Transcription of Protocolo de delirium - HCor
1 Protocolo de deliriumPreven o, detec o e tratamentoSum rioIntrodu o .. 3 Fatores predisponentes e precipitantes .. 3 Preven o .. 5 Medidas ambientais de preven o .. 5 Medidas preventivas a serem estimuladas junto ao acompanhante .. 6 Medidas preventivas a serem estimuladas junto aos profissionais .. 7 Preven o farmacol gica .. 8 Suspeita e confirma o diagn stica .. 9 Identifica o dos casos suspeitos .. 9 Abordagem inicial dos casos suspeitos .. 10 Intersec o com os protocolos de sepse e AVC.
2 10 Avalia o para o diagn stico .. 11 Classifica o quanto ao subtipo motor .. 11 Diagn sticos diferenciais .. 12 Investiga o .. 13 Investiga o de fatores precipitantes .. 13 Indica o de exames complementares .. 15 Indica o de avalia o especializada .. 16 Tratamento .. 17 Abordagem n o farmacol gica .. 17 Antipsic ticos .. 18 Dexmedetomidina .. 20 Clonidina .. 20 Melatonina e an logos .. 21 Tiamina .. 21 Benzodiazep nicos .. 21 Conten o f sica .. 22 Reavalia es e seguimento .. 22 Progn stico .. 23 Indicadores.
3 23 Fluxo geral do Protocolo .. 25 Refer ncias bibliogr ficas .. 26 ANEXO Formul rio do Protocolo de delirium .. 283 Protocolo de deliriumPreven o, detec o e tratamentoIntrodu o O delirium , tamb m denominado estado confusional agudo, um quadro cl nico frequente entre os idosos hospitalizados que se caracteriza por in cio agudo, curso flutuante, d ficit de aten o, pensamento desorganizado e altera o do n vel de consci ncia (APA, 2013) .A fisiopatologia do delirium envolve m ltiplos fatores que interagem nas redes neurais para provocar uma disfun o aguda das fun es cerebrais.
4 Entre os fatores biol gicos propostos, destacam-se as altera es neuroinflamat rias e o desequil brio de neurotransmissores diante de uma reserva cognitiva reduzida (Maldonado, 2017) .Entre os idosos hospitalizados por condi o cl nica aguda, 18% a 35% preenchem crit rio para delirium no momento da admiss o . Com a adi o dos casos incidentes ( delirium desenvolvido ap s a admiss o), em popula es de alto risco at 50% dos idosos apresentam delirium em algum momento durante a hospitaliza o (Inouye e cols.)
5 , 2014) .Al m de constituir um desafio para os profissionais e um fator de grande desgaste para os familiares, o delirium est associado a maior um tempo de interna o, decl nio funcional, taxas elevadas de institucionaliza o e maior mortalidade (Witlox e cols ., 2010) . Ensaios cl nicos bem conduzidos revelam que 30% a 40% dos casos de delirium podem ser evitados atrav s de programas multidisciplinares de preven o e detec o precoce (Marcantonio, 2017) .Esse Protocolo foi desenvolvido para o Pronto-Socorro (PS), para as Unidades de Interna o (UI) e para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HCor.
6 A abordagem unificada foi adotada para permitir a integra o dos processos assistenciais e facilitar a gest o dos indicadores . No entanto, as particularidades de cada ambiente s o respeitadas e cada unidade pode operacionalizar rotinas pr prias que se encaixem no modelo geral do Protocolo (ex ., como as medidas preventivas ser o organizadas, quem fara as reavalia es etc) .4 Protocolo de deliriumPreven o, detec o e tratamentoFatores predisponentes e precipitantesOs fatores predisponentes s o caracter sticas n o modific veis que determinam maior risco de delirium .
7 O reconhecimento desses fatores permite a identifica o de uma popula o de risco para a qual devem ser direcionados esfor os de preven o e de rastreio . Os principais fatores predisponentes est o listados na Tabela 1 .Tabela 1 Fatores predisponentes para o deliriumOs fatores precipitantes s o condi es ou circunst ncias que atuam em conjunto para desencadear o delirium e t m import ncia especial por serem potencialmente modific veis . Os principais fatores precipitantes no ambiente hospitalar est o listados na Tabela 2 .Tabela 2 Fatores precipitantes do delirium Idade (especialmente acima de 75 anos) Antecedente de s ndrome demencial Carga cumulativa das doen as cr nico-degenerativas Presen a de d ficits sensoriais (visual ou auditivo) Etilismo Infec o Desidrata o Dist rbios hidroeletrol ticos (Ex.)
8 S dio, c lcio) Dist rbios metab licos (Ex . glicemia, uremia) Hipoperfus o ou hip xia (Ex . sepse, insufici ncia card aca, insufici ncia respirat ria) Medica es sedativas ou anticolin rgicas Dor sem controle adequado Obstipa o Imobilidade Dispositivos que causam restri o (sondas, cateteres, conten o f sica)5 Protocolo de deliriumPreven o, detec o e tratamentoPreven o As medidas preventivas adotadas nesse Protocolo foram adaptadas a partir do Hospital Elderly Life Program (HELP), programa multidisciplinar implementado em diversos centros ao redor do mundo com resultados comprovados na redu o de delirium (Inouye e cols.
9 , 2000) .As medidas preventivas devem ser implementadas de forma universal e intensificadas nos pacientes com alto risco de delirium . Por motivos pr ticos, definimos paciente com alto risco de delirium como o que apresenta pelo menos uma das duas seguintes caracter sticas: Idade 75 anos Antecedente de s ndrome demencial ou qualquer evid ncia de d ficit cognitivoMedidas ambientais de preven oO ambiente e as rotinas de cuidado devem ser organizadas para facilitar a orienta o, promover a sensa o de familiaridade com o ambiente e favorecer o ciclo sono-vig lia: Durante o dia importante manter um ambiente bem iluminado.
10 Um calend rio com indica o da data deve ser posicionado em local de f cil acesso; Um rel gio deve ser mantido em posi o de f cil visualiza o; A presen a de objetos pessoais da prefer ncia do paciente deve ser estimulada (travesseiro, porta-retratos, imagens religiosas, r dio e livros); Durante a noite (22h s 6h), o n vel de ru do na unidade deve ser reduzido ao m nimo poss vel, observando-se cuidado especial com conversas, alarmes e arrasto de carrinhos; Um ambiente quente e abafado deve ser evitado durante a noite a faixa de temperatura mais confort vel para favorecer o sono est entre 22 e 24 C.