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1 EROS O E PROGRADA O DO LITORAL BRASILEIRO | PERNAMBUCO179 PERNAMBUCOV aldir do Amaral Vaz MansoLABORAT RIO DE GEOLOGIA E GEOF SICA MARINHA - LGGM,UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCOP aulo da N brega CoutinhoLABORAT RIO DE GEOLOGIA E GEOF SICA MARINHA - LGGM,UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCON bia Chaves GuerraLABORAT RIO DE GEOLOGIA E GEOF SICA MARINHA - LGGM,UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCOC arlos Fernando de Andrade Soares JuniorLABORAT RIO DE GEOLOGIA E GEOF SICA MARINHA - LGGM,UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO180 VALDIR DO AMARAL VAZ MANSO | PAULO DA N BREGA COUTINHO | N BIA CHAVES GUERRA | CARLOS DE ANDRADE SOARES O E PROGRADA O DO LITORAL BRASILEIRO | PERNAMBUCO181 INTRODU OA zona costeira, como um espa o de grande valor ambiental, exerce um importantepapel socioecon mico na forma de enorme fonte de recursos. Entretanto, tam-b m, uma rea extremamente sens vel e inst vel pelo seu car ter de praia um ambiente bastante din mico que pode sofrer eros o, sedimenta o eequil brio a curto prazo, atrav s de for as naturais (onda, corrente, mar e vento), e,a longo prazo, em conseq ncia das flutua es do n vel relativo do seu valor paisag stico extremamente atraente, a zona costeira tem sido alvo degrande procura, especialmente nos ltimos 30 anos, com expressiva valoriza ourbana, na qual as atividades antropog nicas v m contribuindo para a destrui ode muitas zonas de praia, especialmente de cord es arenosos litor neos, imprimin-do, desta forma, grandes varia es da linha de o desenvolvimento urbano teve in cio, as atividades humanas eram con-centradas em reas portu rias e em pequenos n cleos de atividade pesqueiradistribu dos ao longo de todo litoral.
2 Nesta fase de desenvolvimento urbano, as viasde acesso a esses n cleos (estradas) exerciam maior import ncia em todos os aspec-tos sociais e econ micos do que a pr pria praia comportamento social e de certa forma de prote o da praia pode ser com-provado quando se observa em algumas reas do nosso litoral, principalmente em reas de menor concentra o urbana, antigas resid ncias com suas fachadas volta-das para a via de acesso local. Esta desvaloriza o da zona de praia permitiu, pormuito tempo, a preserva o deste setor na medida em que os cord es arenososeram preservados, exercendo sua fun o, que a de manter o equil brio a continua o do desenvolvimento urbano, grande reas residenciais, indus-triais, comerciais e de lazer, foram gradativamente substituindo as pequenas reasde assentamento de PERNAMBUCO , com uma zona costeira que representa cerca de 4% do territ rio,vive 43,8% da popula o. O crescimento demogr fico exponencial na zona costeiraacompanhado pela explos o desordenada das atividades tur sticas, precipitaram asua descaracteriza o, j irrevers vel em alguns setores praiais de v rios munic litoral pernambucano foi delimitado e setorizado com base na sua situa o geo-gr fica e pol tica em 21 munic pios, distribu dos numa faixa de 187 km que seestende desde o munic pio de Goiana, ao norte, at o munic pio de S o Jos daCoroa Grande, ao DO AMARAL VAZ MANSO | PAULO DA N BREGA COUTINHO | N BIA CHAVES GUERRA | CARLOS DE ANDRADE SOARES JRA costa pernambucana apresenta baixa altitude, chegando a atingir, em v riospontos, cotas inferiores ao n vel da preamar.
3 Apresenta ecossistemas extremamen-te produtivos, sendo considerada a regi o verde , onde ora se sucedem e ora seentrela am segmentos de plan cie recobertos por Coqueirais ,remanescentes de MataAtl ntica, Restingas, Estu rios com extensos Manguezais, Recifes de Coral, Coroas,Ilhas, entre acordo com o PNGC II, a Zona Costeira do Estado est assim setorizada:` Setor 1: Norte Goiana, Itaquitinga, Itapissuma, Itamarac , Igarassu, Ara oiaba,Abreu e Lima e Paulista;` Setor 2: N cleo Metropolitano Recife, Olinda, Jaboat o dos Guararapes.` Setor 3: Sul Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Sirinha m, Rio Formoso,Tamandar , Barreiros e S o Jos da Coroa ASPECTOS GERAIS DO LITORAL DE PERNAMBUCOC limaConsiderando elementos como temperatura, pluviometria e regime das frentes dear, Koppen (1948), classificou o clima da rea do tipo Ams , caracterizado porapresentar chuvas de mo es durante quase todo o ano, com uma esta o seca bemdefinida e relativamente curta que ocorre no outono.
4 Portanto, considerado umclima bastante temperaturas m dias anuais registram uma varia o entre 250C (m nimas) e300C (m ximas). Elas em geral n o apresentam varia es expressivas, de maneirasque a sua amplitude t rmica anual aprox ma-se a 50C. As temperaturas mais eleva-das s o observadas durante os meses de primavera (outubro, novembro e dezembro)e ver o. No inverno (junho, julho e agosto), a redu o da temperatura n o signi-ficativa apresentando uma m dia de litoral, segundo Melo (1958), compreende a zona de maior pluviosidade dolitoral do Nordeste, com precipita o m dia anual de 2050 mm, nos anos conside-rados recentes, ano de 2001, publicados pelo Boletim de Monitoramento e An liseClim tica - MCT/IMPE, mostram que varia es de precipita es pluviom tricas,para esta regi o, s o intensas entre os meses de fevereiro gradativo aumento de precipita o observa-se a partir de fevereiro, valoresvariando entre 50 100 mm, mar o e abril com valores superiores 200 mm,atingindo a precipita o m xima, superior 600 mm, no m s de junho.
5 Neste m s,EROS O E PROGRADA O DO LITORAL BRASILEIRO | PERNAMBUCO183a regi o leste do Nordeste, encontra-se em plena esta o chuvosa. A intensidade dechuvas nessa regi o, durante esta poca do ano, est diretamente relacionada posi o e intensidade da Alta press o do Atl ntico Sul e temperatura do Atl nticoSul, pr ximo costa brasileira. A partir de julho, final da esta o chuvosa daregi o, as precipita es tendem a diminuir, atingindo valores em torno de 50 mmno m s de setembro, caracterizado por ser um m s s estat sticos da rea do Porto de Suape, a sul de Recife, relativos ao per odode fevereiro/ 1977 a janeiro/ 1983, caracteriza como ventos dominantes o de dire- o SE. No regime de inverno, a incid ncia maior de dire o permanece a de SE,com velocidades m dias elevando-se para a faixa de 5,0 a 6,1 m/s. No ver o, apredomin ncia caracterizada pelos ventos al sios, ventos do quadrante E. As ve-locidades nestes quadrantes ficaram em torno de 5,2 regime de ventos em toda regi o costeira caracteriza-se por ser bastante regular,sazonal, soprando em 90% do tempo do setor E-SE, com velocidades m dias de 3a 5 ventos al sios de sudeste e as brisas marinhas exercem grande influ ncia nascondi es clim ticas da rea, ora minimizando, ora maximinimizando os efeitost rmicos advindos da insola oConsiderando que a rea litor nea caracteriza-se como sendo de ambientetransacional, englobando v rias unidades ambientais como praias, mangues, plan -cies de inunda o, v rzea, entre outras, diversos tipos de vegeta o com soloscaracter sticos est o efetuados pela SUDENE (1993) constataram que em toda costa doEstado de PERNAMBUCO ocorre dois tipos b sicos de forma es florestais.
6 A florestasubperenif lia e as forma es litor floresta subperenif lia (Floresta Tropical Atl ntica) uma forma o densa, alta(20 - 30 m), rica em esp cies, e que cada vez mais cede lugar a cultura da cana-de-a car na zona mida costeira. Esta forma o pode ser encontrada nas regi es detabuleiro com solos areno-argilosos, j profundamente devastada pelo forma es litor neas englobam um n mero significativo de tipos florestais, en-tre os quais destacam-se a floresta perenif lia de restinga, os manguezais, asforma es de praia e os campos de v rzea (fl vio-lagunar).A floresta perenif lia de restinga uma forma o pouco densa, com rvores detroncos finos, que ocorrem normalmente associados aos terra os arenosos da zonacosteira. Esta vegeta o est associada predominantemente aos terra ospleistoc DO AMARAL VAZ MANSO | PAULO DA N BREGA COUTINHO | N BIA CHAVES GUERRA | CARLOS DE ANDRADE SOARES JRNas reas sobre influ ncia direta das mar s, desenvolve-se uma vegeta o t pica desolos org nicos classificados como mangues.
7 Nesta rea predominam as Rhizophoraemangle, o mangue vermelho, Laguncularia racemosa, Conocarpus erectus eAvicennia ssp. Estas rvores s o grandes estabilizadoras do substrato e o seu siste-ma de ra zes proporciona abrigo para uma fauna muito rica, altamente adaptada scondi es do estu rio com esp cies de grande valor litoral arenoso a vegeta o caracteriza-se por ser pouco densa e herb cea. Suaocorr ncia tem in cio geralmente depois das cristas de berma, mais precisamentena p s-praia, e s o representados por gram neas, salsas de praia, capim da areia epsam fica herb cea alastranteOs campos de v rzeas midas e alagadas ocorrem ao longo dos cursos d gua,brejos e reas de acumula o de gua doce. Estas forma es s o densas e predomi-nam esp cies de Gramineae e item s o apresentadas informa es gerais que traduzem o atual est gio deconhecimento, com respeito a dados oceanogr ficos, da plataforma continentalinterna de mar sAs mar s para o litoral sul do Estado de PERNAMBUCO s o monitoradas atrav s depoucas esta es maregr ficas.
8 Atualmente a DHN realiza previs es de mar s paraapenas dois pontos da costa: Porto do Recife e Porto de Suape. Em ambos os portos,as mar s apresentam amplitude e per odo que as classificam nas categorias demesomar s semidiurnas com n mero de forma igual a n o haja previs o sistem tica para o litoral de PERNAMBUCO , existem regis-tros de mar realizados pela DHN, no per odo de mar o abril de 1961, que aclassifica como sendo mesomar semidiurna, com amplitude m dia de siz gia de2,0 m e de quadratura com 0,7 m e responde primariamente ao for ante astron mi-coSalinidade e temperaturaA salinidade e a temperatura das guas da plataforma continental adjacente zonacosteira demonstram, de uma maneira geral, ciclo sazonal bastante guas que cobrem a plataforma continental apresentam temperatura superficialde 27,0 a 28,7oC. Da superf cie at a profundidade de 50 m, a temperatura prati-camente constante, iniciando-se um decr scimo a partir de 60-70 m, que coincidecom a borda da plataforma e in cio da termoclina (Costa, 1991).
9 EROS O E PROGRADA O DO LITORAL BRASILEIRO | PERNAMBUCO185A salinidade tamb m apresenta um ciclo sazonal semelhante temperatura. Valo-res mais elevados foram observados em per odos secos, m ximo de 37,16 ,enquanto valores mais baixos ocorrem no per odo chuvoso, m nimo de 28,88 .Esses valores, do mesmo modo que a temperatura, apresentam flutua es pr ximas costa devido a influ ncia do aporte dos rios de correntesOs sistemas de correntes que afetam a sedimenta o e conseq entemente a mor-fologia costeira, s o correntes de mar s; correntes fluviais e correntes litor de uma regi o submetida a um regime de mesomar , as correntes demar exercem influ ncia substancial no modelamento costeiro, principalmente quan-do est o associadas ao per odo de ventos intensos que sopram de SE e as mar s desiz gia. Esta associa o produz intenso processo erosivo em toda zona litor o existem dados por longo per odo de observa o sobre velocidades de correntespr ximas costa.
10 Um dos poucos trabalhos existentes foi o levantamento efetuadona regi o do Porto de Suape, em agosto de 1992, onde foi observada velocidadem xima de corrente de 0,50 m/s na rea externa dos beachrocks. No interior dabacia, por ocasi o de mar extremamente elevada, foram obtidas velocidades m -ximas de correntes em torno de 0,8 m/s na superf cie, perto da entrada da bacia,decrescendo para 0,1 m/s nas proximidades da de ondasO sistema de ondas oce nicas que aportam as reas costeiras do Estado dePernambuco, em fun o da significativa const ncia na velocidade e dire o dosistema de ventos, tem grande influ ncia no transporte de sedimentos praia. Asondas de dire o E-SE, associadas a ventos de mesma dire o, t m altura m dia de1 a 1,5 m e per odos de 5 a 7 s, dominantes durante todo ano (Hog-Ben & Lumb,1967; , 1978; in Dominguez et al., 1992).Medidas de ondas efetuadas pela PORTOBR S no Porto de Suape, nos per odos demar o de 1977 fevereiro de 1978 e janeiro de 1979 janeiro de 1984, usandoond grafos instalados aproximadamente 17 m de profundidade, constataram queas dire es de ondas para condi o de primavera (setembro novembro), de ver o(dezembro fevereiro) e de outono(mar o maio), tendem a ser predominantemen-te perpendicularmente praia, sendo que, no outono e na primavera, ocorre umaleve tend ncia no sentido S-N, e no ver o, assumem a dire o N-S.