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PROTOCOLO DE ENFERMAGEM VOLUME 3

PROTOCOLO DE ENFERMAGEM VOLUME 3 SA DE DA MULHER Acolhimento s demandas da mulher nos diferentes ciclos de vida Florian polis, dezembro de 2016 Vers o (atualizado em dezembro de 2020) PROTOCOLO DE ENFERMAGEM VOLUME 3 SA DE DA MULHER Acolhimento s demandas da mulher nos diferentes ciclos de vida Prefeito Gean Marques Loureiro Vice-Prefeito Jo o Batista Nunes Secret rio de Sa de Carlos Alberto Justo da Silva Secret rio Adjunto Sandro Jose Andretti Diretor de Aten o Sa de Tiago Barra Vidal Diretor de Aten o Prim ria Jo o Paulo Mello da Silveira Respons vel T cnica de ENFERMAGEM e Coordenadora da Comiss o Permanente de Sistematiza o da Assist ncia de ENFERMAGEM (CSAE) Elizimara Ferreira Siqueira Colaboradores Alessandra De Quadra Esmeraldino Alessandra Mafra Ana Carolina Severino Da Silva Anna Carolina Ribeiro Lopes Rodrigues Ana Cristina Magalh es Fernandes B fica Ana Maria Bim Gomes Andrey Teixeira Carla Sousa Guedelha Caren Cristina Della M a Fonseca Carmen Ruggi Bonfim Santoro Caroline Schweitzer de Oliveira Cilene Fernandes Soares Cleusa Marcia Vieira Cristiane Regina Pereira Daniela Cuadrado Fabozi Deyse Ilza de Aquino Edla Zwiener Gonz lez Fernanda De Conto Fernanda Paese Gisele Magnabosco Guilherme Mortari Belaver Izabel Cri

PROTOCOLO DE ENFERMAGEM VOLUME 3 SAÚDE DA MULHER Acolhimento às demandas da mulher nos diferentes ciclos de vida Florianópolis, dezembro de 2016

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1 PROTOCOLO DE ENFERMAGEM VOLUME 3 SA DE DA MULHER Acolhimento s demandas da mulher nos diferentes ciclos de vida Florian polis, dezembro de 2016 Vers o (atualizado em dezembro de 2020) PROTOCOLO DE ENFERMAGEM VOLUME 3 SA DE DA MULHER Acolhimento s demandas da mulher nos diferentes ciclos de vida Prefeito Gean Marques Loureiro Vice-Prefeito Jo o Batista Nunes Secret rio de Sa de Carlos Alberto Justo da Silva Secret rio Adjunto Sandro Jose Andretti Diretor de Aten o Sa de Tiago Barra Vidal Diretor de Aten o Prim ria Jo o Paulo Mello da Silveira Respons vel T cnica de ENFERMAGEM e Coordenadora da Comiss o Permanente de Sistematiza o da Assist ncia de ENFERMAGEM (CSAE) Elizimara Ferreira Siqueira Colaboradores Alessandra De Quadra Esmeraldino Alessandra Mafra Ana Carolina Severino Da Silva Anna Carolina Ribeiro Lopes Rodrigues Ana Cristina Magalh es Fernandes B fica Ana Maria Bim Gomes Andrey Teixeira Carla Sousa Guedelha Caren Cristina Della M a Fonseca Carmen Ruggi Bonfim Santoro Caroline Schweitzer de Oliveira Cilene Fernandes Soares Cleusa Marcia Vieira Cristiane Regina Pereira Daniela Cuadrado Fabozi Deyse Ilza de Aquino Edla Zwiener Gonz lez Fernanda De Conto Fernanda Paese Gisele Magnabosco Guilherme Mortari Belaver Izabel Cristina Matendal Conrat Ingrid Valeria Veronez Jadson Jovaert Mota Kreis Jo o Marcos Emerenciano Julia Maria De Souza Juliana Cipriano Braga Silva Juliana Reinert Maria Juliana Valentim Karina Mendes Garcia Laura D.

2 R. Castillo Lacerda Leila B. B. de A. Ferreira Lucas Alexandre Pedebos Lucilene Gama Paes Lucilene Maria Schmitz Milena Pereira Missouri Helena Bizarro Komatu Paix o Noelia Fernandes de Oliveira Priscilla Cibele Tramontina Renata Da Rosa Turatti Fetzner Sarah Soares Barbosa Solange Alberti Andrzejewski Stella Maris Pfutzenreuter Talita Cristine Rosinski Tatiana Vieira Fraga Vinicius Paim Brasil Vivian Costa Fermo Este documento est licenciado sob a licen a CreativeCommons Atribui o N o-Comercial Internacional. Ele pode ser replicado ou adaptado, no todo ou em parte, contanto que a fonte seja citada e o uso n o seja com prop sitos comerciais. Como citar este documento: FLORIAN POLIS. Secretaria Municipal de Sa de. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM VOLUME 3 - Sa de da Mulher - Acolhimento s demandas da mulher nos diferentes ciclos de vida.

3 Florian polis, 2016. Dispon vel em: < +de+ ENFERMAGEM &menu=11&submenuid=1478> APRESENTA O A sa de da mulher uma tem tica estruturante da aten o prim ria no Brasil desde seu in cio, ainda antes da constru o da Estrat gia de Sa de da Fam lia (ESF). Inicialmente focada apenas nas quest es de sa de reprodutiva, foi expandida na tentativa de abarcar a integralidade pretendida para o SUS. Por ser uma rea tem tica bastante antiga no SUS, possui um grande conjunto de publica es, incluindo o primeiro PROTOCOLO deste munic pio com amplia o das a es do enfermeiro, publicado em 2010. O presente documento n o uma atualiza o ou releitura do PROTOCOLO anterior, mas um novo documento focado no processo de trabalho do enfermeiro. Da mesma maneira que nos protocolos anteriores, os temas abordados neste documento foram escolhidos pela magnitude e relev ncia na pr tica da ENFERMAGEM em aten o prim ria, e temos certeza que contribuir em muito para o aumento da resolutividade da consulta de ENFERMAGEM .

4 Al m disso, refor a aspectos de grande relev ncia, mas que podem passar desapercebidos na pr tica cotidiana do enfermeiro, sempre embasados nas evid ncias mais recentes. Nos casos de diverg ncia entre este PROTOCOLO e o PACK-SMS/BMJ sobre as atribui es do enfermeiro, o que estiver escrito na vers o mais atualizada do presente PROTOCOLO (sempre dispon vel no site da SMS) ser o considerado oficialmente. Para maiores detalhamentos ou aprofundamentos te ricos sobre os temas aqui abordados, continuamos recomendando livros texto, os Cadernos de Aten o Cadernos de Aten o B sica (publica o do Minist rio da Sa de) ou artigos cient ficos espec ficos, muitos desses descritos nas refer ncias deste PROTOCOLO . Para efeitos legais, este documento est em acordo com a Lei Federal n (regulamenta o do exerc cio da ENFERMAGEM ) e com a Resolu o COFEN 195/1997(solicita o de exames de rotina e complementares por Enfermeiro), sendo v lido como PROTOCOLO institucional.

5 Carlos Alberto Justo da Silva Secret rio Municipal de Sa de de Florian polis SUM RIO LISTA DE QUADROS_____ 19 1 ATEN O AS QUEIXAS GINECOL GICAS MAIS FREQUENTES NA APS _____ 8 Corrimento Vaginal, Vulvovaginites e Cervicites _____ 8 Entrevista _____ 8 Exame F sico _____ 8 Vaginose Citol tica _____ 13 Hipersensibilidade ao plasma seminal _____ 13 Infec o Urin ria _____ 14 C lica Menstrual _____ 17 Dispareunia e Vaginismo _____ 19 Toque Bimanual _____ 19 - Cisto e abscesso de Bartholin1 _____ 20 - Incontin ncia urin ria25 _____ 20 2 PLANEJAMENTO REPRODUTIVO _____ 21 Preconcep o _____ 21 M todos Contraceptivos _____ 21 Contracep o de Emerg ncia _____ 37 3 PREVEN O DE C NCER DE COLO DO TERO _____ 39 4 PREVEN O DO C NCER DE MAMA _____ 46 A es de Rastreamento _____ 46 A es Mediante a Presen a ou Relato de Sinais ou Sintomas _____ 47 Mastalgia e Outros Sintomas Mam rios _____ 49 5 ACOMPANHAMENTO PR -NATAL _____ 51 Avalia o de Risco no Pr -Natal _____ 51 Roteiro das

6 Consultas _____ 53 Imuniza es: Abordagem Oportun stica no Atendimento Mulher _____ 59 Exames Laboratoriais no Pr -Natal e Interpreta o _____ 62 Modifica es e Desconfortos Mais Frequentes na Gesta o _____ 70 Gesta o e Doen as Infectocontagiosas que Possam Interferir na Sa de do Beb _____ 79 Zika _____ 79 - Gesta o e Varicela/herpes-zoster _____ 81 Plano de Parto _____ 81 Pr -natal do parceiro ou pares do mesmo g nero _____ 81 Aten o Mulher no Puerp rio Consulta P s-Natal _____ 84 Tratamento da anemia no puerp rio _____ 86 Aleitamento Materno _____ 87 T cnica de Amamenta o_____ 87 Preven o e manejo dos principais problemas relacionados amamenta o _____ 88 Suspens o do Aleitamento Materno Contraindica es absolutas e relativas _____ 88 Retirada e armazenamento do leite materno29 _____ 88 Modifica es sobre a lacta

7 O normal _____ 96 6 MENOPAUSA E CLIMAT RIO _____ 98 - Terapia de Reposi o Hormonal(TRH) _____ 98 Orienta es de ENFERMAGEM para Melhoria da Qualidade de Vida no Climat rio/Menopausa _____ 100 Contracep o no Climat rio _____ 100 7 ORIENTA ES PARA O ATENDIMENTO ADOLESCENTE _____ 101 Aspectos ticos e Legais no Atendimento Adolescente _____ 102 Testagem sorol gica para menores de 18 anos _____ 103 8 INFERTILIDADE1 _____ 104 REFER NCIAS _____ 106 ANEXO I TAXA DE FALHA DE M TODOS DE CONTRACEP O _____ 110 ANEXO II MANEJO DAS PRINCIPAIS INTERCORR NCIAS RELACIONADAS AO DIU _____ 111 ANEXO III MODELO DE PLANO DE PARTO _____ 114 ANEXO IV EVID NCIAS SOBRE A REALIZA O DA ULTRASSONOGRAFIA NOS DIFERENTES PER ODOS DA GESTA O _____ 117 ANEXO V ALTERA ES EMOCIONAIS MAIS COMUNS EM PU RPERAS _____ 119 ANEXO VI GRAU DE RECOMENDA O DE CONDUTAS_____ 120 CONTROLE DE ALTERA ES _____ 121 LISTA DE QUADROS Quadro - S

8 Ntese de Tratamento de Corrimento Vaginal ou Cervicites _____ 11 Quadro Considera es no seguimento da gestante com ITU _____ 17 Quadro Categorias de elegibilidade dos m todos contraceptivos _____ 22 Quadro Categorias de Elegibilidade Conforme o Tipo de M todo Escolhido e orienta o ao Enfermeiro_____ 23 Quadro S ntese de M todos Anticoncepcionais Hormonais e Dispositivo Intrauterino (DIU) _____ 25 Quadro S ntese de Outros M todos Anticoncepcionais Hormonais dispon veis no mercado (n o disponibilizados na rede p blica)1,12,13 _____ 28 Quadro S ntese de M todos Anticoncepcionais n o Farmacol gicos de Abordagem Comportamental32 _____ 31 Quadro Recomenda es para Coleta de Citopatol gico em Mulheres na Faixa Et ria de 25 a 64 Anos _____ 40 Quadro Recomenda es e Condutas Conforme os Resultados do Exame Citopatol gico de Colo Uterino _____ 42 Quadro Aprazamento das mamografias de rastreamento25 _____ 46 Quadro Resultados da Mamografia e Condutas da Aten o B sica no Rastreamento de C ncer de Mama _____ 47 Quadro Condutas para Mastalgia e/ou Outras Queixas Mam rias _____ 49 Quadro Avalia o do Risco Gestacional na Aten o B sica _____ 51 Quadro S ntese de Condutas Conforme o Trimestre de Gesta o _____ 54 Quadro Exame Clinico Obst trico - Sentido Cefalocaudal _____ 55 Quadro Classifica o do edema _____ 58 Quadro Vacinas Preconizadas para

9 As Mulheres em Idade F rtil _____ 59 Quadro Exames a serem solicitados por padr o no pr -natal, interpreta es e condutas _____ 62 Quadro Modifica es e desconfortos mais frequentes na gesta o_____ 70 Quadro Consulta Pr -natal de ENFERMAGEM do parceiro ou pares do mesmo g nero 82 Quadro Cuidados de ENFERMAGEM no per odo puerperal _____ 84 Quadro Tratamento da anemia no puerp rio _____ 86 Quadro Principais itens a serem observados na mamada _____ 87 Quadro Queixas/intercorr ncias mais comuns na amamenta o _____ 90 Quadro Condi es cl nicas maternas que necessitam de avalia o quanto manuten o ou contraindica o de aleitamento materno _____ 94 Quadro Contraindica es Terapia de Reposi o Hormonal (TRH) _____ 98 Quadro Queixas mais comuns no climat rio e manejo _____ 99 LISTA DE FLUXOGRAMAS Fluxograma Corrimento Vaginal ou cervicites _____ 10 Fluxograma Infec o urin ria _____ 15 Fluxograma C lica menstrual _____ 18 Fluxograma Mulher com queixa de n dulo(s) mam rios _____ 48 8 1 ATEN O AS QUEIXAS GINECOL GICAS MAIS FREQUENTES NA APS Corrimento Vaginal, Vulvovaginites e Cervicites 1,8 Uma das queixas mais comuns nos acolhimentos prestados ao p blico feminino se trata do corrimento vaginal.

10 Muitas vezes esse sinal pode estar relacionado a quadros de vulvovaginites e at mesmo de colpites e cervicites. As vulvovaginites constituem inflama es nos tecidos da vulva e/ou vagina, podendo estar relacionadas a uma diversidade de fatores, que v o desde o desequil brio da microflora, altera es do pH, exposi o a agentes irritativos, condi es hormonais, infec es sexualmente transmiss veis e at mesmo situa es de viol ncia. De maneira an loga, os quadros de colpites ou cervicites constituem inflama es nos tecidos c rvico-uterinos que podem manifestar-se, tamb m, acompanhados de descarga vaginal anormal. Neste caso, tamb m importante avaliar sinais de alerta (no final desta p gina) que podem indicar condi es mais graves, tais como complica es da doen a inflamat ria p lvica, infec es no ciclo grav dico-puerperal e at mesmo processos neopl sicos.


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