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O Processo de Trabalho e seus componentes

O Processo de Trabalho e seus componentes Hor cio Pereira de Faria Marcos A. Furquim Werneck Max Andr dos Santos Paulo FleuryTeixeira Processo de Trabalho O modo como desenvolvemos nossas atividades profissionais, o modo como realizamos o nosso Trabalho , qualquer que seja, chamado de Processo de Trabalho . Dito de outra forma, pode-se dizer que o Trabalho , em geral, o conjunto de procedimentos pelos quais os homens atuam, por interm dio dos meios de produ o, sobre algum objeto para, transformando-o, obterem determinado produto que pretensamente tenha alguma utilidade. A reflex o cr tica e cont nua sobre o Processo de Trabalho e sua transforma o uma caracter stica marcante da humanidade e constitui uma parte central do Processo de desenvolvimento humano. O grau de dificuldade dessa reflex o aumenta com a complexidade e com a indetermina o dos processos de Trabalho .

objetivos dos agentes individuais nos processos de trabalho. Pode-se concluir que todos os objetivos dos processos de trabalho são, portanto, estabelecidos por subjetividades ou complexos de subjetividades em diversos níveis de estruturação, que, como tal, funcionam como agentes, em sentido amplo, nos processos de trabalho.

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  Uses, Processo, Trabalho, Agente, Noncompetes, Processo de trabalho e seus componentes

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1 O Processo de Trabalho e seus componentes Hor cio Pereira de Faria Marcos A. Furquim Werneck Max Andr dos Santos Paulo FleuryTeixeira Processo de Trabalho O modo como desenvolvemos nossas atividades profissionais, o modo como realizamos o nosso Trabalho , qualquer que seja, chamado de Processo de Trabalho . Dito de outra forma, pode-se dizer que o Trabalho , em geral, o conjunto de procedimentos pelos quais os homens atuam, por interm dio dos meios de produ o, sobre algum objeto para, transformando-o, obterem determinado produto que pretensamente tenha alguma utilidade. A reflex o cr tica e cont nua sobre o Processo de Trabalho e sua transforma o uma caracter stica marcante da humanidade e constitui uma parte central do Processo de desenvolvimento humano. O grau de dificuldade dessa reflex o aumenta com a complexidade e com a indetermina o dos processos de Trabalho .

2 Quanto mais complexo o Processo de Trabalho e quanto menos sistematizado ele for, mais dif cil ser refletir sobre ele. Essas s o caracter sticas muito presentes na ABS e no PSF. Por isso, fundamental que os profissionais a inseridos desenvolvam habilidades para a aplica o de instrumentos que possibilitem a reflex o cr tica e a transforma o do seu Processo de Trabalho . Em um Processo de Trabalho , as finalidades ou objetivos s o proje es de resultados que visam a satisfazer necessidades e expectativas dos homens, conforme sua organiza o social, em dado momento hist rico. Os objetos a serem transformados podem ser mat rias-primas ou materiais j previamente elaborados ou, ainda, certos estados ou condi es pessoais ou sociais. Exemplos: Transformar o min rio de ferro e o carv o em a o; transformar a madeira em uma mesa; transformar um corpo/pessoa doente em um corpo/pessoa mais saud vel; mudar o comportamento de uma pessoa a respeito de sua sa de; mudar o comportamento de uma comunidade a respeito do meio ambiente.

3 Os meios de produ o ou instrumentos de Trabalho podem ser m quinas, ferramentas ou equipamentos em geral, mas tamb m, em uma vis o mais ampla, podem incluir conhecimentos e habilidades. Os homens s o os agentes de todos os processos de Trabalho em que se realiza a transforma o de objetos ou condi es para se atingir fins previamente estabelecidos. O conceito e o esquema geral dos processos de Trabalho s o oriundos da economia e ganharam utilidade especial na an lise de processos de Trabalho espec ficos na ergonomia e sa de do trabalhador, na engenharia de produ o e na administra o. Vamos, a partir de agora, abordar, de forma um pouco mais detalhada, cada componente do Processo de Trabalho . componentes do Processo de Trabalho Objetivos ou finalidades Todo Processo de Trabalho realizado para se atingir alguma(s) finalidade(s) determinada(s) previamente.

4 Pode-se dizer, portanto, que a finalidade rege todo o Processo de Trabalho e em fun o dessa finalidade que se estabelecem os crit rios ou par metros de realiza o do Processo de Trabalho . O objetivo do Processo de Trabalho a produ o de um dado objeto ou condi o que determina o produto espec fico de cada Processo de Trabalho . Com esse produto, por sua vez, pretende-se responder a alguma necessidade ou expectativa humanas, as quais s o determinadas ou condicionadas pelo desenvolvimento hist rico das sociedades. Deve-se destacar que, como todo Processo de Trabalho regido pelos fins estabelecidos, a escolha e o estabelecimento desses fins ou objetivos s o uma atividade de crucial import ncia. a que se localizam, mesmo que n o explicitamente, as grandes quest es sociais e de poder na determina o dos processos de Trabalho . Atualmente, em nossa sociedade, em quase todas as institui es, a defini o das finalidades est quase completamente alienada, fora do poder de decis o dos trabalhadores que realizam as atividades produtivas diretas.

5 Quem define as finalidades s o, geralmente, grupos restritos que realizam as atividades produtivas diretas. Quem define as finalidades s o, geralmente, grupos restritos que ocupam os n veis mais elevados da hierarquia institucional. Talvez, por isso, seja comum o fato das an lises dos processos de Trabalho omitirem esse componente o objetivo em seus esquemas anal ticos, tratando-o como um dado externo ao pr prio Trabalho . Essa , em nosso entendimento, uma vis o equivocada e viciada, que pressup e a impossibilidade de os trabalhadores deliberarem sobre o conjunto da produ o social. Meios e condi es Todo Processo de Trabalho desenvolvido com o uso de meios espec ficos para cada condi o particular. Os meios e condi es de Trabalho se combinam na realiza o do Trabalho , por meio da atividade produtiva. Eles abrangem um espectro muito amplo: As ferramentas e estruturas f sicas para o Trabalho , como m quinas, equipamentos, instrumentos, edifica es e o ambiente, que permitem que o Trabalho se realize; os conhecimentos, sistematizados ou n o, e as habilidades utilizadas no Processo de Trabalho , comumente chamados de meios intang veis (ou tecnologias leveduras e leves, na terminologia cunhada por Merhy (2002) para a an lise dos processos de Trabalho em sa de); por fim, podemos considerar, tamb m, as pr prias estruturas sociais, que s o determinantes, por exemplo, para as rela es de poder no Trabalho e para a remunera o dos diversos tipos de Trabalho .

6 Objeto Todo Processo de Trabalho se realiza em algum objeto, sobre o qual se exerce a o transformadora, com o uso de meios e em condi es determinadas. Elementos f sicos e biol gicos ou mesmo elementos simb licos, assim como subjetividades ou complexos sociais, podem ser objetos nos diversos processos de Trabalho . Observa o O uso do termo objeto na an lise t cnica de processos de Trabalho , algumas vezes, feito no sentido do fim ou da meta do Processo . Aqui utilizamos o termo objetivo nesse sentido e reservamos ao termo objeto o significado de mat ria, condi o ou estado sobre o qual se exerce a atividade produtiva (a o) no sentido de sua transforma o. agente ou sujeito Todo Processo de Trabalho tem um sujeito ou conjunto de sujeitos que executa as a es, estabelece os objetivos e as rela es de adequa o dos meios e condi es para a transforma o dos objetos.

7 Deve-se considerar o agente do Trabalho na complexidade de sua exist ncia real. Nos processos de Trabalho em geral, muitas vezes a atividade realizada por apenas um indiv duo, embora raramente isso ocorra em todo o Processo de Trabalho . Trata-se, ent o, de um sujeito individual exercendo uma atividade ou um conjunto dado de atividades. Frequentemente, no entanto, encontramos, nos processos de Trabalho , atividades coletivas, conjuntas ou complementares de v rios indiv duos. Nesse caso falamos, normalmente, em Trabalho de grupo ou de equipe. A maior parte dos processos de Trabalho , individuais ou de equipe, realiza-se dentro de organiza es sociais ou institui es especialmente constitu das para um determinado fim. Al m disso, deve-se considerar, ainda, que todos esses sujeitos s o formados e desenvolvem suas atividades em uma sociedade determinada.

8 Assim, os objetivos, bem como os procedimentos anal ticos e operacionais de adequa o de meios, condi es e fins, s o estabelecidos e realizados em todos esses n veis (social, institucional, de equipe ou grupo e individual). Portanto, dependendo da perspectiva de an lise, o agente do Trabalho pode e deve ser visto como um indiv duo, um grupo ou equipe, uma institui o ou uma sociedade. Objetivos existenciais ou sociais nos processos de Trabalho At este ponto do texto, consideramos os objetivos dos processos de Trabalho sob um ngulo predominantemente t cnico, da finalidade imediata do Trabalho (produzir uma mesa, aplicar uma vacina, preparar uma comida, etc.). Por m, todo Processo de Trabalho realiza tamb m objetivos existenciais e sociais dos sujeitos nele envolvidos, objetivos esses que podem estar claros ou n o para esses sujeitos. Em primeiro lugar, o Processo de Trabalho um momento privilegiado de exerc cio de capacidades, de manifesta o ativa dos indiv duos e, por isso, podemos dizer que a realiza o em si dessas individualidades tamb m um objetivo de todo Trabalho .

9 Dito de outra forma, desenvolver a capacidade e a possibilidade de realizar um Trabalho pode ser, em si mesmo, um objetivo. Por exemplo: A capacidade que desenvolve um membro de uma equipe de sa de de organizar e conduzir uma reuni o pode ser t o importante para esse sujeito quanto os resultados alcan ados com essa reuni o, na medida em que representou um desafio pessoal que foi superado. Aqui se incluem potencialidades e expectativas individuais que s o sempre formadas ou desenvolvidas socialmente. Mas deve-se destacar que parte n o desprez vel dessa realiza o, assim como da produtividade do Trabalho , deve-se s rela es interpessoais nas equipes de Trabalho . Dessa inter-rela o tamb m emergem objetivos diversos daqueles relacionados realiza o dos produtos que tecnicamente s o o fim do Trabalho da equipe. Em segundo lugar, claro que as institui es apresentam objetivos que v o muito al m da simples realiza o dos produtos para os quais elas s o designadas.

10 Esses objetivos variam, certamente, com o car ter das institui es em quest o. Um exemplo cl ssico aquele das empresas privadas dentro das rela es sociais capitalistas. Nessas condi es, as institui es sempre t m como objetivo final n o apenas a fabrica o de um produto, mas, tamb m, produzir certo volume ou percentual de lucro ou conquistar certa posi o no mercado. A realiza o de seus produtos ou servi os , de fato, meio para atingirem tal fim. Do mesmo modo, dentro das institui es p blicas por meio das quais se realizam, por exemplo, os servi os p blicos de sa de e educa o no Brasil, h objetivos de interesse dos representantes pol ticos, tais como a conquista e a manuten o de posi es de poder nos diversos n veis institucionais: local, municipal, regional, estadual e nacional. Por fim, todos esses objetivos ou expectativas individuais, grupais ou institucionais se d o numa determinada sociedade que tamb m produz (de uma maneira ou de outra) objetivos ou expectativas, expressos, mais ou menos claramente, em padr es, valores e metas.


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