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1 TEMA: Ensaio sobre durkheim : O Pensamento Durkheimiano , sua teoria, seu m todo e a verdade que nos cerca no mundo moderno MARIA DA CONCEI O DE SOUZA SOBRINHO (Lilia Trajano alcunha) 2 L fora faz um tempo confort vel A vigil ncia cuida do normal Os autom veis ouvem a not cia Os homens a publicam no jornal e correm atrav s da madrugada a nica velhice que chegou demora-se na beira da estrada E passam a contar o que sobrou (Z Ramalho Admir vel gado novo) ESPISTIMOLOGIA DAS CIENCIAS SOCIAIS Ensaio sobre durkheim : 3O Pensamento Durkheimiano , sua teoria, seu m todo e a verdade que nos cerca no mundo moderno INTRODU O O tema que tentarei desenvolver na forma de um Ensaio com di logos, surgiu-me na mente quando decidi escrever sobre o soci logo Emile durkheim .
2 Relatarei inicialmente um pouco sobre sua vida para compreendermos melhor o seu Pensamento , depois tra aremos o caminho do di logo, que faremos partindo de um pressuposto que o seu esp rito surgiu a frente do estudante quando o mesmo caminhava pelas ruas de Lisboa, cidade e capital de Portugal. Esclarecemos que tal fen meno ocorre no m s de Mar o no ano de 2003, s culo XXI. O Ensaio -dialogo ser dividido em tr s momentos e contendo quatro personagens: o Esp rito de Emile durkheim ; o Estudante; o Mestre; o Incr dulo. O local onde se dar o desfecho do encontro ser na pra a do Rossio e no Caf Nicola em Lisboa (Esclarecemos que o encontro do Estudante com o Esp rito de durkheim ocorrer duas semanas antes de iniciar a guerra no Iraque).
3 O primeiro momento o encontro entre o esp rito de durkheim com o Estudante, nesse momento relatar o sobre o Pensamento do soci logo, seu m todo. O segundo momento ser o encontro entre o Mestre e o Estudante, momento que o Estudante relatar sobre suas d vidas e cr ticas ao mundo actual, e em seguida o ultimo encontro do Estudante com o Esp rito de durkheim , onde eles se despedem pois seu esp rito se nega a presenciar o in cio de mais uma guerra, logo ap s se dar o terceiro encontro do 4estudante com o Incr dulo e uma avalia o da vida politica actual e o Pensamento de durkheim .
4 Emile durkheim foi um soci logo nascido na Fran a em 15 de Abril de 1858 na cidade de pinal, Vosges. Estudou na " cole Normale Superieure" de Paris. Tendo se interessado por filosofia leccionou em v rias escolas da Fran a. Entretanto, sua paix o foi a Sociologia e a esta, dedicou sua vida e sua obra. Considerado o fundador da sociologia, sedimentou suas pesquisas com uma pergunta: "Porqu e como os indiv duos s o integrados na sociedade?" durkheim estudou as naturezas das rela es de trabalho, o suic dio e suas causas dentro da sociedade e as religi es antigas. Assumiu em 1887 em Bord us a primeira cadeira de sociologia francesa.
5 Foi fundador do jornal L'Ann e Sociologique em 1897 (editado at 1912). Em 1902 come ou a leccionar Sociologia em Sorbone. Quatro livros seus foram o alicerce onde se construiu a sociologia moderna: O primeiro destes livros foi escrito em 1893. Seu t tulo em portugu s foi a "Da Divis o do Trabalho Social". Nesta ocasi o, ainda ensinava em Bord us. Na mesma poca, escreveu tamb m "A regra do M todo Sociol gico" 1895 e "O Suic dio: Um Estudo em Sociologia" -1897 e por fim, o ltimo dos quatro, publicado somente quinze anos mais tarde, foi "As formas Elementares da Vida Religiosa; o sistema tot mico da Austr lia" 1912.
6 Sua forma o foi influenciada por Descartes, Rousseau, Saint-Simon, Comte e Fustel de Coulanges, seu professor. Emile durkheim morreu em 15 de Novembro de 1917 deixando a estrutura b sica da sociologia. Ensaio sobre durkheim : 5 O Pensamento Durkheimiano , sua teoria, seu m todo e a verdade que nos cerca no mundo moderno Personagens O fantasma (esp rito) de Emile durkheim Soci logo / Nasceu na Fran a 1858 1917 O Estudante Assistente Social / Nasceu no Brasil 1964 O Mestre Assistente Social; Doutor em Servi o Social e formado em Letras Neolatinas / Nasceu no Brasil 1957 O Incr dulo Ex-Militar Socorrista do Exercito Portugu s / Nasceu em Portugal 1970 1 MOMENTO A cena passa-se no Caf Nicola na Pra a do Rossio Lisboa, 6em Mar o de 2003, as 15 horas ESTUDANTE Caro amigo, perdoe-me por trat -lo por amigo Sr.
7 durkheim , estamos no in cio do s culo XXI, quando surge os rumores que a terceira guerra mundial est pr xima de eclodir. Consequ ncia de uma indulgencia do poder norte-americano, que consideram-se os donos do mundo, os senhores supremos da verdade e da vida, que ditam suas regras de acordo do que, para eles, a verdade. N o se assuste, n o h perigo iminente dessa guerra lhe atingir. Sente-se ao meu lado, estamos na Pra a do Rossio, escolhi este s tio para dialogarmos porque aqui que tem havido as manifesta es a favor da paz e como sei que participaste activamente das manifesta es pacifista no per odo de 1911 a 1914, achei que o ambiente seria prop cio.
8 N o quero contudo reviver-lhe a mem ria da morte de seu filho que a guerra lhe causou. Tamb m eu sou contra essa guerra que desrespeita as Organiza es da Na es Unidas (ONU), que estimulada pela Inglaterra, Espanha e veja o senhor, pelo governo de Portugal. Os EUA juntamente com pa ses aliados se preparam para invadir o Iraque, alegando que o governo iraquiano, (actualmente sobre o regime de Saddan Hussein), possuem armamentos que podem destruir pa ses vizinhos e armas qu micas, mas, n o foi por isso que lhe convoquei a participar comigo desta reuni o, espero n o ter atrapalhado seu repouso secular e lhe tirar do t mulo em pleno in cio de um conflito armado, mas o fa o porque gostaria que soubesse que suas ideias est o vivas, assim como seu Pensamento , e gostaria de tirar algumas d vidas que surgiram na minha mente a cerca de seu modo de pensar, quando comecei a estudar sobre sua obra.
9 7 DURKHEIM1 Pasmem, onde estou? Como poss vel viajar atrav s do tempo? Como posso estar aqui se j n o perten o mais a vida? Quem sois, s por ventura bruxa? Ressuscitou-me com que magia? Como posso estar sentado nesta pra a, como disseste, no s culo XXI? Como conseguiste tirar-me de minha l pide, trazer-me de volta do mundo dos mortos? Como pode minha l pide abrir suas entradas pesadas de m rmore para que eu pudesse estar aqui diante de ti? 2 ESTUDANTE Calma, n o te assustes, tentarei explicar-lhe, n o h magia alguma, sei que por convic o n o cr s na espiritualidade e nem quero neste momento fazer com que passes a crer.
10 N o usei magia, nem feiti aria, quisera ser verdadeiramente uma bruxa, assim poderia trazer-lhe de volta e a humanidade ainda aprenderia mais ainda consigo. Apenas usei minha for a do Pensamento para que pudesses estar connosco, n o rompi sua l pide, o mecanismo que utilizei foi apenas um recurso que aprendi quando estudei e desenvolvi minha mediunidade espiritual, na verdade s apenas um esp rito, n o s o todos que podem v -lo, mas poder s sentir a presen a do mundo e sentir a atmosfera que nos cerca, mas isso agora n o vem ao caso. Sente-se, por favor. durkheim Isto fant stico, estar aqui sem estar em mat ria e ess ncia, apenas em esp rito, sem meu corpo presente, o mundo evoluiu, passou-se um s culo, o que mais falta acontecer?