Transcription of Projetos Sociais - Unisul
1 Projetos SociaisUniversidade do Sul de Santa CatarinaUnisulVirtualPalho a, 2015 Universidade do Sul de Santa CatarinaProjetos sociaisCr ditosUniversidade do Sul de Santa Catarina UnisulReitorSebasti o Sal sio HerdtVice-ReitorMauri Luiz HeerdtPr -Reitor de Ensino, de Pesquisa e de Extens oMauri Luiz HeerdtPr -Reitor de Desenvolvimento InstitucionalLuciano Rodrigues MarcelinoPr -Reitor de Opera es e Servi os Acad micosValter Alves Schmitz NetoDiretor do Campus Universit rio de Tubar oHeitor Wensing J niorDiretor do Campus Universit rio da Grande Florian polisH rcules Nunes de Ara joDiretor do Campus Universit rio UnisulVirtualFabiano CerettaCampus Universit rio UnisulVirtualDiretorFabiano CerettaUnidade de Articula o Acad mica (UnA) Ci ncias Sociais , Direito, Neg cios e Servi osAmanda Pizzolo (coordenadora)Unidade de Articula o Acad mica (UnA) Educa o, Humanidades e ArtesFelipe Felisbino (coordenador)Unidade de Articula o Acad mica (UnA) Produ o, Constru o e Agroind striaAnelise Leal Vieira Cubas (coordenadora)Unidade de Articula o Acad mica (UnA) Sa de e Bem-estar SocialAureo dos Santos (coordenador)
2 Gerente de Opera es e Servi os Acad micos Moacir HeerdtGerente de Ensino, Pesquisa e Extens oRoberto IunskovskiGerente de Desenho, Desenvolvimento e Produ o de Recursos Did ticos M rcia LochGerente de Prospec o Mercadol gica Eliza Bianchini DallanholLivro did ticoUnisulVirtualPalho a, 2015 Designer instrucionalMarina Melhado Gomes da SilvaProjetos sociaisWalery Luci da Silva MacielLivro Did ticoFicha catalogr fica elaborada pela Biblioteca Universit ria da UnisulCopyright UnisulVirtual 2015 Professor conteudistaWalery Luci da Silva MacielDesigner instrucionalMarina Melhado Gomes da SilvaProjeto gr fico e capaEquipe UnisulVirtualDiagramador(a)No mia MesquitaRevisor(a)Diane Dal MagoISBN978-85-7817-875-8e-ISBN978-85-78 17-874-1 Nenhuma parte desta publica o pode ser reproduzida por qualquer meio sem a pr via autoriza o desta institui Maciel, Walery Luci da SilvaProjetos Sociais : livro did tico / Walery Luci da Silva Maciel ; designer instrucional Marina Melhado Gomes da Silva.
3 Palho a: UnisulVirtual, 2015. 91 p. : il. ; 28 978-85-7817-875-8e-ISBN 978-85-7817-874-11. Pol tica social 2. Servi o social Administra o Brasil. 3. A o social. I. Silva, Marina Melhado Gomes da. II. T rioIntrodu o | 7 Cap tulo 1 Projetos Sociais : mitos e fatos | 9 Cap tulo 2 Elaborando Projetos Sociais | 23 Cap tulo 3 Sustentabilidade dos Projetos Sociais | 41 Cap tulo 4A gest o do projeto social | 61 Considera es Finais | 85 Refer ncias | 87 Sobre a Professora Conteudista | 91 Introdu oCaro(a) estudante,Estamos iniciando com voc mais uma Unidade de Aprendizagem, tendo como tema de estudo Projetos Projetos Sociais , sua elabora o, execu o, gest o, avalia o e monitoramento constituem campo de a o e reflex o do assistente social em sua atua o profissional, tanto na esfera p blica quanto na privada.
4 Dessa forma, deve constituir objeto permanente de estudo e pesquisa, tendo em vista o aprimoramento e a excel ncia dessa a o. A complexidade das quest es Sociais com as quais trabalhamos diariamente constitui um desafio tanto para seu entendimento quanto para a busca de solu es. Sabemos que a compreens o dessas quest es s poss vel por meio do cruzamento de diferentes olhares, perspectivas e saberes, o que envolve pesquisa, estudo e a o multidisciplinar. Dentro dessa perspectiva, os Projetos Sociais surgem como uma ferramenta de grande relev ncia, medida que permitem a a o coletiva, a constru o a partir de diferentes olhares e a gest o conjunta e partilhada. Veremos que, como toda ferramenta de interven o, os Projetos Sociais apresentam possibilidades e limites. Para compreend -los, vamos iniciar nosso estudo buscando entender o que s o Projetos Sociais , os mitos e fatos que rondam sua pr tica.
5 Avan aremos refletindo sobre sua elabora o, sua sustentabilidade; encerrando, ser debatido acerca de sua gest o, para o que tomaremos conhecimento de algumas metodologias. Sugerimos que voc estude com empenho, pois o tema interessante e de extrema relev ncia a sua forma o profissional. Para tanto, leia os textos com aten o, explore os exerc cios e demais ferramentas de aprendizagem que est o a sua disposi o, reflita, questione, critique. Vamos construir juntos(as) mais essa etapa, em dire o da consecu o de seu projeto profissional. Bons estudos!Professora Walery. 9 HabilidadesSe es de estudoCap tulo 1 Projetos Sociais : mitos e fatosSe o 1: O que um projeto social Se o 2: Os Projetos no cotidiano da gest o socialNeste cap tulo, dialogaremos com o(a) estudante, abordando o que um projeto social, os mitos e fatos que perpassam sua elabora o, gest o e avalia o, bem como enfocaremos a sua relev ncia no cotidiano das organiza es.
6 Com este conte do, o(a) estudante desenvolver habilidades baseadas na compreens o a respeito do que um projeto social e sua import ncia para sua pr xis tulo 1 Se o 1O que um projeto socialUm projeto (social) nasce de uma ideia de um desejo ou interesse de realizar algo, ideia que toma forma, se estrutura e se expressa atrav s de um esquema (l gico), o qual, no entanto, apenas esbo o(sempre) provis rio, j que sua implementa o exige constante aprendizado e reformula o. (ARMANI, 2004, p. 18).Quando nos referimos a um projeto de forma gen rica, estamos nos reportando a algo que se espera alcan ar em uma situa o futura, algo a ser constru do; estamos, portanto, falando de sonho, vis o, desejo de realizar alguma coisa para mudar uma determinada situa o. Quando tratamos de Projetos Sociais n o diferente, pois seu conceito e conte do sempre ir o tratar de sonhos, esperan as, desejos de mudan a.
7 O diferencial o de estarmos lidando, prioritariamente, com ideias e aspira es coletivas, voltadas para a constru o do bem de iniciarmos nosso estudo para o entendimento do que seja o projeto social, precisamos situ -lo dentro da l gica de planejamento, l gica essa que opera tanto na gest o das organiza es p blicas, quanto na gest o das organiza es do terceiro Armani (2004), os Projetos n o acontecem de forma isolada; eles fazem parte de um processo de tomada de decis o que compreende tr s n veis de formula o: o n vel dos grandes objetivos e eixos estrat gicos de a o, a pol tica (que em nosso estudo trataremos como planos); o n vel intermedi rio em que os planos s o traduzidos em linhas mestras de a es tem ticas, os programas; por fim, o n vel das a es concretas, demarcadas em tempo e espa o, os Projetos .
8 De acordo com Baptista (2002), a planifica o acontece logo ap s a tomada de decis o, tendo como alvo a busca de solu es para uma determinada realidade, para o que ser o ordenadas as a es ent o necess rias. Estas decis es s o explicitadas, sistematizadas, interpretadas e detalhadas em documentos que representam graus crescentes de n veis de decis o: planos, programas e Projetos . (BAPTISTA, 2002, p. 97). PlanosOs planos, conforme Cury (2001), fornecem um referencial te rico e pol tico, bem como as estrat gias que permitir o a elabora o dos programas e Projetos . No plano, os problemas s o selecionados e concentrados em reas de interesses, para as quais ser o elaborados posteriormente os programas e Projetos . 11 Projetos Sociais Para Cohen e Franco (2000), um plano concentra a soma de programas que buscam objetivos comuns, dispondo as a es program ticas em uma sequ ncia temporal conforme sua racionalidade t cnica e suas prioridades de atendimento.
9 De acordo com Baptista (2002), o plano esbo a as decis es de car ter geral do sistema, suas linhas pol ticas e estrat gicas. Al m disso, define responsabilidades, sendo um marco de refer ncia para elabora o dos programas e Projetos espec ficos, zelando pela coer ncia interna da organiza o, e tamb m pela externa, no que concerne a sua rela o com o contexto com o qual se relaciona. Programas Quando nos referimos aos programas, de acordo com Cohen e Franco (2000), estamos falando de um conjunto de Projetos que buscam o mesmo objetivo. Segundo os autores, o programa estabelece as prioridades de interven o, identificando e ordenando os Projetos , definindo o mbito institucional e alocando os recursos que ser o necess rios. Corroborando com esse pensamento, Ten rio (1999) afirma que o programa agrupa Projetos que se assemelham em termos de objetivos e reas de atua o.
10 Para Baptista (2002), o programa basicamente um desdobramento do plano, com proje es mais detalhadas a partir de informa es mais espec ficas com rela o aos diferentes n veis e modalidades de interven o. Para a autora, n o se trata apenas de jun o de v rios Projetos , pois pressup e a coer ncia e a vincula o entre esses. Segundo Cury (2001, p. 41), o programa o aprofundamento do plano, o detalhamento por setor das pol ticas e diretrizes do plano. Podemos definir um programa como um conjunto de Projetos que buscam os mesmos objetivos. Ele estabelece as prioridades nas interven es, ordena os Projetos e aloca os recursos planos e os programas organizam e sistematizam as a es, de forma que, em rela o ao tempo, os planos s o elaborados para execu o entre 1 a 20 anos, e os programas entre 1 a 5 anos. Quanto abrang ncia, os planos s o definidos no n vel das estrat gias; j os programas, partindo das estrat gias que definem as linhas program ticas para a a o, portanto, s o demarcados no n vel t tico.