Transcription of OSTEOMYELITIS AS MANDIBULAR FRACTURE …
1 RESUMOA Osteomielite dos Maxilares, nos dias atuais, est sendo melhor entendida e tratada, devido ao acesso do pacientea procedimentos diagn sticos. Por outro lado, o desenvolvimento de microorganismos resistentes a antibi ticoscomumente usados, a presen a de um maior n mero de indiv duos clinicamente comprometidos na sociedade e afalta de experi ncia e recursos diagn sticos por alguns cl nicos ainda t m tornado dif cil o controle e a preven odessa patologia. Sua ocorr ncia est entre a 7% das opera es ortop dicas e do trauma. Se a osteomieliteaguda n o diagnosticada e, conseq entemente, tratada, a infec o torna-se cr nica.
2 A literatura refere que ainfec o aguda do osso torna-se cr nica em 30% dos casos. O diagn stico por imagem de osteomielites dosmaxilares realizado por radiografias convencionais e complementadas, quando se faz necess rio, por tomografiacomputadorizada (TC), resson ncia magn tica (RM) e tomografia ssea radionuclear (cintilografia ssea). Embora oexame radiogr fico tenha pouco valor na osteomielite aguda, na forma cr nica, serve como padr o cl nico. A resson nciamagn tica superior na detec o da extens o da inflama o extra- ssea, sendo de grande utilidade no diagn sticoprecoce, na interven o cir rgica e no acompanhamento das osteomielites.
3 Procedimento de diagn stico padr otamb m inclui contagem de leuc citos, prote na reativa-C (CRP), fibrinog nio e taxa de segmenta o de sangue. Aterapia atual inclui combina o de antibioticoterapia e procedimentos cir rgicos (sequestrectomia, sauceriza o,debridamento, decortica o, e, at mesmo, ressec o do osso infectado e reconstru o por enxerto sseo, visando cura da doen a. Dessa forma, objetiva-se discorrer o tema em seus diferentes aspectos e apresentar um casocl : osteomielite, antibioticoterapia , fratura of the jaws is nowadays better understood and treated, due to the patient s access to diagnosticprocedures.)
4 Moreover, the development of microorganisms resistant to commonly used antibiotics, the existence ofa larger number of clinically affected individuals in society, and the lack of experience and diagnostic resources ofsome clinical dentists still hinders the control and prevention of this condition. OSTEOMYELITIS occurs in to 7%of orthopedic and trauma operations. If acute OSTEOMYELITIS is not diagnosed and consequently treated, the boneinfection can persist for life as chronic OSTEOMYELITIS . The literature shows that an acute bone infection becomeschronic in up to 30% of all cases.
5 The diagnosis of OSTEOMYELITIS of the jaws by imaging is made by conventionalradiation, and complemented when necessary by computerized tomography (TC), magnetic resonance (RM) andradionuclear bone scanning. Radiographic examination is of relatively little value in acute OSTEOMYELITIS but serves asa clinical standard in chronic OSTEOMYELITIS . Magnetic resonance imaging is better at detecting the extent of extra-osseous inflammation, being extremely useful in early diagnosis, surgical intervention and the follow-up of patientswith OSTEOMYELITIS . The standard diagnostic procedure includes a leukocyte count, C-reactive protein (CRP), fibrinogen,and blood sedimentation rate.
6 Current therapy includes a combination of antibiotics and surgical procedures (bonefragment removal, saucerization, debridement, decortication, and even resection of the infected bone andreconstruction by bone graft) with the aim of curing the disease. The present study discusses the different aspectsof OSTEOMYELITIS of the jaws, illustrated by the report of a clinical : OSTEOMYELITIS , MANDIBULAR COMO COMPLICA O DE FRATURAMANDIBULAROSTEOMYELITIS AS MANDIBULAR FRACTURE COMPLICATIONB elmiro Cavalcanti do Egito VASCONCELOS* Reginaldo Inojosa CAMPELLO** Suzana C lia de Aguiar Soares CARNEIRO** Thaiz Carrera Arrabal FERNANDES**Professor Adjunto, Coordenador do Programa de Doutorado e Mestrado em Odontologia: Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial daFOP/UPE.
7 ** Professor Auxiliar da discliplina de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da FOP/UPE e aluno do Programa de Mestrado emOdontologia - rea Cir rgica - FOP/UPE.**Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial egressa da FOP/UPE.**Especialista em Estomatologia pela UFRJ e aluna do Curso de Especializa o em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da de Cirurgia e TraumatologiaBuco-Maxilo-FacialINTRODU OTOPAZIAN; GOLBERG (1997) relatam que oprocesso que leva osteomielite iniciado porinflama o aguda da cavidade medular, dos sistemasde Harvers e se estende para envolver o peri steoda rea afetada, elevando-o do c rtex, resultando emcolapso vascular, estase venosa e osso torna-se avascular e facilita o ac mulode microorganismos com persist ncia do pus no local,surgindo as f stulas e os abscessos mucosos oucut neos.
8 (HUDSON, 1993; PETERSON et al, 2000)LEVI; (1993), analisando 25 casos de osteomielitenos maxilares, observou que 75% dos pacientesapresentavam f stulas ativas, sendo 56% intrabucaise 165 extrabucais (LEVI, 1998). medida que as defesas do hospedeiro e aterapia come am a ser eficazes, o processo podetornar-se cr nico, a inflama o regride, forma-setecido de granula o e seq estros. Sua causa principal odontog nica. No entanto, traumatismo,especialmente fraturas compostas, s o a segundacausa de infec es maxilares (HUDSON, 1993;KOORBUSH et al, 1997).Na Osteomielite Aguda, ocorre o processoinflamat rio, existindo pouco tempo para o organismoreagir.
9 O paciente apresenta febre, leucocitose,linfoadenopatia, dor e tumefa o (KIM; JANG, 2001).Sem signific ncia radiogr fica (REINERT; WIDLITZEK;VENDERINK, 1999; WAKASA et al, 2002).Histologicamente, o osso perde oste citos das lacunas,ocorre reabsor o perif rica e coloniza o bacteriana(NEVILLE et al, 1998).A Osteomielite Cr nica pode ser prim ria,surgindo como infec o de baixo grau. Os principaissintomas s o: dor branda gradual dos maxilares,surgimento de seq estro, geralmente sem f stulas(STEENBLOCK, 2001). A forma secund ria ocorre apartir de uma osteomielite aguda que n o foi tratadaou recebeu tratamento ineficaz.
10 Normalmenteapresenta tumefa o, dor, f stula, pus, seq estro sseo, perda dent ria e/ou fratura patol gica(KOORBUSCH et al, 1997). Radiograficamenteapresenta maior radiolucidez com padr o uniformeou salpicado ( ro do de tra a ), podendo conter reasradiopacas no centro (seq estros) (PETERSON et al,2000). Histologicamente apresenta quantidadesignificativa de tecido mole, que consiste em tecidoconjuntivo fibroso inflamado subagudo oucronicamente, preenchendo as reas intertrabecularesdo osso (COPEHHAVER; KELLY; WOOD, 1978).Os principais fatores predisponentes s ovirul ncia do microorganismo; resist ncia dohospedeiro; doen as sist micas: diabetes,agranulocitose, leucemia, anemia profunda,alcoolismo cr nico, desnutri o, febre tif ide econdi es que alteram a vasculariza o: radia o,osteoporose, osteopetrose, doen a de Paget, displasiafibrosa e neoplasia ssea (STEENBLOCK, 2001).