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1 - 238 - Artigo Original UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO UPA 24h: PERCEP O DA. ENFERMAGEM. Saionara Nunes de Oliveira , Bianca Jacqueline Ramos2, Marina Piazza3, Marta Lenise do Prado4, Kenya Schmidt Reibnitz5, Adalbi Cilonei Souza6. 1 Mestranda do Programa de P s-Gradua o em Enfermagem (PEN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora Substituta do Departamento de Enfermagem da UFSC. Bolsista CNPq. Florian polis, Santa Catarina, Brasil. E-mail: 2 Enfermeira. Aluna da Resid ncia Integrada Multiprofissional em Sa de do Hospital Universit rio da UFSC. Florian polis, Santa Catarina, Brasil. E-mail: 3 Enfermeira. Florian polis, Santa Catarina, Brasil. E-mail: 4 Doutora em Filosofia da Enfermagem.
2 Professora Associado do Departamento de Enfermagem e do PEN/UFSC. Pesquisadora CNPq. Florian polis, Santa Catarina, Brasil. E-mail: 5 Doutora em Enfermagem. Professora Titular do Departamento de Enfermagem e do PEN/UFSC. Florian polis, Santa Catarina, Brasil. E-mail: 6 Mestre em Enfermagem. Enfermeiro da Secretaria Municipal de Sa de de Florian polis. Florian polis, Santa Catarina, Brasil. E-mail: RESUMO: O objetivo do estudo foi descrever a percep o da enfermagem sobre as Unidades de PRONTO ATENDIMENTO . Trata-se de uma pesquisa descritiva de abordagem qualitativa. Os participantes do estudo foram 25 profissionais de enfermagem das Unidades de PRONTO ATENDIMENTO de um munic pio de Santa Catarina que, voluntariamente, aceitaram participar da pesquisa.
3 Os dados foram coletados atrav s de entrevistas e submetidos proposta operativa de an lise de dados qualitativos. Os resultados demonstram a compreens o dos profissionais sobre a finalidade dessas unidades, mas apontam para a forma equivocada que o servi o vem sendo utilizado pela popula o; fato que, somado falta de materiais, padroniza o de procedimentos, recursos humanos e capacita es, dificulta o processo de trabalho. Sugere-se que a educa o permanente possa ser utilizada como forma de articula o da equipe na busca por um trabalho de qualidade. DESCRITORES: Enfermagem. Servi os m dicos de emerg ncia. Enfermagem em emerg ncia. EMERGENCY CARE UNITS (UPA) 24h: THE NURSES' PERCEPTION.
4 ABSTRACT: This study aimed to describe the nurses' perception regarding the Emergency Care Units. It is descriptive research with a qualitative approach. The study participants were 25 nursing professionals from the Emergency Care Unit of a municipality in Santa Catarina who voluntarily accepted to participate in the study. The data were collected through interviews and were submitted to the operative proposal for analysis of qualitative data. The results show the professionals' understanding in relation to the purpose of these units, but indicate the incorrect way that this service is being used by the population; a fact that added to the lack of materials, standardization of procedures, human resources and training hinders the work process.
5 It is suggested that continuing education may be used as a means for articulating the team and the search for quality work. DESCRIPTORS: Nursing. Emergency medical services. Emergency nursing. UNIDAD DE CUIDADOS DE EMERGENCIA UPA 24h: PERCEPCI N DE. ENFERMER A. RESUMEN: El objetivo de este estudio fue describir la percepci n de la enfermer a en las Unidades de Cuidados de Emergencia. Esta es una investigaci n con enfoque cualitativo, descriptivo. Los participantes del estudio fueron 25 profesionales de enfermer a de las Unidades de Cuidados de Emergencia de una ciudad de Santa Catarina que voluntariamente aceptaron participar. Los datos fueron recolectados a trav s de entrevistas y sometidos a la propuesta de an lisis operativa de los datos cualitativos.
6 Los resultados demuestran la comprensi n de los profesionales sobre el prop sito de estas unidades, pero se alan el camino equivocado con que el servicio est siendo utilizado por la poblaci n, adem s del hecho de que la falta de materiales, normalizaci n de los procedimientos, recursos humanos y capacitaciones, perturba el proceso de trabajo. Se sugiere que la educaci n continua se puede utilizar como una articulaci n del equipo en la b squeda de un trabajo de calidad. DESCRIPTORES: Enfermer a. Servicios m dicos de emergencia. Enfermer a de urgencia. Texto Contexto Enferm, Florian polis, 2015 Jan-Mar; 24(1): 238-44. UNIDADE de PRONTO ATENDIMENTO UPA 24h: percep o - 239 - INTRODU O casos mais graves para ATENDIMENTO O Sistema de Sa de, no Brasil, encontra-se A Portaria n.
7 1020, de 13 de maio de 2009,9. estruturado em tr s n veis hier rquicos comple- que estabelece diretrizes para a implanta o do mentares de aten o sa de aten o b sica, componente Pr -Hospitalar fixo, a qual define as de m dia e alta Cada um desses compet ncias e responsabilidades das UPAs, uti- componentes da rede assistencial deve participar liza o termo acolhimento em vez de triagem , da Aten o s Urg ncias respeitando-se os limites conforme preconizado pelo Humaniza SUS,10 que de sua complexidade e capacidade de resolu o. entende triagem como uma pr tica de exclus o. esperado que a popula o que necessita de Entre os profissionais que atuam nas Uni- ATENDIMENTO possa ser acolhida em qualquer n vel dades est o: coordenador ou gerente, m dico cl - de aten o e encaminhada para os demais n veis nico geral, m dico pediatra, enfermeiro, t cnico/.
8 Quando a complexidade do ATENDIMENTO exigido auxiliar de enfermagem, t cnico de radiologia, ultrapasse a capacidade de assist ncia do servi auxiliar de servi os gerais, auxiliar administrativo A falta de articula o, no entanto, entre esses e, quando houver laborat rio na UNIDADE , tamb m setores, somado ao aumento dos casos de aciden- dever o contar com bioqu mico, t cnico de labo- tes e viol ncia urbana, nos ltimos anos, causou rat rio e auxiliar de laborat a superlota o das emerg ncias hospitalares e A equipe de enfermagem est inserida no PRONTO -socorros, transformando essa rea numa novo servi o, fazendo parte da equipe que acolhe, das mais problem ticas do sistema de sa assiste e participa do processo de refer ncia e contrarrefer ncia dos pacientes.
9 A aten o dada . Nesse cen rio, as Unidades de PRONTO Aten- rea, no entanto, ainda bastante insuficiente nos dimento (UPAs) surgem como uma das estrat gias cursos formadores desses profissionais, consoante da Pol tica Nacional de Aten o s Urg ncias para com o referido pela pr pria Pol tica Nacional de a melhor organiza o da assist ncia, articula o Aten o s Urg dos servi os; e defini o de fluxos e refer ncias Essa estrat gia aparece como uma Nesse contexto, procuramos, atrav s desta das iniciativas resolutivas para o problema da pesquisa, descrever a percep o da equipe de en- superlota o em emerg ncias fermagem sobre as UPAs, bem como conhecer as fragilidades e potencialidades encontradas pelos As Unidades supracitadas ocupam o n vel profissionais inseridos nesse servi o.
10 Intermedi rio de complexidade entre as Unidades B sicas de Sa de (aten o b sica) e a m dia e alta complexidade, integrando a Rede Pr -Hospitalar METODOLOGIA. Fixa. Criada em 2002, a proposta baseou-se em Trata-se de uma pesquisa descritiva, de experi ncias de sucesso em cidades como Cam- abordagem qualitativa, desenvolvida nas UPAs pinas-SP, Curitiba-PR, Belo Horizonte-MG e Rio de um munic pio de Santa Catarina. O estudo de foi desenvolvido com todos os profissionais da Devem funcionar 24 horas por dia, reali- equipe de enfermagem. Aceitaram participar, zando triagem classificat ria de risco, prestando voluntariamente, 25 profissionais, em que 11 eram ATENDIMENTO resolutivo aos pacientes acometidos enfermeiros e 14 t cnicos de enfermagem.
