seja os empreendedores. O EMPREENDEDOR , segundo Dornelas (2001), aquele que faz acontecer, que se antecipa aos factos e que tem uma vis o futura da organiza o. assim, aquele que destr i a ordem econ mica existente atrav s da introdu o de novos produtos e servi os, pela cria o de novas formas de organiza o, ou pela explora o de novos recursos materiais (Joseph Schumpeter, 1949).