Transcription of Protocolo de avaliação e classificação de risco de ...
1 Artigo OriginalCopyright 2014 Revista Latino-Americana de EnfermagemEste um artigo de acesso aberto distribu do sob os termos da Licen a Creative Commons Atribui o-N o Comercial (CC BY-NC).Esta licen a permite que outros distribuam, editem, adaptem e criem obras n o comerciais e, apesar de suas obras novas deverem cr ditos a voc e ser n o comerciais, n o precisam ser licenciadas nos mesmos Latino-Am. 2014;22(2):218-25 DOI: o para correspond ncia:Rafael Silva MarconatoRua Pedro Jo o Walter Vannucci, 516 Residencial Vit ria RopoleCaixa Postal: 6584 CEP: 13082-826, campinas , SP, BrasilE-mail: de Freitas Neves Silva2 Gabriela Novelli Oliveira3 Aline Maino Pergola-Marconato4 Rafael Silva Marconato5 Eliete Boaventura Bargas6 Izilda Esmenia Muglia Araujo7 Objetivo: elaborar e validar o conte do e verificar a confiabilidade de um Protocolo de classifica o de risco para Unidade de Emerg ncia.
2 M todo: desenvolvido em um hospital universit rio do interior paulista. A valida o de conte do realizou-se em duas etapas: a primeira com a avalia o individual dos especialistas e a segunda com reuni o entre as pesquisadoras e os especialistas. A aplica o do Protocolo seguiu roteiro espec fico. Na confiabilidade utilizou-se o m todo de concord ncia ou equival ncia entre observadores. Resultados: o Protocolo elaborado apresentou validade de conte do e, ap s a realiza o das altera es sugeridas, obtiveram-se resultados de confiabilidade excelentes. Conclus o: o fluxograma de atendimento mostrou-se de f cil aplicabilidade, sendo facilitador para a busca, pela queixa, em cada prioridade de : Triagem; enfermagem em Emerg ncia.
3 Servi os M dicos de Emerg Artigo extra do da Disserta o de Mestrado Protocolo de avalia o e classifica o de risco de pacientes de uma unidade de emerg ncia apresentada Faculdade de Ci ncias M dicas, Universidade Estadual de campinas , campinas , SP, MSc, Enfermeira, Hospital de Cl nicas, Universidade Estadual de campinas , campinas , SP, Enfermeira, Hospital Universit rio, Universidade de S o Paulo, S o Paulo, SP, Doutoranda, Faculdade de enfermagem , Universidade Estadual de campinas , campinas , SP, Mestrando, Faculdade de enfermagem , Universidade Estadual de campinas , campinas , SP, Brasil.
4 Enfermeiro, Hospital de Cl nicas, Universidade Estadual de campinas , campinas , SP, MSc, Enfermeira, Hospital de Cl nicas, Universidade Estadual de campinas , campinas , SP, PhD, Professor Doutor, Faculdade de enfermagem , Universidade Estadual de campinas , campinas , SP, de avalia o e classifica o de riscode pacientes em unidade de emerg MFN, Oliveira GN, Pergola-Marconato AM, Marconato RS, Bargas EB, Araujo oOs servi os de emerg ncia representam parcela importante da porta de entrada ao sistema de sa de, pois, parte da popula o busca essas unidades para resolu o de problemas de menor complexidade, ocasionando superlota o nesses servi os.
5 Essa realidade est presente no cen rio internacional e no Brasil(1-2).Para atender essa demanda das unidades de emerg ncia(3-4), uma das a es da Pol tica Nacional de Humaniza o (PNH) e do QualiSUS inclui a implementa o nos hospitais do acolhimento e triagem classificat ria de pacientes, priorizando o atendimento de acordo com a gravidade do caso e n o mais por ordem de chegada(1), que identifica pacientes em condi es de urg ncia, aumenta a satisfa o do usu rio, diminui o congestionamento e organiza o fluxo de atendimento(5).
6 A triagem de pacientes teve origem com os militares nos campos de batalha em 1800. O conceito formal de triagem de pacientes foi introduzido nos Departamentos de Emerg ncia dos Estados Unidos, no final da d cada de 50, quando ocorreu aumento significativo do n mero de pacientes que procuravam esses servi os(6).Perante o exposto e frente s necessidades de implanta o da classifica o de risco nas unidades de sa de do Brasil, o Conselho Federal de enfermagem determinou, por meio da Resolu o no. 423/2012, que a classifica o de risco privativa do enfermeiro e esse deve estar dotado dos conhecimentos, compet ncias e habilidades que garantam rigor t cnico-cient fico ao procedimento(7).
7 Poucas institui es disp em de protocolos e as publica es sobre o tema ainda s o estudo teve como objetivos elaborar e validar o conte do e verificar a confiabilidade de um Protocolo de classifica o de risco para a Unidade de Emerg ncia Referenciada (UER) de um hospital universit todoEstudo de abordagem quantitativa, desenvolvido em uma UER de um hospital universit rio do interior paulista que realiza, em m dia, 400 atendimentos/dia. O estudo foi dividido em cinco etapas: avalia o do perfil/demanda dos pacientes da unidade; avalia o dos protocolos de classifica o de risco da literatura; elabora o do Protocolo de classifica o de risco , conforme perfil da popula o atendida; valida o de conte do e verifica o da confiabilidade do Protocolo .
8 A primeira etapa foi contemplada em outro artigo, ao qual foi realizado levantamento retrospectivo do perfil da popula o e da demanda de atendimento, com base nos dados presentes nas fichas de atendimento da Unidade(8).Para a etapa avalia o dos protocolos de classifica o de risco foram analisados os seguintes protocolos: Manchester/Inglaterra(9), AST/Austr lia(10), CTAS/Canad (11), ESI/Estados Unidos(12), Acolhimento e Classifica o de risco do Hospital Concei o/Porto Alegre-RS(4), Projeto Acolhimento do Hospital Municipal M rio Gatti/ campinas -SP(13), Hospital Odilon Behrens/Belo Horizonte-MG)(14) e o Protocolo de Acolhimento com Avalia o e Classifica o de risco do MS/Brasil(15).
9 Para a elabora o do Protocolo de classifica o de risco , dividiu-se em quatro as prioridades de atendimento: vermelho (Grupo 1), amarelo (Grupo 2), verde (Grupo 3) e azul (Grupo 4). Cada um dos grupos cont m as principais queixas, sinais e sintomas dos pacientes e foi subdividido em itens, conforme apresentado na Figura 1 (Grupo 1), Figura 2 (Grupo 2) e Figura 3 (Grupos 3 e 4). A mesma queixa pode-se enquadrar em mais de um grupo, conforme avalia o do enfermeiro. O formato original do fluxograma est na disserta o de mestrado de uma das etapa de valida o de conte do, o Protocolo foi encaminhado para a aprecia o de sete especialistas.
10 Para a aprecia o, utilizou-se um roteiro com os itens do Protocolo e os crit rios de avalia o: organiza o, abrang ncia, objetividade e pertin ncia. Ap s o retorno das avalia es, foi realizada a compila o das respostas e sugest es e, em seguida, realizou-se uma reuni o do comit de especialistas com as pesquisadoras, aos quais foram apresentadas as sugest es de altera es propostas, e cada participante manifestou sua opini o em rela o aos itens at chegar ao etapa de verifica o de confiabilidade foi utilizado o m todo de concord ncia ou equival ncia, da qual participaram quatro enfermeiros da Unidade.