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RITUAL ROMANO - Liturgia

RITUAL ROMANO . CELEBRA O. D A S E X Q U I A S. CONFER NCIA EPISCOPAL PORTUGUESA. PRELIMINARES. I. IMPORT NCIA E DIGNIDADE. DAS EX QUIAS CRIST S. 1. A Liturgia crist dos funerais uma celebra o do mist rio pascal de Cristo. Nas Ex quias, a Igreja pede que os seus filhos, incorporados pelo Baptismo em Cristo morto e ressuscitado, com Ele passem da morte vida e, devidamente purificados na alma, sejam associados aos santos e eleitos no C u, enquanto o corpo aguarda a bem-aventurada esperan a da vinda de Cristo e a ressurrei o dos mortos. Por isso, a Igreja oferece pelos defuntos o Sacrif cio Eucar stico, me- morial da P scoa de Cristo, eleva ora es e faz sufr gios por eles, para que, pela comunh o de todos os membros de Cristo, todos aproveitem os frutos desta Liturgia : aux lio espiritual para os defuntos, consola o e esperan a para os que choram a morte.

A liturgia cristã dos funerais é uma celebração do mistério pascal de Cristo. Nas Exéquias, a Igreja pede que os seus filhos, incorporados pelo Ba-tismo em Cristo morto e ressuscitado, com Ele passem da morte à vida e, devidamente purificados na …

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  Rituals, Morano, Liturgia, Ritual romano

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1 RITUAL ROMANO . CELEBRA O. D A S E X Q U I A S. CONFER NCIA EPISCOPAL PORTUGUESA. PRELIMINARES. I. IMPORT NCIA E DIGNIDADE. DAS EX QUIAS CRIST S. 1. A Liturgia crist dos funerais uma celebra o do mist rio pascal de Cristo. Nas Ex quias, a Igreja pede que os seus filhos, incorporados pelo Baptismo em Cristo morto e ressuscitado, com Ele passem da morte vida e, devidamente purificados na alma, sejam associados aos santos e eleitos no C u, enquanto o corpo aguarda a bem-aventurada esperan a da vinda de Cristo e a ressurrei o dos mortos. Por isso, a Igreja oferece pelos defuntos o Sacrif cio Eucar stico, me- morial da P scoa de Cristo, eleva ora es e faz sufr gios por eles, para que, pela comunh o de todos os membros de Cristo, todos aproveitem os frutos desta Liturgia : aux lio espiritual para os defuntos, consola o e esperan a para os que choram a morte.

2 2. Ao celebrar as Ex quias dos seus irm os, procurem os crist os afirmar sem reservas a esperan a na vida eterna, de tal modo, por m, que n o pare am ignorar ou menosprezar o modo de pensar e de proceder dos homens do seu tempo no que se refere aos defuntos. Quer se trate de tradi es familiares, quer de costumes locais, quer de organiza es constitu das para cuidar dos funerais, acolham de boa vontade tudo o que de bom encontrarem; mas o que de algum modo pare a contr rio ao Evangelho, procurem transform -lo, de modo que as Ex quias celebradas pelos crist os exprimam a f pascal e manifestem o esp rito verdadeiramente evang lico. 3. Evitando as formas de exibicionismo v o, justo que se d a devida honra aos corpos dos fi is defuntos, que pelo Baptismo se tornaram templo do Esp rito Santo; conv m, portanto, que, ao menos nos momentos mais significativos entre a morte e a sepultura, se afirme a f na vida eterna e se fa am ora es de sufr gio.

3 10 PRELIMINARES. Tais momentos, tendo em conta os costumes locais, podem ser os seguintes: a vig lia de ora o na casa do defunto; a coloca o do corpo no caix o; a traslada o para a sepultura, precedida da reuni o n o s dos parentes, mas tamb m, se for poss vel, de toda a comunidade, para ouvir na Liturgia da Palavra a consola o da esperan a, para oferecer o Sacrif - cio Eucar stico e para fazer a sauda o da ltima despedida. 4. A fim de ter em conta as situa es ambientais das diversas regi es, o RITUAL das Ex quias dos adultos articula-se segundo tr s esquemas diferentes: a) o primeiro esquema prev tr s momentos ou esta es : em casa do defunto, na igreja, no cemit rio;. b) o segundo esquema considera dois momentos: na capela do cemi- t rio e junto da sepultura;. c) o terceiro esquema tem um s momento: em casa do defunto.

4 5. O primeiro esquema de Ex quias corresponde exactamente ao que existia at agora no RITUAL ROMANO . Compreende normalmente, sobretudo nas zonas rurais, tr s momen- tos ou esta es : na casa do defunto, na igreja e no cemit rio, com duas prociss es interm dias (da casa do defunto para a igreja e da igreja para o cemit rio). Estas prociss es, contudo, especialmente nas grandes cidades, ou v o caindo em desuso ou por v rios motivos s o desaconselhadas; por outro lado, quer pela falta de clero quer pela dist ncia dos cemit rios, nem sempre os sacerdotes podem realizar as esta es na casa do defun- to e no cemit rio. Tendo presente esta situa o de facto, bom aconselhar e preparar os fi is para que, na falta do sacerdote ou do di cono, recitem eles mes- mos as ora es e os salmos previstos no rito; se isto n o for poss vel, omitam-se estas duas esta es (na casa do defunto e no cemit rio).

5 6. Neste primeiro esquema, a esta o na igreja compreende normal- mente a celebra o da Missa exequial, que proibida somente no Tr duo Pascal, nas solenidades de preceito e nos domingos do Advento, da Qua- resma e da P scoa. Quando a Missa exequial n o permitida, pode tomar-se uma lei- tura de entre aquelas que est o inclu das no Leccion rio dos Defuntos, a n o ser que seja um dia do Tr duo Pascal, o Natal do Senhor, a Epifania, a IMPORT NCIA E DIGNIDADE DAS EX QUIAS CRIST S 11. Ascens o, o Pentecostes, o Sant ssimo Corpo e Sangue de Cristo ou outra solenidade de Pode acontecer, por m, que, por motivos pastorais, a celebra o das Ex quias n o inclua a Missa; neste caso, a Missa adiada possivelmente para outro dia, mas rigorosamente prescrita a Liturgia da Palavra. A esta o na igreja dever , portanto, compreender sempre a Li- turgia da Palavra, com ou sem o Sacrif cio Eucar stico, e o rito chamado anteriormente Absolvi o e agora designado como ltima Encomen- da o e Despedida.

6 7. O segundo esquema das Ex quias compreende apenas dois momen- tos ou esta es : na capela do cemit rio e junto da sepultura. N o est . prevista, neste esquema, a celebra o da Missa; esta, por m, ser celebra- da, na aus ncia do cad ver, antes ou depois da sepultura. 8. O terceiro esquema do rito exequial, isto , o que celebrado apenas na casa do defunto, poder ser considerado in til em algumas regi es;. noutras, por m, parece necess rio. Dada a diversidade de circunst ncias ou situa es, n o se desce pro- positadamente a pormenores da celebra o. Mas pareceu oportuno sugerir ao menos algumas indica es, de modo que tamb m nestes casos seja poss vel aproveitar elementos comuns aos outros dois esquemas, como, por exemplo, a Liturgia da Palavra e o rito da ltima Encomenda o e Despedida. Por outro lado, as Confer ncias Episcopais poder o emitir disposi- es a este prop sito.

7 9. Na prepara o dos Rituais particulares, tendo como base o novo RITUAL ROMANO , pertence Confer ncia Episcopal estabelecer se se con- servam os tr s esquemas distintos das Ex quias, ou inverter a ordem, ou mesmo suprimir um ou outro esquema. Pode acontecer, de facto, que num pa s esteja em uso exclusivamente um s esquema, por exemplo, o primeiro com tr s esta es ; o que po- der ser conservado, excluindo os outros dois. Noutras regi es, contudo, pode acontecer que sejam necess rios os tr s. A Confer ncia Episcopal, atendendo s necessidades particulares, tomar as provid ncias que julgar oportunas. 1. Cf. Rescrito da Sagrada Congrega o para o Culto Divino, 18 de Setembro de 1974 Prot. N. 2036/74. 12 PRELIMINARES. 10. Depois da Missa exequial realiza-se o rito da ltima Encomenda o e Despedida. um rito que n o deve ser entendido como uma purifica o do defun- to implorada sobretudo com a celebra o do Sacrif cio Eucar stico mas como a ltima sauda o dirigida pela comunidade crist a um dos seus membros, antes de o corpo ser levado para a sepultura.

8 Verdade que na morte h sempre uma separa o; mas os crist os, como membros de Cristo, s o um s em Cristo e nem pela morte se podem separar. 2. O rito introduzido pelo sacerdote, que explica o seu significado;. seguem-se, depois de alguns momentos de sil ncio, a aspers o, a incensa o e o c ntico de despedida: um c ntico que torne poss vel, pelo texto e pela melodia, ser executado por todos, de modo que todos o sintam como um momento culminante do rito. Tamb m a aspers o, pela qual se recorda o Baptismo que inscreveu o crist o no livro da vida, e a incensa o, com que se honra o corpo do de- funto, templo do Esp rito Santo, podem ser consideradas como gestos de despedida. O rito da ltima Encomenda o e Despedida s se pode efectuar na pr pria celebra o exequial, na presen a do cad ver. 11. Em todas as celebra es pelos defuntos, tanto exequiais como comuns, d -se muita import ncia leitura da Palavra de Deus.

9 De facto, as leituras proclamam o mist rio pascal, avivam a esperan a do novo encontro no reino de Deus, estimulam a piedade para com os defuntos e exortam ao testemunho de uma vida verdadeiramente crist . 12. Na celebra o dos seus of cios sagrados pelos defuntos, a Igreja, para exprimir a sua dor e animar mais eficazmente a esperan a, recorre sobretudo ora o dos salmos; por isso, procurem os pastores levar as suas comunidades, mediante uma catequese apropriada, a uma compreens o mais clara e profunda de alguns salmos que se prop em na Liturgia exequial. Nos outros c nticos, cujo uso indicado frequentemente no decorrer do rito, dada a sua import ncia pastoral, sejam atentamente cuidados tanto o suave e vivo amor da Sagrada Escritura 3 como o sentido da Liturgia . 2. Sime o de Sal nica, De ordine sepulturae: PG 155, 685 B.

10 3. II Conc. Vat., Const. sobre a sagrada Liturgia , Sacrosanctum Concilium, n. 24. IMPORT NCIA E DIGNIDADE DAS EX QUIAS CRIST S 13. 13. Tamb m nas ora es a comunidade crist professa a sua f , intercede pelos defuntos adultos para que alcancem a felicidade junto de Deus e rea- firma a sua certeza de que as crian as defuntas, admitidas pelo Baptismo a tomar parte na adop o de filhos de Deus, j vivem no Para so. Fazem-se, contudo, ora es pelos pais destas crian as, bem como pelos familiares de todos os defuntos, para que recebam na sua dor a consola o da f . 14. Onde era costume celebrar-se o Of cio de Defuntos, por for a de uma lei particular ou de uma funda o ou por tradi o, inclu do nas Ex quias ou fora delas, pode conservar-se tal costume, contanto que seja celebrado com a devida dignidade e piedade.


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