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Controlo Pré-Natal

Oportunidades para os rec m-nascidos em Africa 51A cobertura do Controlo Pr -Natal (CPN) uma hist ria de sucesso em frica,dado que mais de dois ter os das mulheres gr vidas (69 por cento) fazem pelomenos uma consulta m dica de CPN. Contudo, para atingir este potencial de salvarvidas que o CPN promete s mulheres e aos beb s, s o necess rias quatro consultasm dicas que prestem interven es baseadas em evid ncias essenciais - um pacotemuitas vezes designado como Controlo Pr -Natal focalizado. As interven esessenciais do CPN incluem a identifica o e o manejo das complica es obst tricascomo a pr -ecl mpsia, a vacina o com o tox ide tet nico, o Tratamento IntermitentePreventivo da Mal ria Durante a Gravidez (TIPMG), e a identifica o e manejo deinf

52 Oportunidades para os recém-nascidos em Africa O pacote Evitar que as mães e os bebés tenham problemas depende de existirem …

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1 Oportunidades para os rec m-nascidos em Africa 51A cobertura do Controlo Pr -Natal (CPN) uma hist ria de sucesso em frica,dado que mais de dois ter os das mulheres gr vidas (69 por cento) fazem pelomenos uma consulta m dica de CPN. Contudo, para atingir este potencial de salvarvidas que o CPN promete s mulheres e aos beb s, s o necess rias quatro consultasm dicas que prestem interven es baseadas em evid ncias essenciais - um pacotemuitas vezes designado como Controlo Pr -Natal focalizado. As interven esessenciais do CPN incluem a identifica o e o manejo das complica es obst tricascomo a pr -ecl mpsia, a vacina o com o tox ide tet nico, o Tratamento IntermitentePreventivo da Mal ria Durante a Gravidez (TIPMG), e a identifica o e manejo deinfec es, incluindo o VIH, a s filis e outras infec es sexualmente transmitidas (IST).

2 O CPN constitui tamb m uma oportunidade para promover o recurso a assist nciaespecializada durante o parto e a pr tica de comportamentos saud veis como aamamenta o, o Controlo P s-Natal precoce e o planeamento para um espa amento ptimo da destas oportunidades continuam a n o ser aproveitadas, mesmo se maisde dois ter os das mulheres gr vidas fazem pelo menos uma consulta m dicaantes do parto. Como poderemos melhorar o CPN de modo a prestarmosinterven es priorit rias, especialmente em virtude da actual car ncia de recursos humanos na rea da sa de em frica?

3 Ser que h obst culos ou dificuldades especiais que se poder o ultrapassar quanto ao aumento da cobertura e da qualidade? Como poder o ser integrados os m ltiplosprogramas que constituem o CPN - mal ria,VIH/SIDA, erradica o do t tano, Controlo das IST - para que se reforce o ve culo que o CPN, em vez de se aumentar ainda mais a actual sobrecarga deprogramas que o constituem? Controlo Pr -NatalOrnella Lincetto, Seipati Mothebesoane-Anoh, Patricia Gomez, Stephen MunjanjaCAP TULO 2 III52 Oportunidades para os rec m-nascidos em AfricaO pacote Evitar que as m es e os beb s tenham problemas depende deexistirem ou n o cuidados continuados de sa de funcionais queprestem servi os acess veis e de alta qualidade antes e durantea gravidez, durante o parto e o per odo p s-natal.

4 Dependeainda dos apoios dispon veis para ajudar as mulheres gr vidasa dirigirem-se a esses servi os, especialmente quando surgemcomplica elemento importante destes servi os conti-nuados de sa de um CPN eficaz. O objectivo do pacote deCPN preparar as gr vidas para o parto e para a nova situa ode maternidade, assim como prevenir, detectar, aliviar ou geriros tr s tipos de problemas de sa de que surgem durante a gravideze que afectam as m es e os beb s: complica es da pr pria gravidez enfermidades pr -existentes que pioram durante a gravidez efeitos dos estilos de vida n o saud veis ProblemaA exist ncia de bons cuidados de sa de durante a gravidez importante para a sa de da m e e o desenvolvimentodo nascituro.

5 A gravidez um per odo crucial para promover comportamentos saud veis e compet ncias quanto forma de educar uma crian a. Boas liga es de CPN entre a mulher e sua fam lia e o sistema de sa de formal aumentamas probabilidades de se recorrer a um profissional especializado durante o parto e contribui para uma boa sa de aolongo de toda a vida. Cuidados de sa de inadequados durante este per odo quebram um elo fundamental dos cuidadoscontinuados de sa de e afectam tanto a m e como os beb s:Efeitos sobre as m es.

6 Calcula-se que 25 por cento das mortes maternas ocorrem durante a gravidez e comuma certa variabilidade entre os pa ses que depende da preval ncia de abortos inseguros, de viol ncia e de doen asend micas na um ter o e metade das mortes maternas devem-se a causas como a hipertens o (pr -ecl mpsia e ecl mpsia) e hemorragias anteriores ao parto (antepartum), que est o directamente relacionadas comcuidados de sa de inadequados durante a estudo realizado em seis pa ses da frica Ocidental,um ter o das mulheres gr vidas adoeceu durante a gravidez, tendo sido necess rio hospitalizar tr s por enfermidades j antes existentes agravam-se durante a gravidez.

7 A mal ria, o VIH/SIDA, a anemia ea desnutri o ou nutri o deficiente est o associadas a um aumento das complica es maternas e dos rec m-nascidos, assim como a mortes em que a preval ncia dessas enfermidades elevada. H novas evid ncias quesugerem que as mulheres que tenham sido submetidas a mutila es genitais femininas t m bastante mais probabilidadesde sofrer de complica es durante o parto. Assim, estas mulheres dever o ser identificadas durante o ncia baseada no sexo e a exposi o a acidentes no local de trabalho s o outros problemas de sa de p blicamuitas vezes subestimados.

8 As taxas de depress es podem ser pelo menos t o elevadas no final da gravidez, sen o mais elevadas, do que durante o per odo p sociedades africanas cr em que sofrer ou fazerluto por causa de um nado-morto inaceit vel, o que torna a morte de um beb durante o ltimo trimestre da gravidez ainda mais dif cil de ultrapassar e de sobre os beb s:Na frica Sub-Sahariana, cerca de 900 000 beb s convertem-se em nados-mortosdurante as ltimas doze semanas da gravidez. Calcula-se que os beb s que morrem antes do in cio do trabalho departo, ou seja, os nados-mortos antes do parto, representam dois ter os de todos os nados mortos nos pa sesonde a taxa de mortalidade superior a 22 por 1 000 nascimentos, o que acontece em quase todos os pa.

9 7Os casos de nados-mortos antes do parto devem-se a um certo n mero de causas que inclueminfec es maternas - nomeadamente a s filis - e as complica es da gravidez, mas n o se disp e de estimativassistem ticas globais acerca das causas que est o na origem de nados-mortos antes do rec m-nascidoss o afectados por problemas durante a gravidez que incluem os partos prematuros ou pr -termo, e o crescimentofetal insuficiente, assim como outros factores que afectam o desenvolvimento do beb , como as infec es cong nitase a s ndrome alco lica do contexto e as cren as sociais, familiares e comunit rias afectam a sa de durante a gravidez, seja positivamente,seja negativamente.

10 Algumas culturas recomendam s mulheres gr vidas alimentos especiais e descanso, mas noutrasa gravidez nem merece ser reconhecida. Nestes casos, as mulheres continuam a trabalhar arduamente e os tabusalimentares podem priv -las de nutrientes essenciais, o que faz aumentar as defici ncias nutritivas, especialmente asde ferro, de prote nas e de certas vitaminas. Numa tribo da Nig ria, as mulheres gr vidas n o podem dizer que est ogr vidas e, se se sentirem mal, t m de dizer que engoliram uma barata .Este cap tulo ir descrever o pacote do CPN, salientando a mudan a para um modelo de quatro consultas m dicascentradas em cuidados pr -natais para a maioria das mulheres.


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