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VIGAS – CAPÍTULO 15

VIGAS CAP TULO 15 Lib nio M. Pinheiro, Cassiane D. Muzardo, Sandro P. Santos 30 setembro 2003 VIGAS VIGAS s o elementos lineares em que a flex o preponderante (NBR 6118: 2003, item ). Portanto, os esfor os predominantes s o: momento fletor e for a cortante. Nos edif cios, em geral, as VIGAS servem de apoio para lajes e paredes, conduzindo suas cargas at os pilares. Como neste cap tulo o efeito do vento n o ser considerado, as VIGAS ser o dimensionadas para resistir apenas s a es verticais. DADOS INICIAIS O primeiro passo para o projeto das VIGAS consiste em identificar os dados iniciais.

transição ou em vigas de fundação. Com exceção das cargas provenientes de outras vigas ou de pilares, que são concentradas, as demais podem ser admitidas uniformemente distribuídas. a) Peso próprio Com base no item 8.2.2 da NBR 6118 (2003), na avaliação do peso próprio de peças de concreto armado, pode ser considerada a massa ...

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1 VIGAS CAP TULO 15 Lib nio M. Pinheiro, Cassiane D. Muzardo, Sandro P. Santos 30 setembro 2003 VIGAS VIGAS s o elementos lineares em que a flex o preponderante (NBR 6118: 2003, item ). Portanto, os esfor os predominantes s o: momento fletor e for a cortante. Nos edif cios, em geral, as VIGAS servem de apoio para lajes e paredes, conduzindo suas cargas at os pilares. Como neste cap tulo o efeito do vento n o ser considerado, as VIGAS ser o dimensionadas para resistir apenas s a es verticais. DADOS INICIAIS O primeiro passo para o projeto das VIGAS consiste em identificar os dados iniciais.

2 Entre eles incluem-se: classes do concreto e do a o e o cobrimento; forma estrutural do tabuleiro, com as dimens es preliminares em planta; dist ncia at o andar superior; rea es de apoio das lajes; cargas das paredes por metro quadrado; dimens es das se es transversais das VIGAS , obtidas num pr -dimensionamento. Em seguida, devem ser considerados: esquema est tico, v os e dimens es da se o transversal. a) Vincula o No in cio deste c lculo simplificado, as VIGAS ser o admitidas simplesmente apoiadas nos pilares. Posteriormente, ser o consideradas suas liga es com os pilares de extremidade.

3 B) V o livre e v o te rico V o livre (l0) a dist ncia entre as faces dos apoios (Figura ). O v o efetivo (efl), tamb m conhecido como v o te rico (l), pode ser calculado por: l = l0 + a1 + a2 com a1 igual ao menor valor entre t1 / 2 e 0,3h e a2 igual a t2 / 2. USP EESC Departamento de Engenharia de Estruturas VIGAS No entanto, usual adotar o v o te rico como sendo, simplesmente, a dist ncia entre os eixos dos apoios. Nas VIGAS em balan o, v o livre a dist ncia entre a extremidade livre e a face externa do apoio, e o v o te rico a dist ncia at o centro do apoio. Figura V o livre e v o te rico c) Pr -dimensionamento As VIGAS n o devem apresentar largura menor que 12cm.

4 Esse limite pode ser reduzido, respeitando-se um m nimo absoluto de 10cm em casos excepcionais, sendo obrigatoriamente respeitadas as seguintes condi es (item da NBR 6118, 2003): alojamento das armaduras e suas interfer ncias com as armaduras de outros elementos estruturais, respeitando os espa amentos e coberturas estabelecidos nessa Norma; lan amento e vibra o do concreto de acordo com a NBR 14931. Sempre que poss vel, a largura das VIGAS deve ser adotada de maneira que elas fiquem embutidas nas paredes. Por m, nos casos de grandes v os ou de tramos muito carregados, pode ser necess rio adotar larguras maiores.

5 Nesses casos, procura-se atenuar o impacto na arquitetura do edif cio. Como foi visto no Cap tulo 5, item , uma estimativa grosseira para a altura das VIGAS dada por: tramos intermedi rios: hest = l0/12 tramos extremos ou VIGAS biapoiadas: hest = l0/10 balan os: hest = l0/5 USP EESC Departamento de Engenharia de Estruturas VIGAS As VIGAS n o podem invadir os espa os de portas e de janelas. Considera-se a abertura de portas com 2,20m de altura. Para simplificar o cimbramento, procura-se padronizar as alturas das VIGAS . N o usual adotar mais que duas alturas diferentes.

6 Tal procedimento pode, eventualmente, gerar a necessidade de armadura dupla, em alguns trechos. Os tramos mais carregados, e principalmente os de maiores v os, devem ter suas flechas verificadas posteriormente. A ES Em geral, as cargas nas VIGAS s o: peso pr prio, rea es de apoio das lajes e peso de paredes. Eventualmente, as VIGAS podem receber cargas de outras VIGAS . As VIGAS podem, tamb m, receber cargas de pilares, nos casos de VIGAS de transi o ou em VIGAS de funda o. Com exce o das cargas provenientes de outras VIGAS ou de pilares, que s o concentradas, as demais podem ser admitidas uniformemente distribu das.

7 A) Peso pr prio Com base no item da NBR 6118 (2003), na avalia o do peso pr prio de pe as de concreto armado , pode ser considerada a massa espec fica ( c) 2500kg/m3. b) Rea es das lajes No c lculo das rea es das lajes e de outras VIGAS , recomend vel discriminar as parcelas referentes s a es permanentes e s a es vari veis, para que se possam estabelecer as combina es das a es, inclusive nas verifica es de fissura o e de flechas. c) Peso de paredes No c mputo do peso das paredes, em geral nenhum desconto feito para v os de portas e de janelas de pequenas dimens es. Essa redu o pode ser feita quando a rea de portas e janelas for maior do que 1/3 da rea total, devendo-se, nesse caso, incluir o peso dos caixilhos, vidros etc.

8 Os pesos espec ficos dos materiais que comp em as paredes podem ser obtidos na Tabela 8 Peso espec fico dos materiais de constru o , que se encontra no cap tulo 11 Lajes Maci as . USP EESC Departamento de Engenharia de Estruturas VIGAS ESFOR OS Nas estruturas usuais de edif cios, para o estudo das cargas verticais, as VIGAS podem ser admitidas simplesmente apoiadas nos pilares, observando-se a necessidade das corre es indicadas no item Se a carga vari vel for no m ximo igual a 20% da carga total, a an lise estrutural pode ser realizada sem a considera o da altern ncia de cargas (item da NBR 6118, 2003).

9 Mais detalhes ser o vistos na seq ncia, no item b. a) Corre es adicionais para VIGAS simplesmente apoiadas nos pilares No c lculo em que as VIGAS s o admitidas simplesmente apoiadas nos pilares, deve ser observada a necessidade das seguintes corre es adicionais (item da NBR 6118, 2003): n o devem ser considerados momentos positivos menores que os que se obteriam se houvesse engastamento perfeito da viga nos apoios internos; quando a viga for solid ria com o pilar intermedi rio e a largura do apoio, medida na dire o do eixo da viga, for maior que a quarta parte da altura do pilar, n o pode ser considerado momento negativo de valor absoluto menor do que o de engastamento perfeito nesse apoio.

10 Quando n o for realizado o c lculo exato da influ ncia da solidariedade dos pilares com a viga, deve ser considerado, nos apoios externos, momento igual ao momento de engastamento perfeito (Meng) multiplicado pelos coeficientes estabelecidos nas seguintes rela es: suprinfrvigrsuprinfrengMvigM+++ = lIr= rigidez do elemento, avaliada conforme indicado na figura da NBR 6118 (2003) vig sup, inf, ndices referentes ao pilar inferior, ao pilar superior e viga, respectivamente. b) Carga acidental maior que 20% da carga total No c lculo de uma viga cont nua com carga uniforme, para se determinar a combina o de carregamento mais desfavor vel para uma determinada se o, deve-se considerar, em cada tramo, que a carga vari vel atue com valor integral ou com valor nulo.


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