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Palliative care: ARTIGO ARTICLE an approach based …

ARTIGO ARTICLE25771 Departamento de Ci nciasSociais, Escola Nacional deSa de P blica, Fiocruz. Bulh es1480/923, Rio de JaneiroRJ. paliativos :uma abordagem a partir das categorias profissionais de sa dePalliativ e care: an approach based on the professional health categoriesResumo O Cuidado Paliativ o surge como umafilosofia humanit ria de cuidar de pacientes emestado terminal, aliviando a sua dor e o sofrimen-to. Estes cuidados prev em a a o de uma equipeinter disciplinar, onde cada pro fissional reconhe-cendo o limite da sua atua o contribuir paraque o paciente, em estado terminal, tenha digni-dade na sua morte. Este ARTIGO trata a quest o damorte e do morrer, tanto na vis o tradicional comona contemporaneidade, e como o cuidado paliati-vo tem sido tratado nas categorias de trabalho demedicina, servi o social, psicologia e metodologia deste trabalho consiste na revis obibliogr fica de artigos localizados na base de da-dos Scielo, revistas eletr nicas e livros t cnicos re-lacionados com o tema.

2578 Hermes HR, Lamarca ICA Introdução O termo “cuidados paliativos” é utilizado para designar a ação de uma equipe multiprofissional à pacientes fora de possibilidades terapêuticas de

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  Cuidados paliativos, Cuidados, Paliativos

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1 ARTIGO ARTICLE25771 Departamento de Ci nciasSociais, Escola Nacional deSa de P blica, Fiocruz. Bulh es1480/923, Rio de JaneiroRJ. paliativos :uma abordagem a partir das categorias profissionais de sa dePalliativ e care: an approach based on the professional health categoriesResumo O Cuidado Paliativ o surge como umafilosofia humanit ria de cuidar de pacientes emestado terminal, aliviando a sua dor e o sofrimen-to. Estes cuidados prev em a a o de uma equipeinter disciplinar, onde cada pro fissional reconhe-cendo o limite da sua atua o contribuir paraque o paciente, em estado terminal, tenha digni-dade na sua morte. Este ARTIGO trata a quest o damorte e do morrer, tanto na vis o tradicional comona contemporaneidade, e como o cuidado paliati-vo tem sido tratado nas categorias de trabalho demedicina, servi o social, psicologia e metodologia deste trabalho consiste na revis obibliogr fica de artigos localizados na base de da-dos Scielo, revistas eletr nicas e livros t cnicos re-lacionados com o tema.

2 A an lise dos artigos apon-tou para uma car ncia de disciplinas que tratemda tem tica da morte nos curr culos profissionais,para poucos servi os de cuidados paliativos na so-ciedade brasileira e para barreiras que se colocama esse novo olhar ao paciente terminal. Esta pes-quisa visa ampliar a discuss o dos cuidados palia-tivos na sa de p blica, e fornecer subs dios a futu-ros estudos que tratar o da tem Morte, Cuidado paliativo, Hu-maniza o, Equipe interdisciplinarAbstract Palliativ e care has emerged as a human-itarian philosophy of caring for terminally ill pa-tients, alleviating their pain and suffering. Thiscare involves the action of an interdisciplinaryteam, in which all the professional recognize thelimits of their performance will help the terminal-ly ill patient to die with dignity.

3 This ARTICLE dealswith the issue of death and dying, both from thetraditional and the contemporary standpoint, andhow Palliative care have been treated in the jobcategories of medicine, social work, psychology andnursing. The methodology of this study consists ofa literature review of articles in the SciELO data-base, electronic journals and technical books re-lated to the topic. Analysis of the articles revealeda shortage of subjects that deal with the theme ofdeath in professional curricula, as well as few pal-liative care services in Brazilian society and bar-riers faced by this new approach to the terminalpatient. This research aims to broaden the discus-sion of Palliative care in public health, and pro-vide information for future studies that will ad-dress the words Death, Palliativ e care, Humanizati-on, Interdisciplinary teamH lida Ribeiro Hermes 1 Isabel Cristina Arruda Lamarca 12578 Hermes HR, Lamarca ICAI ntrodu oO ter mo cuidados paliativ os utilizado paradesignar a a o de uma equipe multiprofissional pacientes fora de possibilidades terap uticas decura.

4 A palavr a paliativa originada do latimpalliun que significa manto, prote o, ou seja,proteger aqueles em que a medicina curativa j n o mais acolhe. Segundo o Manual dos Cuida-dos Paliativos1, a origem do mesmo se confundehistor icamente com o ter mo hospice - abrigosque tinham a fun o de cuidar dos viajantes eperegrinos doentes. Essas institui es eram man-tidas por religiosos crist os dentro de uma pers-pectiva movimento hospice contempor neo foiintroduzido pela inglesa Cicely Saunders em 1967,com a funda o do Saint Christopher Hospice,no Reino Unido. Essa institui o prestava assis-t ncia integral ao paciente desde o controle dossintomas at al vio da dor e sofrimento psicol -gico. A partir de ent o surge uma nova filosofiano cuidar dos pacientes cuidados paliativos foram definidos pelaOrganiza o Mundial de Sa de (OMS) em 1990,e redefinidos em 2002, como sendo uma aborda-gem que aprimora a qualidade de vida, dos pacien-tes e fam lias que enfrentam problemas associadoscom doen as, atrav s da preven o e al vio do so-frimento, por meio de identifica o precoce, avali-a o corre ta e tratamento da dor, e outros proble-mas de ordem f sica, psicossocial e princ pios incluem: reafirmar a impor-t ncia da vida, considerando a morte como umprocesso natural; estabelecer um cuidado que n oacelere a chegada da morte, nem a prolongue commedidas desproporcionais (obstina o terap u-tica).

5 Propiciar al vio da dor e de outros sinto-mas penosos; integrar os aspectos psicol gicos eespirituais na estrat gia do cuidado; oferecer umsistema de apoio fam lia para que ela possaenfrentar a doen a do paciente e sobreviver aoper odo de luto .Devem reunir as habilidades de uma equipeinterdisciplinar para ajudar o paciente a adap-tar-se s mudan as de vida impostas pela doen- a, pela dor, e pro move r a reflex o necess riapara o enfrentamento desta condi o de amea a vida para pacientes e familiares .O processo de viver se prolongou de umaforma exponencial nas ltimas d cadas, devido s inova es tecnol gicas que impactaram noaumento da sobrevida, e isto nos faz perceberque a morte, na maioria das vezes, j n o umepis dio e sim um processo, s vezes at prolon-gado, demorando anos e at mesmo d cadasdependendo da enfermidade.

6 Estudos do IBGE4 mostram que entre 1901 e2000, a popula o brasileira passou de 17,4 para169,6 milh es de pessoas, e a expectativa de vidade um homem brasileiro subiu dos 33,4 anos em1910 para os 64,8 anos em 2000. Entretanto, jun-to com o prolongamento da vida, os profissio-nais de sa de come aram a perceber que mesmon o havendo cura, h uma possibilidade de aten-dimento, com nfase na qualidade de vida e cui-dados aos pacientes, por meio de assist ncia in-terdisciplinar, e da abor dagem aos familiares quecompartilham deste processo e do momento fi-nal da vida os cuidados , ao mesmo tempo em que os cuidadospaliativos s o recentes no pa s, e desconhecidospor um grande contingente de profissionais quetrabalham com pacientes em fase terminal, algu-mas quest es se colocam: como as categoriasprofissionais de medicina, enfermagem, psicolo-gia e servi o social est o pensando o cuidadopaliativo?

7 Quais os aspectos que est o sendo abor-dados? Quais as a es desenvolvidas por cadacategoria profissional sobre o termo? H con-verg ncia entre os profissionais em rela o uti-liza o do conceito?Este ARTIGO tem como objetivo analisar comoas categorias profissionais descritas acima, est oabordando os cuidados paliativos . Para isso foirealizada a revis o da literatura de artigos cient fi-cos, extra dos nas bases de dados Scielo (ScientificEletronic Library Online), no per odo compreen-dido entre 2000 e 2011. Os descritores utilizadosforam: cuidados paliativos ; cuidados paliativos eequipe interdisciplinar (m dico, assistente social,psic logo, enfermeiro). Os artigos foram selecio-nados ap s analise de t tulo, do resumo e do con-te do, e classificados em quatro grupos, corres-pondendo s categorias profissionais escolhidaspara a an lise, como mostra o Quadro escolha das categorias profissionais se justi-fica por serem as mais pr ximas abordagemdos cuidados paliativos , uma vez que est o emcontato direto com os pacientes e seus artigos encontrados no levantamen-to bibliogr fico foram descartados, por n o con-terem as informa es necess rias para respon-der as quest es propostas neste trabalho, mes-mo tendo os mesmos descritores propostos ncia & Sa de Coletiva, 18(9):2577-2588, 2013 Morte.

8 Da vis o tradicional vis o contempor neaFalar sobre a morte sempre foi um tema in-c modo para muitas pessoas, tendo em vista osmist rios e tabus que envolve m o assunto. Po-r m o morrer vem se transfor mando com odecorrer do tempo. Com as tecnologias cada vezmais avan adas poss vel retardar, atenuar, di-minuir a dor do indiv duo terminal. Ou seja, amorte tem deixado de ser um epis dio para setornar um processo3. De acordo com Ari s24 amorte na idade m dia era vista como natural ejusta. O doente era o protagonista da cena e, nosmomentos que precediam a sua morte, era defundamental import ncia que os amigos e fami-liares, incluindo crian as, estivessem forma, poderia pedir perd o aqueles queo rodeava e assim considerava-se preparado oSocialMedicinaEnfermagemT tulo do artigoPsicologia e tica em cuidados PaliativosPsicologia Hospitalar e cuidados paliativosPropostas desenvolvidas em um Hospital Amparador -Terapia Ocupacional e PsicologiaAlunos de Psicologia e educa o para a morteO papel do psic logo na equipe de cuidados paliativosjunto ao paciente com c ncerSida e cuidados paliativosCrian as e adolescentes em cuidados paliativosoncol gicos.

9 A interven o do Servi o Social junto ssuas fam liasA atua o do Servi o Social junto a pacientesterminais: breves considera esAlta Social: a atua o do assistente social em cuidadospaliativosA atua o do servi o social em cuidados paliativosPaciente terminal e m dico capacitado: parceria pelaqualidade de vidaO m dico diante da morteMorte enfrentamento: Um olhar para a pr tica m dicaA terminalidade da vida e os cuidados paliativos noBrasil: considera es e perspectivasO Papel do m dico em cuidados paliativosSistematiza o da assist ncia de enfermagem emcuidados paliativos na oncologia: vis o dos enfermeirosO enfermeiro frente ao paciente fora de possibilidadeterap utica: dignidade e qualidade no processo demorrerRea es e sentimentos de profissionais da enfermagemfrente morte dos pacientes sob seus cuidadosCuidados paliativos aos pacientes terminais: percep oda equipe de enfermagemCuidados paliativos crian a oncol gica na situa o doviver/morrer: a tica do cuidar em enfermagemQuadro 1.

10 Artigos selecionados por categorias e Lustosa6 Othero e Costa7 Junqueira e Kovacs8 Ferreira et o et 3 Andrade13 Souza e Lemonica14 Aleluia e Peixinho15 Salgado et e Moreira19 Furtado et et et et depublica o200120102007200820012008201020102002200 9200320022009200520092011201120112009200 9 Fonte: Elabora o pr HR, Lamarca ICAPara Ari s24 durante os s culos XVI, XVII eXVIII, a morte foi caracterizada de maneira dife-rente. O homem come a a pensar mais na mortedo outro, em virtude das transforma es queocorrem na concep o de fam lia, a qual passa aser mais fundada no afeto. A morte passa a serencarada como inimiga, como uma viola o quearranca o indiv duo do seu seio s24, em seus estudos sobre a morte noocidente, afirma que h uma mudan a na formade encarar esse fen meno.


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