Transcription of Material de Apoio
1 1 Portugu s Palavras Vari veis (Substantivos e Artigos) Teoria Substantivo a palavra que usamos para designar seres, pessoas, lugares, sentimentos, processos, caracter sticas e afins. Eles devem funcionar sempre como termo mais importante das express es nominais das quais fazem parte. Os substantivos podem ser classificados: Quanto ao significado 1. Concreto: designam seres, sejam reais ou fict cios. Exemplo: caneta, rvore, homem, cavalo. 2. Abstrato: designam a es, estados, qualidades e sentimentos. Exemplo: beleza, saudade, ira, do ura, bondade. Quanto abrang ncia: 1. Comuns: designam, genericamente, um elemento de um conjunto. Exemplo: aluno, homem, pa s, cachorro. 2. Pr prios: designam, especificamente, um elemento de um conjunto. Exemplo: Brasil, Tot , Maria, Jos.
2 Quanto forma o: 1. Simples: s o formados por um s radical. Exemplo: mar, l pis, casa, mesa. 2. Compostos: s o formados por mais de um radical. Exemplo: beija-flor, p de moleque. Quanto origem: 1. Primitivos: s o aqueles cujo radical n o passa por nenhuma forma de deriva o. Exemplo: blusa, menina, cabelo. 2. Derivados: s o aqueles que sofrem sufixa o, prefixa o ou alguma forma de deriva o. Exemplo: blusinha, menininha, cabeleira. 2 Portugu s Os substantivos podem ser flexionados de acordo com seu n mero (singular e plural), e g nero (feminino e masculino). Al m disso, por adi o de sufixo, eles assumem categoria de grau (diminutivo e aumentativo). Artigo S o palavras vari veis em n mero e g nero que se antep em aos substantivos para indicar um ser j conhecido (definido) pelo leitor ou para indicar um representante de uma esp cie ao qual n o se fez men o anterior (indefinido).
3 Por exemplo: O jornalista recebeu o pr mio. (= jornalista espec fico, j mencionado anteriormente). Um jornalista recebeu o pr mio. (= jornalista gen rico, n o mencionado antes). Classifica es Artigos definidos ( a , as , o , os ) - t m a fun o sem ntica de especificar, determinar os substantivos. Ex.: O jornalista recebeu o pr mio. (= jornalista espec fico, j mencionado anteriormente). Artigos indefinidos ( um , uns , uma , umas ) t m a fun o de indeterminar o substantivo que acompanham. Ex.: Um jornalista recebeu o pr mio. (= jornalista gen rico, n o mencionado antes). Substantiva o Os artigos podem substantivar qualquer palavra ou express o a que se antep em, independentemente da classe gramatical a que essa palavra pertence.
4 Esses casos s o conhecidos como deriva o impr pria. Ex.: O andar de Gabriela chama aten o. O esperto se deu mal: levou uma bronca. Aten o! O artigo definido tamb m utilizado para ressaltar a notoriedade de algum ser para destacar o seu car ter nico. Esse recurso muito utilizado em propagandas para apresentar produtos como os melhores de sua categoria. 3 Portugu s Na publicidade acima, podemos observar a frase assim que se constr i o Canal Campe o . Logo, o artigo o enfatiza que o canal apresentado o melhor, o campe o dentre todos os outros canais. 4 Portugu s Exerc cios 1. O diminutivo uma maneira ao mesmo tempo afetuosa e precavida de usar a linguagem. Afetuosa porque geralmente o usamos para designar o que agrad vel, aquelas coisas t o af veis que se deixam diminuir sem perder o sentido.
5 E precavida porque tamb m o usamos para desarmar certas palavras que, por sua forma original, s o amea adoras demais. Lu s Fernando Ver ssimo, Diminutivos. A alternativa inteiramente de acordo com a defini o do autor sobre diminutivos : a) O iorgurtinho que vale por um bifinho. b) Ser brotinho sorrir dos homens e rir interminavelmente das mulheres. c) Gosto muito de te ver, Le ozinho. d) Essa menininha terr vel! e) Vamos bater um papinho. 2. Selinho, sim, mas s para poucos Primeiro, Hebe Camargo, toda animada, pediu a S lvio Santos um selinho (beijinho). N o ganhou: Nem selinho, nem selo, nem sel o , ouviu dele, categ rico. Em seguida, Gilberto Gil entrou no palco, de m o estendida para cumpriment -lo. O que fez apresentador? Disse selinho , esticou os l bios e z s tascou um beijinho na boca do m sico.
6 A cena foi ao ar de madrugada, no encerramento do Teleton, a Maratona beneficente exibida pelo SBT. Gil ficou surpreso. Hebe fingiu brabeza e S lvio riu muito. Tirei uma onda, foi s uma bicotinha , diz ele. Tudo tem uma primeira vez . Veja, , p g. 101. O termo selinho bastante utilizado na linguagem atual. O diminutivo no uso da palavra serve para enfatizar que se trata de um beijo a) indiscreto. b) demorado. c) engra ado. d) indecente. e) breve. 5 Portugu s 3. A CI NCIA DO PALAVR O Por que diabos palavr o? Ali s, por que a palavra diabos, indiz vel d cadas atr s, deixou de ser um? Outra: voc j deve ter trope ado numa pedra e, para revidar, xingou-a de algo como fllha , mesmo sabendo que a dita nem m e tem. Pois : h mais mist rios no universo dos palavr es do que o senso comum imagina.
7 Mas a ci ncia ajuda a desvend -los. Pesquisas recentes mostram que as palavras sujas nascem em um mundo parte dentro do c rebro. Enquanto a linguagem comum e o pensamento consciente ficam a cargo da parte mais sofisticada da massa cinzenta, o neoc rtex, os palavr es moram nos por es da cabe a. Mais exatamente no sistema I mbico. Nossa parte animal fica l . E sai de vez em quando, na forma de palavr es. A medicina ajuda a entender isso. Veja o caso da s ndrome de Tourette. Essa doen a acomete pessoas que sofreram danos no g nglio basal, a parte do c rebro cuja fun o manter o sistema I mbico comportado. E os palavr es saem como se fossem tiques nervosos na forma de palavras. Mas voc n o precisa ter les o nenhuma para se descontrolar de vez em quando, claro.
8 Justamente por n o pensar, quando essa parte animal do c rebro fala, ela consegue traduzir certas emo es com uma intensidade inigual vel. Os palavr es, por esse ponto de vista, s o poesia no sentido mais profundo da palavra. Duvida? Ent o pense em uma palavra forte. Paix o, por exemplo. Ela tem subst ncia, sim, mas est longe de transmitir toda a carga emocional da paix o propriamente dita. Mas com um grande e gordo a hist ria outra. Ele vai direto ao ponto, transmite a emo o do sistema I mbico de quem fala diretamente para o de quem ouve. Por isso mesmo, alguns pesquisadores consideram o palavr o at mais sofisticado que a linguagem comum. Dispon vel em: Adaptado. No texto, o substantivo "palavr o", ainda que se mostre flexionado em grau, n o reporta a ideia de tamanho.
9 Tal emprego tamb m se verifica em: a) Durante a pesquisa, foi colocada uma "got cula" do cido para se definir a rea o. b) Na casa dos sete an es, Branca de Neve encontrou sete min sculas "caminhas". c) Para cortar gastos, resolveu confeccionar "livrinhos" que cabem nos bolsos. d) N o estava satisfeita com aquele "empreguinho" sem gra a e sem perspectivas. e) Teve um "carrinho" de dois lugares, depois um carro de cinco e, hoje, um de sete. 6 Portugu s 4. Leia o seguinte trecho de uma entrevista concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa: Entrevistador: O protagonismo do STF dos ltimos tempos tem usurpado as fun es do Congresso? Entrevistado: Temos uma Constitui o muito boa, mas excessivamente detalhista, com um n mero imenso de dispositivos e, por isso, suscet vel a fomentar interpreta es e toda sorte de lit gios.
10 Tamb m temos um sistema de jurisdi o constitucional, talvez nico no mundo, com um rol enorme de agentes e institui es dotadas da prerrogativa ou de compet ncia para trazer quest es ao Supremo. um leque consider vel de interesses, de vis es, que acaba causando a interven o do STF nas mais diversas quest es, nas mais diferentes reas, inclusive dando margem a esse tipo de acusa o. Nossas decis es n o deveriam passar de duzentas, trezentas por ano. Hoje, s o analisados cinquenta mil, sessenta mil processos. uma insanidade. Veja, 15/06/2011. No trecho dotadas da prerrogativa ou de compet ncia , a presen a de artigo antes do primeiro substantivo e a sua aus ncia antes do segundo fazem que o sentido de cada um desses substantivos seja, respectivamente, a) figurado e pr prio.