Transcription of artigo original Versão brasileira da Escala de …
1 artigo originalVers o brasileira da Escala de Avalia o da Cogni o em Esquizofrenia (SCoRS-Br) Valida o em contextos cl nicos sem informantesBrazilian version of the Schizophrenia Cognition Rating Scale (SCoRS-Br) Validation in clinical settings without informantsBreno de Castro Ferreira Junior1, Marilourdes do Amaral Barbosa2, Izabela Guimar es Barbosa1, Adaise Borges2, Cl udia Hara3, F bio Lopes Rocha1resumoobjetivo: A SCoRS uma medida coprim ria de avalia o da cogni o na esquizofrenia, baseada em entrevista, relacionada performance cognitiva e ao funcionamento no mundo real. Em sua vers o original , envolve entrevistas com pacientes e informantes.
2 O objetivo do presente trabalho foi buscar evid ncias de validade de construto convergente e de fidedig-nidade da vers o brasileira da SCoRS (SCoRS-Br) em contextos sem disponibilidade de infor-mantes qualificados. m todo: Foram inclu dos 49 pacientes com diagn stico de esquizofre-nia, segundo o DSM-IV. A valida o de construto convergente foi realizada utilizando-se o teste R1 e o Miniexame do Estado Mental (MEEM) como instrumentos-padr o. Estimativas de correla o foram avaliadas pelo m todo de Pearson. Avaliou-se, ainda, a consist ncia interna da SCoRS. resultados: A correla o de Pearson entre os resultados da SCoRS sob a perspec-tiva do entrevistador e os resultados do teste R1 mostrou-se baixa, mas significativa.
3 O coefi-ciente de Cronbach foi de 0,8829 para a SCoRS examinador e 0,8468 para a SCoRS paciente e o split-half foi de 0,811 e 0,806, respectivamente. conclus es: Os resultados evidenciam a validade convergente e fidedignidade da SCoRS, mesmo empregada sem a utiliza o de informantes. Estudos s o necess rios para a investiga o dos demais crit rios de valida : The SCoRS is an interview-based co-primary measure of cognitive function in schizo-phrenia that is related to cognitive performance as well as to real-world functioning. Its original version involves interviews with patients and informants. The objective of this study was to seek evidence of convergent validity and reliability of the Brazilian version of SCoRS (SCoRS-Br) with pa-tients in clinical settings without qualified informants.
4 Method: Forty nine patients with schizo-phrenia (DSM-IV) were assessed with the SCoRS-Br two potential convergent validators: the R1 test and the Mini Mental State Evaluation (MMSE). Pearson correlations between the mean scores of the instruments were estimated. Internal consistence of the SCoRS-Br was also evaluated. Results: Pearson correlation between the SCoRS-Br interviewer rating and the R1 test was low but significa-1 Instituto de Previd ncia dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG).2 Universidade Funda o Mineira de Educa o e Cultura (FUMEC).3 Faculdade da Sa de e Ecologia Humana (FASEH).Endere o para correspond ncia: Breno de Castro Ferreira JuniorRua Domingos Vieira, 587, sala 30150-240 Belo Horizonte, MGE-mail: em26/7/2010 Aprovado em25/10/2010palavras-chaveEsquizofrenia, altera es cognitivas, SCoRS, Escala de avalia originalJ Bras Psiquiatr.
5 2010;59(4) Junior BC et al. tive. Cronbach s coefficients were for the interviewer rating and for the patient rating. Split-half were and respectively. Conclusions: The results showed the convergent vali-dity and reliability of the SCoRS-Br even when used without informants. Other studies are required to investigate other validation , cognitive impairment, SCoRS, rating oAs altera es cognitivas s o consideradas caracter sticas psicopatol gicas inerentes esquizofrenia, isto , elas n o s o derivadas ou consequ ncias de outros sintomas e n o s o resultantes de tratamentos com psicof rmacos ou de hospitaliza es.
6 S o evidentes durante todo o curso evolu-tivo da doen a, inclusive no seu per odo prodr mico, e s o identific veis nos pais e irm os saud veis dos pacientes, por m com menor gravidade. As altera es cognitivas s o consideradas preditores de mau funcionamento em longo prazo1. V rios estudos t m sido realizados sobre a ocorr ncia de d ficits cognitivos espec ficos na esquizofrenia, suas liga- es com disfun es de regi es cerebrais e certos circuitos neuronais, suas repercuss es sobre a funcionalidade dos pa-cientes, al m de possibilidades terap uticas2-4. A import ncia da melhora da cogni o em pacientes esquizofr nicos est associada melhora potencial do desempenho escolar, pro-fissional e testes neuropsicol gicos s o utilizados para avaliar a cogni o em pacientes com esquizofrenia7-9.
7 Em geral, s o avalia es objetivas, extensas, destinadas ao em-prego em situa es de pesquisa. Mais recentemente, t m sido desenvolvidos testes espec ficos para a avalia o cogni-tiva de pacientes com esquizofrenia de aplica o mais sim-ples e dura o mais curta, por exemplo, a Brief Assessment of Cognition in Schizophrenia (BACS), j traduzida para o portu-gu s e avaliada em nosso meio10. Entretanto, alguns autores questionam se os resultados desses testes objetivos seriam evid ncia suficiente para avalia o de melhora cognitiva em estudos cl nicos11. Al m disso, o funcionamento cognitivo cotidiano de pacientes poderia ser mais bem avaliado por instrumentos de desempenho padronizados de forma mais ecol gica, tal como o de mem ria prospectiva Rivermead, ou por escalas de avalia o funcional12.
8 Essas dificuldades podem ser mitigadas pelo desenvolvimento de medidas co-prim rias que enfocam atividades di rias para a avalia o do desempenho cognitivo. desej vel que sejam avalia es de f cil administra o, r pidas e que possam ser utilizadas pelo psiquiatra em sua rotina SCoRS uma medida coprim ria baseada nas ativi-dades cotidianas do paciente com diagn stico de esquizo-frenia. aplicada em entrevistas independentes com o pa-ciente e com um informante. H , ainda, uma avalia o do entrevistador que considera as avalia es do paciente e do informante. A avalia o pelo informante considerada um dos pontos fortes da SCoRS13.
9 Entretanto, no processo de va-lida o desse instrumento em nosso meio, verificou-se que a disponibilidade de acompanhantes aptos a fornecerem in-forma es era muito limitada. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi realizar a valida o convergente e fidedignidade da vers o brasileira da SCoRS, para aplica o em contextos sem disponibilidade de todoEstudo transversal em que a vers o traduzida da SCoRS, o teste R1 e o MEEM foram aplicados a pacientes com diagn s-tico de esquizofrenia, segundo os crit rios do inclu dos no estudo 51 pacientes com diagn stico de esquizofrenia, segundo os crit rios diagn sticos do DSM--IV. Os crit rios de exclus o foram: pontua o no MEEM 23 para alfabetizados e 19 para indiv duos sem escolari-dade; pacientes com sintomatologia psic tica clinicamente significativa que prejudicasse a intera o com o examinador; hist ria de traumatismo craniano e outras neuropatologias; e hist ria de abuso ou depend ncia atual de lcool e/ou dro-gas.
10 Dois pacientes n o foram considerados na an lise em virtude de dados incompletos. Assim, os resultados referem--se a 49 pacientes. A pesquisa foi desenvolvida no Servi o de Psiquiatria do Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP) do Instituto de Previd ncia dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG). O Servi o de Psiquiatria do HGIP do IPSE-MG estruturado para atendimento de pacientes nos tr s n veis b sicos de aten o. No presente estudo, a maioria dos pacientes (30/49) estava em atendimento em n vel prim rio (n = 19) ou em n vel secund rio (n = 11) de assist ncia. To-dos os pacientes estavam em uso de antipsic ticos, sendo 42% em monoterapia, 13% em uso de pelo menos dois antipsic ticos e 44% em uso de antipsic ticos associados a estabilizadores de humor e/ou antidepressivos e/ou ben-zodiazep nicos.