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Literatura

Literatura Arte e Literatura : conceitos iniciais Teoria Os conceitos iniciais da arte se desdobram nas reas da m sica, express es dan a, Literatura , etc. Para essa aula, veremos alguns pontos importantes sobre esse conte do. A arte Saber o que arte, todo mundo sabe , n o mesmo? Ela est no nosso cotidiano, no que ouvimos, vemos e sentimos, mas voc j parou para pensar sobre a sua defini o? N o? Bom, vamos l ! A palavra arte derivada do termo latino ars , que significa arranjo ou habilidade. Neste sentido, podemos entender a no o de arte como um meio de cria o, produ o de novas t cnicas e perspectivas. H diferentes vis es art sticas, mas todas possuem em comum a inten o de representar simbolicamente a realidade, sendo assim, resultado de valores, experi ncias e culturas de um povo em um determinado momento ou contexto hist rico. Quadro Antropofagia , de Tarsila do Amaral A arte pode ser composta pela linguagem n o verbal (por meio de imagens, sons, gestos, etc.)

A palavra arte é derivada do termo latino “ars”, que significa arranjo ou habilidade. Neste sentido, podemos entender a noção de arte como um meio de criação, produção de novas técnicas e perspectivas. Há diferentes visões artísticas, mas todas …

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1 Literatura Arte e Literatura : conceitos iniciais Teoria Os conceitos iniciais da arte se desdobram nas reas da m sica, express es dan a, Literatura , etc. Para essa aula, veremos alguns pontos importantes sobre esse conte do. A arte Saber o que arte, todo mundo sabe , n o mesmo? Ela est no nosso cotidiano, no que ouvimos, vemos e sentimos, mas voc j parou para pensar sobre a sua defini o? N o? Bom, vamos l ! A palavra arte derivada do termo latino ars , que significa arranjo ou habilidade. Neste sentido, podemos entender a no o de arte como um meio de cria o, produ o de novas t cnicas e perspectivas. H diferentes vis es art sticas, mas todas possuem em comum a inten o de representar simbolicamente a realidade, sendo assim, resultado de valores, experi ncias e culturas de um povo em um determinado momento ou contexto hist rico. Quadro Antropofagia , de Tarsila do Amaral A arte pode ser composta pela linguagem n o verbal (por meio de imagens, sons, gestos, etc.)

2 Ou, ainda, pela linguagem verbal, formada por palavras. Quando ocorre a fus o entre os dois tipos de linguagem, chamamos de linguagem mista ou h brida. importante dizer, ainda, que ainda que a arte fa a refer ncia a algum per odo hist rico ou pol tico, essa n o possui compromisso de retratar fidedignamente a realidade e possui o intuito de instigar, despertar o inc modo, romper com os padr es. Poema concreto Lixo , de Augusto de Campos. A Literatura Como a gente j viu, as produ es de express o podem aparecer de diversas maneiras, e a Literatura tamb m um tipo de manifesta o art stica, sendo mat ria prima as palavras, que podem compor prosas ou versos liter rios. A linguagem, em geral, explora bastante o sentido conotativo e o uso das figuras de linguagem contribuem para a constru o est tica do texto. Os movimentos liter rios, que estudaremos em breve, est o 1. Literatura vinculados a um contexto hist rico e possuem caracter sticas que representam os anseios e costumes de um determinado tempo.

3 Os textos liter rios t m maior expressividade, h uma sele o de vocabul rio que busca transmitir subjetividade, uma preocupa o com a fun o est tica, com o intuito de provocar e desestabilizar o leitor, as palavras possuem uma extens o de significados e faz-se preciso um olhar mais atento leitura, que n o prioriza a informa o, mas sim, o car ter po tico. Vejamos alguns exemplos de textos liter rios: An ncios classificados Vendedoras. tima apar ncia, excelente sal rio. Rua tal, no tal. Recusada. Boutique cidade precisa mo a boa apar ncia entre 25 e 30 anos. Marcar entrevista tel. no tal. Recusada. Mo as bonitas e educadas para trabalhar como recepcionistas. Garantimos ganhos acima de um milh o. Procurar D. Fulana das 12,00 s 20,00 horas, na rua tal, no tal. Recusada. Senhor solit rio com pequeno defeito f sico procura mo a de 30 anos para lhe fazer companhia. N o precisa ser bonita. Endere o tal. Desta vez ela n o disfar ou a corcunda nem p s culos escuros para esconder o estrabismo.

4 Contratada. (CUNHA, Helena Parente. Cem mentiras de verdade, 1985). Cap tulo 4, Vers culo 3. 60% dos jovens de periferia Sem antecedentes criminais j sofreram viol ncia Minha inten o ruim, esvazia o lugar policial Eu t em cima, eu t a fim, um, dois pra atirar A cada quatro pessoas mortas pela pol cia, tr s Eu sou bem pior do que voc t vendo s o negras Preto aqui n o tem d , 100% veneno Nas universidades brasileiras, apenas 2% dos alunos s o negros A primeira faz bum, a segunda faz t . A cada quatro horas, um jovem negro morre Eu tenho uma miss o e n o vou parar violentamente em S o Paulo Meu estilo pesado e faz tremer o ch o Aqui quem fala Primo Preto, mais um Minha palavra vale um tiro, eu tenho muita sobrevivente muni o 2. Literatura Astral imprevis vel, como um ataque card aco no Na queda ou na ascens o minha atitude vai al m verso E tenho disposi o pro mal e pro bem Violentamente pac fico, ver dico Talvez eu seja um s dico, um anjo, um m gico Vim pra sabotar seu racioc nio Juiz ou r u, um bandido do c u Vim pra abalar seu sistema nervoso e sangu neo Malandro ou ot rio, padre sanguin rio Pra mim ainda pouco, Brown cachorro louco Franco atirador, se for necess rio N mero um guia terrorista da periferia Revolucion rio, insano ou marginal Uni-duni-t o que eu tenho pra voc.

5 Antigo e moderno, imortal [..]. Racionais MC's Fronteira do C u com o Inferno Poema Brasileiro No Piau de cada 100 crian as que nascem 78 morrem antes de completar 8 anos de idade No Piau . de cada 100 crian as que nascem 78 morrem antes de completar 8 anos de idade No Piau . de cada 100 crian as que nascem 78 morrem antes 2. Literatura de completar 8 anos de idade Antes de completar 8 anos de idade antes de completar 8 anos de idade antes de completar 8 anos de idade antes de completar 8 anos de idade Ferreira Gullar, 1962. Diferen as entre o texto liter rio e o n o-liter rio Diferente do poema da autora Cec lia Meireles, em que h uma transmiss o de sensibilidade nos versos, os textos n o liter rios s o aqueles que possuem o car ter informativo, que visam notificar, esclarecer e utilizam uma linguagem mais clara e objetiva. Jornais, artigos, propagandas publicit rias e receitas culin rias s o timos exemplos de textos n o liter rios, pois esses t m o foco em comunicar, informar, instruir, etc.

6 2. Literatura Exerc cios 1. PICASSO, P. Cabe a de touro. Bronze, 33,5 cm x 43,5 cm x 19 cm. Mus e Picasso, Paris. Fran a, 1945. JANSON, H. W. Inicia o hist ria da arte. S o Paulo: Martins Fontes, 1988. Na obra Cabe a de touro, o material descartado torna-se objeto de arte por meio da a) reciclagem da mat ria-prima original. b) complexidade da combina o de formas abstratas. c) perenidade dos elementos que constituem a escultura. d) mudan a da funcionalidade pela integra o dos objetos. e) fragmenta o da imagem no uso de elementos diversificados. 3. Literatura 2. Inverno! inverno! inverno! Tristes nevoeiros, frios negrumes da longa treva boreal, descampados de gelo cujo limite escapa-nos sempre, desesperadamente, para l do horizonte, perp tua solid o in spita, onde apenas se ouve a voz do vento que passa uivando como uma legi o de lobos, atrav s da cidade de catedrais e t mulos de cristal na plan cie, fantasmas que a miragem povoam e animam, tudo isto: decep es, obscuridade, solid o, desespero e a hora invis vel que passa como o vento, tudo isto o frio inverno da vida.

7 H no esp rito o luto profundo daquele c u de bruma dos lugares onde a natureza dorme por meses, . espera do sol avaro que n o vem. POMPEIA, R. Can es sem metro. Campinas: Unicamp, 2013. Reconhecido pela linguagem impressionista, Raul Pompeia desenvolveu-a na prosa po tica, em que se observa a a) imprecis o no sentido dos voc bulos. b) dramaticidade como elemento expressivo. c) subjetividade em oposi o verossimilhan a. d) valoriza o da imagem com efeito persuasivo. e) plasticidade verbal vinculada cad ncia mel dica. 3. Essa lua enlutada, esse desassossego A convuls o de dentro, ilharga Dentro da solid o, corpo morrendo Tudo isso te devo. E eram t o vastas As coisas planejadas, navios, Muralhas de marfim, palavras largas Consentimento sempre. E seria dezembro. Um cavalo de jade sob as guas Dupla transpar ncia, fio suspenso Todas essas coisas na ponta dos teus dedos E tudo se desfez no p rtico do tempo Em l vido sil ncio. Umas manh s de vidro Vento, a alma esvaziada, um sol que n o vejo Tamb m isso te devo.

8 HILST, H. J bilo, mem ria, noviciado da paix o. S o Paulo: Cia. das Letras, 2018. No poema, o eu l rico faz um invent rio de estados passados espelhados no presente. Nesse processo, aflora o a) cuidado em apagar da mem ria os restos do amor. b) amadurecimento revestido de ironia e desapego. c) mosaico de alegrias formado seletivamente. d) desejo reprimido convertido em del rio. e) arrependimento dos erros cometidos. 4. Literatura 4. Eu sobrevivi do nada, do nada Eu n o existia N o tinha uma exist ncia N o tinha uma mat ria Comecei existir com quinhentos milh es e quinhentos mil anos Logo de uma vez, j velha Eu n o nasci crian a, nasci j velha Depois que eu virei crian a E agora continuei velha Me transformei novamente numa velha Voltei ao que eu era, uma velha PATROC NIO, S. In: MOS , V. (Org ). Reino dos bichos e dos animais meu nome. Rio de Janeiro: Azougue, 2009. Nesse poema de Stela do Patroc nio, a singularidade da express o l rica manifesta-se na a) representa o da inf ncia, redimensionada no resgate da mem ria.

9 B) associa o de imagens desconexas, articuladas por uma fala delirante. c) express o autobiogr fica, fundada no relato de experi ncias de alteridade. d) incorpora o de elementos fant sticos, explicitada por versos incoerentes e) transgress o raz o, ecoada na desconstru o de refer ncias temporais. 5. amora a palavra amora seria talvez menos doce e um pouco menos vermelha se n o trouxesse em seu corpo (como um velado esplendor). a mem ria da palavra amor a palavra amargo seria talvez mais doce e um pouco menos acerba se n o trouxesse em seu corpo (como uma sombra a espreitar). a mem ria da palavra amar Marco Catal o, Sob a face neutra correto afirmar que o poema a) aborda o tema da mem ria, considerada uma faculdade que torna o ser humano menos amargo e sombrio. b) enfoca a hesita o do eu l rico diante das palavras, o que vem expresso pela repeti o da palavra talvez . c) apresenta natureza rom ntica, sendo as palavras amora e amargo met foras do sentimento amoroso.

10 D) possui reitera es sonoras que resultam em uma tens o inusitada entre os termos amor e amar . e) ressalta os significados das palavras tal como se verificam no seu uso mais corrente. 5. Literatura 6. O rio que fazia uma volta atr s de nossa casa era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta atr s de casa. Passou um homem e disse: Essa volta que o rio faz por tr s de sua casa se chama enseada. N o era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia uma volta atr s de casa. Era uma enseada. Acho que o nome empobreceu a imagem. BARROS, M. O livro das ignor as. Rio de Janeiro: Best Seller, 2008. O sujeito po tico questiona o uso do voc bulo enseada porque a a) terminologia mencionada incorreta. b) nomea o minimiza a percep o subjetiva. c) palavra aplicada a outro espa o geogr fico. d) designa o atribu da ao termo desconhecida. e) defini o modifica o significado do termo no dicion rio. 7. Uma planta perturbada na sua sesta* pelo ex rcito que a pisa.


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