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Tipos de Pesquisa - UFPR

Tipos de Pesquisa considerando os Procedimentos Utilizados Kerlinger Cervo & Bervian Gil Thomas & Nelson (1980) (1983) (1991) (1996) Hist rica Bibliogr fica Bibliogr fica Anal tica Documental Metodol gica Descritiva Levantamento Descritiva Experimental Experimental Experimental Experimental Quase-Experimental Ex-post-facto Quase-Experimental Estudo de Caso Qualitativa Pesquisa -a o Pesquisa -Participante Pesquisa Anal tica As pesquisas anal ticas envolvem o estudo e avalia o aprofundados de informa es dispon veis na tentativa de explicar o contexto de um fen meno. Elas podem ser categorizadas em hist rica, filos fica, revis o e meta-an lise. Hist rica = o tipo de Pesquisa que investiga eventos que j tenham ocorrido, utilizando m todos descritivos e anal ticos. Em alguns estudos hist ricos, o investigador est propriamente interessado em preservar o registro de eventos e realiza es passadas.

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1 Tipos de Pesquisa considerando os Procedimentos Utilizados Kerlinger Cervo & Bervian Gil Thomas & Nelson (1980) (1983) (1991) (1996) Hist rica Bibliogr fica Bibliogr fica Anal tica Documental Metodol gica Descritiva Levantamento Descritiva Experimental Experimental Experimental Experimental Quase-Experimental Ex-post-facto Quase-Experimental Estudo de Caso Qualitativa Pesquisa -a o Pesquisa -Participante Pesquisa Anal tica As pesquisas anal ticas envolvem o estudo e avalia o aprofundados de informa es dispon veis na tentativa de explicar o contexto de um fen meno. Elas podem ser categorizadas em hist rica, filos fica, revis o e meta-an lise. Hist rica = o tipo de Pesquisa que investiga eventos que j tenham ocorrido, utilizando m todos descritivos e anal ticos. Em alguns estudos hist ricos, o investigador est propriamente interessado em preservar o registro de eventos e realiza es passadas.

2 Nesses estudos procura utilizar o m todo hist rico-descritivo para mapear a experi ncia passada, localizar no tempo e espa o uma pessoa, uma tend ncia, um evento ou uma organiza o, a fim de providenciar respostas para quest es particulares. Em outros estudos hist ricos, o investigador est mais preocupado em descobrir fatos que providenciar o maior compreens o e signific ncia de eventos passados para explicar a situa o presente ou estado atual do fen meno estudado. Nesses estudos utilizado o m todo hist rico-anal tico para abordar o evento na tentativa de encontrar informa es sobre como o evento ocorreu, quem o provocou, porque foi provocado, quais as poss veis consequ ncias atribu das, entre outras. Filos fica = o tipo de Pesquisa caracterizado pela investiga o cr tica na qual o investigador estabelece hisp teses, examina e analisa fatos existentes e sintetiza as evid ncias dentro de um modelo te rico estabelecido.

3 A an lise cr tica caracteriza a Pesquisa filos fica. O m todo filos fico de Pesquisa segue essencialmente os mesmos passos que outros m todos de resolver problemas cient ficos, na medida em que utiliza-se de fatos cient ficos como base para a formula o e testagem de hip teses de Pesquisa . Revis o = o tipo de Pesquisa que procura avaliar criticamente a produ o recente num t pico particular. O investigador deve estar bastante informado sobre a literatura considerada bem como dominar os t picos e procedimentos de Pesquisa . A Pesquisa de revis o envolve an lise, avalia o e integra o da literatura publicada, e tamb m frequentemente conduz para conclus es importantes a respeito dos resultados de pesquisas realizadas at o momento. S ntese (Meta-an lise) = o tipo de revis o de literatura que cont m uma metodologia e quantifica o definida dos resultados de v rios estudos para estabelecer um padr o m trico que permite a utiliza o de t cnicas estat sticas como um meio de an lise.

4 Pesquisa Descritiva As pesquisas descritivas caracterizam-se frequentemente como estudos que procuram determinar status, opini es ou proje es futuras nas respostas obtidas. A sua valoriza o est baseada na premissa que os problemas podem ser resolvidos e as pr ticas podem ser melhoradas atrav s de descri o e an lise de observa es objetivas e diretas. As t cnicas utilizadas para a obten o de informa es s o bastante diversas, destacando-se os question rios, as entrevistas e as observa es. Levantamento (Survey) = o tipo de Pesquisa que visa determinar informa es sobre pr ticas ou opini es atuais de uma popula o espec fica. Levantamento Normativo (Survey Normativo) = o tipo de Pesquisa descritiva que procura estabelecer normas, para amostras de idade e g nero diferentes, com rela o as habilidades, desempenhos, convic es ou atitudes. Estudo de caso = o tipo de Pesquisa no qual um caso (fen meno ou situa o) individual estudado em profundidade para obter uma compreens o ampliada sobre outros casos (fen menos ou situa es) similares.

5 Os estudos de caso descritivos procuram apenas apresentar um quadro detalhado de um fen meno para facilitar a sua compreens o, pois n o h a tentativa de testar ou construir modelos te ricos. Na verdade, esses estudos constituem um passo inicial ou uma base de dados para pesquisas comparativas subsequentes e constru o de teorias. Os estudos de caso interpretativos tamb m utilizam a descri o, mas o enfoque principal interpretar os dados num esfor o para classificar e contextualizar a informa o e talvez teorizar sobre o fen meno. Os estudos de caso avaliativos envolvem tanto a descri o quanto a interpreta o, mas o objetivo principal usar os dados para avaliar o m rito de alguma pr tica, programa, movimento ou evento. An lise de trabalho = o tipo de Pesquisa que procura determinar a natureza de um trabalho particular e os Tipos de treinamento, prepara o e compet ncias (conhecimentos, habilidades e atitudes) necess rias para o sucesso no trabalho.

6 Desenvolvimentista = o tipo de Pesquisa que procura investigar as mudan as de comportamento que ocorrem atrav s dos anos. A partir de abordagens longitudinais ou transversais, a Pesquisa desenvolvimentista busca obter informa es sobre a intera o entre crescimento e matura o e de vari veis de aprendizagem e desempenho. O estudo Longitudinal quando os mesmos sujeitos s o estudados sobre um per odo determinado de anos. O estudo Transversal (cross-sectional) quando amostras de sujeitos de diferentes grupos et rios s o selecionadas para proporcionar a avalia o dos efeitos de matura o. Forma o de Consenso (Delphi) = o tipo de Pesquisa interativa mediada pelo investigador, que utiliza uma s rie de question rios para que os respondentes possam chegar a um acordo sobre proje es ou previs es de acontecimentos (estudos explorat rios) ou ainda sobre a fixa o de objetivos (estudos normativos). Correlacional = o tipo de Pesquisa que procura explorar rela es que possam existir entre vari veis, exceto a rela o de causa-efeito.

7 O estudo das rela es entre vari veis descritivo porque n o h a manipula o de vari veis, sendo a predi o o tipo de rela o mais frequentemente estabelecida. No entanto, a Pesquisa correlacional precede a realiza o de Pesquisa experimental, porque a rela o de causa-efeito somente poder ser estabelecida quando duas vari veis s o correlatas. Pesquisa Experimental A Pesquisa experimental o m todo de investiga o que envolve a manipula o de tratamentos na tentativa de estabelecer rela es de causa-efeito nas vari veis investigadas. A vari vel independente manipulada para julgar seu efeito sobre uma vari vel dependente. A rela o de causa-efeito n o pode ser estabelecida atrav s de t cnicas estat sticas, mas somente pela aplica o de pensamento l gico para experimentos bem delineados. O processo l gico estabelece que nenhuma outra explica o razo vel pode existir para as mudan as na vari vel dependente exceto a manipula o da vari vel independente.

8 Pesquisa Quase-Experimental Quando investigadores procuram aumentar a validade externa e ecol gica, o controle cuidadoso e completo de um delineamento verdadeiro torna-se bastante dif cil sen o imposs vel. O prop sito do investigador na realiza o de Pesquisa quase-experimental tentar preparar um delineamento para o ambiente mais pr ximo do mundo real enquanto procura controlar, da melhor forma poss vel, alguns condicionantes que afetam a validade interna. Pesquisa Qualitativa As pesquisas qualitativas envolvem a observa o intensiva e de longo tempo num ambiente natural, o registro preciso e detalhado do que acontece no ambiente, a interpreta o e an lise de dados utilizando descri es e narrativas. Elas podem ser etnogr fica, naturalista, interpretativa, fenomenol gica, Pesquisa -participante e Pesquisa -a o. Estudos de forma o de consenso na rea de Educa o F sica e Desportos.

9 A forma o de consensos, segundo Justo (1993), envolve atos de participa o, polariza o e decis o. Com rela o participa o, o autor comenta que a participa o consensual procura manter o equil brio entre os participantes, sem privilegiar a maioria nem prejudicar a minoria. Ela busca evitar a exist ncia de dificuldades de participa o, favorecendo a apresenta o das contribui es de cada participante. A polariza o prevista na forma o do consenso quando os participantes tomam parte de um modo direto nas discuss es. Neste sentido, as discuss es podem ser polarizadas na medida em que estiverem bem marcadas as diferen as de opini es dos participantes. Outro aspecto evidenciado pelo autor que as decis es obtidas num processo de consenso fazem mais do que aproximar pontos de vista. Elas tamb m servem para atenuar conflitos, mais do que para suprimi-los. A meta da forma o de consenso chegar a um acordo.

10 Neste sentido, Boudon e Bourricaud (1993) acreditam que existe a possibilidade de obt -lo por um processo de assimila o ou por um processo de composi o. Em ambos os processos, espera-se que as diferen as se resolvam mediante concess es, que as opini es se aproximem da m dia e se afastem dos extremos. Em regra, cada um sacrificaria fragmentos da sua convic o e renunciaria a um certo grau de individualidade para atingir o acordo e uma vis o partilhada por todos . A busca do consenso, conforme Senge (1995), procura estabelecer uma conversa o controlada entre os participantes de um grupo atrav s de di logo e discuss o. Neste processo existe tanto a explora o livre e criativa de assuntos complexos bem como a apresenta o e defesa de diferentes perspectivas. Desta forma, o di logo e a discuss o se complementariam para o alcance da vis o compartilhada pela maioria. Senge (1995) identifica dois Tipos de consenso.


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