Transcription of ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA DE SETÚBAL …
1 ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA DE SET BAL ENGENHARIA ELECTROMEC NICA 4 ANO planeamento DA MANUTEN O 2 edi o (2003) Filipe Didelet Jos Carlos Viegas Introdu o geral Estes apontamentos da disciplina de planeamento da Manuten o, leccionada no 4 ano do curso de Engenharia Electromec nica, n o pretendem evitar a consulta de outras obras relacionadas com os temas abordados na disciplina. Pretendem apenas conter, numa nica fonte de consulta, todos os sucessivos temas abordados, ordenados segundo a sequ ncia de abordagem. A profundidade com que os diversos assuntos aqui s o descritos obviamente reduzida.
2 Os temas s o tratados de forma necessariamente geral, deixando ao cuidado do leitor, sempre que o trabalho que tenha em m os o imponha, a consulta de obras mais espec ficas. Contudo, para os fins meramente pedag gicos a que se destinam, estes apontamentos cobrem os temas focados na disciplina e podem ser usados como elementos de estudo e prepara o para as diferentes provas e exames necess rios para a obten o de xito acad mico. Os apontamentos est o divididos em 4 cap tulos, correspondentes s divis es constantes do programa da disciplina. A op o por cada um destes cap tulos tem a ver com a integra o desta disciplina no conte do curricular do curso de Engenharia Electromec nica, nomeadamente no que naquele conte do se tem de considerar inserido no grupo de disciplinas de Equipamentos Mec nicos.
3 Assim, nesta disciplina que, no 2 ciclo de licenciatura, a primeira de um conjunto de disciplinas relacionadas com os temas da Manuten o, da Fiabilidade e da Gest o de Equipamentos, pretendeu-se que fossem tratados aqueles assuntos que, embora de mbito geral, n o tinham sido abordados pelas disciplinas do bacharelato, por um lado, e que n o se enquadravam facilmente no conjunto de disciplinas previstas para o 2 ciclo da licenciatura, por outro. 2 Todos aqueles assuntos t m, contudo, em comum o facto de serem ferramentas necess rias a uma gest o avan ada da Manuten o nas empresas industriais ou de servi os e de se cruzarem com muitos outros temas tratados de forma mais profunda no curso como, por exemplo, a Fiabilidade ou a Gest o de Equipamentos.
4 S o, assim, aqui tratados a Manutibilidade, conceito que n o abordado no bacharelato, na disciplina de Manuten o, e o planeamento da Manuten o, que vai necessitar, para se implementar, do dom nio dos temas que se seguem, a Gest o de Stocks e o TPM. De notar que n o se pretendeu construir um trabalho original e que, portanto, e nomeadamente no que ao 3 cap tulo diz respeito, alguns dos conceitos descritos se podem encontrar em obras citadas na bibliografia. Exemplo disso o livro, da autoria do Eng Rui Assis, Manuten o Centrada na Fiabilidade. Daqui a nossa v nia ao autor. Esperando que estes apontamentos possam ser teis aos alunos da EST, desejamos a todos os seus utilizadores os melhores sucessos.
5 Os autores 3 NDICE Pag. Introdu o geral 2 ndice 4 1. Manutibilidade e Manuten o 6 Manutibilidade 6 - Defini o - Dimens o matem tica - Manutibilidade e organiza o Manuten o 12 - Tempo de explora o 2. planeamento 16 Introdu o e defini o 16 Documenta o ( rela o de ac es por unidades de interven o )
6 16 Dispositivos de planeamento 17 Plano de cargas 20 planeamento de trabalhos e apoio inform tico 23 Meios de controlo 24 - Or amento de manuten o - Gest o de manuten o Inform tica operacional de manuten o 32 Tarefas a informatizar Caracteriza o de informa o a tratar Caracter sticas dos meios de tratamento de informa o Factores de sucesso e etapas a prever 3.
7 Gest o de stocks 42 Introdu o e defini o 42 Modelos de reposi o para stock 43 Factores a considerar num modelo 45 Modelos de revis o cont nua 51 Modelos de revis o peri dica 52 4 Pag. Stock de seguran a 54 Modelos probabil sticos para c lculo de consumos 59 Conceito de L C C 63 4.
8 TPM Manuten o Produtiva Total 74 Generalidades sobre o TPM 74 No o de melhoramento do rendimento das instala es 76 Compara o das perdas cr nicas e das perdas imprevistas 90 Princ pio para atingir a avaria zero: fazer aparecer os defeitos ocultos 94 As quatro fases para chegar avaria zero 105 Programa de melhoramento da mudan a de ferramentas 114 Bibliografia 127 5 1 MANUTIBILIDADE E MANUT N O Manutibilidade A Manutibilidade uma das dimens es a ter em conta na fase de concep o de um sistema com o objectivo de conseguir a sua efic cia, isto , a sua aptid o geral para cumprir uma determinada miss o.
9 A Manutibilidade essencialmente uma caracter stica de concep o e de fabrica o. Durante os estudos de manutibilidade, tudo o que seja suscept vel de influenciar a aptid o de um rg o para receber manuten o tido em conta. A manutibilidade traduz, assim, a capacidade de um sistema ser mantido em boas condi es operacionais, enquanto a manuten o constitui um conjunto de ac es empreendidas com objectivo de repor o sistema falhado nas condi es operacionais de como novo . A Manutibilidade aparece-nos, assim, como um par metro do design do sistema e a manuten o como o resultado desse design. A manutibilidade, sendo uma caracter stica (ou par metro) do design do sistema, pode ser expressa em termos de: - Frequ ncia de manuten o (probabilidade de um sistema n o necessitar de manuten o mais do que x vezes num certo per odo, desde que operado em condi es pr - estabelecidas); - Tempo de manuten o (probabilidade de um sistema ser recuperado dentro de um certo per odo tempo de calend rio ou horas de trabalho quando a manuten o realizada em condi es preestabelecidas de procedimentos e recursos).
10 - Custo de manuten o (probabilidade que o custo de manuten o de um sistema n o exceda y escudos num certo per odo, quando operado e mantido em condi es preestabelecidas). 6 O tempo de manuten o o indicador mais vulgarmente utilizado. Hoje em dia, os sistemas (ou produtos) possuem um alto grau de sofistica o e satisfazem a maioria das expectativas. Contudo, a experi ncia revela que a fiabilidade muitas vezes marginal e que os sistemas se encontram inoperacionais parte consider vel do tempo, implicando custos n o desprez veis. Dimens o matem tica A fiabilidade, sendo resultado, por um lado, da concep o e modo de fabrica o do sistema e, por outro, das condi es ( de carga e ambientais) em que a sua opera o se desenrola, vai determinar a frequ ncia com que as falhas ocorrem.