Transcription of Embrapa - (Colecao Plantar - VIRTUAL) - Tomate
1 ~. Servi o de Produ o de Informa o Minist rio da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agr ria (@) Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu ria Centro Nacional de Pesquisa de Hortali as , V. A CULTURA. Servi o de Produ o de Informa o - SPI. Bras lia - DF. 1993. CoIe Ao Plantar . 5. Coordena o Editorial: Ernbrapa Produ o de Informa o - SPI. Produ io Editorial: Textonovo Ed~ora e SeM os Editoriais Lida. $Ao Paulo, SP. Centro Nacional de Pesquisa de Hortali as - CNPH. AodcMa BR-6/), Km 9 - Fazenda Tamandu . 70359-970 Brasllia, DF. l ' edi io: I' impress o (1993): exemplares 2" impress o (1998): exemplares 3' impress o (2004): exemplares 4' impress o (2006); exemplares CIP - Brasil.
2 Ca1aloga io-na publica o. Embrapa . SefVi o de Produ Io de Informa O-SPI. A cultura do lornaleiro (para mesa) I Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu ria. Centro Nacional de Pesquisa de Hortali as. - Brasflia : Embrapa SPI, 1993. 92 p. ; 16 em. (Cole o Planlar: 5). ISBN 85-85007-05-2. , . Tomale - Cultivo. I. Embrapa . Centro Nacional de Pesquisa de Hortali as (BrasRia, DF). 11. T tu60. II1. S rie. C Embrapa 1993. Autores: Andr Nepomuceno Cusl nomo. M .Sc .. Fitopatok)g sta Carlos Alberto Lopes Eng .-Agr nomo, FitopaloJogista Carlos Alberto Silva Ollvelr. Eng .. Agr nomo. , Irriga o Helena Maria Moreira Econ.
3 Dom . , Economia Rural Jo o Eust quio Cabral de Miranda nomo, . Fitomelhonsla Jo o Maria Charchar nomo.., NematologlSla Jos Luiz de Ollvelr. Silva Eng ,-Agr nomo, . Fisiologia P s-colheita Jos Ronaldo Magalh es nomo, Ph .D . Nutri o de Plantas Marln. Castelo Branco noma ., 8 .5 ., Entomologista Nevllle Vianna Barbosa Reli nomo, , Agroclimatologista Nozomu Maklshlma nomo , . Fitotecnista Ruy Rezende Fontes Eng .-Agr nomo, ., Nutri o de Plantas Wellngton Pereira nomo , ., Fisiologia Vegetal Aplicada Yoshlhlko Horlno nomo, , Fitotecnista A ~Cole o Plantar " uma s rie de t tulos que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu ria ( Embrapa ) coloca disposi o do p blico com as principais recomenda es t cnicas relacionadas a hortali as e fruteiras diversas.
4 Clima, principais variedades , pocas de plantio, preparo do solo, calagem e aduba o, irriga o, controle de pragas e doen as, medidas preventivas, uso correto de agroqu micos, cuidados p s-colheita, co- mercializa o e coeficientes de produ o s o temas desenvolvidos pela Cole o, que dever . atingir, progressivamente, cerca de toO t tulos. Origin rio do Noroeste da Am rica do Sul, o tomateiro chega a produzir 90 t por hectare atrav s de tecnologias adequadas, como o estaqueamento e o amarrio dos ramos. Esta sOlan cea, de natural adapta o a condi es tropicais e subtropicais, tolera as varia es clim ticas n o bruscas e tem na defici ncia de f sforo um dos fatores que mais limita a produ o.
5 L cio Brunale Gerente-Geral do SPI. SUM RIO. Introdu o .. 9. Clima .. 11. poca de plantio .. 12. Escolha da rea .. 13. O solo e seu preparo .. 14. Cultivares .. 19. Sementes .. 23. Produ o de mudas .. 25. Transplantio .. 29. Tratos culturais .. 30. Controle do mato .. 35. Controle de doen as .. 38. Controle de pragas .. 54. Colheita .. 60. Comercializa o .. 61. Coeficientes de produ o .. 64. Cultura sob pl stico .. 68. Uso correto de agrot xicos .. 71. Doen as do tomateiro .. 75. Introdu o o Tomate (Lycopersicon esculentum Mill.) uma das principais hortali as produzidas no Brasil, chegando ao mercado todos os anos, 1,5 milh o de t.
6 O tomateiro tem sua origem nas regi es andinas do Peru, Bol via e Equador e seu fruto era chamado pelos ind genas mexicanos de tomati ou jitomate. Quando os espanh is chegaram Am rica, o Tomate j era utilizado no M xico e em v rios outros locais da Am rica Central e do Sul. Levado para a Europa, come ou a ser ali cultivado no S culo XVI mas seu consumo difundiu-se e ampliou-se somente no S culo XIX. No Brasil, a cultura do tomateiro - da fam lia das solan ceas, da qual tamb m fazem parte a batata, a berinjela, a pimenta e o piment o, entre outras hortali as - se acha concentrada nos Estados de S o Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Goi s, que respondem por 80% do volume comercializado.
7 Entretanto, ainda que em menor escala, planta-se Tomate nos demais Estados brasileiros, calculando-se que a rea plantada no pa s atinja cerca de ha. A produtividade m dia nacional da ordem de kg por hectare, mas h regloes onde os agricultores chegam a colher kg por hectare. O cultivo do tomateiro estaqueado o mais tecnificado, mas exige tamb m muito trabalho. O amarrio dos ramos, a desbrota e outras opera es s o bastante dispendiosas, mas o sistema tutorado garante a colheita de produto de qualidade, para mesa. Em per odos de menor oferta desse tipo - de maio a setembro - comum a entrada de Tomate tipo industrial no mercado de produto para mesa.
8 Mais recentemente passou a crescer em propor o significativa a cultura do tomateiro em estufas ou sob cobertura de pl stico, com o objetivo de proteger as plantas contra o frio e a chuva. Essa tecnologia tem permitido aos agricultores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paran . colher Tomate no inverno e aos de S o Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, durante o per odo chuvoso. 10. Clima . Por suas origens, o tomateiro cresce bem em condi es de clima tropical de altitude e 'o subtropical, fresco e seco, com bastante luminosidade, Contudo, a planta tolera bem as varia es dos fatores clim ticos. No que diz respeito temperatura, a faixa de 20 a 25 C favorece a germina o, enquanto a de 18 a 25 C ajuda o desenvolvimento vegetativo, Temperaturas noturnas altas tamb m contribuem para o tomateiro crescer mais depressa.
9 Mas al m de 32 C as flores caem, o desenvolvimento dos frutos fica inibido e formam-se tomates ocos. A flora o e a frutifica o s o beneficiadas por temperaturas diurnas de 18. a 25 C e noturnas de 13 a 24 C, A. perman ncia de temperaturas acima de 28 C prejudica a firmeza e a cor dos frutos, que tendem a ficar amarelados, devido . inibi o da s ntese do licopeno e de outros pigmentos que lhes d o a colora o vermelha t pica. A par disso, ocorre a 11. inibi o da s ntese do etileno, essencial para a indu o do amadurecimento. Temperaturas superiores a 34 C causam dist rbios respirat rios e, quando superiores a 37 C, os frutos amolecem , na fase de amadurecimento.
10 De outra parte, temperaturas pr ximas a O C causam a queima dos fol o los. Com geadas intensas os frutos ficam Mqueimados", podendo a planta morrer. Chuvas e alta umidade relativa do ar, associadas s varia es de temperatura , favorecem a incid ncia de doen as e pragas e dificultam o seu controle. Ventos quentes e fortes prejudicam a flora o e a frutifica o . poca de plantio Com base nessas refer ncias clim ticas, pode-se dizer que a melhor poca de plantio do tomateiro aquela que oferece as seguintes condi es para todo o ciclo da planta: temperaturas m dias variando de 18 C a 25 C, baixa umidade 12. relativa do ar e baixo indice de chuvas por um per odo de 5 a 6 meses consecutivos.