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A CULTURA DO ABACATEIRO - Embrapa

ISSN 0101 - 9813A CULTURA DO ABACATEIRO2 REP BLICA FEDERATIVA DO BRASILP residente: Fernando Henrique CardosoMinistro da Agricultura e do Abastecimento: Arlindo PortoEmpresa Brasileira de Pesquisa Agropecu ria Diretor-Presidente: Alberto Duque PortugalDiretores: Dante Daniel Giacomeli Scolari Elza ngela Battaglia Brito da Cunha Jos Roberto Rodrigues PeresCentro de Pesquisa Agroflorestal de Roraima - CPAF - RoraimaChefe Geral: Daniel GianluppiChefe Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento: Wellington Costa Rodrigues do Chefe Adjunto de Apoio T cnico: Ramayana Menezes BragaChefe Adjunto Administrativo: Maria Viana de Almeida3 Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu riaCentro de Pesquisa Agroflorestal de RoraimaMinist rio da Agricultura e do AbastecimentoA CULTURA DO ABACATEIROO toniel Ribeiro Duarte4 Boa Vista-RR19985 Embrapa - CPAF-Roraima.

primeiro par de folhas, as plantinhas são transplantadas para o viveiro com espaçamento de 1,00 x 0,30 m ou sacos plásticos de 5 kg. Em ambos os casos as plantinhas devem ficar sob ripados. As regas devem ser constantes para evitar o estresse do porta-enxerto. Para Roraima as sementes utilizadas devem ser de

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1 ISSN 0101 - 9813A CULTURA DO ABACATEIRO2 REP BLICA FEDERATIVA DO BRASILP residente: Fernando Henrique CardosoMinistro da Agricultura e do Abastecimento: Arlindo PortoEmpresa Brasileira de Pesquisa Agropecu ria Diretor-Presidente: Alberto Duque PortugalDiretores: Dante Daniel Giacomeli Scolari Elza ngela Battaglia Brito da Cunha Jos Roberto Rodrigues PeresCentro de Pesquisa Agroflorestal de Roraima - CPAF - RoraimaChefe Geral: Daniel GianluppiChefe Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento: Wellington Costa Rodrigues do Chefe Adjunto de Apoio T cnico: Ramayana Menezes BragaChefe Adjunto Administrativo: Maria Viana de Almeida3 Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu riaCentro de Pesquisa Agroflorestal de RoraimaMinist rio da Agricultura e do AbastecimentoA CULTURA DO ABACATEIROO toniel Ribeiro Duarte4 Boa Vista-RR19985 Embrapa - CPAF-Roraima.

2 Circular T cnica, desta publica o podem ser solicitados :Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu ria Embrapa RoraimaRod. BR-174 Km 08 - Distrito Industrial Boa Vista-RRCaixa Postal 13369301-970 - Boa Vista - RRTelefone: (095) : (095) : de Publica es: Haron Habraim Magalh es Xaud (presidente)C ssia Cristine CaliariGeraldo Costa Nogueira FilhoJane Maria Franco de OliveiraJos Oscar Lustosa de Oliveira J niorDiagrama o: Maria Lucilene Dantas de Matos6 Tiragem:7 DUARTE, O. R. A CULTURA do ABACATEIRO . Boa Vista: Embrapa -CPAF-Roraima, 1998. 14p. ( Embrapa -CPAF-Roraima. Circular T cnica, 4)ISSN 0101-9813I. ABACATEIRO - cultivo - Brasil - Roraima. I. Embrapa . Centro de Pesquisa Agroflorestal de Roraima (Boa Vista,RR). II. T tulo. III. S RIOI ntrodu Bot Clima e Propaga o e Forma o do Forma o do Tratos culturais e Aduba Aduba Plantas em Plantas em Produ Controle de Plantas Pragas e Doen Lagarta do Lagarta das Doen Podrid o das ra O Podrid o dos Colheita, Comercializa o e Utiliza Embalagem e Comercializa Conserva o dos Valor Alimentar e Utiliza Bibliografia - ORIGEMO ABACATEIRO tem como origem o M xico e a Am rica Central.

3 Atualmente encontra-se dispersado em quase todas as zonas tropicais e subtropicais, mas economicamente cultivado apenas no sul dos , frica do Sul , Hava , Israel, Austr lia e Brasil, foi introduzido via Guiana Francesa em 1809 e, a partir de 1920, iniciaram-se introdu es de variedades norte - BOT NICAP ertence fam lia Lauraceae, g nero Persea, planta de porte m dio a elevado, chegando a atingir at 20 metros de altura, em plantas oriundas de sementes. Apresenta copa ereta ou espalhada com tend ncia dos ramos inferiores a direcionarem-se para o solo. planta de folhas perenes, mas algumas variedades apresentam a peculiaridade de trocar as folhas antes da flora o. O formato varia de ovalada a lanceolada, assim como o tamanho das flores s o hermafroditas e abrem duas vezes, numa das aberturas a flor encontra-se em est gio masculino, este fen meno denomina-se dicogamia sincronizada e devido a este fen meno as variedades de ABACATEIRO foram classificadas em dois grupos; A e B.

4 No grupo A a primeira abertura da flor ocorre pela manh em est gio feminino, fechando-se a flor em torno das 12 horas, na tarde do dia seguinte ocorre a segunda abertura em est gio masculino. No grupo B a primeira abertura ocorre ap s as 12 horas em est gio feminino, fechando-se ao entardecer, enquanto a segunda abertura ocorre no dia seguinte pela manh em est gio algumas variedades auto f rteis, ocorrendo a autopoliniza o sob certas condi es. 3 - VARIEDADESAs variedades est o agrupadas em tr s ra as: 1- Antilhana - oriunda de terras baixas, quentes e midas da Am rica Central, muito exigente em calor; 2- Guatemalense - oriunda dos planaltos da Guatemala, menos exigente em calor e 3- Mexicana - oriunda dos planaltos do M Brasil s o cultivadas as variedades das tr s ra as al m dos h bridos quadros 1 e 2 apresentam-se alguns caracteres das ra as e principais variedades 1.

5 Caracteres distintos entre as tr s ra as de ASAntilhanaGuatemalenseMexicanaOrigemAm rica Central e Am rica do SulM xico, Equador e PeruAm rica Central e M xicoAltitude (m) 0 a 800 m 2400 a 2800 m 800 a 2400 mClimaTropicalSemitropicalSubtropicalRes ist ncia temperatura - 20 C - 60 C - 40 C poca de matura oVer o - OutonoVer oInverno - PrimaveraTempo entre florescimento e matura o 6 a 9 meses 6 a 8 meses 10 a 12 mesesFolhagemVerde claro, sem odor de anisOdor de anisVerde escuro, sem odor de anisTamanho do frutoM dio a GrandePequenoPequeno a GrandePed nculoM dio 2 a 5 cmCurtoComprido ( 8 cm)SementeGrande e normalmente soltaGrande e presaPequena em rela o ao tamanho do fruto, normalmente presaFlorVari veisGrande e pilosaVari veisVigorMenos vigorosaVigorosaVigorosa H diversas variedades surgidas no Brasil: Wenceslau, Marta, Dierberger e Baronesa.

6 Hoje costuma-se classificar as variedades de abacate basicamente em duas categorias principais: as de clima tropical (Lula, Collinson, Taylor, Choquette, Pollock, Booth-7, Booth-8, Hall, Waldin e Nabal) e as de clima subtropical (Fuerte, Hass, Bacan, Zutano, Reed e Ettinger). As primeiras s o geralmente das ra as Antilhana, Guatemalense e/ou h bridos das duas e comuns nas zonas menos altas do continente. As subtropicais s o das ra as mexicana e guatemalense ou h bridos das duas, cultivadas em altitude maior de Para o Estado de Roraima, s o recomendadas as variedades da ra a Antilhana por serem oriundas de regi es com altitudes de 0 a 800 metros sobre o n vel do mar e ser de clima tropical. 10 Quadro 2: Caracter sticas das Principais Variedades de AbacateiroVariedadesAceita o do Mercado InternoProdutividadeResist ncia a Doen as poca de Matura oMercadoResist ncia ao TransporteRendimento de polpa %Percentagem em leoGrupo FloralRa aPollock timaPequena dioBH bridoFuerteM IrregularM brido G x MRyanM dioAltoBH timaAltoAltoBGuatemalenseGl timaAltoAltoBGuatemalenseTatu brido A x GBarbieri ou Limeir oBoa timoAltoAltoBH brido A x GSolanoRegular timoAltoBaixoBH brido G x AWaldinBoa *RegularBoa dioAH brido A x dioAH bridoFortuna tima dioAH brido A x GOuro Verde tima dioAH bridoImperador timasem bridoHassM timaAltoAltoAH bridoWagnerM timaM timaAltoAltoAGuatemalense * Variedade com comportamento apenas feminino.

7 N o servindo para polinizadora64 - CLIMA E SOLO - ClimaAs principais exig ncias s o quanto a temperatura e precipita o. Com rela o temperatura comportam-se diferentemente conforme suas origens. As plantas da ra a antilhana s o menos resistentes ao frio e nas regi es mais quentes observa-se o amadurecimento antecipado dos frutos. A precipita o pluviom trica em torno de anuais suficiente para a planta, desde que bem distribu da. Estiagens prolongadas provocam queda das folhas e ressecamento do tubo pol nico, causando preju zo a safra e o excesso de precipita o durante a flora o e frutifica o reduz a produ o e prejudica a qualidade dos frutos. Regi es expostas a ventos fortes e frios n o s o indicadas, pois propiciam a queima e queda dos frutos, nas regi es semi- ridas e sub midas, a irriga o indispens vel e deve-se evitar que o sol forte na esta o seca atinja o tronco das plantas.

8 A baixa umidade relativa do ar atmosf rico n o lhe favor vel . - SoloDeve-se dar prefer ncia aos solos leves, profundos e bem drenados, neutros ou levemente cidos, f rteis e humosos. Os solos sujeitos a encharcamento s o indesej veis por causarem podrid es das ra zes pelo fungo Phytophthora cinamomi Rands. Em solos de textura argilosa o ABACATEIRO desenvolve-se mais lentamente e por conseguinte a frutifica o se dar mais tardiamente. O ABACATEIRO muito sens vel car ncia de ferro, que pode ser controlada via adi o de quelatos f rricos na propor o de 25 a 50 gramas por planta. Na instala o dos pomares deve-se dar prefer ncia a terrenos de topografia plana ou de meia-encosta, que facilitam a mecaniza o, os tratamentos fitossanit rios e o transporte da colheita .5 - PROPAGA O E FORMA O DO POMAR O ABACATEIRO pode ser propagado por sementes ou por enxertia, sendo este ltimo o mais recomendado por oferecer vantagens como uniformidade das plantas quanto s caracter sticas da variedade e precocidade da produ o.

9 O emprego de sementes deve limitar-se obten o de porta-enxertos para posterior - SementesAs sementes devem ser obtidas de rvores sadias e produtivas e de frutos perfeitamente desenvolvidos, no est gio de matura o conhecido como de vez ou maduros. Em seguida, devem ser tratadas por imers o em calda aquosa de Metalaxyl a , durante 10 min. Eliminada a pel cula que as envolve e postas a secar sombra , colocando-as logo em seguida , para germinar em areia grossa, com a base achatada voltada para baixo. Ap s a germina o e antes da emiss o do primeiro par de folhas, as plantinhas s o transplantadas para o viveiro com espa amento de 1,00 x 0,30 m ou sacos pl sticos de 5 kg. Em ambos os casos as plantinhas devem ficar sob ripados. As regas devem ser constantes para evitar o estresse do porta-enxerto. Para Roraima as sementes utilizadas devem ser de prefer ncia das variedades da ra a Antilhana ou de seus h bridos, germinando normalmente dentro de 30 e 40 - Enxertia6Os processos mais empregados pelos viveiristas na enxertia dos abacateiros s o: por gema terminal ; por garfagem em fenda cheia ou apical e por garfagem lateral.

10 As plantas est o aptas a serem enxertadas quando atingem 30 cm de altura e seu caule, da grossura de um l pis, ainda apresentar uma colora o bronzeada. Somente porta-enxertos vigorosos e bem conformados devem ser enxertados. Os garfos usados para a enxertia nada mais s o do que ponteiros dos ramos do ltimo crescimento vegetativo, dos quais s o aparadas as folhas por cerca de 10 dias antes da enxertia , deixando-se apenas os pec olos. Devem ser oriundos de plantas sadias e altamente produtivas, apresentando as caracter sticas da variedade que se deseja multiplicar. Terminada a opera o de enxertia, protege-se o enxerto com um saco pl stico, formando uma c mara mida que impedir a desseca o dos tecidos, favorecendo o - Forma o do Pomar Escolhida a rea, prepara-se o terreno com ara o profunda seguida de uma ou duas gradagens , conforme a necessidade.


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