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OS MACRONUTRIENTES E OS MICRONUTRIENTES DAS …

OS MACRONUTRIENTES E OS MICRONUTRIENTES DAS PLANTAS Sengik, erico S. vers o 2003 1. INTRODU O A gua, a luz, os nutrientes, as pragas, as doen as, etc s o fatores respons veis pela produtividade animal ou vegetal de uma propriedade agr cola. A fertilidade, representada pela disponibilidade de nutrientes e equil brio entre os mesmos, apenas um entre os v rios fatores. A din mica dos nutrientes do solo est associada ao conhecimento b sico de rochas e minerais, da g nese, da f sica, da biologia, da qu mica e da fertilidade do solo.

Sengik, Erico S. versão 2003 1. INTRODUÇÃO A água, a luz, os nutrientes, as pragas, as doenças, etc são fatores responsáveis pela produtividade animal ou vegetal de uma propriedade agrícola. A fertilidade, representada pela disponibilidade de nutrientes e equilíbrio entre os mesmos, é apenas um entre os vários fatores. A

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1 OS MACRONUTRIENTES E OS MICRONUTRIENTES DAS PLANTAS Sengik, erico S. vers o 2003 1. INTRODU O A gua, a luz, os nutrientes, as pragas, as doen as, etc s o fatores respons veis pela produtividade animal ou vegetal de uma propriedade agr cola. A fertilidade, representada pela disponibilidade de nutrientes e equil brio entre os mesmos, apenas um entre os v rios fatores. A din mica dos nutrientes do solo est associada ao conhecimento b sico de rochas e minerais, da g nese, da f sica, da biologia, da qu mica e da fertilidade do solo.

2 Os col ides do solo t m influ ncia na produ o agr cola. Devido a atra o eletromagn tica, atuam na reten o dos nutrientes, originando conceitos como soma de bases troc veis (valor S), capacidade de troca cati nica (valor T ou CTC) e porcentagem de satura o de bases (valor V%). Os nutrientes dispon veis para as plantas est o nas formas sol veis na solu o do solo, e grande parte deles est o adsorvidos aos col ides, ou na fase mineral ou org nica como elemento lentamente dispon vel. Para a diagnose da fertilidade de um solo necess rio conhecer: a disponibilidade de macro e MICRONUTRIENTES , saber quem s o os c tions e os nions, a rela o entre os nutrientes e as condi es de acidez do meio.

3 A estas informa es deve-se associar o conhecimento das fontes de nutrientes, das caracter sticas e necessidades das plantas, da experi ncia de solos e plantas para ent o poder recomendar uma calagem ou aduba o, procurando obter o m ximo rendimento econ mico. A princ pio, para um melhor entendimento do comportamento dos nutrientes no solo conv m sempre ter em mente a sua carga, isto , se s o c tions ou nions. Os c tions MACRONUTRIENTES s o o pot ssio (K+), o c lcio (Ca++), o magn sio (Mg++) e o nitrog nio (NH4+). Os nions MACRONUTRIENTES s o o nitrog nio (NO3-), o f sforo (H2PO4-) e o enxofre (SO4=).

4 Os MICRONUTRIENTES tamb m se comportam como nions ou c tions. S o c tions o ferro (Fe3+), o cobre (Cu2+), o zinco (Zn2+), o mangan s (Mn2+), e s o nions o molibd nio (MoO42-), o cloro (Cl-) e o boro (BO3=). 2. OS C TIONS MACRONUTRIENTES O pot ssio, o c lcio, o magn sio e parte do nitrog nio, comportam-se como c tions e os solos, em geral, possuem saldos de cargas negativas beneficiando a adsor o de ons de cargas positivas, por isso os c tions, de uma maneira geral, possuem menos problemas de lixivia o ou de defici ncia aguda como de alguns nions em algumas situa es particulares.

5 O POT SSIO NA PLANTA O pot ssio, absorvido como on c tion (K+), um nutriente que n o faz parte de qualquer composto nas plantas, mas de forma livre regula e participa de muitos processos essenciais tais como fotoss ntese, abertura e fechamento de est matos, absor o de gua do solo, atividades enzim ticas, forma o de amido e s ntese prot ica. A qualidade de alguns produtos agr colas dependem da disponibilidade de pot ssio como o teor de a car em cana-de-a car, tamanho dos frutos c tricos, resist ncia ao transporte e ao armazenamento de hortali as e resist ncia ao acamamento de gram neas.

6 As plantas forrageiras absorvem de 15 a 30 gramas de pot ssio por quilo de mat ria seca. Seu teor nas plantas variam de 20 a 40 g kg-1 de mat ria seca. NO SOLO O pot ssio no solo comporta-se como on c tion monovalente e dessa forma poder ser facilmente lixiviado, absorvido, fixado, adsorvido as argilas ou permanecer na solu o do solo. 2 Cerca de 90 a 98% do pot ssio total do solo est na forma de minerais como ortocl sio, moscovita, biotita e leucita. Do pot ssio prontamente dispon vel (1 - 2% do total) cerca de 10% est na solu o do solo e o restante est na forma fixada, isto , n o dispon vel s plantas.

7 Seu teor troc vel nos solos, considerado como m dio, de 0,1 a 0,3 cmolc dm-3. O pot ssio por ser bastante m vel no solo facilmente lixiviado em solos com baixa CTC como por exemplo em solos arenosos. Seu teor no solo, considerado como m dio de 0,1 a 0,3 cmolc kg-1. OS SINTOMAS DE DEFICI NCIAS O sintoma t pico de defici ncia a clorose das margens das folhas mais velhas. Os sintomas aparecem nas folhas mais velhas por ser m vel na planta. No milho a defici ncia se manifesta com espigas com poucos gr os na extremidade e com sementes soltas no sabugo.

8 O acamamento de gram neas pode ser ocasionado por defici ncia de pot ssio. O aspecto de grama sapecada pelo fogo um sintoma de defici ncia de pot ssio AS FONTES DE POT SSIO A palavra pot ssio, em ingl s POTASH significa cinza de pote. As cinzas eram utilizadas como mat ria prima para a obten o de adubos pot ssicos. A cinza da palha de caf pode possuir 18% de K2O e a de torta de algod o 26% de K2O. Portanto as cinzas s o boas fontes de pot ssio. A fonte mineral comercial de pot ssio mais usada o cloreto de pot ssio (KCl) com 60% de K2O. H outras fontes como o sulfato de pot ssio (K2SO4) com 50% de K2O, sulfato de pot ssio e magn sio ( )SO4 com 40 % de K2O e o nitrato de pot ssio (KNO3) com 46% de K2O.

9 As recomenda es de pot ssio, em geral, podem ser de 0, 15, 30 e 45 kg ha-1 de K2O em fun o de estar alto, m dio, ou baixo o teor no solo. OS PROBLEMAS COM O POT SSIO A lixivia o se destaca como um dos principais problemas do pot ssio em solos de baixa capacidade de troca cati nica. H casos em que as perdas se aproximam das quantidades extra das pelas culturas. Por raz es como esta, recomenda-se sempre que poss vel o parcelamento dos adubos pot ssicos em solos com baixa CTC. O consumo de pot ssio pela planta, al m do necess rio para o seu rendimento timo, ou consumo de luxo ou sup rfluo , sem duvida, um desperd cio de recursos, tornando a aplica o em excesso antiecon mica e algumas vezes desnecess ria, principalmente em solos argilosos.

10 O C LCIO NA PLANTA O c lcio absorvido como on bivalente (Ca++). O c lcio muito importante no desenvolvimento das ra zes, sendo um nutriente necess rio na transloca o e armazenamento de carboidratos e prote nas. O c lcio atua na forma o e na integridade das membranas da parede celular. Por ser im vel na planta, o sintoma t pico surge como clorose internerval nas folhas mais novas. Outros sintomas podem ocorrer, tais como: queda das flores e crescimento reduzido das ra zes. O teor nas plantas variam de 3 a 24 g kg-1 em fun o do per odo de crescimento das mesmas.


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