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17-lesao de morel - SciELO

336 Pitrez EH et Bras. 2010 Set/Out;43(5):336 338 Relato de Caso Case ReportLes o de morel -Lavall e no joelho: relato de caso* morel -Lavall e lesion in the knee: a case reportEduardo Hennemann Pitrez1, Roberto Campos Pellanda2, Mariana Eltz Silva3, GustavoGarcia Holz3, Felipe Teixeira Hertz3, Jo o Rubi o Hoefel Filho4A les o de morel -Lavall e uma les o em cisalhamento que ocorre entre o tecido celular subcut neo e af scia profunda. Caracteriza-se pela forma o de uma cole o que, originalmente descrita na coxa, vem sendoobservada em outros locais. Os autores relatam o caso de paciente com morel -Lavall e no joelho e descre-vem as principais caracter sticas desta les : Traumatismos do joelho; e lesion is a degloving injury of the interface between the subcutaneous fat and the underlyingfascia.

337 Lesão de Morel-Lavallée no joelho Radiol Bras. 2010 Set/Out;43(5):336–338 DISCUSSÃO A lesão de Morel-Lavallée foi descrita por Morel-Lavallée em 1853 e é uma massa

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1 336 Pitrez EH et Bras. 2010 Set/Out;43(5):336 338 Relato de Caso Case ReportLes o de morel -Lavall e no joelho: relato de caso* morel -Lavall e lesion in the knee: a case reportEduardo Hennemann Pitrez1, Roberto Campos Pellanda2, Mariana Eltz Silva3, GustavoGarcia Holz3, Felipe Teixeira Hertz3, Jo o Rubi o Hoefel Filho4A les o de morel -Lavall e uma les o em cisalhamento que ocorre entre o tecido celular subcut neo e af scia profunda. Caracteriza-se pela forma o de uma cole o que, originalmente descrita na coxa, vem sendoobservada em outros locais. Os autores relatam o caso de paciente com morel -Lavall e no joelho e descre-vem as principais caracter sticas desta les : Traumatismos do joelho; e lesion is a degloving injury of the interface between the subcutaneous fat and the underlyingfascia.

2 This lesion is characterized by the development of a fluid collection that, although originally describedin the thigh, it has also been described in other anatomical sites. The authors report the case of a patientwith morel -Lavall e lesion in the knee after trauma and describe the main characteristics of the : Knee trauma; * Trabalho realizado na Cl nica Radiol gica Os rio Lopes, PortoAlegre, RS, Doutor, Radiologista da Cl nica Radiol gica Os rio Lopes edo Hospital de Cl nicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, M dico Radiologista do Hospital S o Lucas da Pontif ciaUniversidade Cat lica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e do Hospi-tal de Cl nicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, M dicos Residentes em Radiologia do Hospital S o Lucasda Pontif cia Universidade Cat lica do Rio Grande do Sul (PUCRS),Porto Alegre, RS, M dico Radiologista, Chefe do Centro de Diagn stico porImagem da Pontif cia Universidade Cat lica do Rio Grande do Sul(PUCRS)

3 , Porto Alegre, RS, o para correspond ncia: Dr. Eduardo HennemannPitrez. Rua Antenor Lemos, 33, Menino Deus. Porto Alegre, RS,Brasil, 90850 100. E-mail: para publica o em 13/3/2010. Aceito, ap s revi-s o, em 13/7 do joelho direito. Procurou o hos-pital universit rio ap s cerca de 40 dias,para realizar RM demonstrou uma les o na profun-didade do tecido celular subcut neo na re-gi o pr -patelar, fusiforme, encapsulada ecom efeito expansivo entre o subcut neo ea f scia subjacente. A les o apresentavauma pseudoc psula, al m de alguns peque-nos focos de gordura em seu interior. Foiidentificado hipersinal em T1 no interior dales o, pela presen a de conte do hem tico(Figura 1).

4 Pitrez EH, Pellanda RC, Silva ME, Holz GG, Hertz FT, Hoefel Filho JR. Les o de morel -Lavall e no joelho: relato de Bras. 2010;43(5):336 na literatura, tais como as regi esperiescapular, lombar, gl tea, tornozelos ejoelhos(3,4).Neste artigo os autores descrevem umcaso de morel -Lavall e avaliado por resso-n ncia magn tica (RM), em paciente jo-vem, comprometendo a regi o do DO CASOP aciente do sexo masculino, 21 anos deidade, v tima de acidente de tr nsito, desen-volveu ap s o acidente, dor e aumento de0100-3984 Col gio Brasileiro de Radiologia e Diagn stico por ImagemINTRODU OAs les es em cisalhamento desenluva-mento de morel -Lavall e representamuma separa o traum tica causada pelaavuls o violenta e r pida da pele sobre af scia, causando uma separa o entre elae o tecido celular subcut neo da f sciamuscular subjacente.

5 Esta separa o im-plica ruptura de pequenos vasos perfuran-tes nesta regi o, resultando na forma o decavidade que pode estar preenchida porsangue, linfa e focos de gordura, estes, al-gumas vezes necr ticos(1,2).A les o de morel -Lavall e foi original-mente descrita na por o lateral da coxaproximal, que o seu local mais comum,por m outros s tios anat micos v m sendoFigura 1. Les o de morel -Lavall , corte axial, sequ ncia ponderadaem T2 com fat sat (A) e cortes sagi-tais, sequ ncias ponderadas em T2com fat sat (B) e T1 (C) mostrandoles o fusiforme encapsulada na regi opr -patelar, com efeito expansivo en-tre o tecido celular subcut neo e af scia subjacente (setas).

6 Notar, emT1 (C), o hipersinal relacionado a con-te do hem o de morel -Lavall e no joelhoRadiol Bras. 2010 Set/Out;43(5):336 338 DISCUSS OA les o de morel -Lavall e foi descritapor morel -Lavall e em 1853 e uma massahemolinf tica localizada profundamente aotecido celular subcut neo, decorrente deuma les o em cisalhamento consequente atrauma. Originalmente descrita na regi oexterna da coxa, vem, nos ltimos anos,sendo reconhecida e descrita em outras re-gi es anat micas, como regi o lombar e es-c pula(1,4).As les es em cisalhamento desenluva-mento resultam de uma separa o traum -tica causada pela avuls o violenta e r pidada pele sobre a f scia, causando uma des-continuidade entre a por o profunda dotecido conjuntivo da f scia muscular sub-jacente.

7 Esta separa o ocasiona ruptura depequenos vasos perfurantes nesta regi o,resultando em uma cavidade que pode es-tar preenchida por sangue, linfa e focos degordura, algumas vezes necr ticos(1,2), po-dendo eventualmente ser colonizados poragentes infecciosos(5). Ocorre a forma ode tecido de granula o, o qual pode se or-ganizar em uma pseudoc psula, causandoa persist ncia das cole es(4).A les o pode ser dolorosa ou assintom -tica, sendo que at um ter o dos pacientesn o se recordam de trauma significativo(4).A demora diagn stica resulta em cole escom abaulamento e deformidade no tecidocelular subcut neo(5). Atrasos diagn sticosde at 34 anos j foram descritos(1,3).

8 Ocrescimento destas cole es pode aconte-cer de forma r pida, devido ao comprome-timento do leito arterial, ou ent o de formamais lenta, devido les o nos vasos linf -ticos(1).Como as les es de morel -Lavall e po-dem ficar sem diagn stico por bastantetempo, importante que o radiologistaconhe a as caracter sticas das les es agu-das e cr nicas, bem como as suas implica- es terap uticas. O aspecto das les es de-pende da propor o de sangue, linfa e gor-dura presentes, bem como do tempo deevolu o transcorrido(4).Na fase aguda, co gulos e d bris podemser encontrados em uma cole o hiperin-tensa em T2. Com a organiza o do hema-toma, devido convers o de desoxi-hemo-globina em meta-hemoglobina, estas les esaparecem iso a hiperintensas em T1.

9 A pe-riferia torna-se hipointensa em T1 e T2 como passar do tempo, devido presen a dehemossiderina. No decorrer do tempo, a co-le o torna-se um seroma hiperintenso emT2 com uma pseudoc psula hipointensaem T1 e em T2(4).As les es mais frequentes comprome-tem a regi o lateral da coxa (Figura 2),envolvendo o grande trocanter(6), emborales es em outros lugares, como as regi esgl tea, lombar, escapular, os tornozelos eos joelhos j tenham sido descritas(3,4,6).Embora as les es de morel -Lavall eocorram de forma relativamente frequenteno joelho, a literatura radiol gica aindapouco a relata(5,7,8).Tejwani et al. estudaram 27 les es deMorel-Lavall e em joelhos de 24 atletasdurante 13 anos, demonstrando que o prin-cipal mecanismo de a o foi uma for a decisalhamento direto sobre o ponto da cole- o e que o d ficit funcional mais impor-tante foi o de restri o flex o, compro-metendo 41% dos pacientes.

10 Os autorestamb m demonstraram que estes atletasvoltaram ao exerc cio mesmo sem a com-pleta resolu o das cole es(5).O tratamento cl ssico consistiu, durantemuito tempo, de drenagem cir rgica comdebridamento e cicatriza o por segundainten o, por m, recentemente, as alterna-tivas terap uticas inclinaram-se para os tra-tamentos menos agressivos(5). Les es me-nores podem ser resolvidas mediante pe-quena incis o e drenagem, enquanto les esmaiores podem criar uma pseudoc psula,tornado-as refrat rias ao tratamento conser-vador(1). As les es tamb m podem ser tra-tadas com compress o el stica ou lipossuc- o. Em casos de falha, a esclerose comadministra o de doxiciclina uma op o(5).


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