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1 2 GUI O DA VISITA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE F TIMA S DIOCESES PORTUGUESAS3 3 Apresenta o .. 7 Introdu o Mensagem de F timaVisitados pela Miseric rdia: Mensagem de F tima .. 9 Os Pastorinhos de F tima: Vida e Espiritualidade .. 21 Celebra esAcolhimento da Imagemintrodu o .. 33celebra o .. 37 Celebra o Penitencial: o pecado e a convers ointrodu o .. 47celebra o .. 51 Adora o Eucar stica: testemunhas de um Deus de Miseric rdia introdu o .. 63celebra o .. 65 Comunh o levada aos doentesintrodu o: catequese para agentes da Pastoral da Sa de .. 75celebra o .. 97 Ros riointrodu o .. 103celebra o .. 105 Prociss o das Velas introdu o .. 127celebra o .. 129 Despedida da Imagem introdu o .. 137celebra o .. 1395 APRESENTA OAPRESENTA OCatequesesSou a Senhora do Ros rio: catequese para crian as .. 153 Fazei tudo o que ele vos disser: catequese para adolescentes .. 171 Transformados em Cristo para transformar o mundo: catequese para jovens.

2 • guiÃo da visita da imagem peregrina de nossa senhora de fÁtima Às dioceses portuguesas 3

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1 1 2 GUI O DA VISITA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE F TIMA S DIOCESES PORTUGUESAS3 3 Apresenta o .. 7 Introdu o Mensagem de F timaVisitados pela Miseric rdia: Mensagem de F tima .. 9 Os Pastorinhos de F tima: Vida e Espiritualidade .. 21 Celebra esAcolhimento da Imagemintrodu o .. 33celebra o .. 37 Celebra o Penitencial: o pecado e a convers ointrodu o .. 47celebra o .. 51 Adora o Eucar stica: testemunhas de um Deus de Miseric rdia introdu o .. 63celebra o .. 65 Comunh o levada aos doentesintrodu o: catequese para agentes da Pastoral da Sa de .. 75celebra o .. 97 Ros riointrodu o .. 103celebra o .. 105 Prociss o das Velas introdu o .. 127celebra o .. 129 Despedida da Imagem introdu o .. 137celebra o .. 1395 APRESENTA OAPRESENTA OCatequesesSou a Senhora do Ros rio: catequese para crian as .. 153 Fazei tudo o que ele vos disser: catequese para adolescentes .. 171 Transformados em Cristo para transformar o mundo: catequese para jovens.

2 185A miseric rdia de Deus e o convite compaix o: catequese para adultos .. 197 AnexosAnexo 1: Ora es de F tima .. 209 Anexo 2: Ladainha dos 210 Anexo 3: Hino do Centen rio .. 2157 APRESENTA O A celebra o do Centen rio das Apari es de F tima um tempo favor vel que o Senhor nos concede viver, para revitalizar a nossa viv ncia de f , uma vez que n o pretende assinalar simplesmente uma efem ride hist rica, mas tornar-se ve culo de evangeliza o e caminho para a convers o e para o encontro com Cristo, por meio de Maria. A iniciativa da peregrina o da imagem de Nossa Senhora de F tima pelas dioceses portuguesas nasceu neste contexto de celebra o do Centen rio das Apari es como um dos seus momentos mais signifi-cativos. A proposta foi apresentada genericamente ao Plen rio da Confe-r ncia Episcopal Portuguesa, em abril de 2011, e acolhida com entu-siasmo pelos Bispos portugueses, que viram nela uma oportunidade para divulgar e reavivar a consci ncia da riqueza e atualidade da mensagem de F tima e para sensibilizar as comunidades para a importante celebra o do Centen rio das Apari es.

3 Com esta iniciativa, pretende-se envolver todas as dioceses portuguesas na celebra o do Centen rio das Apari es, mas tamb m ajudar as comunidades eclesiais a viver a mensagem e a espiritualidade de F tima. Temos consci ncia do grande impacto que uma iniciativa deste g nero poder ter, quer pelo n mero de fi is que pode congregar, quer pela oportunidade que oferece de anunciar Jesus Cristo, a quem 98 GUI O DA VISITA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE F TIMA S DIOCESES PORTUGUESASVISITADOS PELA MISERIC RDIA / Mensagem de F tima Gra as ao cora o misericordioso do nosso Deus, que das alturas nos visita como sol nascente (Lc 1,78)Da aridez da Cova da Iria irrompe, para o mundo, uma palavra de esperan a no Cora o do Deus que se diz Miseric rdia. A aridez da paisagem da F tima de 1917 met fora de um mundo encrespado e entrincheirado em conflitos, selado pelo desencontro, s frego por uma palavra de esperan a. No drama do mundo de ent o, do mundo de hoje tamb m, do homem desabitado e s , apostado no seu projeto de ego-centramento e dom nio, irrompe, ainda uma vez, a inicia-tiva de Deus, desse Cora o misericordioso que das alturas nos visita como sol nascente (Lc 1,78).

4 A agrura da paisagem faz transparecer o drama de um mundo solit rio, fascinado com as fronteiras da sua vontade e com o dom nio do outro, que paulatinamente se vai transformando em trag dia, como o demonstra excessivamente o s culo breve de F tima. No seio deste drama, F tima representa uma janela de esperan a que Deus abre quando o homem lhe fecha a porta (Bento XVI), uma janela franqueada pela Luz que o pr prio Deus , iluminando o homem na sua verdade. a Virgem Maria sempre nos conduz. Contudo, para conseguir os obje-tivos pretendidos e para que tenha esse impacto significativo, neces-s ria uma cuidada prepara o, uma exigente proposta de momentos de ora o e celebra o, uma oportuna catequese e forma o que permita desenvolver os g rmenes da Palavra de Deus lan ados aos cora es. Os diversos materiais que constam deste gui o pretendem responder a essas materiais presentes neste gui o, sejam esquemas celebrativos ou catequ ticos, s o meramente indicativos: pretendem ser uma ajuda, mas podem sempre ser adaptados, alterados, adequados aos grupos e assembleias concretas.

5 Desejar amos que esta grande peregrina o da imagem de Nossa Senhora fosse uma forte experi ncia de f , atrav s das celebra es, momentos de ora o e express es de piedade popular; desejar amos que fossem atingidas todas as faixas et rias e que todos tivessem oportuni-dade de aprofundar o conhecimento e viv ncia da mensagem de F tima. Este gui o n o mais que um humilde contributo para atingir esse Carlos CabecinhasReitor10 GUI O DA VISITA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE F TIMA S DIOCESES PORTUGUESAS11 VISITADOS PELA MISERIC RDIA / Mensagem de F timainiciativa de Deus e reconhecido por esse toque. Esta atitude teologal da adora o, condensada nesse gesto singelo do Arauto da Paz e repetida incessantemente por tantos peregrinos, inaugura o jeito crente de quem se abandona a um Deus que se revela e se oferece como comunh o de amor. O reconhecimento de Deus n o acontece sen o na medida em que o crente se deixa amar por ele. Porque Deus amor (1Jo 4,8).

6 Reco-nhecer a Deus reconhecer-se amado, ver-se reconhecido pelo abra o de Deus; acolher o milagre que faz renascer a vida. Na medida em que a f (Meu Deus, eu creio) promove o encontro com Deus atrav s da adora o (adoro), abrem-se horizontes de esperan a (espero) e de amor (e amo-vos). A ora o do Anjo convida a reconhecer, simultaneamente, que o homem n o se faz a si mesmo e, por isso, cr e adora o Todo-Santo , e que o homem que se disp e para o encontro n o est s e, por isso, espera e ama aquele por quem se reconhece amado e esperado. Assim se esbo a o estilo crente que F tima evoca: o do homem que h de amar porque espera, esperar porque adora, adorar porque cr .O Anjo voltar ainda a convidar contempla o daquele que se define como Amor: Sant ssima Trindade, adoro-vos profundamente. Invo-cado na inaugura o do acontecimento-F tima, como evoca o do amor primeiro que transforma a vida, o mist rio da comunh o trinit ria o mote que percorrer todo o acontecimento.

7 Ser ainda a Comunh o de Deus que se revelar na luz que a Senhora de branco desvelar aos pastorinhos. Ser ainda a promessa da sua presen a que far restaurar a esperan a apesar da vis o do drama da liberdade humana face ao mal, apesar dos sofrimentos e das m goas da hist ria. Ser ainda a Trindade a selar a vis o magn fica de Tuy onde o seu nome traduzido, ainda uma vez, como Gra a e Miseric a c pula desta presen a trinit ria, celebra-se o encontro do Cora o de Deus com o cora o do homem. Um encontro patrocinado pela miseric rdia. Desde o in cio do acontecimento-F tima, os pequenos Esta palavra nova com que Deus irrompe num mundo rido e sequioso a Palavra eterna; a novidade de sempre, a renova o do amor primeiro, a evoca o do gesto criador que do amor faz vida plena e abundante. O acontecimento-F tima d -se como memorial do evan-gelho. A beleza do Cora o da Trindade, de um Deus-Comunh o-de--Amor, manifesta-se em F tima como eco da revela o b blica, como o segredo revelado na hist ria que importa resgatar e que esbo a um estilo tr s crian as que se deixam habitar pelo Segredo de Deus, h muito revelado na novidade do Verbo, s o as prim cias da Mensagem.

8 A desinquieta o com que a L cia, o Francisco e a Jacinta s o desafiados a uma vida plena voca o para todos. O encontro de Deus com as crian as de F tima faz mem ria de um encontro de sempre de Deus com o seu o: Adorar a Deus-Comunh o-de-Amor [F ]Desde que o Anjo da paz falou s tr s crian as palavras de f , de adora o, de esperan a e de amor Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos , escavando, no seu interior, uma profundidade contemplativa de abertura ao mist rio de Deus Sant ssima Trindade, adoro-vos profun-damente , para depois os introduzir aos sabores do dom eucar stico Tomai e bebei o Corpo e o Sangue , F tima fez-se acontecimento teol gico, esbo ado com os tra os do amor de Deus, a pedir uma resposta teologal, dom de si, oferta eucar stica. O milagre desse encontro inaugurado com palavras de confian a: N o temais! No desconcerto deste apelo confian a, que convite ao acolhimento do outro e oferta de si, as crian as s o logo convocadas contempla o de um Outro que as transcende, atrav s do gesto singelo do Anjo da Paz, que se ajoelha e se curva at ao ch o, exteriorizando uma atitude interior de adora o.

9 Adorar a arte de se descobrir tocado pela 12 GUI O DA VISITA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE F TIMA S DIOCESES PORTUGUESAS13 VISITADOS PELA MISERIC RDIA / Mensagem de F timaa experi ncia mistag gica da luz que a Senhora oferece, as crian as de F tima s o seladas por uma presen a que simultaneamente as devolve sua verdade profunda e lhes promete a certeza de serem amadas como filhos da miseric rdia e as preenche com os sabores da alegria pascal. N o podendo conter em si tanto gozo (M 45), o segredo revelado torna-se imperativo evang lico. A alegria de Deus n o pode ser vivida na solid o. Ao jeito dos disc pulos de Ema s (Lc 24,32), que sentiam arder o peito na presen a do Ressuscitado, as palavras da Jacinta falam de um encontro pascal: Eu tinha c dentro uma coisa que n o me deixava estar calada (M 45). Sacrif cio: a voca o vida eucar stica [Caridade]H um palpitar eucar stico no cora o de F tima. ao dom de si que convida o desafio da Virgem: Quereis ofere-cer-vos a Deus?

10 Quereis oferecer-vos pela humanidade? ; eco daquela palavra inauguradora de uma nova vida: Eis o c lice da nova Alian a no meu sangue, que vai ser derramado por v s (Lc 22,20). As palavras da Senhora s o um convite renovado a viver de uma outra l gica, inaugurada pelo Nazareno, a l gica eucar stica do dom de si esse outro nome do sacrif cio. E o Sim, queremos oferecer-nos dos tr s pequenos pastores de F tima, L cia, Francisco e Jacinta, representa a assinatura pr via de uma vida toda de entrega humilde nas m os de Deus pelos medida em que o horizonte de F tima se abre ao mist rio de Deus o homem que est implicado. A Miseric rdia, essa palavra-chave da Mensagem e n cleo do Evangelho, a express o do Cora o de um Deus que n o desiste dos miseri, dos sem-amor, daqueles que se apartaram do amor de Deus. F tima desvela, com esse sabor novo revelado em Jesus Cristo, o rosto de um Deus pr ximo do drama da liberdade humana. O encontro de F tima o encontro do mist rio de Deus com o mist rio do s o convidados a este mergulho na sua verdade, revelada no Cora o de um Deus que tem, para eles, des gnios de miseric rdia (M 170).


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