Transcription of COMO ORGANIZAR SUA TESE OU DISSERTAÇÃO
1 COMO ORGANIZAR SUA TESE OU. DISSERTA O. MIRELLA MOURA MORO. COMO ORGANIZAR SUA TESE OU. DISSERTA O. Tese apresentada ao Programa de P s- -Gradua o em Ci ncia da Computa o do Instituto de Ci ncias Exatas da Universi- dade Federal de Minas Gerais como requi- sito parcial para a obten o do grau de Dou- tor em Ci ncia da Computa o. Orientador: Mirella Moura Moro Belo Horizonte Janeiro de 2012.. c 2012, Mirella Moura Moro. Todos os direitos reservados. Moura Moro, Mirella M1234x Como ORGANIZAR sua Tese ou Disserta o / Mirella Moura Moro. Belo Horizonte, 2012. xxiv, 36 f. : il. ; 29cm Tese (doutorado) Universidade Federal de Minas Gerais Orientador: Mirella Moura Moro 1. Modelo de texto. 2. PPGCC/UFMG. 3. Latex. I. T tulo. CDU * [Folha de Aprova o]. Quando a secretaria do Curso fornecer esta folha, ela deve ser digitalizada e armazenada no disco em formato gr fico.
2 Se voc estiver usando o pdflatex, armazene o arquivo preferencialmente em formato PNG. (o formato JPEG pior neste caso). Se voc estiver usando o latex (n o o pdflatex), ter que converter o arquivo gr fico para o formato EPS. Em seguida, acrescente a op o approval={nome do arquivo}. ao comando \ppgccufmg. Se a imagem da folha de aprova o precisar ser ajustada, use: approval=[ajuste][escala]{nome do arquivo}. onde ajuste uma dist ncia para deslocar a imagem para baixo e escala um fator de escala para a imagem. Por exemplo: approval=[-2cm][ ]{nome do arquivo}. desloca a imagem 2cm para cima e a escala em 90%. Dedico este trabalho aos bravos futuros cientistas que ir o consult -lo, que eles possam se lembrar sempre que ningu m nasce sabendo. vii Agradecimentos Agrade o aos meus alunos que me inspiraram a ORGANIZAR este texto. Agrade o ao Vilar da Camara Neto por montar e manter o modelo do PPGCC1.
3 Dica I: 2 Geralmente, se agradece a pessoas/organiza es importantes no processo da p s-gradua o: fam lia, orientadores, professores, colegas do laborat rio, funcion rios, CNPq/CAPES/FAPEMIG ou outra ag ncia de fomento da qual tenha obtido bolsa ou que tenha financiado projeto do qual participou. 1. Classe do modelo utilizado pelo PPGCC, veja refer ncia [da Camara Neto, 2011]. 2. Neste documento s o apresentadas v rias dicas relacionadas ao texto. Tais dicas s o apresentadas em azul e it lico, numeradas e geralmente s o coment rios sobre o texto, dicas de estilo ou observa es que enfatizam exemplos apresentados. ix N o existe objetivo alcan ado sem trabalho realizado . (Mirella M. Moro). xi Resumo A Universidade, antes de mais nada, um ambiente de ensino e aprendizagem, onde professores tentam ensinar e estudantes tentam aprender da melhor maneira poss vel.
4 Como parte integrante desse processo, necess rio que estudantes escrevam sobre os problemas e as solu es encontradas para os mesmos. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho tentar ensinar estudantes a ORGANIZAR suas monografias, sejam elas trabalhos de conclus o de curso, disserta es de mestrado ou teses de doutorado. Como efeito colateral, espera-se que o tempo dos professores seja poupado. Em vez de ter de explicar para cada estudante como se escreve um trabalho, o professor poder utilizar este texto como fonte para simplificar tal tarefa, que certamente rdua. Neste texto, cada um dos seus cap tulos e se es autoaborda o seu conte do. Ou seja, o resumo apresenta como o resumo deve ser escrito, a introdu o como a mesma deve ser organizada e assim por diante. Espera-se que ao final, o estudante tenha aprendido o b sico para come ar a escrever seu trabalho.
5 Este par grafo inicial um bom exemplo de resumo. Ele define o contexto (pri- meira frase), o problema (segunda frase), o objetivo (terceira frase), as consequ ncias, as contribui es e o que se pretende alcan ar ao final deste trabalho. Seguem dois conjuntos de dicas para melhorar ainda mais o seu resumo. Dica II: O conte do espec fico do seu trabalho come a com o resumo. Lembre-se que o resumo especifica melhor o contexto no qual as palavras- chave do t tulo s o trabalhadas. Al m disso, considere os seguintes aspectos na hora de escrever o resumo: (1) composto de um ou mais par grafos ocupando no m ximo uma p gina/uma p gina e meia; (2) uma propa- ganda do texto; (3) sempre menciona informa es ou conclus es que est o no texto; (4) n o apresenta refer ncias bibliogr ficas (exceto em ocasi es raras, como modifica es a um m todo publicado previamente); e (5) pode ser o ltimo a ser escrito, porque ao final do trabalho quando se tem ideia xiii melhor do todo e, como o trabalho j est completo, mais f cil de resumir suas ideias principais.
6 Dica III: Geralmente o resumo um par grafo nico, eventualmente pode ser dividido em dois. Muito importante: resumo n o cont m refer ncia bibliogr ficas por defini o. Para apresentar sugest o de resumos de mono- grafias, seria necess rio ocupar v rias p ginas. Seguem ent o duas suges- t es pr ticas sobre o conte do do resumo: (1) escopo do trabalho, principais objetivos e principal resultado ou conclus o; e (2) contexto geral e espec - fico, quest o/problema sendo investigado (prop sito do trabalho), estado- da-arte (por que precisa de uma solu o nova/melhor), solu o (nome da proposta, metodologia b sica sem detalhes, quais caracter sticas respondem as quest es iniciais), e interpreta o dos resultados, conclus es. A se o de Abstract (a seguir) possui um exemplo de resumo tirado de um artigo de confer ncia com essas partes identificadas em vermelho. Palavras-chave: Modelo de texto, PPGCC/UFMG, Latex.
7 Xiv Abstract Dica IV: Caso voc n o saiba escrever em ingl s, procure ajuda para escre- ver o abstract. Veja esse exemplo de resumo (tirado de [dos Santos et al., 2006]), com a descri o de cada parte em vermelho. (CONTEXTO:) A Web abundante em p ginas que armazenam dados de forma impl cita. (PROBLEMA:) Em muitos casos, estes dados est o presentes em textos semiestruturados sem a presen a de delimitadores expl citos e organizados em uma estrutura tamb m impl cita. (SOLU O:) Neste artigo apresentamos uma nova abordagem para extra o em textos semi-estruturados baseada em Modelos de Markov Ocultos (Hidden Markov Models - HMM). (ESTADO-DA-ARTE e M TODO PROPOSTO:) Ao contr rio de outros trabalhos baseados em HMM, nossa abordagem d nfase extra o de metadados al m dos dados propriamente ditos. Esta abordagem consiste no uso de uma estrutura aninhada de HMMs, onde um HMM principal identifica os atributos no texto e HMMs internos, um para cada atributo, identificam os dados e metadados.
8 Os HMMs s o gerados a partir de um treinamento com uma fra o de amostras da base a ser extra da. (RESULTADOS:). Nossos experimentos com an ncios de classificados retirados da Web mostram que o processo de extra o alcan veis de qualidade acima de 0,97 com a medida F, mesmo se esta fra o de treinamento pequena. Dica V: Na monografia, esse resumo pode ser um pouco maior, talvez adi- cionando mais uma ou duas frases a cada um dos tens. Keywords: Keyword1, Keyword2, Keyword3. xv Resumo Estendido Geralmente, a monografia escrita em ingl s (seja disserta o de mestrado ou tese de doutorado) cont m um resumo estendido em portugu s. Este resumo recomen- dado, ou seja, opcional. Nesse caso, o resumo pode ocupar de duas a oito p ginas (dependendo do conte do) e apresenta uma vis o mais detalhada sobre as contribui- es do texto. Por exemplo, pode-se escrever um ou dois par grafos para cada um dos seguintes itens: contexto, problemas em aberto, vis o geral da solu o, descri o da contribui o1, contribui o2, contribui o3, discuss o sobre a valida o realizada (provas, experimentos, etc), conclus o e trabalhos futuros.
9 Palavras-chave: PalavraChave1, PalavraChave2, PalavraChave3. xvii Lista de Figuras Fluxo de ideias .. 3. Duas op es para o desenvolvimento do texto .. 9. Uma figura de exemplo.. 17. Mau exemplo de divis o de se es e sua corre o .. 19. Exemplo de tamanhos de fonte .. 34. Tela do JabRef para uma vers o do arquivo bib deste documento .. 36. xix Lista de Tabelas Exemplos de organiza o do desenvolvimento do trabalho.. 10. Mais exemplos de organiza o do desenvolvimento do trabalho.. 11. Uma tabela de exemplo.. 18. Uma tabela de exemplo.. 22. Linhas de c digo do esqueleto b sico do documento .. 33. Linhas de c digo para inserir figura .. 35. xxi Sum rio Agradecimentos ix Resumo xiii Abstract xv Resumo Estendido xvii Lista de Figuras xix Lista de Tabelas xxi 1 Introdu o 1. Conte do da Introdu o .. 2. Introdu o Passo a Passo .. 3. Introdu o: Contexto .. 4. Introdu o: Problema.
10 4. Introdu o: Relacionados .. 5. Introdu o: Contribui es .. 6. Introdu o: Organiza o .. 8. 2 Desenvolvimento 9. Partes do Desenvolvimento .. 10. Desenvolvimento Parte por Parte .. 11. Desenvolvimento: O que j existe .. 12. Desenvolvimento: Novidade .. 12. Desenvolvimento: Valida o .. 13. Desenvolvimento: Discuss o .. 14. Considera es Finais .. 14. xxiii 3 Outros Pontos 17. Estilo, Conte do e Afins .. 17. Portugu s Rococ + Ingl s Imbromation .. 21. Refer ncias Bibliogr ficas .. 21. LaTeX .. 23. 4 Conclus o 25. Refer ncias Bibliogr ficas 27. A Primeiro Ap ndice 29. Anexo A Primeiro Anexo 31. Anexo B LaTex para Principiantes 33. xxiv Cap tulo 1. Introdu o (CONTEXTO:) Ningu m nasce sabendo, as pessoas nascem sem saber caminhar e muito menos falar. Tanto caminhar quanto falar requerem ensino e treinamento, num processo de aprendizagem. Igualmente, nenhum estudante entra na Universidade sabendo escrever uma monografia, seja de gradua o ou p s.