Transcription of Manual de inteligência emocional - SciELO
1 Psico-USF, v. 8, n. 1, p. 95-96, 2003 95. Manual de intelig ncia emocional Claudia Cob ro Bar-on, R. & Parker, J. D. A. (2002). Manual de intelig ncia emocional . Porto Alegre: ArtMed, 383 p. Embora o termo Intelig ncia emocional intelig ncia emocional e outros construtos conceitual- tenha crescido popularmente com a publica o do livro mente relacionados, bem como suas poss veis rela es. Intelig ncia emocional de Daniel Goleman em 1995, esse A psic loga Carolyn Saarni, no Cap tulo 4, construto j alvo de muitas pesquisas desde a d cada discute o conceito de compet ncia emocional e suas de 90, quando os autores Salovey e Mayer definiram conseq ncias medida que essas capacidades esse conceito pela primeira vez.
2 Emocionais s o adquiridas. Ainda, a autora comenta O livro Manual de Intelig ncia emocional dividido sobre a distin o entre a compet ncia emocional e o em quatro partes. A parte um aborda construtos b sicos conceito de intelig ncia emocional . e formada por sete cap tulos; a parte dois, formada No Cap tulo 5, John D. Mayer, Peter Salovey e por seis cap tulos, trata do desenvolvimento normal e David R. discutem as diversas maneiras em que o termo anormal da intelig ncia emocional ; a parte tr s, com intelig ncia emocional usado. Explanam sobre tr s quatro cap tulos, abrange quest es e m todos de significados. O primeiro e mais amplo uma acep o avalia o; e a quarta e ltima parte discute as estrat gias como zeitgeist, ou tend ncia intelectual cultural.
3 Um e interven es de preven o em cinco cap tulos. O livro segundo uso, mais popular, designa um grupo de tra os composto, ent o, por 22 cap tulos, escritos por de personalidade considerados importantes para se autores ligados pr tica e pesquisa em Psicologia. obter sucesso na vida. O terceiro e ltimo significado No primeiro cap tulo, a autora Sabrina Zirkel foi adotado pelos autores na d cada de 90, quando pela aborda o conceito e as ra zes hist ricas da intelig ncia primeira vez definiram o construto intelig ncia emo- social, fazendo, sobretudo, uma revis o da atual cional; concebem-na como o conjunto de capacidades literatura psicol gica da perspectiva da intelig ncia que dizem respeito ao processamento de informa es social.
4 Para a autora, o modelo de intelig ncia social emocionais. presume diferentes suposi es b sicas a respeito do Os autores Mary McCallum e William E. Piper, comportamento humano, podendo ser proposital e no Cap tulo 6, exploram a disponibilidade psicol gica e estrat gico, quando orientado para a realiza o de algum a intelig ncia emocional . Em um primeiro momento objetivo. Pode ser tamb m ativo, quando as pessoas apresentam a defini o do conceito de disponibilidade interpretam ativamente o significado de seu ambiente psicol gica, sua relev ncia e medi o. Em seguida, social e as oportunidades e riscos apresentados. O comparam-na com a intelig ncia emocional , abordando comportamento pode ser tamb m inerentemente social e as dificuldades associadas conceitua o da disponi- contextualizado, tendo em vista que toda a o ocorre em bilidade psicol gica.
5 Um certo contexto cultural. tamb m evolutivo, dado o No Cap tulo 7, Jennifer Hedlund e Robert J. lugar e o est gio em que a pessoa se encontra no ciclo da Sternberg fazem uma revis o da pesquisa em inteli- vida e, por ltimo, o comportamento pode ser cognitivo, g ncia social, emocional e pr tica. Nessa revis o tentam visto que os esfor os adaptativos das pessoas s o responder se essas tr s intelig ncias s o adequadamente criativos e imaginativos. caracterizadas como habilidades cognitivas ou, ainda, se J no Cap tulo 2, os autores Keith Topping, podem ser desenvolvidas medidas confi veis e v lidas e William Bremner e Elizabeth A. Holmes discutem a se s o conceitos distintos. evolu o conceitual da compet ncia social, bem como Richard D.
6 Lane, no Cap tulo 8, estuda as sua import ncia. Sua complexidade, segundo os autores, conex es entre a consci ncia emocional e a intelig ncia se d pelo fato de estudos experimentais indicarem que emocional , discutindo as dimens es psicol gicas, a aprendizagem social seria uma fun o de diversas neurobiol gicas e sociais da consci ncia emocional . No vari veis, entre as quais estariam os processos de cap tulo seguinte, de n mero 9, escrito por Antonie aten o, reten o, reprodu o motora e motiva o. Bechara, Daniel Tranel e Antonio R. Dam sio, abordam- No Cap tulo 3, os autores Graeme J. Taylor e R. se os progressos no entendimento do papel da emo o Michael Bagby abordam as bases hist ricas e as caracte- na cogni o, visto que ela desempenha o importante r sticas cl nicas do construto alexitimia.
7 Discutem papel de influenciar muitas de nossas fun es algumas semelhan as e diferen as entre a alexitimia, a cognitivas e comportamentais, incluindo a mem ria e a E-mail: 96 Claudia Cob ro tomada de decis es. em in meros estudos conduzido no mundo, durante os No Cap tulo 10, Robert J. Sternberg e Elena L. ltimos 17 anos. Descreve tamb m o desenvolvimento Grigorenko revisam a literatura e o desenvolvimento da e as propriedades psicom tricas do EQ-i. intelig ncia pr tica. Estabelecem compara es entre as Os Cap tulos 18 e 19 abordam as estrat gias e trajet rias evolutivas da intelig ncia acad mica e da interven es de preven o nas escolas. No Cap tulo 18. intelig ncia pr tica, as quais, segundo os autores do s o discutidos os crit rios para avaliar a qualidade de cap tulo, apresentam trajet rias bastante distintas.
8 Programas escolares de aprendizagem social e A autora Elaine Scharfe, no Cap tulo 11, faz emocional , enquanto o Cap tulo 19 trata da efic cia dos uma s ntese da literatura evolutiva recente, examinando programas escolares para a promo o da compet ncia o desenvolvimento da express o, do entendimento e da social. Ainda nesse cap tulo, apresentada uma vis o regula o das emo es em beb s e crian as jovens. geral de mais de 700 relat rios de pesquisas de avalia o Enfatiza, ainda, a compet ncia no mundo emocional dos resultados de programas escolares para aumentar a das crian as associada a habilidades sociais superiores e compet ncia social. aceita o dos amigos. No Cap tulo 20, Cary Cherniss aborda a O cap tulo 12, escrito por Robert R.
9 McCrae, compet ncia social e emocional no local de trabalho, descreve o perfil da personalidade da pessoa hipoteti- discutindo a longa hist ria de tentativas para ajudar os camente inteligente do ponto de vista emocional , na trabalhadores a aumentar sua intelig ncia emocional . perspectiva do modelo dos cinco grandes fatores. O Os autores Gerald Mattheus e Moshie Zeidner autor aborda algumas implica es do conceito de abordam, no Cap tulo 21, o sucesso do enfrentamento intelig ncia emocional , valendo-se do conhecimento a em situa es de estresse e relacionam o estresse com a respeito das caracter sticas da personalidade. intelig ncia emocional . Os autores exploram pers- James R. Averill discute no cap tulo 13 o pectivas para defender a intelig ncia emocional como conceito de intelig ncia e as capacidades que a comp e.
10 Um novo conceito explicativo na pesquisa do estresse. Busca, nesse cap tulo, a rela o da intelig ncia com Para finalizar o livro, o autor James D. A. outras aptid es humanas importantes, principalmente as Parker, no Cap tulo 22, discute brevemente as relacionadas com a emo o e a criatividade. implica es cl nicas e terap uticas do conceito de Nos cap tulos subseq entes 14, 15, 16 e 17, os intelig ncia emocional . Aborda, tamb m a psicoterapia autores abrangem as quest es e m todos de avalia o. para clientes alexit micos e a terapia em grupo. Assim, no cap tulo 14, discutem-se medidas de auto- O livro Manual de Intelig ncia emocional (2002) . avalia o e avalia o por meio de um observador da um livro bem abrangente e destinado a profissionais alexitimia.