Transcription of CELEBRAÇÃO DA CONFIRMAÇÃO - liturgia.pt
1 CELEBRA ODA CONFIRMA OPONTIFICAL ROMANOREFORMADO POR DECRETO DO CONC LIOECUM NICO VATICANO II E PROMULGADOPOR AUTORIDADE DE S. S. O PAPA PAULO VICELEBRA ODA CONFIRMA O2 edi oCONFER NCIA EPISCOPAL PORTUGUESACONSTITUI O APOST LICA SOBRE O SACRAMENTO DA CONFIRMA OPAULO BISPOSERVO DOS SERVOS DE DEUSPARA PERP TUA MEM RIA A participa o na natureza divina, que os homens recebem mediante a gra a de Cristo, apresenta uma certa analogia com o nascimento, o desenvolvimento e a alimenta o da vida natural. Com efeito, os fi is, renascidos no Baptismo, s o fortalecidos pelo Sacramento da Confirma o e, depois, mantidos em pleno vigor pelo P o da vida eterna da Eucaristia.
2 Assim, pela virtude destes sacramentos da inicia o crist , eles est o em condi es de saborearem cada vez mais os tesouros da vida divina e de progredirem at alcan ar a perfei o da caridade. Com raz o, pois, foram escritas estas palavras: A carne lavada, para que a alma seja purificada; a carne ungida, para que a alma seja consagrada; a carne marcada com um sinal, para que tamb m a alma seja revigorada; a carne coberta pela sombra da imposi o da m o, para que a alma seja iluminada pelo Esp rito; a carne alimentada com o Corpo e o Sangue de Cristo, para que tamb m a alma possa nutrir-se de O Conc lio Ecum nico Vaticano II, consciente dos seus objectivos pastorais, dispensou particulares cuidados a estes sacramentos da inicia o prescrevendo que os seus ritos fossem convenientemente revistos e mais adaptados compreens o dos fi is.
3 Assim, uma vez que o Ritual do Baptismo das Crian as, ap s ter sido reformado, em conformidade com as disposi es conciliares, e publicado por Nossa autoridade, j entrou em vigor, conveniente publicar se agora o Ritual da Confirma o, a fim de ser colocada na devida luz a unidade da inicia o crist . Na verdade, ao longo destes anos foi dedicado um intenso e meticuloso trabalho revis o do modo de celebrar este Sacramento, na inten o de procurar p r em evid ncia a ntima conex o deste mesmo sacramento com todo o conjunto da inicia o crist .2 Ora, esse nexo, pelo qual a Confirma o se une aos demais sacramentos da inicia o, n o s se manifesta mais claramente no facto de terem sido mais bem coordenados os respectivos ritos entre si, mas tamb m transparece do gesto e das palavras pelos quais a mesma Confirma o conferida.
4 Da resulta, efectivamente, que os ritos e as palavras deste sacramento exprimam com mais clareza as realidades santas que significam, e, quanto 1 Tertuliano, De resurrectione mortuorum, VIII, 3: CCL, 2, p. Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, 71: AAS 56 (1964), p. CELEBRA O DA CONFIRMA Oposs vel, o povo crist o consiga mais facilmente apreender-lhes o sentido e participar neles mediante uma celebra o plena, activa e comunit Neste sentido, N s quisemos que fossem inclu dos neste trabalho de revis o tamb m aqueles elementos que pertencem pr pria ess ncia do rito da Confirma o, pelo qual os fi is recebem o Esp rito Santo como Dom.
5 O Novo Testamento mostra claramente como o Esp rito Santo assistia Cristo no desempenho da sua fun o messi nica. Com efeito, depois de ter recebido o baptismo de Jo o, Jesus viu descer sobre Si o Esp rito Santo (cfr. Mc 1, 10), que permaneceu sobre Ele (cfr. Jo 1, 32). Foi impelido tamb m pelo mesmo Esp rito que Ele deu in cio publicamente ao seu minist rio messi nico, fortalecido pela sua presen a e ajuda. Quando expunha os seus ensinamentos salutares ao povo de Nazar , fez entrever, pelo seu modo de falar, que se referia a Si a palavra do profeta Isa as: O Esp rito do Senhor est sobre mim (cfr.)
6 Lc 4, 17 21). Prometeu em seguida aos seus disc pulos, que o Esp rito Santo os haveria de ajudar tamb m a eles, para testemunharem corajosamente a f diante dos perseguidores (cfr. Lc 12, 12). Na v spera da sua paix o, afirmou aos Ap stolos que lhes enviaria do Pai, o Esp rito da verdade (cfr. Jo 15, 26), que permaneceria com eles para sempre (cfr. Jo 14, 16) e os ajudaria a dar testemunho de Si mesmo (cfr. Jo 15, 26). Finalmente, depois da sua ressurrei o, Cristo prometeu lhes a pr xima descida do Esp rito Santo: Ides receber uma for a, a do Esp rito Santo, que descer sobre v s, e sereis minhas testemunhas (Act 1, 8; cfr.
7 Lc 24, 49). Na verdade, no dia da festa do Pentecostes, o Esp rito Santo desceu sobre os Ap stolos, reunidos com Maria, M e de Jesus, e com o grupo dos disc pulos, de modo absolutamente admir vel; nesse momento, eles ficaram de tal maneira repletos desse Esp rito (cfr. Act 2, 4), que impelidos por um impulso divino, come aram a proclamar as maravilhas de Deus, e Pedro reconheceu no Esp rito que havia descido sobre os Ap stolos, o dom da idade messi nica (cfr. Act 2, 17 18). Foram ent o baptizados os que haviam acreditado na prega o apost lica e tamb m eles receberam o dom do Esp rito Santo (Act 2, 38).
8 A partir desse momento, os Ap stolos, em cumprimento da vontade de Cristo, comunicavam aos ne fitos, mediante a imposi o das m os, o dom do Esp rito, destinado a completar a gra a do Baptismo (cfr. Act 8, 15 17; 19, 5 ss.). por isso que na Ep stola aos Hebreus, entre os elementos da primeira forma o crist , se faz men o da doutrina dos baptismos e da imposi o das m os (cfr. Hebr 6, 2). Esta imposi o das m os, com raz o reconhecida pela tradi o cat lica como in cio do Sacramento da Confirma o, o qual perpetua, de algum modo, na Igreja, a gra a do Pentecostes. Daqui se deduz claramente a import ncia pr pria da Confirma o para a inicia o sacramental, em virtude da qual os fi is, como membros de Cristo vivo, a Ele s o incorporados e configurados, n o s pelo Baptismo, mas tamb m pela Confirma o e pela Eucaristia.
9 4 No Baptismo, os ne fitos recebem o perd o dos pecados, a adop o de filhos de Deus, bem como o car cter de Cristo, pelo qual ficam agregados Igreja e se iniciam 3 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, 21: AAS 56 (1964), p. Cf. Conc. Vat. II, Decr. Ad gentes, 36: AAS 58 (1966), p. 983. 15na participa o do sacerd cio do seu Salvador (cfr. 1 Pedr 2, 5 e 9). Pelo Sacramento da Confirma o, os renascidos no Baptismo recebem o Dom inef vel, o pr prio Esp rito Santo, pelo qual ficam enriquecidos de um vigor especial 5 e, marcados pelo car cter deste mesmo Sacramento, ficam vinculados mais perfeitamente Igreja 6 e ficam tamb m mais obrigados a difundir e a defender a f , por palavras e por obras, como verdadeiras testemunhas de Por fim, a Confirma o est t o intimamente relacionada com a Sagrada Eucaristia 8, que os fi is, j marcados pelo Baptismo e pela Confirma o, se inserem plenamente no Corpo de Cristo.
10 Pela participa o na A comunica o do dom do Esp rito Santo, realizou se na Igreja, j desde a mais remota antiguidade, segundo ritos diversos. Estes ritos, tanto no Oriente como no Ocidente, foram sofrendo m ltiplas transforma- es mas de tal maneira que se lhes conservou sempre o mesmo significado, a comunica o do Esp rito Santo. Em muitos ritos do Oriente, desde os tempos mais recuados, parece ter prevalecido, para comunicar o Esp rito Santo, o rito da Confirma o, o qual ainda n o se distinguia claramente do Esse mesmo rito ainda hoje est em uso em muitas Igrejas Orientais.