Transcription of Imagem em tuberculose pulmonar - SciELO
1 J Pneumol 27(6) nov-dez de 2001329 Imagem em tuberculose pulmonarImagem em tuberculose pulmonar *SIDNEY BOMBARDA1, CL UDIA MARIA FIGUEIREDO2, MARCELO BUARQUE DE GUSM O FUNARI2,JOS SOARES J NIOR3, M RCIA SEISCENTO1, M RIO TERRA FILHO4A tuberculose uma doen a de alta incid ncia e preval ncia no Brasil. Sinais sugestivos de atividadeou seq ela da tuberculose podem ser obtidos atrav s dos m todos de Imagem . Na radiografia de t rax,a tuberculose pulmonar ativa pode manifestar-se sob a forma de consolida es, cavita es, padr esintersticiais (reticulares/ret culo-nodulares), linfonodomegalias hilares ou mediastinais e derramepleural.
2 Imagens compat veis com doen a ativa, como n dulos centrolobulares de distribui osegmentar, cavidades de paredes espessas, espessamento de parede br nquica ou bronquiolar,bronquiectasias e linfonodomegalias, podem ser observadas pela tomografia computadorizada dot rax; cavidades de paredes finas, bronquiectasias de tra o e estrias s o imagens sugestivas deseq ela da doen a, assim como o enfisema e o aspecto em mosaico do par nquima pulmonar . Acintilografia com o citrato de g lio-67 um m todo complementar til na detec o de processosinfecciosos, incluindo a tuberculose , especialmente em pacientes imunossuprimidos.
3 Estudos deinala o e perfus o pulmonar s o utilizados na avalia o pr -operat ria de pacientes com seq elas detuberculose ou tuberculose multirresistente. A tomografia por emiss o de p sitrons utilizando adeoxiglicose marcada com o fl or-18 permite a detec o do processo inflamat rio que ocorre na faseativa da tuberculose e que pode persistir, em menor intensidade, ap s o t rmino do todos de Imagem constituem importantes recursos para o diagn stico e acompanhamento datuberculose pulmonar . (J PneumolJ Pneumol 2001;27(6):329-340)Pulmonary tuberculosis imagingTuberculosis is a disease of high incidence and prevalence in Brazil.
4 Imaging methods can revealsigns suggestive of tuberculosis activity or sequelae. Chest radiographs can reveal active lungtuberculosis through consolidations, cavitations, interstitial patterns (nodular andreticulo-nodular), mediastinal or hilar lymphadenopathy and pleural effusions. Images compatiblewith the active disease, such as centrilobular nodules segmentarily distributed, thick-walledcavities, thickened bronchial or bronchiolar walls, bronchiectasis and lymphadenopathy can beobserved by computerized tomography.
5 Thin-walled cavities, traction bronchiectasis, parenchymalbands, emphysema and mosaic pattern are signs suggestive of inactive disease. Gallium-67 citratescyntigraphy is a complementary method useful in the detection of infectious diseases, includingtuberculosis, especially in immunocompromised patients. Inhalation / perfusion analyses are usedin the pre-operative assessment of patients carrying tuberculosis sequelaes and multiresistanttuberculosis. Positron emission tomography with fluorine-18 labeled deoxyglucose allows thedetection of the inflammatory process that takes place during the active stage of tuberculosis andmay persist, not so intense, after specific treatment is over.
6 Imaging methods are valuable tools tobe used in the diagnosis and follow up of pulmonary O*Trabalho realizado na Divis o de Doen as Respirat rias, Instituto doCora o (InCor), Faculdade de Medicina da Universidade de S oPaulo, S o Paulo, dico Assistente da Disciplina de Pneumologia, dico Assistente do Servi o de Radiologia, dico Chefe do Servi o de Radiois topos do InCor, Associado da Disciplina de Pneumologia, o para correspond ncia Sidney Bombarda, Rua EzequielFreire, 35, sala 33 02034-000 S o Paulo, SP.
7 (11) 6977-5227; E-mail: para publica o em 20/6/01. Aprovado, ap s revi-Recebido para publica o em 20/6/01. Aprovado, ap s revi-s o, em 16/7 o, em 16/7 S, Figueiredo CM, Funari MBG, Soares Jr J, Seiscento M, Terra Fo M330J Pneumol 27(6) nov-dez de 2001 HIST RICOAo mesmo tempo em que Wilhelm Conrad R entgendescobria os raios X, em 1895, a tuberculose pulmonar ,conhecida como a peste branca , era respons vel porcentenas de milhares de mortes em todo o mundo. Adescoberta de R entgen permitiu a introdu o da radios-copia nos procedimentos m dicos, inclusive na avalia odas doen as tor cicas.
8 Em 1897, Willians realizou estu-dos em pacientes portadores de tuberculose e demons-trou a efic cia do m todo na observa o das les es dopar nquima pulmonar comprometido pelo Mycobacte-rium tuberculosis. Em 1899, Bouchard foi o primeiro aobservar, atrav s de imagens, o derrame pleural causadopela tuberculose , e Walsman descreveu as cavita es e oaspecto miliar da doen a no mesmo ano(1).Desenvolveram-se, a partir de 1903, os aparelhos por-t teis de raios X, amplamente usados durante a PrimeiraGrande Guerra com a finalidade de localizar balas e faci-litar as cirurgias nos campos de o dessa poca alguns dos primeiros estudos de ana-tomia radiol gica desenvolvidos por Marie Curie e os deDunham, que prop s a classifica o da tuberculose deacordo com seus achados radiol final da Primeira Guerra Mundial, a tuberculose dis-seminava-se pelo mundo com maior intensidade.
9 Tornan-do necess ria a ado o de medidas de controle da doen- a. Essas medidas inclu am a identifica o dos doentesatrav s da radiografia, fato que intensificou o uso dos raiosX em v rios pa ses e deu in cio fase sanatorial da tuber-culose com a confina o dos doentes nos sanat rios du-rante d 1936, o m dico brasileiro Manoel Dias de Abreudesenvolveu um m todo combinando radiografia e foto-grafia para efetuar o rastreamento da tuberculose pulmo-nar em larga escala. Esse m todo, denominado abreu-grafia, tornou poss vel o screening radiogr fico em mas-sa dos soldados e marinheiros conduzidos Segunda Guer-ra Mundial e tamb m teria inspirado um ambicioso pro-grama de busca de tuberculose entre os norte-america-nos, abrangendo cerca de dez milh es de pessoas(2).
10 NoBrasil, a abreugrafia foi amplamente incorporada aos ser-vi os p blicos de sa de at 1990, quando o Minist rio doTrabalho e Previd ncia Social a excluiu do conjunto deexames m dicos obrigat rios no acompanhamento dasa de do tuberculose a doen a infecciosa mais comum daesp cie humana, acometendo oito milh es de pessoasem todo o mundo. Estima-se em dois bilh es o n merode indiv duos infectados, a maioria vivendo em pa sesemergentes, onde 98% dos casos de morte devidos tu-berculose ocorreram em 1990, segundo a OMS(3).