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Prof : Emille Sousa IMUNOLOGIA 2 Imunologia Prof Emille Sousa Imunologia - Breve hist rico Imunologia o estudo das defesas do organismo contra infec o. Sua proced ncia comumente atribu da Edward Jenner, que observou, no final do S culo XVIII, que a doen a da var ola bovina ou vac nia, relativamente branda, parecia conferir prote o contra a doen a da var ola humana, geralmente fatal. Em 1796, ele demonstrou que a inocula o com var ola bovina poderia proteger contra a var ola humana.

denominou esse procedimento de vacinação, termo que ainda hoje é usado para descrever a inoculação de amostras enfraquecidas ou atenuadas de agentes patológicos em indivíduos sadios, a fim de conferir proteção contra determinadas doenças. Fig. 1.1 Pintura de Ernest Booard, onde Jenner aplica a primeira vacina em 1796.

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1 Prof : Emille Sousa IMUNOLOGIA 2 Imunologia Prof Emille Sousa Imunologia - Breve hist rico Imunologia o estudo das defesas do organismo contra infec o. Sua proced ncia comumente atribu da Edward Jenner, que observou, no final do S culo XVIII, que a doen a da var ola bovina ou vac nia, relativamente branda, parecia conferir prote o contra a doen a da var ola humana, geralmente fatal. Em 1796, ele demonstrou que a inocula o com var ola bovina poderia proteger contra a var ola humana.

2 Jenner denominou esse procedimento de vacina o, termo que ainda hoje usado para descrever a inocula o de amostras enfraquecidas ou atenuadas de agentes patol gicos em indiv duos sadios, a fim de conferir prote o contra determinadas doen as. Fig. Pintura de Ernest Booard, onde Jenner aplica a primeira vacina em 1796. fonte: No final do S culo XIX Robert Koch conseguiu provar que as doen as infecciosas eram causadas por microrganismos patog nicos, cada um respons vel por uma determinada enfermidade ou patologia.

3 Hoje em dia, os microorganismo podem ser classificados em quatro grandes classes: os v rus, as bact rias, os fungos patog nicos e os parasitas. As descobertas de Koch e outros pesquisadores do s culo XIX permitiram o desenvolvimento da imunologia, estendendo a vacina o para outras doen as. Por volta de 1880, Louis Pasteur projetou com sucesso uma vacina contra a c lera avi ria e desenvolveu uma vacina anti-r bica, tamb m bem sucedida na inocula o de uma crian a mordida por um c o raivoso.

4 Tantos triunfos pr ticos resultaram na busca pelos mecanismos de prote o imunol gica. Fonte: 3 Imunologia Prof Emille Sousa No in cio da d cada de 1890, Emil von Behring e Shibasaburo Kitasato descobriram que o soro de animais imunes difteria ou ao t tano continha uma atividade antit xica espec fica que poderia conferir uma prote o a curto prazo contra os efeitos das toxinas de difteria ou t tano em pessoas. Esta atividade deve ao que agora chamamos de anticorpos, que se ligam especificamente a toxinas e neutralizam suas atividades.

5 Imunologia- Aspectos Gerais A palavra imunidade (do ingl s immunity) originada do termo em latim que significa isento ou livre , neste sentido refere-se aos mecanismos utilizados pelo organismo como prote o contra agentes do ambiente estranho ao corpo. - O Sistema Imunol gico O que : o sistema respons vel pelo reconhecimento e pela resposta contra ant genos potencialmente patog nicos. Mantem a homeostasia (equil brio), juntamente com os sistemas Nervoso e End crino. Como atua: Reage a part culas por meio das rea es imunes, as quais seriam, portanto, definidas como rea es a subst ncias estranhas e a pequenas subst ncias qu micas.

6 Essa resposta imune que determina a aquisi o ou n o de uma determinada doen a, e a dura o da mesma. O sistema imunol gico pode ser dividido basicamente em tr s linhas de defesa que se complementam, com o intuito de conferir prote o ao nosso organismo. Abaixo podemos observar as caracter sticas de cada uma delas - Primeira linha de defesa A primeira linha de defesa respons vel por bloquear mais de 85% dos pat genos, sua a o primordial para que os pat genos n o atijam a corrente sanguinea.

7 Nesta linha est o inclusas mol culas de secre o, componentes celulares e barreiras anat micas, como por exemplo a pele, mucosas, unhas e secre es (L grima, Saliva e Suco G strico), peristaltismo, oscila o dos c lios bronco-pulmonares, etc. 1. Fatores mec nicos O epit lio serve como uma barreira f sica que dificulta a penetra o da maioria dos microorganismo infecciosos. Deste modo, a pele age como nossa primeira linha de defesa contra organismos invasores. O processo de descama o do epit lio da pele importante para ajudar a remover bact rias e outros agentes infecciosos que ficam aderidos ao epit lio.

8 A movimenta o conferida aos c lios e ao intestino (peristaltismo) ajuda a manter os microorganismos longe das vias a reas e do trato gastrointestinal. A produ o das l grimas e da saliva cooperam para prevenir as infec es nos olhos e na boca. Assim como o muco presente no trato respirat rio e gastrointestinal tamb m ajuda a prevenir infec es nos pulm es e no sistema digestivo. 4 Imunologia Prof Emille Sousa 2. Fatores qu micos Os cidos graxos s o exemplos de primeira linha de defesa atrav s de fatores qu micos, eles est o presentes no suor,e deste modo inibem o crescimento de bact ria.

9 Do mesmo modo, a lisozima e fosfolipase encontrados na l grima, saliva e secre o nasal tem a propriedade de destruir as bact rias atrav s da dissolu o das paredes bacterianas e da destabiliza o de suas membranas. O pH tamb m uma importante ferramenta para o combate a invas o de pat genos, o pH baixo, comum no suor e na secre o g strica ajuda a previnir o crescimento bacteriano. 3. Fatores biol gicos Existem bact rias que convivem em harmonia com nosso organismo. Essa flora normal da pele e no trato gastrointestinal ajudam a prevenir a coloniza o de bact rias que causam doen as, atrav s da secre o de subst ncias t xicas ou pela competi o com bact ria patog nica por nutrientes ou pela liga o superf cie da c lula.

10 - Segunda linha de defesa - O Sistema Imune Inato Caso a primeira linha de defesa n o tenha sido suficiente para conter a entrada do pat geno, a segunda linha de defesa entra em a o. Esta linha de defesa consiste em combater os microorganismos que entram nas c lulas, incidindo em mecanismos de defesa celulares e bioqu micos que j existiam antes do estabelecimento de uma infec o. Trata-se de um mecanismo inato, que n o mudar o durante toda a vida. Esta linha de defesa elimina cerca de 12% dos ant genos.


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